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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Parques ambientais de Minas Gerais oferecem atrativos diversos a todo o público

Cachoeira Sempre Viva, no Parque do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas.

Minas Gerais tem dimensões territoriais que se igualam ao tamanho de alguns países. Tamanha extensão abriga paisagens das mais diversas. Muitas dessas belezas estão localizadas nos parques estaduais. Ao todo, são 39 unidades, sob gestão e manutenção do Instituto Estadual de Florestas (IEF).
Entre relevos e vegetações diversas, molduras de paisagens ímpares, a Agência Minas Gerais elencou três desses parques para dar destaque. 
Parque Lapa Grande, em Montes Claros, norte de Minas.
Parque Lapa Grande, em Montes Claros
O primeiro deles, Parque da Lapa Grande, em Montes Claros, fica no Território Norte do estado. Os principais atrativos são as 62 cavidades registradas na reserva. Essas grutas atraem não só estudiosos da espeleologia, como também turistas procurando um local diferente.
Além do potencial turístico, há também uma função social. O Lapa Grande abriga mananciais responsáveis pelo abastecimento de água de aproximadamente 35% da população da região de Montes Claros, cidade que fica a 12 quilômetros do parque.
De terça a sexta, o parque se dedica a receber visitas agendadas, especialmente de instituições de ensino e ONG’s. A analista ambiental e gerente da unidade, Elisângela Alves Mota Chinelato, destaca o caráter positivo dessa rotina.
“A vantagem dessas visitas agendadas, de cunho educativo, é que, ao estar diante dessas belezas naturais que enchem os olhos, até pessoas que não tinham tanta consciência ambiental passam a ter um carinho maior por esses lugares de preservação”, diz Elisângela.
Parque Estadual do Rio Preto, no Alto Jequitinhonha
Com uma característica diferente, encontra-se o Parque Estadual do Rio Preto, próximo à Diamantina, no Território Alto Jequitinhonha. Com cachoeiras e piscinas naturais que exibem uma água de cor negramente translúcida, daí o nome do lugar, as belezas formam espécie de praia mineira, com areias brancas e águas fartas.
Diferentemente do Lapa Grande, que não tem infraestrutura para acomodação de turistas, no Rio Preto as condições são completas: inclui portaria, estacionamento e restaurante. 
Poço de Areia, no Parque Rio Preto, no Alto Jequitinhonha.
O Centro de Visitantes possui um auditório para 70 pessoas, duas salas de reunião para 30 pessoas cada e uma sala para exposições.
Os 12 alojamentos podem abrigar até 52 pessoas e a área de camping comporta até 25 barracas e possui quiosques, churrasqueiras, lavatório de vasilhames, vestiários e fonte de água potável.
Parque Estadual de Nova Baden,
Parque Estadual de Nova Baden, no Sul de Minas
Na região do Circuito das Águas de Minas Gerais localiza-se o Parque Estadual de Nova Baden, em Lambari, no Território Sul. Diferentemente dos acima citados, os maiores atrativos são mais aventureiros, com muitas trilhas, como a de Sete Quedas, que chega à cachoeira de mesmo nome, a dos Troncos e a dos Palmitos.  A água também é importante elemento da composição de paisagens.
O Parque Estadual do Rio Preto, no Alto Jequitinhonha (Evandro Rodney/Agência Minas)

Serviço:
Parque da Lapa Grande
Endereço: José Corrêa Machado, s/n – 
Bairro Ibituruna, Montes Claros/MG, CEP 3224-7500
Telefone: (38) 32247550
Parque do Rio Preto
Endereço: Estrada vicinal que liga o município de São Gonçalo do Rio Preto à comunidade de Santo Antônio. Km 15 – São Gonçalo do Rio Preto/MG – CEP 39.185-000
Os alojamentos e a área de camping devem ser reservados com antecedência junto à administração do parque.
Visitação: de terça a domingo, das 7h às 17h
Telefone: (38) 99765621
Parque Nova Baden, em Lambari
Horário de funcionamento: das 08h às 17h (terça a domingo e feriados)
Telefone: (35) 3271-1338
Como chegar:
Saindo de Belo Horizonte, seguir pela BR 381 (Rodovia Fernão Dias) no sentido São Paulo até o trevo para Cambuquira. A partir daí, prosseguir pela MG 267 até o município Lambari.
Fonte: Agência Minas

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Itamarandiba: Nova espécie de sapo é descoberta no Parque Estadual Serra Negra

Os sapinhos do gênero Crossodactylodes são raros, vivem em bromélias e têm distribuição restrita em áreas montanhosas da Mata Atlântica.

Foto: divulgaçãoNova espécie de sapo é descoberta no município de Itamarandiba
A espécie foi encontrada no topo de montanha, isolada dos demais fragmentos florestais
Uma nova espécie de anfíbio acaba de ser descoberta no Parque Estadual da Serra Negra, localizado a 33 km de Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha. A espécie foi encontrada enquanto pesquisadores buscavam por novas populações do sapinho da bromélia, Crossodactylodes Itambe, que haviam sido descobertos no Parque Estadual Pico do Itambé, em 2011.

A busca foi guiada pela pesquisa de doutorado de Izabela Barata, bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na University of Kent, na Inglaterra, e pesquisadora do Instituto Biotrópicos.

Após a descoberta da nova espécie do Pico do Itambé, o gerente do Serra Negra, Wanderlei Pimenta, fez um convite à pesquisadora para que ela também visitasse a reserva ambiental, uma vez que o parque possui altitude e bromélias semelhantes às do Pico do Itambé. 
“Como o Serra Negra tem uma vegetação bastante parecida com a da região onde foi encontrado o Crossodactylodes Itambe achei que uma visita à unidade poderia ajudar na pesquisa e fiquei muito feliz quando descobriram uma nova espécie no nosso parque”, diz Pimenta. 


Os sapinhos do gênero Crossodactylodes são raros (Izabela Barata)

O gerente destaca também a importância da unidade de conservação para a preservação da biodiversidade do seu entorno. “Apesar da intensa atividade de silvicultora na região, a unidade possui um ecossistema ainda bastante preservado, com grande domínio de Mata Atlântica e uma pequena porção de Cerrado. Essa transição entre dois biomas também favorece a diversidade das espécies”, ressalta. 
Quando os pesquisadores coletaram as primeiras amostras dos sapinhos acharam que se tratava de uma população de Crossodactylodes Itambe, mas análises de DNA confirmaram que na verdade foi encontrada uma nova espécie do gênero Crossodactylodes. Atualmente, duas pesquisas científicas estão sendo desenvolvidas no Parque Estadual da Serra Negra. 
A espécie foi encontrada no topo de montanha, isolada dos demais fragmentos florestais. A área onde ocorre é coberta por Mata Atlântica e as bromélias estão localizadas dentro da mata, crescendo no solo e também nas árvores.Os sapinhos do gênero Crossodactylodes são raros, vivem em bromélias e têm distribuição restrita em áreas montanhosas da Mata Atlântica.
As espécies de Crossodactylodes são ameaçadas de extinção. Para validar o registro da descoberta, os pesquisadores irão trabalhar na descrição da nova espécie e escolher seu nome.
 SOBRE PARQUE 
O parque faz parte da Bacia do Rio Jequitinhonha e está inserido na Cadeia do Espinhaço, dominando a paisagem local com seu relevo montanhoso e aparência escura, quando vista contra o sol. Deve-se a este fator o nome da Serra e do próprio Parque. 
A reserva ambiental está incluída nos domínios da Mata Atlântica. Em locais de difícil acesso e em algumas baixadas podem ser observados grandes fragmentos da imponente vegetação que, originalmente, dominava a região. 
A região da Serra Negra possui importância vital para as regiões do Alto e Médio Jequitinhonha, pois inclui inúmeras nascentes de cursos d’água, vertentes para a bacia do Rio Jequitinhonha, Rio Araçuaí e alguns tributários do Rio Doce. 
Ao longo das nascentes, dos córregos e dos rios, que banham a serra, ainda podem ser observadas matas de galeria e remanescentes florestais importantes para a manutenção da fauna e flora locais. 
A cobertura vegetal nativa é composta, além de Mata Atlântica, por Cerrado e campos rupestres. Podem ser identificados no local espécies de ingá-branco, pau-d’óleo, pau-d’arco, braúna, vinhático, vinheiro, sucupira, canela de ema, velózias, orquídeas e várias espécies endêmicas das famílias melastomataceae, eriocaulaceae, poaceae (gramíneas), dentre outras.

Fonte: Agência Minas

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Moradores de Jacinto e Rubim debateram a proposta do Parque da Pedra Misteriosa

Em trâmite na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o Projeto de Lei nº 3176/2016 propõe a criação de uma nova unidade de conservação no estado, o Parque Estadual da Pedra Misteriosa.

Deputado estadual Jean Freire propôs retirar o projeto de lei em tramitação, desde que, uma Comissão formada por representantes dos moradores da área, técnicos e órgãos municipais, apresente uma proposta alternativa, no prazo de 60 dias.


Foto: arquivoCriação de parque provoca polêmica entre deputado dr. Jean e moradores de Jacinto
Com 18 mil hectares, a proposta do Parque abrange um dos mais impressionantes conjuntos de montanhas graníticas de Minas Gerais,
 Nos dias 09 e 10 de junho, foram realizadas duas Consultas Públicas, em Jacinto e
Rubim, no Baixo Jequitinhonha, nordeste de Minas, para debater a criação do Parque
da Pedra Misteriosa. Estas reuniões foram propostas pelo deputado estadual Jean
Freire (PT-MG) que é autor do Projeto de Lei que propõe a criação do Parque.
Na sexta-feira, dia 09.06, em Jacinto, a reunião se deu na Praça Três Poderes e na
Câmara Municipal.
No início da reunião da Câmara Municipal, ainda sem a presença do Deputado
Jean, manifestantes contrários ao Projeto resolveram deixar o recinto. A Assessoria, 
que organizou todo o processo, informou que acataram todas as solicitações da população, 
pedindo apenas que, após falar ao microfone, deixassem por escrito para seguir os 
trâmites documentais. Vários representantes se negaram.
A equipe do parlamentar cedeu a palavra livre após a apresentação do projeto. Alguns 
participantes não quiseram ouvir sobre a criação do Parque, pretendendo apenas expor 
suas idéias para que, após isso, o Deputado enfim excluísse de pauta o projeto.    
Manifestantes contrários saíram do recinto, indo para a Praça dos Três Poderes,
em frente à Câmara Municipal, munidos de uma caixa de som.
O deputado estadual Jean Freire chegou e iniciou o diálogo com os manifestantes.
Ouviu as queixas de moradores da área que questionavam o projeto e os convidou
para continuar a reunião, na Câmara Municipal, como estava proposto. 
 O publicitário Klévio Sousa, natural de Jacinto e assessor do deputado, informou que  estava 
no local . "  O que ocorreu foi que, antes do deputado chegar, os participantes contrários ao 
projeto resolveram deixar o Câmara. Quando o deputado chegou, conversou com todos do 
lado de fora, e os convenceram a voltarem ao plenário", afirmou Sousa. 
Na Câmara de Vereadores, continuou o debate do projeto onde a reunião teve
continuidade Alguns manifestantes contrários levantaram problemas, dizendo não
concordar com o projeto. Ao fim, foram tomadas duas decisões. A primeira, o deputado. 
Jean concordou em retirar o projeto de pauta e extingui-lo assim que chegasse à 
Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte. Em segundo, o deputado fez a exigência que se 
criasse uma Comissão, formada por moradores da região da Pedra Misteriosa e dos dois
 municípios para que apresente soluções para o desenvolvimento sustentável da área, no 
prazo de 60 dias.
Uma Ata foi lavrada e assinada pelo deputado estadual Jean Freire e pelos presentes. 
Reunião ocorreu no plenário da Câmara de Vereadores de Jacinto. ( foto Klévio Sousa)
Reunião no plenário da Câmara de Vereadores de Jacinto. ( foto Klévio Sousa)

No dia seguinte, na Câmara Municipal de Rubim, o documento foi referendado,
com a assinatura dos presentes e do deputado Jean Freire.

Leia Nota do Mandato do Deputado Jean Freire:

NOTA OFICIAL MANDATO DR. JEAN FREIRE SOBRE AS CONSULTAS
 PÚBLICAS EM JACINTO E RUBIM


Na última sexta-feira (9), em Jacinto, foi realizada a Consulta Pública por mim proposta para ouvir o
povo e, juntos, debatermos sobre o projeto de lei do Parque Estadual da Pedra Misteriosa, nos municípios
de Jacinto e Rubim, Baixo Jequitinhonha, nordeste de Minas. Gostaria de dizer que não houve por parte
 de ninguém ameaça, violência ou agressividade. O que presenciei foi a manifestação democrática
do povo dessas duas cidades, exercendo seu papel legítimo.

Fui recebido para uma conversa esclarecedora e que levou ao melhor desfecho que poderia ter: o
pleno estabelecimento da democracia, com a população dos dois municípios exercendo o seu papel
legítimo. E assim foi no sábado (10), dia seguinte, em Rubim, onde estive pelo mesmo motivo.

A consulta pública que naquele momento estava sendo realizada a meu pedido tinha por tão somente a
 rigidez ao seu significado: pedir a opinião do povo, consultá-lo. É assim que sei trabalhar: saindo
do meu gabinete e indo até o povo ouvir seus anseios e esperanças, pisando no mesmo chão, como
faço toda semana, andando por todo nosso Estado.

Ouvindo a todos, decidi retirar o projeto, mas com uma contrapartida: que aprovássemos ali a criação
de uma comissão composta por representantes diretamente envolvidos na causa para elaborar uma
proposta para região que atenda a todos, valorize homens e mulheres, valorize a agricultura familiar e
o tão rico meio ambiente. E assim decidimos, após votação democrática.

Talvez uns ou outros queiram difundir que houve intuitos obscuros ou diversos do objetivo real, levados
pelo ódio dos que, pelos mais variados motivos, quiseram transformar um trabalho conjunto em uma
 imposição verticalista típica de outras tão mais obscuras épocas vividas. O momento de nosso país não
é fácil e a dor e raiva andam querendo contaminar um ou outro. Mas não será em nós que tomarão pouso.

Fui eleito com a confiança popular e é por ela que seguirei. Será nos trilhos do amor ao próximo que nosso
trem continuará na luta pela justiça social, pela preservação do meio ambiente, pela lisura nas ações.
Nosso encontro iniciou-se em praça pública, pois é justamente neste tipo de ambiente, próximo a todos,
que aprendi a viver e a trabalhar. Repito: no mais, o que pude presenciar foi a mais típica expressão
do que acredito, do que tenho como fio condutor do nosso mandato: a democracia sobremaneira.

Este é nosso único interesse, esse é nosso único objetivo e o qual será levado adiante rigorosamente,
no que depender de nosso mandato. O respeito àqueles que em mim confiaram é a força motriz de
minha atuação.
Caminhando juntos, como foi proposto desde a ideia da consulta pública, tenho certeza de que seremos
mais felizes e nossos Vales e nossa Minas Gerais darão ainda mais belos frutos.

Deputado Estadual Dr. Jean Freire, irmão de lutas de todos e de todas. 
Conheça a Região de Pedra Misteriosa
Em trâmite na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o 
Projeto de Lei nº 3176/2016 propõe a criação de uma nova unidade 
de conservação no estado, o Parque Estadual da Pedra Misteriosa, 
nos municípios  de Jacinto e Rubim (MG).
A iniciativa de criação do parque partiu de montanhistas e 
ambientalistas que conhecem a região. No facebook foi criada 
uma página em defesa do parque. 
Cartaz de convocação da audiência pública.
Cartaz de convocação da audiência pública.

Com 18 mil  hectares, o parque abrangerá um mais 
impressionantes conjuntos de montanhas graníticas de Minas 
Gerais, o chamado “plúton granítico” (termo geológico) dos 
municípios de Jacinto e Rubim, no Vale do Jequitinhonha. 
Cerca de 150 “pães de açúcar” erguem-se numa paisagem dominada 
por resquícios de Mata Atlântica, informou a Associação Mineira 
de Defesa do Meio Ambiente (AMDA).
No entanto, desmatamento, atividades agropecuárias, incêndios 
e mineração de granito ornamental são ameaças constantes a 
este patrimônio natural. 
Ambientalistas afirmam que existem espécies ameaçadas na área do parque.
Ambientalistas afirmam que existem espécies ameaçadas na área do parque.

O projeto destaca que a  região prevista para o parque é considerada 
uma importante área, resultante da transição entre três biomas: 
Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, cujos resquícios abrigam 
espécies vegetais praticamente extintas da região, como o 
jacarandá caviúna, árvore que foi explorada quase à exaustão. 
O parque também será responsável peja preservação de 
inúmeras espécies raras e ameaçadas, que ainda encontram 
abrigo nos esconderijos entre as montanhas, como a onça 
pintada, o muriqui, os porcos do mato e as antas.
A paisagem rochosa da área conta ainda com sítios arqueológicos, 
muitos deles com pinturas rupestres, estas ameaçadas devido à 
visitação desordenada. 
A área poderá preservar ainda as inúmeras nascentes do 
semiárido mineiro, com destaque para os rios Jacinto e Rubim 
das Pedras. “Em suma, o que se propõe com a criação do Parque 
Estadual da Pedra Misteriosa é a substituição de uma atividade 
econômica predatória, tal como é lá praticada, de baixíssimo 
retorno econômico e que emprega muito pouco (um único vaqueiro 
é capaz, às vezes, de cuidar de uma grande fazenda), por outra 
atividade capaz de gerar não apenas muito mais e melhores 
empregos, mas, também, de oferecer variadas oportunidades 
para pequenos negócios locais – sem falar no staff do próprio 
parque, por menor que seja”, pontua a justificativa do projeto 
de lei. 
“Trata-se de um dos últimos redutos de montanhas virgens no Brasil.", destaca o geólogo 
e montanhista Tonico Magalhães.

Com informações da Gazeta de Araçuaí , AMDA e ASCOM do Mandato do deputado 
estadual Jean Freire.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Parque Florestal em São Gonçalo do Rio Preto completa 23 anos.

Parque Estadual do Rio Preto completa 23 anos, nesta quinta-feira.


Parque nasceu com o objetivo de proteger a nascente do rio Preto (Foto: Evandro Rodney)
O Parque Estadual do Rio Preto completa 23 anos nesta quinta-feira, 01.06.17, como um exemplo de interação entre a sociedade e a natureza. A unidade de conservação foi criada em 1994, após a movimentação da comunidade de São Gonçalo do Rio Preto, município onde está localizado. Na época, a demanda da comunidade era proteger o Rio Preto, um dos mais importantes afluentes do Rio Araçuaí, por sua vez afluente do Rio Jequitinhonha.
São Gonçalo do Rio Preto está localizado próximo de Diamantina e suas terras estão inseridas no complexo da Serra do Espinhaço. O Parque tem uma área de cerca de 12 mil hectares e abriga diversas nascentes, dentre as quais se destaca a do rio Preto.
Os recursos hídricos foram o que motivaram os moradores de São Gonçalo do Rio Preto a se mobilizar e conseguir, em 1991, que o rio Preto fosse declarado Rio de Preservação Permanente. Essa ação gerou a necessidade de proteger sua nascente, o que provocou a criação do Parque, em 1994.
“Esse tipo de interação entre a sociedade e a natureza é bem representativa daquilo que defendemos nas unidades de conservação estaduais de Minas”, afirma o diretor geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), João Paulo Sarmento. O IEF é o órgão que administra as quase 100 unidades de conservação que existem em Minas Gerais. “Estamos estimulando as pessoas para que cada vez mais entendam esses espaços como públicos e os ocupem adequadamente”, destaca.
História
Além dos aspectos naturais, o Parque Estadual do Rio Preto tem vestígios importantes da história mineira. O Parque Estadual do Rio Preto foi o primeiro a receber o marco de referência da Estrada Real, que vai de Parati (RJ) até Diamantina. A história da unidade de conservação está ligada às lendas e mitos dessa antiga área de mineração. Na área, segundo relatos, se escondiam escravos fugidos que conheciam bem suas matas e serras.
Para comemorar o aniversário do Parque, no dia 10 de junho, uma série de atividades acontecerá na Praça XV de Agosto, em São Gonçalo do Rio Preto. A partir das 7 horas, as pessoas poderão participar de roteiros de caminhada, corrida e ciclismo.
O Parque Estadual do Rio Preto está localizado a 70 quilômetros de Diamantina. Partindo de Belo Horizonte, deve-se seguir a BR 040 no sentido Brasília e acessar a BR 259 até Curvelo. Daí, seguir pela BR 367, sentido Diamantina. Após a cidade de Couto Magalhães, entrar na MG 214 até São Gonçalo do Rio Preto. De São Gonçalo até a portaria do Parque são 14 Km de estrada de terra batida e bem sinalizada.
Fonte: Agência Minas.