Mostrando postagens com marcador PAA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PAA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de julho de 2019

Moro prendeu, sem provas, 13 agricultores que foram absolvidos

Antes de Lava Jato: A história dos 13 agricultores presos por Moro e depois absolvidos.

Gerson Luiz de Paula, um dos agricultores familiares, perseguidos pelo então Juiz Sérgio Moro.

Em 2013, Sérgio Moro demonstrou sua postura de juiz da inquisição, da perseguição. Sem provas, ele condenou 15 agricultores familiares para destruir o PAA - Programa de Aquisição de Alimentos, programa do Governo Federal, criado pelo Governo Lula, em 2003.

Antes da Operação Lava Jato, Sérgio Moro já demonstrava sua vocação inquisitorial.

O agricultor Gelson Luiz de Paula recorda com pesar a manhã de 23 de setembro de 2013, quando sua propriedade foi invadida por carros da Polícia Federal para prendê-lo, em Irati, no sul do Paraná. “Eram 6 horas da manhã e minha mulher telefonou para dizer que estava cheio de viaturas em nossa casa para me prender. Eu havia dormido na sede da Associação, que fica em Irati.” Ali começava o seu drama e de outros 12 pequenos produtores.
Os homens fortemente armados cercaram a pequena casa. Além da prisão, havia um mandado de busca e apreensão de um carro no valor de 80 mil reais e de um iate, bens que jamais existiram. Gelson, um ex-produtor de fumo, que trocou o tabaco pelo plantio de feijão, milho e hortaliças, sobrevivia à custa de uma área de menos de 1 alqueire e meio, dividida em comodato com o pai. Surpreendeu-se ao perceber que era um dos alvos da Operação Agro Fantasma, destinada a investigar supostos desvios no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal. Como ele, outros 12 agricultores foram presos por determinação do então juiz Sérgio Moro, à época sem os holofotes que ganharia com a Lava Jato.
Em dezembro de 2016, a juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, a mesma que substituiu Moro na Lava Jato, decretava a absolvição dos réus. No despacho, Hardt assinalou que, “ante todo o exposto”, julgava improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Não foram encontradas provas. Nenhuma prova, absolutamente nada.
Era tarde. Dezenas de agricultores e familiares tiveram suas vidas devassadas, vários deles viram-se obrigados a deixar as terras e buscar empregos na cidade. Até hoje são poucos os que ainda falam sobre o caso. Gelson e seus companheiros foram presos pelo inquisidor das Araucárias sob a argumentação de que, “além do risco à investigação e à instrução criminal”, havia o risco à ordem pública. “Fomos levados de camburão para a sede da Polícia Federal, em Curitiba. Fiquei 48 dias preso, amontoado com todo tipo de delinquente. Alguns companheiros ficaram 60 dias. Saí de lá emocionalmente abalado. Minha vida se tornou um rebuliço. Perdi tudo, acumulei dívidas.”
Além da criminalização e da prisão indevida dos agricultores, a Operação Agro Fantasma deu início ao desmonte do PAA, criado durante o governo do ex-presidente Lula para combater a fome e incentivar a agricultura familiar. “Após a deflagração dessa operação, os requisitos para o acesso ao programa tornaram-se inflexíveis, distantes da realidade dos produtores rurais”, comenta a advogada Naiara Andreoli Bittencourt, da ONG Terra de Direitos, que acompanhou o caso de perto.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal acatada por Moro, os agricultores “forjavam a entrega de produtos às entidades destinatárias”, além de usarem falsas notas fiscais. De acordo com Naiara Bittencourt, os produtores apenas entregaram alimentos em quantidades inferiores àquelas previstas em contrato, o que acabava sendo compensado pelos camponeses. Na prática, o que ocorria era a substituição de um produto por outro. Às vezes, exemplifica a advogada, estava prevista a entrega de 20 quilos de alface, mas a produção era de apenas 15 quilos. “O que faltava, eles completavam, por exemplo, com 5 quilos de rúcula. Esse foi o crime dos agricultores.” Todo o processo correu em segredo de Justiça.
A nutricionista Islândia Bezerra, professora da Universidade Federal do Paraná, debruçou-se sobre o caso durante sua pesquisa de doutorado. “Minha tese foi arrolada como peça da defesa, e também da Promotoria, pois trazia um retrato fiel dos aspectos da operacionalização do PAA na região”, conta a professora. Para ela, a decisão de Moro foi arbitrária, persecutória e desproporcional. “Não havia provas contra os agricultores. Aliás, nem evidências. Tanto que todos foram absolvidos.” 
Para ela, os prejuízos são incalculáveis. Todas essas famílias tiravam seu sustento da agricultura familiar e, após a operação e as prisões, não conseguiram se recompor. “Agricultores que antes tinham uma vida ativa, saudável e produtiva hoje estão sob efeito de medicamentos e com a vitalidade comprometida. Não apenas fisicamente, mas também psicologicamente.” A quase totalidade, diz Islândia, vive em condições precárias. Eles foram obrigados a buscar empregos na cidade ou no campo, onde recebem, no máximo, um salário mínimo.
A professora acredita que a arbitrariedade tinha objetivo político: desestruturar um programa com abrangência nacional e grande impacto na agricultura familiar. “Moro é um dos responsáveis pelo desmonte dessa iniciativa de caráter social. Hoje, o PAA está completamente parado, sem recursos e com regras burocráticas que desestimulam as organizações a se inserir novamente.”
Islândia Bezerra vai além. Traça um paralelo entre o modus operandi da Ope-ração Agro Fantasma e a Lava Jato, ambas comandadas por Sérgio Moro. “As práticas são as mesmas. Prende-se sem provas, apenas por convicção.” Nenhum dos acusados, vale ressaltar, tinha qualquer antecedente criminal e tampouco oferecia o menor risco à sociedade.



Aos 46 anos, casado e com dois filhos, Gelson tenta recomeçar e esquecer o que ficou para trás. “Se pudesse, diria ao Moro que sua atitude custou a felicidade de muitas famílias. A gente só queria um pedaço de terra, produzir alimentos saudáveis, criar nossos filhos e ser felizes. Fomos detidos injustamente e ninguém pagou por isso”, queixa-se. “Ele não sabe quanto custa calejar a mão na enxada, no arado, e acabar preso. Moro é um destruidor de sonhos.”
Fonte: www.cartacapital.com.br

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Agricultores familiares de Capelinha recebem dinheiro atrasado da CONAB


A CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento acaba de determinar o pagamento aos agricultores familiares, beneficiários do PAA - Programa de Aquisição de Alimentos, de Capelinha, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais.

O pagamento é referente ao período de janeiro a agosto de 2013 e a medida beneficia diretamente 90 agricultores familiares capelinhenses com o repasse financeiro global de R$ 172 mil. Os produtores estavam sem receber desde janeiro de 2013 e a liberação do pagamento contou com a intermediação do prefeito Zezinho da Vitalina e do Secretário Municipal de Agricultura, Carlos Henrique.

Carlos Henrique disse que a liberação dos recursos foi uma empreitada árdua e muito complexa com o ajuntamento de documentos e acompanhamento, passo a passo, do processo de prestação de contas, acompanhamento do processo e liberação dos pagamentos. 

O PAA é uma inciativa do governo federal e coordenado pela CONAB, objetivando incentivar a agricultura familiar, aumentar a produção, garantir sua comercialização e proporcionar o consumo de alimentos no próprio município cadastrado no programa. 

Os produtos são armazenados no Banco de Alimentos e distribuídos às escolas, creches, hospitais, CRAS e às famílias de baixa renda. 

Segundo o Secretário Municipal de Agricultura, Carlos Henrique, “o pagamento aos agricultores familiares de Capelinha referente ao período de setembro a dezembro também deverá ser efetuado nos próximos dias”. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Agricultores familiares do Vale do Mucuri melhoram renda com Programa de Aquisição de Alimentos

Por meio de uma parceria entre a Emater-MG e a prefeitura de Ouro Verde Minas, agricultores familiares estão sendo incentivados a participar do Programa de Aquisição de Alimentos, do governo federal

Em 2014, programa já deve contar com a participação de cerca de 100 agricultores familiares do municipio
Em 2014, programa já deve contar com a participação de cerca de 100 agricultores familiares do municipio
Download
Agricultores familiares de Ouro Verde de Minas, região do Vale do Mucuri, estão melhorando a renda familiar com a venda de seus produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O principal incentivo para a participação deles no programa veio da EMATER-MG, em parceria com a prefeitura. Além de beneficiar os produtores, a iniciativa tem contribuído para melhorar a alimentação nas escolas e instituições assistenciais.
O PAA é uma iniciativa do governo federal, coordenada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Por meio do programa, os alimentos produzidos pela agricultura familiar são comprados e doados a escolas públicas, creches, asilos e instituições assistenciais. O PAA é dividido em cinco modalidades. A Emater–MG atua na Compra para Doação Simultânea.
O papel da empresa é mobilizar e cadastrar entidades beneficiárias e agricultores familiares com potencial para comercializar; elaborar estratégias; emitir Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e Declaração de Aptidão ao Programa de Aquisição de Alimento; prestar assistência na produção e comercialização dos produtos e orientar a gestão do Programa na organização de agricultores.
Desde 2007, o município de Ouro Verde de Minas implantou o PAA. A iniciativa foi da prefeitura em parceria com a Emater–MG e está garantindo mercado aos agricultores familiares. Atualmente, 88 produtores são beneficiados. Em média, pelo contrato com a Conab, cada um recebe R$ 4.150 por ano.
Para a extensionista da Emater–MG, Fernanda Alves de Oliveira, o programa é uma garantia de espaço no mercado. “O programa é de grande importância para a geração de renda e trabalho para agricultores familiares de Ouro Verde de Minas. É um complemento na renda do agricultor, estimula a produção e abre caminho para a comercialização em mercados locais como Ceasa e feiras”, afirma.
Os alimentos adquiridos da agricultura familiar por meio do PAA são doados a 42 entidades cadastradas. Os produtores fornecem hortaliças, frutas, doces e quitandas. Os produtos são entregues no Banco de Alimentos da Prefeitura de Ouro Verde de Minas, que depois os repassa às entidades beneficiadas.
Izabel Rosa de Souza é uma das produtoras que participam do programa. Ela fornece para o PAA cenoura, farinha e cheiro verde. A entrega dos alimentos acontece toda semana. Izabel de Souza comemora o aumento da renda da renda familiar. “Melhorou muito. Nós fornecemos alimentos para o banco. A gente produz com mais vontade porque sabe onde vai vender”, disse.
A Casa de Apoio Lar Unidos é uma das instituições beneficiadas. Fundada há cinco anos, a Casa abriga pessoas da terceira idade e com necessidades especiais. Por dia são servidas quatro refeições. Por meio do PAA, a instituição recebe verduras, legumes, frutas, feijão, rapadurinha e bananada.
Os bons resultados do PAA em Ouro Verde de Minas têm estimulado a participação de mais produtores a cada ano. De acordo com a Emater–MG, no ano que vem, o número de produtores beneficiados deve chegar a cerca de 100.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Capelinha receberá R$ 450 mil para construção de Banco de Alimentos

Projeto é fruto de convênio entre Prefeitura Municipal e Governo Federal
Hélio Souza

Através do esforço da Prefeitura Municipal de Capelinha e da Secretaria Municipal de Agricultura agora os Agricultores Familiares do município irão contar com mais um apoio para melhorarem a renda e garantirem o sustento de suas famílias. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) aprovou o investimento de 32,4 milhões para construção de unidades de apoio à distribuição de alimentos da agricultura familiar em Capelinha e em outras 71 cidades do Brasil.

A verba de R$ 450 mil é destinada à construção da unidade e também para a aquisição de veículos, equipamentos, materiais permanentes e de consumo.

O inicio da obra está previsto para 2013, estando já o município empenhado na elaboração do projeto da unidade, com previsão de término até 2014. 

As Unidades de Apoio à Distribuição de Alimentos da Agricultura Familiar são espaços físicos estruturados e equipados para ajudar na distribuição dos gêneros alimentícios comprados de pequenos agricultores familiares através do PAA - Programa de Aquisição de Alimentos - e do PNAE - Programa Nacional de Alimentação Escolar. Essas Unidades também apóiam a comercialização direta de produtos da agricultura familiar nos mercados locais e regionais, em projetos de inclusão social e produtiva, além do fortalecimento de sistemas agro-alimentares de base agro-ecológica e solidária.
Onde funciona o Banco de Alimentos, atualmente, à Rua Marília de Dirceu, 150, no bairro Planalto.
Este é o segundo Edital do MDS para implantação das unidades de apoio à distribuição. No ano passado, foram destinados R$ 11,7 milhões para implantação de 26 unidades em 13 estados. As novas unidades deverão estar operando até 2014.

Em Minas Gerais, apenas as cidades de Buritis, Capelinha, Caraí, Gameleiras, Itambacuri, Monte Azul e Unaí foram selecionadas.

Banco de Alimentos gera renda
Já em pleno funcionamento, o Banco de Alimentos de Capelinha gera renda a cerca de 70 produtores rurais e garante alimentação de qualidade para 30 instituições dentre Escolas Estaduais, Creches, Asilos, Casas de acolhimento a Crianças e Adolescentes, Internatos, CRAS, Conferências e associações em geral.
Uma iniciativa da Administração Municipal, em parceria com o MDS - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - e com o Conselho Municipal de Associações Rurais, o Banco de Alimentos funciona na Rua Marília de Dirceu, 150, Bairro Planalto, em Capelinha.