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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

IBOPE e Datafolha fazem armação? Todas as pesquisas mostram Bolsonaro estável e Haddad em alta

Pesquisas do IBOPE e Datafolha parecem 

manipulação anti-petista

Transcrevo tópicos do artigo de Rodolfo Costa Pinto, diretor do Datapoder360, ligado ao site Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues. É de enorme objetividade.
1. “Todos os indicadores de todas as últimas pesquisas publicadas apontam para o mesmo quadro. Jair Bolsonaro estabilizado e Fernando Haddad em ascensão. Os demais candidatos em 1 patamar de intenção de voto bem abaixo dos líderes”.
2. O capitão do Exército na reserva varia de 1/4 a 1/3 das intenções de voto. Haddad ocupa o espaço que estava guardado ao “candidato de Lula“. Os 2, inclusive, já podem estar empatados – como indicou a última pesquisa divulgada pelo DataPoder360.
3.Os números revelam que tanto os eleitores de Bolsonaro quanto os de Haddad já estão consolidados e não devem mudar de opinião.
4.Seja Haddad ou Bolsonaro que termine o 1o turno numericamente à frente, no 2oturno o nível de rejeição será decisivo. As campanhas terão tempo de televisão e rádio iguais. O clima de polarização política no país significa que qualquer erro pode ser fatal para cada 1 dos candidatos.
5.Os ataques vão se intensificar de ambos os lados. Ao mesmo tempo que tentarem desconstruir o adversário, os candidatos terão de saber construir pontes e selar alianças para vencer a eleição.
Rodolfo diz que esta é a “eleição da rejeição” e a vencerá quem conseguir “construir pontes e selar alianças para vencer”.
O artigo foi publicado hoje e é natural que quem dirige empresas de pesquisa – especialmente as que desenvolveram sistemas, metodologia e modelos de ponderação para fazê-las por telefone – esteja de posse de informações atualizadas todo o tempo.
Portanto, este é o quadro que aparece para quem está mais bem informado.
O resto é jogo político de quem usa pesquisa como ferramenta de campanha.
Comentário do Blog:
IBOPE e DATAFOLHA fizeram armação pro-Bolsonaro
Este artigo mostra que as pesquisas do IBOPE, no 01.10, e Datafolha, em 02.10, divulgadas na TV Globo, soam a armação para desmobilizar a militância de esquerda que vinha impulsionando a subida de Haddad nas pesquisas de opinião pública e eleitoral, após grande movimento de massa #Elenão, no sábado, 29.09, organizado pelas mulheres, ocupando praças e avenidas de todo o Brasil, com a presença de mais de um milhão de pessoas, principalmente de mulheres.
Ao mesmo tempo, os meios de comunicação e os grupos de apoiadores do Coiso tentam transformar a manifestação do #Elenão como uma Marcha contra a Família.
Um internauta fez o seguinte comentário no Tijolaço:

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

GLOBO-IBOPE CENSURAM PESQUISA: LULA DISPARANDO E ALCKMIN AFUNDANDO

Bolsa desabou e dólar disparou na tarde de terça com vazamento da pesquisa do Ibope que seria divulgada no Jornal Nacional desta terça: Lula estaria com 40% na pesquisa e Alckmin grudado nos 5%, mesmo depois do horário eleitoral gratuito; pesquisa foi engavetada; Datafolha cancelou a sua também; país precisará esperar até quarta da semana que vem por uma pesquisa confiável, do Instituto Vox Populi
5 DE SETEMBRO DE 2018 ÀS 09:10, no www.brasil247.com
Vazou no meio da tarde para o mercando financeiro a pesquisa do Ibope programada para ser veiculada no Jornal Nacional da noite desta terça (4). O efeito foi imediato: a Bolsa mergulhou e fechou o dia com baixa de 1,97% enquanto o dólar saltava 0,90%, fechando a R$ 4,16. Qual a informação que chacoalhou o mercado? Lula estaria com 40% na pesquisa e Alckmin grudado nos 5%. Pânico. Começou então uma operação confusa e destrambelhada para cancelar a divulgação da pesquisa, o que acabou acontecendo. O Ibope soltou uma nota sem pé nem cabeça lida por Bonner no Jornal Nacional para tentar salvar as aparências.
A nota do Ibope é um primor. Primeiro diz que o instituto registrou sua pesquisa no TSE em 29 de agosto, "cinco dias antes da data de divulgação, como prevê a lei" -mas a data da divulgação era, desde o início, ontem sete dias depois do registro. Depois, informa que foram preparados dois questionários, com e sem Lula. A nota embrulha-se de maneira ridícula a seguir:
1) diz que estava tudo pronto para o campo na pesquisa no sábado e domingo quando, diante da cassação de Lula no TSE na madrugada do sábado, o instituto teria retirado o questionário com o ex-presidente e mantido apenas um com Haddad e feito o campo. A informação é pouco crível, pois analistas de pesquisas informam que o campo de uma pesquisas dessas é todo articulado e seria difícil simplesmente tirar um questionário;
2) mesmo considerando a informação verdadeira, o que é pouco crível, a nota enrola-se ainda mais com uma mentira grotesca: "para estar de acordo com o julgamento e as determinações do TSE, o Ibope não pesquisou o cenário com Lula". Ora, a lei é clara e determina que todos os candidatos registrados sejam pesquisados, mas nunca houve vedação a que outros nomes fossem submetidos aos eleitores nos levantamentos, e o Ibope sabe disso desde sempre. Não há nenhuma vedação legal a que as pesquisas continuem apurando o nome de Lula. O que há é um veto político a Lula da mídia conservadora e dos institutos de pesquisa a ela vinculados.
Segundo a informação do mercado, o descrito pela nota do Ibope não aconteceu (se quiser, leia a íntegra aqui) . A pesquisa foi feita com os dois cenários e o Ibope e a Globo censuraram o resultado porque sabem que ele teria forte impacto no cenário político-eleitoral e, sobretudo lançaria pressão enorme sobre os ministros do STF às vésperas do julgamento do recurso de Lula contra a decisão ilegal do TSE de tirá-lo da disputa.
A decisão política de vetar Lula das pesquisas ficou explícita na nota da Folha de S.Paulo sobre o cancelamento da pesquisa de seu Datafolha. Sem mais, o jornal informou: "Como o questionário contemplava cenário com o nome do candidato impedido, o instituto decidiu não aplicá-lo". A nota não se escondeu atrás do TSE. Deixou claro que não querem Lula no questionário porque estão morrendo de medo.
Com isso, o país passa a ter uma única pesquisa confiável, a do Instituto Vox Populi, que vem, a cada rodada, antecipando os movimentos do eleitorado reconhecidos posteriormente pelos institutos ligados à mídia conservadora e aos interesses político-econômicos dos ricos. A próxima rodada, contratada pela CUT, será divulgada quarta-feira da próxima semana (12.09). 
Publicado no www.brasil247.com

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

IBOPE mostra a força de Lula e o desespero dos adversários



Tereza Cruvinel, no Brasil 247, em 29.1017.

Esta primeira pesquisa Ibope sobre a sucessão presidencial representa uma espécie de marco zero da corrida, e Lula larga com vários corpos de vantagem sobre todos os concorrentes. Certamente por isso mereceu tão pouco destaque por seu patrocinador, jornal O Globo.   
É preciso olhar com mais atenção para a consulta espontânea do que para a estimulada para se constatar claramente que a força de Lula provoca o desespero de seus adversários.   
Na pesquisa espontânea, quando o eleitor declara sua preferência sem consultar uma cartela com nomes, o ex-presidente obtém 26%, praticamente três vezes mais que o segundo colocado nesta modalidade, Jair Bolsonaro (9%),  13 vezes mais que Marina Silva (2%), enquanto  todos os outros candidatos ficam com apenas 1%. A pesquisa espontânea, quando falta muito tempo para o pleito, é o indicador mais consistente da solidez de uma candidatura.
Ou seja, Lula é a única força eleitoral realmente viva no quadro eleitoral e Bolsonaro a encarnação anêmica, porém melhor sucedida, do anti-lulismo.
             A segunda caravana de Lula, que se encerra nesta segunda-feira em Belo Horizonte, depois de um périplo pelo interior recolhendo apoio e carinho dos mineiros,  aponta para outra realidade indiscutível.  Neste Brasil entorpecido pelos efeitos do golpe e do governo imoral de Michel Temer,  só Lula consegue mobilizar o povo, enquanto Temer e Aécio engordam índices de rejeição.  
Apesar da Lava Jato e da fuzilaria que ele tem enfrentado, nem partidos, nem sindicatos e movimentos sociais, e muito menos outros candidatos conseguem, como Lula, tirar as pessoas de seu recolhimento depressivo  para externar a esperança na redenção do país.
                Faltando um ano para o pleito, na pesquisa estimulada Lula ganha de todos os possíveis concorrentes em todos os cenários, e surge cristalina a possibilidade de vitória em primeiro turno.  Ele obtém de 35% a 36%, dependendo do elenco na cartela, ao passo que Bolsonaro varia de 15% a 18%,  também segundo a variação dos candidatos. Bem depois vem Marina Silva, variando de 8% a 11%, e na lanterna, embolados (variando de 5% a 7%), Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, João Doria e Luciano Huck.   
A inclusão do nome de Huck na pesquisa mostra o desespero da elite conservadora para encontrar um anti-Lula  mais palatável que Bolsonaro e mais competitivo que os dois tucanos.   Mas como não há tempo para a fabricação deste nome, apesar do experimento com o global Huck,  resta a aposta na inabilitação de Lula, embora isso também não resolva o problema do outro lado. 
PSDB, DEM e outros parceiros foram triturados pela aventura golpista em que se meteram e Lula, mesmo impedido de concorrer, tem força para alavancar outra candidatura petista levando-a ao segundo turno.
                Se Lula puder ser candidato, em algum momento, assim como ocorreu em 2002, a elite nacional terá que enfrentar um dilema: ou assimila sua volta,  dentro de um pacto para desatar os nós políticos e econômicos que asfixiam o Brasil,  ou dá um salto no escuro, abraçando um dos candidatos   que carecem das condições básicas para liderar um projeto restaurador.  A todos eles falta algo essencial. Ou projeto, ou legitimidade ou credibilidade.
                Lula, até agora, tem mobilizado multidões apenas pregando a revisão dos retrocessos impostos por Temer e alguns temas laterais, como a regulação da mídia,  que não chegam a motivar o eleitorado. 
O momento começa a cobrar também dele a apresentação de um programa mais claro e objetivo, que contenha as linhas gerais do que faria para realmente unificar o Brasil e recolocá-lo no leito do projeto interrompido, de crescimento com inclusão e redução das desigualdades que limitam a construção de uma nação efetivamente democrática e desenvolvida.
                A Fundação Perseu Abramo, do PT, é que tem se ocupado mais desta tarefa mas, para alargar a candidatura de Lula e sua viabilidade, a construção deste programa também precisa ser ampliada, incluindo nomes e forças que ultrapassem a fronteira do petismo.
Em 2018, dificilmente Lula firmará uma aliança com forças de centro, como em 2002. Desta vez, a prioridade será unificar as forças progressistas, e não apenas a esquerda partidária, na formulação de um programa que possa funcionar como pilar de uma pactuação  contra o atraso representado pelo golpe e pelo governo que ele produziu.
                O que o IBOPE revela, com esta pesquisa, é a força inconteste de Lula e as razões de seus adversários para se desesperar, apelando até para um Luciano Huck,  que como candidato seria o tipo mais nefasto de out sider:  desprovido de todos os requisitos para o cargo mas apoiado por um colossal poder midiático, o da Globo.










               

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Ibope: Dilma sobe 3 pontos e vai a 37%.

Beijinho no ombro
José Roberto Toledo, no Estadão.


A presidente Dilma Rousseff (PT) recuperou três pontos em uma semana e chegou a 37% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, Marina Silva (PSB) cresceu quatro pontos e foi a 33%. As duas estão empatadas tecnicamente, no limite da margem de erro: Dilma teria no mínimo 35%, que é o máximo a que Marina poderia chegar. Na simulação de segundo turno, Marina lidera com sete pontos de vantagem: tem 46% contra 39%. Antes, estava 45% a 36%.

É o que mostra pesquisa Ibope feita para o Estado e para a Rede Globo. As entrevistas foram feitas entre domingo e terça-feira.

Aécio Neves (PSDB) caiu quatro pontos em uma semana, de 19% para 15%. O Pastor Everaldo (PSC) continua com 1%. Nenhum outro candidato atingiu 1%, mas os nanicos somados chegam a 2%. Os votos brancos e nulos continuam em 7%, e os indecisos caíram de 8% para 5%.
Avaliação.

A recuperação de Dilma se explica por mais uma pequena melhora na avaliação de seu governo. A taxa de ótimo e bom passou de 34% para 36% em uma semana, segundo o Ibope. Os que consideram a administração ruim ou péssima oscilaram de 27% para 26%, e os que a veem como regular passaram de 36% para 37%.

Se for considerada a pesquisa de julho do Ibope, feita antes do início do horário eleitoral na TV e no rádio, a aprovação ao governo subiu cinco pontos porcentuais, de 31% para 36%. Enquanto isso, a taxa de ruim e péssimo caiu sete pontos, de 33% para 26%. Tudo isso provavelmente por efeito da propaganda da petista, que ocupa quase metade do horário eleitoral.

Outro sinal no mesmo sentido é que a rejeição a Dilma caiu cinco pontos na última semana, de 36% para 31%. Ao mesmo tempo, a de Marina foi de 10% para 12%, e a de Aécio permanece em 18%.
Dilma e Marina estão rigorosamente empatadas no eleitorado feminino: 35% a 35%. Entre os homens, porém, a petista ainda tem oito pontos de vantagem: 39% a 31%.

A candidata do PSB colhe seus melhores resultados no eleitorado de até 24 anos (37%), com curso superior (37%) e da região Sul (40%). Entre os evangélicos, ela chega a 43%. Já a atual presidente tem melhor desempenho entre os que têm 55 anos ou mais (41%), quatro anos de estudo (50%) e vivem no Nordeste (48%).
A pesquisa Ibope também mostra uma consolidação das intenções de voto. Na pesquisa espontânea, feita antes de o entrevistador mostrar ao eleitor a cartela circular com os nomes dos candidatos, Dilma cresceu de 27% para 31%, e Marina, de 18% para 25%. Aécio passou de 12% para 11%. Os eleitores sem candidato (brancos, nulos e indecisos) caíram de 40% para 34%. É mais difícil mudar o voto de quem diz o nome do seu candidato espontaneamente.

A pesquisa foi feita entre domingo e terça-feira. Foram feitas 2.506 entrevistas face a face, em 175 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo Estado e pela Rede Globo. Está registrada no TSE com o número BR-00514/2014. 

Análise de José Roberto Toledo, do Estadão