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sábado, 2 de maio de 2015

Antiga parada da Bahia-Minas em Araçuaí será biblioteca na zona rural

Projeto da cidade foi o primeiro colocado na avaliação do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas

Foto: arquivoAntiga parada da Bahia-Minas em Araçuaí será biblioteca na zona rural
Prédio deverá ser restaurado pela prefeitura municipal
  
Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha vai ganhar uma biblioteca na zona rural. Ela funcionará na antiga estação ferroviária do distrito de Engenheiro Schnoor e benefiará cerca de 2 mil pessoas.

O espaço será uma extensão da Biblioteca Pública Cristina Moreira Alves, que já funciona na cidade, e receberá mil itens entre livros em impressão comum e Braille, CD’s, DVD’s e audiolivros.

Segundo a secretaria estadual de Cultural a prefeitura municipal será responsável  pela revitalização do local.
  
O projeto que vai viabilizar esta expansão, denominado “Estação de Leitura: Distrito Schnoor”, ficou em primeiro lugar na seleção realizada pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC/MG), por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais.

Foram avaliadas as propostas de cada localidade para a promoção da leitura na sede do município e em seus distritos, para a democratização do acesso ao livro e estímulo à leitura, entre outros critérios.
  
Além de Araçuaí, outros dez municípios tiveram suas iniciativas aprovadas: Brumadinho, Perdizes, Poços de Caldas, Paula Cândido, Poté, Senhora dos Remédios, Tiros e Uberaba. Ao todo, o Estado vai investir  no total R$ 260 mil.
 Para receber o acervo, cada prefeitura deverá formalizar a criação da biblioteca e, a partir de então, estará apta a assinar o termo de doação com o Estado.
Fonte Secretaria de Estado da Cultura

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Araçuaí: Estações ferroviárias desativadas são usadas para outros fins em Minas


Imóveis desativados em Minas são transformados em rodoviárias, postos policiais e em centros culturais 

helio Araçuaí: Estações ferroviárias desativadas são usadas para outros fins em MinasLadainha, Araçuaí e Brasília – O trem para de passar em municípios do interior de Minas e deixa lembranças e imóveis abandonados, que acabam recebendo outras funções. Foi o que ocorreu em Ladainha, no Vale do Mucuri. “Foi um tempo bom para a nossa região. O fim da linha prejudicou nossa economia”, atesta o aposentado Hélio Abraão, de 76 anos, que trabalhava como auxiliar de pintura de locomotivas e vagões na cidade que fica a 560 quilômetros de Belo Horizonte, onde funcionava a oficina da Estrada de Ferro Bahia-Minas, mais conhecida por “Baiminas”, como pronunciam moradores daquelas bandas. A linha, que ligava Ponto de Areia (BA) a Araçuaí (MG), começou a ser construída em 1881, oito anos antes de a República ser instituída no país, e encerrou suas atividades, em 1966, na época da ditadura. 

Para Hélio[foto]
, o destino da estrada de trem reflete o que ocorreu com a própria família. “Cinco de meus seis filhos adotivos foram procurar emprego em outros lugares. Dois foram para Campinas (SP), outro para São Paulo, mais um para Angra dos Reis (RJ) e outro para Teófilo Otoni (MG).” Hélio ficou com a esposa e duas netas. Eles moram numa das casas construídas pela Bahia-Minas, na década de 1920, quando a oficina de trens foi montada. O local foi projetado para construir desde pequenos parafusos a complexas peças. O maquinário era um dos mais modernos para a época.

O fim da Bahia-Minas também ganhou o lamento do meio artístico. Dois dos integrantes do Clube da Esquina, Milton Nascimento e Fernando Brant, contaram a saga da linha férrea na música Ponta de areia: “Ponta de Areia, ponto final / da Bahia-Minas, estrada natural / que ligava Minas ao porto, ao mar / caminho de ferro mandaram arrancar”. O imóvel onde funcionou a importante oficina, desde 2000, foi modificado para abrigar o ginásio poliesportivo do município. A imponente fachada, contudo, continua preservada, sugerindo o quanto o endereço foi importante para a região. Parte do lugar atualmente é ocupado por um posto da Polícia Militar. A outra parte funciona como uma minirrodoviária, onde três empresas de ônibus levam passageiros para o interior de São Paulo, da Bahia e de Minas. 

Longe de lá, em Araçuaí, onde era o fim da linha da “Baiminas”, a estação local abriga um centro cultural. O interior do imóvel foi melhorado, mas a parte externa precisa de revitalização: vidraças estão quebradas, a parede foi pichada e parte do passeio foi arrancada. “Quando criança, andei demais nesse trem. Me divertia bastante. Quem sabe, um dia, o trem não volta?”, deseja José Mário Ferreira, de 52, vendedor de aguardente de boa qualidade na região.

Transnordestina

Projetada para ser a mais importante ferrovia de integração dos estados do nordeste, a Nova Transnordestina deveria ser inaugurada este ano, mas o impasse financeiro entre a concessionária controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e o governo federal praticamente paralisaram a construção nos últimos seis meses. Especialistas indicam que se prevalecer o ritmo atual, o trem só entrará nos trilhos em 2036.
O ponto da discórdia é o orçamento aprovado em 2005. Inicialmente previsto em R$ 4,5 bilhões, foi acrescido de R$ 900 milhões em 2008. Mesmo assim, a CSN, vencedora do leilão para construir e operar a ferrovia, garante que a verba não é suficiente e pressiona para novo acréscimo de R$ 2,8 bilhões. O governo resiste. Caso resolva ceder, o custo vai praticamente dobrar, chegando a R$ 8,2 bilhões.
Fonte: Jornal Estado de Minas

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Bahiaminas, uma estrada que deixou saudades


Estudo procura resgatar importância da estrada de ferro no desenvolvimento regional
Estrada atendia Araçuaí- Novo Cruzeiro - Ladainha - Teófilo Otoni.
Ligava Minas, ao porto, ao mar, na Ponta de Areia
Óleo da estação de Ladainha, EFBM. de João Eduardo. Interessados, podem procurá-lo (33) 98888 2481..

A estrada de ferro bahiaminas virou lenda entre moradores dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. São tantas histórias contadas... Esta estrada nasceu, em 1878, como uma verdadeira redenção da região, procurando tornar concretos os sonhos republicanos do líder político Teófilo Otoni. Depois de quase um século virou signo do atraso, quando a moda era valorizar rodovias e automóveis, sob inspiração de Juscelino Kubischeck e da indústria do petróleo. Os trilhos foram arrancados, em 1966.
A música Ponta de Areia, de Milton Nascimento e Fernando Brant, fala da visão romântica desta estrada de ferro que virou um dos símbolos do progresso do século XX, na nossa região.
A tese de doutorado de José Marcello Salles Giffoni, defendida em 2006, na UFMG, intitulada “Trilhos arrancados: história da Estrada de Ferro Bahia e Minas (1878-1966)”, procura discorrer sobre “o entendimento do processo de como esta ferrovia se estabeleceu com o signo do progresso e redenção de uma região e foi erradicada sob o signo do atraso. Ambas ações financiadas pelo Estado”. Giffoni alia esta questão à pergunta sobre a importância da EFBM na “introdução de um ritmo capitalista e na formação da rede urbana que se estabelece entre os Vales” do Mucuri e do Jequitinhonha.
Este é considerado um dos estudos mais sérios sobre a Bahiaminas que deixou saudades, principalmente entre os moradores de cidades como Teófilo Otoni, Ladainha e Araçuaí, além de pequenos povoados como Alfredo Graça e Engenheiro Schnoor, em Araçuaí, e Queixada, em Novo Cruzeiro.
A Bahia MinasA Estrada de Ferro Bahia Minas (EFBM) era uma linha ferroviária brasileira que ligava o nordeste de Minas Gerais com o sul da Bahia.
Essa linha contribuiu para o nascimento de cidades como Teófilo Otoni e várias outras com o crescimento demográfico do Vale do Jequitinhonha.
A Estrada de Ferro Bahia Minas teve como diretriz a ligação do arraial de Ponta de Areia, próximo a cidade de Caravelas, no litoral sul da Bahia, à cidade de Araçuaí, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, numa extensão de aproximadamente 600 quilômetros.
Este ramal ferroviário foi implantado por volta de 1878 pela Estrada de Ferro da Bahia em parceria com o Governo de Minas Gerais, tendo como principal objetivo a exploração e transporte de madeira, e em especial dormentes, para as demais ferrovias, tendo como cliente predominante a própria Estrada de Ferro da Bahia, e como estratégia um porto de exportação a ser instalado em Caravelas.
Posteriormente a concessão foi transferida para a Compagnie des Chemins de Fer Fédéraux de lÉst Brésilien - CCFFEB.
Como o comércio de madeira não teve continuidade, nem o porto de Caravelas foi efetivamente implantado, foram propostas outras atividades econômicas para a viabilização da ferrovia, com ênfase no comércio de café, que, devido às seguidas crises econômicas nâo teve prosperidade.
A partir dessa configuração a ferrovia foi incorporada pela Estrada de Ferro Federal Leste Brasileiro - EFFLB, em seguida transferida ao Departamento Nacional de Estrada de Ferro DNEF e à Viação Férrea Centro Oeste - VFCO, e finalmente pela Rede Ferroviária Federal S.A. quando foi desativada em 1966.
Com informações de Marcos Lobato Martins em http://www.minasdehistoria.blog.br/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

LIMINARES DETERMINAM RESTAURAÇÃO DE ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS EM ARAÇUAÍ


Estações de Alfredo Graça e Engenheiro Schnoor da Estrada Ferro Bahia-Minas serão restauradas


Ações Civis Públicas ajuizadas pelo MPMG visam à preservação de bens de grande importância para a comunidade.

Estações ferroviárias na zona rural de Araçuaí serão restauradas. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) garantiu judicialmente que a prefeitura desocupe os imóveis e realize medidas emergenciais para preservá-los. Foram ajuizadas duas Ações Civis Públicas (ACPs) contra o município. Uma delas requerendo a preservação da Estação Ferroviária no distrito de Engenheiro Schnoor, e a outra, a proteção da Estação Ferroviária na comunidade de Alfredo Graça.

As ações foram propostas pelo promotor de Justiça de Araçuaí Randal Bianchini Marins e pelo coordenador estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, promotor de Justiça Marcos Paulo Miranda.

Perícias realizadas pelo MPMG constataram o péssimo estado de conservação dos imóveis, além de terem identificado a existência de moradores nos locais. As duas estações são objetos de preservação por parte do patrimônio público.

A Estação Ferroviária de Engenheiro Schnoor foi tombada pelo Município de Araçuaí em 2006, tendo grande importância para a comunidade e estimado valor cultural. Para os autores das ACPs, "não se trata apenas de questão de sensibilidade, mas sim de descumprimento da Constituição Federal e de toda legislação que tutela o patrimônio cultural".

Estação Ferroviária de Engenheiro Schnoor

Para o juiz de Direito Eduardo Monção Nascimento, a demora em reparar os danos causados poderia impossibilitar a restauração devido à degradação do imóvel. Dessa forma, foi concedida liminar determinando medidas judiciais e/ou extrajudiciais para a desocupação do imóvel e medidas emergenciais para a sua preservação. O MPMG requereu ainda que seja dado uso público ao imóvel para que cumpra sua função social. Esse pedido não foi atendido em liminar e segue para decisão final nas ACP’s. A liminar relativa à Estação Ferroviária de Engenheiro Schnoor é de 16 de abril deste ano. O número do processo é: 0013676-56.2012.

A Estação Ferroviária de Alfredo Graça, também de grande importância cultural para a região, foi protegida pelo município por meio de inventário, instrumento previsto constitucionalmente, caracterizado como cadastro de bens de valor sociocultural.


A liminar, que determinou a retirada dos moradores e a adoção de medidas emergenciais para a preservação do imóvel, foi deferida em 2 de maio deste ano. O número do processo é: 0013684-33.2012.


Fonte: MPMG, via Blog do Jequi

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Após dois anos, DER faz manutenção em estrada de Araçuaí a Novo Cruzeiro

Manutenção da estrada Araçuaí-Novo Cruzeiro fica pronta em maio, diz DER

Após 2 anos sem nenhuma manutenção, a recuperação do trecho da estrada estadual, antiga Estrada de Ferro Bahia-Minas, deverá ficar pronta até maio.

Foto: Sérgio Vasconcelos Manutenção da estrada Araçuai-Novo Cruzeiro fica pronta em maio-diz DER
O trecho, de 91 km , é o mais longo sob a responsabilidade do DER. Ele era o antigo leito da estrada de Ferro Bahia-Minas, que ligava Minas ao Mar.
Após 2 anos sem nenhuma manutenção, a recuperação do trecho da estrada estadual que liga os municípios de Araçuai a Novo Cruzeiro, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, deverá ficar pronta até maio.
 
É o que garante o engenheiro-chefe da 22ª Regional do DER em Araçuai, Marco Antonio de Lima.
 
O trecho, de 91 km , é  o mais longo sob a responsabilidade do DER. Ele  era o antigo leito da estrada de Ferro Bahia-Minas, que ligava Minas ao Mar.
 
Desde março, a empresa EFERCO, contratada pelo DER, está realizando trabalhos de recuperação e melhorias no seu pavimento.
 
A estrada, que estava em péssimas  condições , com buracos por toda sua extensão e trechos quase impossíveis de tráfego, está agora com mais da metade dos seus 91 km em boas condições de uso,aumentando a segurança dos motoristas e das comunidades no entorno da obra, como o povoado de Alfredo Graça e o distrito de Engenheiro Schnoor, pertencentes à Araçuai.

As obras de recuperação do trecho entre Engenheiro Schnoor e Novo Cruzeiro começam ainda esta semana.

 Estão sendo utilizados, dois patrol, três caminhões basculantes, dois caminhões pipa uma pá carregadeira e 15 operários.

Mais  da metade do movimento  naquele trecho é de caminhões que escoam a produção agrícola da região,  ônibus escolares, carros e motos particulares das comunidades rurais.

 A empresa Rio Doce faz a linha Araçuai-Novo Cruzeiro, uma vez por dia.

 A viagem que dura em média 2 horas, estava levando mais de três devido à má conservação da estrada.

Muitos caminhões de fretes, que levam  mercadorias para as localidades de Ladainha, Lufa, e pequenas comunidades rurais ao longo do trecho da estrada estavam evitando a viagem. " Agora está bom demais, porque quando chovia era impossível passar por aqui e no periodo da seca os buracos dominavam o pedaço" revelou o motorista de caminhão Francisco Ramos de Paiva.
Fonte: Gazeta de Araçuaí

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Rodovia de Araçuaí a Novo Cruzeiro está em péssimas condições de tráfego

Rodovia de Araçuaí a Novo Cruzeiro está em péssimas condições de tráfego
Inclusão no Programa Caminho de Minas não tem previsão de execução da obra pelo governo estadual

LMG 678 está em péssimo estádo de conservação

Publicada em: 04/02/2012

O Vale do Jequitinhonhna é uma das regiões com menos estradas pavimentadas do estado de Minas Gerais. Uma delas liga Araçuaí a Novo Cruzeiro e está em péssimo estado de conservação. São 91 quilômetros de estada de terra, cheia de buracos e sem segurança.
Após os período chuvoso os motoristas enfrentam o mesmo problema: a multiplicação dos buracos e as poças de lama.A LMG 678 está em péssimo estado de conservação.O percurso da estrada é o mesmo a da  antiga estada de ferro Bahia-Minas.que ligava Minas ao mar, e possui paisagens exuberantes.
No ano passado, a TV Araçuaí tratou o descaso com a rodovia. Um motorista de Belo Horizonte considerou como um dos piores acesso que ele havia passado.
Sérgio Oliveira, motorista, disse "que tá muito horrível, cheio de buracos. Em todo o percurso, o caminhão bambeia. É um dos piores trechos que eu já passei sim", concluiu.
Neste ano, o problema se repete.e se só terá uma solução definitiva com a pavimentação da rodovia.No final de 2010, antes das eleições o então candidato a reeleição como governador, Antônio Anastasia, lançou o Programa Caminhos de Minas. Neste programa , consta a pavimentação da rodovia que liga Araçuaí a Ladainha, passando por Novo Cruzeiro. Vamos ver se a rodovia fica apenas no papel.
O repórter André Sá informa que este percurso encurta a distância de Araçuaí a Teófilo Otoni em 75 quilômetros. Assim, Araçuaí ficaria a apenas 160 km daquela cidade polo regional. A sua pavimentação é de suma importância para o desenvolvimento do Médio Jequitinhonha.
A rodovia corta importantes comunidades de Araçuaí como Alfrdo Graça e Engenheiro Schnoor; Queixada,e Novo Cruzeiro.
O fluxo dos veículos é intenso. A rodovia também é utilizada para escoar a produção de sitiantes que produzem ao longo do rio Gravatá.
Veja reportagem da TV Araçuaí: http://www.kiauservicos.com.br/novo/noticias/noticia/513