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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Os símbolos do Natal: amor, perdão e gratidão

Por Rossandro Klinjey

"Você já aprendeu a ler o Natal?

Eu sei que tem muitos símbolos no Natal

Um bem conhecido das pessoas e que é bem falado pra gente é esse:

Papai Noel.


Tão bonito, né? Ganhar presente,

Imaginar que alguém vai chegar e vai dar um presente, que vai trazer a nossa alegria,
Mas, na verdade, existe uma coisa mais significativa.

A história do Natal que o cristianismo nos ensina para além das diferenças religiosas.

O Natal tem como objetivo nos fazer apreender o real significado da humanidade.

Por isso que o verdadeiro personagem do Natal é esse aqui:

o Menino Jesus.

E qual é o verdadeiro aprendizado para a humanidade?

É que para a gente conseguir estar juntos a gente precisa aprender a perdoar.

Sabe, ao longo da vida, ao longo de um ano, nós acumulamos mágoas, ressentimentos,
nós machucamos, somos machucados, e somente entendendo que mais do que 70 x 7,
estar sempre perdoando dá sentido à vida e cola as pessoas, as relações para que finalmente a gente entenda o que é o amor.

Que o amor também é fruto de uma coisa que nos faz partilhar a vida um com o outro, porque como diz o poeta Vinicius de Moraes: “é impossível ser feliz sozinho”. E quando a gente partilha, a gente conquista essa capacidade de desenvolver nos outros essa visão que perdoando, compartilhando , a gente vai percebendo que não só as pessoas nos machucam. Elas nos constroem, elas agregam, elas nos fazem melhores, elas nos fazem gente.

Por isso, diante disso, o Natal também nos ensina a ter gratidão pela vida, a ter gratidão pelos outros,  a ter gratidão pela família.

Esse sentimento de perdão, de partilha e de gratidão é como se fosse uma tríade, que finalmente nos chega a entender o verdadeiro sentido que é o amor.

O amor é essa capacidade de ver para além dos defeitos, amando as pessoas não como se fossem perfeitas, mas como elas são. Nos amando não se nós fôssemos excepcionais, mas como nós somos.

Nos amando assim, como Deus nos vê, com todas as nossas falhas. Mas com todo nosso potencial, um amor que vê a luz que há em cada um de nós.

Somos, como diz Jesus, a luz do mundo, o sal da terra.

Por isso, o espírito de Natal é isso. É mais do que dar presentes, é ser para cada um de nós, um presente para nós mesmos e um presente para o outro.

É a capacidade de fazer com que o outro vibre só com a nossa presença, que demonstre sempre compartilhamento, que demonstre sempre perdão, gratidão e, finalmente, amor.

Por isso que eu queria terminar pra vocês com essa música tão linda que a gente aprendeu a cantar , que diz assim:
“não é sobre ter   todas as pessoas do mundo pra si, é sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti”.

Pode ser que essa pessoa nem esteja aqui mais, mas em alguma lugar ela zela por ti.

“É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz, é sobre danças, na chuva de vida que cai sobre nós.”

É saber sentir-se infinito, amando, compartilhando, perdoando e agradecendo tudo o que a vida , e sobretudo a ele, que nos ensinou o sentido de tudo isso".

FELIZ NATAL PRA VOCÊ E SUA FAMÍLIA!

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25 de dez. de 2018 - Vídeo enviado por Pingo cat
O sentido do Natal - mensagem de Rossandro klinjey. Pingo cat. Loading... Unsubscribe from Pingo ...
Música Trem-bala, da Ana Vilela

domingo, 22 de dezembro de 2019

Feliz Povo Novo! Fazendo e escrevendo uma nova história

    Feliz Povo Novo!
*"Feliz Livro Novo!"

Quando 2019 começou, ele era todo nosso e de todos nossos companheiros de lida. Foi colocado em nossas mãos. Nós e nossos parceiros/as podíamos fazer dele o que quisesse, como se fosse um livro em branco.

Nós poderíamos colocar nele um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma confidência íntima, uma experiência de luta, uma ou várias ameaças aos nossos direitos.

Podia. Hoje não pode mais. Já não é nosso.


É um livro já escrito, concluído, escrito por você, por mim, por milhares que lutaram para a vida ter mais sentido, mais plenitude. Os podres poderes quiseram manchá-lo com os retrocessos, com a negativa da vida, com a afirmação da morte, glamourizada com fantasias de um tal Deus mercado.

Um dia, será lido em todos os detalhes. A história poderá reconhecê-lo e nós não poderemos corrigi-lo. Quem não lutou deixou que outros escrevessem a nossa história.
Estará fora de nosso alcance as mudanças ocorridas.


Mas, as mudanças de retrocesso poderão ser revertidas. Depende de cada um de nós,  de andarmos juntos. "Não nos afastemos. Vamos de mãos dadas", de corações pulsantes.

Assim, antes que 2019 termine, vamos refletir, sentir, pegar nosso velho livro e folheá-lo com cuidado, passando cada página por nossas mãos, pela consciência.

Pratiquemos esse exercício de lermos sobre nós mesmos, sobre nossas lutas, nossas labutas.
Leiamos tudo. Apreciemos essas páginas de nossas vidas em que usamos no nosso melhor estilo, no nosso jeito de sentir, pensar e fazer um mundo diferente.

É preciso ler também as páginas que não gostaríamos de nunca ter escrito. Não, não tentemos arrancá-las. Seria inútil. Já estão escritas.

Mas nós também podemos também lê-las enquanto escrevemos o novo livro. Assim, poderemos repetir aquilo que deu certo, aprimorar a caminhada e evitar repetir determinadas situações que nem é bom lembrar. Ou lembrar para entender em que erramos e melhor prosseguir.

Para escrever o nosso novo livro, nós contaremos novamente com a liberdade, a disposição para amar e respeitar as pessoas, de combater as forças da morte, da negação da vida.

Se tiver vontade de beijar o velho livro, estejamos à vontade. Se tivermos vontade de chorar, que choremos.


Não importa como estejamos. Mesmo que tenhamos páginas escritas em longas "noites de amor e de guerra", vamos fazer e escrever uma nova história.

Não deixemos na mão do destino, porque este é construído pela opressão para nos criar desatinos.

E, quando 2020 chegar, vamos continuar escrevendo a nossa história, com muitas lutas, com muita paz, com esperança, com alegria, com a certeza que "amanhã há de ser outro dia".

"Feliz Livro Novo!"
Feliz Povo Novo!
Feliz Homem/Mulher novxs!

Há braços!

Banu - Álbano
Dezembro de 2019

*Inspirado na mensagem, recebida por email,  "Feliz livro novo!", de 2010, de autor desconhecido.

sábado, 12 de janeiro de 2013

O espírito da águia ou a coragem para se renovar


2013: coragem para se renovar

A crise atual perdura e se aprofunda porque os que controlam o poder tem conceitos velhos, incapazes de oferecer respostas. É hora de desprender-se de coisas que um dia foram boas e de ideias que foram luminosas mas que lentamente, com o passar dos anos, se tornaram ultrapassadas e incapazes de inspirar um caminho para o futuro.


Há mais de quinze anos publiquei no Jornal do Brasil, hoje existindo apenas pela internet online, um artigo com o título “Rejuvenescer como águias”. Relendo aquelas reflexões me dei conta de como elas são ainda atuais e adequadas aos tempos maus sob os quais vivemos e sofremos. Retomo-as para alimentar nossa esperança enfraquecida pelas ameaças que pesam sobre a Terra e a Humanidade. Se não nos agarrarmos a alguma esperança, perdemos o horizonte de futuro e corremos o risco de nos entregarmos ao desamparo imobilizador ou à resignação estéril.

Neste contexto lembrei-me de um mito da antiga cultura mediterrânea sobre o rejuvenescimento das águias.

De tempos em tempos, reza o mito, a águia, como a fênix egípcia, se renova totalmente. Ela voa cada vez mais alto até chegar perto do sol. Então as penas se incendeiam e ela toda começa a arder. Quando chega a este ponto, ela se precipita do céu e se lança qual flecha nas águas frias do lago. E o fogo se apaga. Mas através desta experiência de fogo e de água, a velha águia rejuvenesce totalmente: volta a ter penas novas, garras afiadas, olhos penetrantes e o vigor da juventude. Seguramente este mito constitui o substrato cultural do salmo 103 quando diz:”O Senhor faz com que minha juventude se renove como uma águia”.

E aqui precisamos revisitar C.G. Jung que entendia muito de mitos e de seusentido existencial. Segunda esta interpretação, fogo e água são opostos. Mas quando unidos, se fazem poderosos símbolos de transformação.

O fogo simboliza o céu, a consciência e as dimensões masculinas no homem e na mulher. A água, ao contrário, a terra, o inconsciente e as dimensões femininas no homem e na mulher.

Passar pelo fogo e pela água significa, portanto, integrar em si os opostos e crescer na identidade pessoal. Ninguém ao passar pelo fogo ou pela água permanece intocado. Ou sucumbe ou se transfigura, porque a água lava e o fogo purifica.

A água nos faz pensar também nas grandes enchentes como conhecemos em 2010 nas cidades serranas do Estado do Rio. Com sua força tudo carregaram, especialmente o que não tinha consistência e solidez. São os infortúnios da vida.

E o fogo nos faz imaginar o cadinho ou as fornalhas que queimam e acrisolam tudo o que é ganga e não é essencial. São as notórias crises existenciais. Ao fazermos esta travessia pela “noite escura e medonha”, como dizem os mestres espirituais, deixamos aflorar nosso eu profundo sem as ilusões do ego. Então amadurecemos para aquilo que é em nós autenticamente humano e verdadeiro. Quem recebe o batismo de fogo e de água rejuvenesce como a águia do mito antigo.

Mas abstraindo das metáforas, que significa concretamente rejuvenescer como a águia? Significa entregar à morte todo o velho que existe em nós para que o novo possa irromper e fazer o seu curso. O velho em nós são os hábitos e as atitudes que não nos engrandecem: a vontade de ter razão e vantagem em tudo, o descuido consigo mesmo, com a casa, com nossa linguagem e com o desrespeito para com a natureza, bem como a falta de solidariedade para com os necessitados, próximos e distantes.

Tudo isso deve ser entregue à morte para podermos inaugurar uma forma de convivência com os outros que se mostre generosa e cuidadosa com a nossa Casa Comum e com o destino das pessoas. Numa palavra, significa morrer e ressuscitar.

Rejuvenescer como águia significa também desprender-se de coisas que um dia foram boas e de ideias que foram luminosas mas que lentamente, com o passar dos anos, se tornaram ultrapassadas e incapazes de inspirar um caminho para o futuro. A crise atual perdura e se aprofunda porque os que controlam o poder tem conceitos velhos, incapazes de oferecer respostas.

Rejuvenescer como águia significa ter coragem para recomeçar e estar sempre aberto a escutar, a aprender e a revisar. Não é isso que nos propomos a cada novo ano?

Que o ano de 2013 que se inaugura, seja oportunidade de perguntar o quanto de galinha existe em nós que não quer outra coisa senão ciscar o chão e o quanto de águia há ainda em nós, disposta a rejuvenescer ao confrontar-se valentemente com os tropeços e as crises da vida e buscar um novo paradigma de convivência.

E não podemos esquecer aquela Energia poderosa e amorosa que sempre nos acompanha e que move o inteiro universo. Ela nos habita, nos anima e confere permanente sentido de lutar e de viver.

Que o Spiritus Creator nunca nos falte!

Leonardo Boff é teólogo e escritor.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Solidão aumenta em 20% no final de ano

Solidão aumenta em 20% no final de ano
"Confesso: não gosto nada deste período do ano. De um lado, muita hipocrisia, presentes forçados, exigência de alegria estampada no rosto. De outro, comida pesada, crianças frustradas com presentes que aguardavam e não vieram, disputa para parecer que o sucesso bateu na porta. Sei que parece opinião com ranço intelectualizado, mas é o que sinto. Não gosto do Natal e muito menos da passagem de ano. Prefiro presentear que ganhar presentes e de dar presentes quando dá na telha e não quando o calendário ordena. Não gosto de multidão e muito menos de festa familiar. Passagem de ano é balanço de vida. E vejo muitos infelizes ou jogando para a frente sua tentativa de ser feliz. Não entendo os motivos para não sermos felizes com o que temos e somos. Sinceramente. Já sei: agora comecei a resvalar no papo auto-ajuda.

Então, leia a matéria abaixo e veja o que é este período para grande parte dos humanos:
Do Blog do professor e cientista político Rudá Ricci.

SOLIDÃO AUMENTA EM 20% DURANTE O FIM DE ANO, DIZ CVV
27/12/2011 , na Folha On line
Final de ano normalmente é um momento de festa, alegria e confraternizações. Mas, segundo o Centro de Valorização da Vida (CVV) a procura por atendimento emocional aumenta 20% durante as festas de fim de ano. A maior parte que recorre ao serviço, que tem como objetivo atender gratuitamente pessoas que precisam de apoio imediato, se queixa da solidão. O anonimato é garantido.
Muitos não têm com quem passar o Natal e o Ano-Novo, segundo a voluntária do CVV Adriana Rizzo, 41. Para ela, o sofrimento decorre do fato de ver que o mundo inteiro está em festa enquanto eles não. “Quero que esta época passe logo para eu voltar à rotina” é um comentário feito por vários dos que ligam anonimamente à entidade em busca de ajuda.
A maior procura acontece durante a noite e aos finais de semana e o atendimento não é interrompido na véspera de Natal ou no Réveillon. Nesses períodos, as linhas chegam a ficar congestionadas.
Adriana, que é voluntária do CVV há 13 anos, conta que já foi escalada para passar uma noite de Natal atendendo ligações. Ela diz que foi gratificante: “Foi interessante. Muitas pessoas ligavam para desabafar e outras que foram ajudadas por nós queriam agradecer e desejar feliz Ano-Novo”.
Ela conta que não existe um conselho único para ser dado às pessoas que se sentem mal nesta época. O que ela costuma fazer é ficar aberta para ouvir tudo o que a pessoa quer e precisa falar. “O momento é dela”, diz.
Não há tempo determinado para as conversas. A duração pode variar entre cinco minutos e uma hora, de acordo com a necessidade. O CVV recebe aproximadamente 1,2 milhões de ligações telefônicas, ao ano. Dentre elas, pouco mais da metade são pedidos de ajuda (excluindo enganos e procura por informações). E o anonimato é preservado.
SUICÍDIO
Desde 1962, quando a entidade foi criada, o foco do atendimento mudou. Inicialmente, o objetivo era a intervenção com pessoas que estavam prestes a se matar. Atualmente, a filosofia do grupo é dar oportunidade para que as pessoas precisando de ajuda possam desabafar e falar de seus sofrimentos antes de pensarem em suicídio.
Adriana já atendeu pessoas que falavam em suicídio. Segundo ela, após alguns minutos de conversa a pessoa costuma se acalmar. Nesse momento, cabe ao voluntário tentar entender qual o motivo do sofrimento. Mesmo assim, em muitos casos é impossível saber qual foi a decisão da pessoa e o que aconteceu depois.
Alessandro (nome fictício), 55, nunca conversou com alguém que dizia explicitamente estar disposto a se matar, apesar de algumas pessoas atendidas contarem que já tinham pensado nisso. Voluntário há um ano, ele conta que é comum que as pessoas digam que se sentem melhor ao final da ligação, após conseguir verbalizar seus problemas.
SERVIÇO
Os atendimentos do CVV são feitos 24 horas, a partir da central telefônica 141, por e-mail, Voip, por correspondência ou pessoalmente em uma das 71 unidades espalhadas pelo Brasil. O site também oferece um serviço de chat em que se pode conversar com um voluntário reservadamente.
Os atendentes são voluntários que passam por uma seleção e por um treinamento de três meses.

sábado, 9 de janeiro de 2010

TEMPO, por Carlos Drumond de Andrade

             TEMPO
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...
...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!
Estes são os meus votos e do Carlos Drumond de Andrade, autor deste belo poema.
A sugestão foi da Dirlane Almeida Silva Silveira, Assistente Social natural de Coronel Murta e moradora de Berilo, no Médio Jequitinhonha. Obrigado, Di!
Feliz 2010!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Vai, Ano Velho




Vai, Ano Velho
Afonso Romano de Sant'Anna

Vai, Ano Velho, vai de vez
vai com tuas dívidas
é dúvidas, vai, dobra a ex-
quina da sorte, e no trinta e um,
a meia noite, esgota o copo
a culpa do que nem lembro
e me cravou entre janeiro e dezembro.

Vai, leva tudo: destroços,
ossos, fotos de presidentes,
beijos de atrizes, enchentes,
secas, suspiros, jornais.

Vade retrum, prá trás,
leva pra escuridão
quem me assaltou o carro,
a casa e o coração.
não quero te ver mais,
só daqui a anos,
nos anais, nas fotos do nunca-mais.

Vem, Ano Novo, vem veloz,
vem em quadrias, aladas, antigas
ou jatos de luz moderna,
vem,paira, desce, habita em nós,
vem como cavalhadas, folias, reisados,
fitas multicolores, rabecas,

vem com uva e mel
desperta em nosso corpo a alegria,
escancara a alma, a poesia,
e por um instante, estanca
o verso real, perverso
e sacia em nós a fome
- de Utopia.

Adeus, tristeza: a vida
é uma caixa chinesa
de onde brota a manhã.

Agora é só recomeçar,
a utopia é urgente.
entre flores e urânio
é permitido sonhar.

Afonso Romano de Sant'Anna é poeta, cronista, professor de literatura. Mineiro de BH, vive há mais de 40 anos no Rio. Publicou Que país é este? Catedral de Colônia, Canibalismo Amoroso, Intervalo Amoroso, MPB e a moderna poesia brasileira, entre outros.