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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Festivale: 34 anos de resistência e valorização da cultura popular do Vale do Jequitinhonha


Foram dias de uma verdadeira imersão na cultura popular do Vale do Jequitinhonha. Dias de partilha, de afeto, alegria, aprendizado e crescimento. Assim foi durante todo o 34º Festivale, que aconteceu durante os dias 23 a 29 de julho, no município de Felício dos Santos, no Alto Jequitinhonha.

Assim tem sido nos últimos 34 anos, todas as vezes em que foi realizado o maior festival de cultura popular de Minas Gerais e um dos maiores do Brasil, fruto de um trabalho intenso de valorização da cultura regional e celebração das manifestações artísticas do Vale do Jequitinhonha.

O mandato do deputado estadual  Jean Freire, que atuou de forma incessante para que o Festivale ocorresse da melhor maneira possível, foi representado, em diversos momentos, pelos assessores Marcus Vinícius, Deyse Magalhães, Lízian Martins, Graziele Silva, Laís Carmona, Albano Machado e Marília Jardim. O próprio parlamentar e sua família passaram a semana na cidade, acompanhando de perto a realização do evento. 

A abertura do festival, realizada na noite de domingo, 23, contou com a participação de lideranças locais e regionais; diretores da Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha (Fecaje), o prefeito municipal, Ricardo Rocha, o Diretor-Geral do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene),  Gustavo Xavier, representando o governo estadual.
Jean parabenizou a Fecaje pelo grande empenho na realização do Festivale e na construção do movimento cultural da região. "Nós sabemos como é difícil fazer cultura no nosso país, principalmente em momentos como o que nós vivemos agora. E apesar disso, vocês fazem a cultura do Vale acontecer", disse.

Maria Aparecida dos Santos Queiroz, diretora-executiva da Federação, chamou a cultura do Vale de "cultura da resistência". "Foram muitos tropeços e muitas dificuldades. É muito difícil fazer cultura hoje. Nós estamos fazendo a cultura da resistência. Nós estamos realizando o Festivale dos sonhos porque nós o sonhamos e estamos fazendo acontecer", afirmou.

Logo após a solenidade de abertura, o Coral "Cantos, Contos e Cantigas", da Casa da Juventude de Itaobim, subiu ao palco junto com a Orquestra Filarmônica do município. Em seguida, foi a vez da atração principal da noite, a banda "Sarau Kizumba", do município de Medina.

Rodas de conversa
Para além de um evento cultural, o Festivale é um ato político. E na conjuntura atual, é primordial que as questões políticas sejam debatidas. Alguns dos momentos em que isso foi possível foram durante as rodas de conversa, uma novidade desta edição. 
Para Marcus Vinícius, assessor do mandato deputado Jean Freire e um dos organizadores das rodas, elas não foram uma programação à parte das atividades culturais, mas um momento a mais para pensar os fazeres político e cultural. “O Festivale nasceu do anseio de se pensar o Vale do Jequitinhonha de dentro para fora, com ações transformadoras, com a conquista do respeito e com o empoderamento do seu povo a partir dos agentes culturais. Saí das 3 rodas com a idéia de que precisamos compartilhar as responsabilidades e o envolvimento nos processos populares que, historicamente, só se fortaleceram com a colaboração, com a co-responsabilidade, a promoção da sensação de pertencimento. Sair assim foi muito positivo”, disse.


“Nenhum direito a menos”
Ao todo foram realizadas 3 rodas de conversa. A primeira delas aconteceu na terça-feira, 25, com o tema “Nenhum direito a menos”. O deputado Dr. Jean Freire participou da mesa e falou da atuação do seu mandato na luta contra o golpe em curso no nosso país. Para o deputado, em um momento de grandes ataques aos direitos do povo, é necessário que todos os espaços sejam ocupados como forma de denúncia do golpe perpetrado pelo governo golpista. “É importante que nós estejamos mobilizados e que mobilizemos nossos companheiros contra todas as arbitrariedades do governo que aí está. Além disso, é preciso que nós, figuras públicas, saibamos aproveitar deste lugar que nós ocupamos para denunciar constantemente todas as ofensivas contra os(as) trabalhadores (as) do nosso país”, afirmou.

Ytxaha Braz, Claudilene Ramalho, Abel Sicupira, Jean Freire, Aline Ruas, Giselda Gil e Jaqueline Mota.

Além do deputado, também compuseram a mesa Claudilene da Costa Ramalho, professora da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e coordenadora do Observatório da Mulher do Jequitinhonha e Mucuri, da mesma universidade; Giselda Gil e Jaqueline Mota, do grupo "Mulheres da Vida", de Minas Novas; o professor Abel Sicupira, do movimento LGBT "BlayBlayds"; a jovem estudante e militante do Levante Popular da Juventude, Ytxaha Braz, da aldeia indígena Cinta Vermelha Jundiba, da cidade de Araçuaí, e Aline Ruas, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Jô Pinto, Regiane Farias, Tadeu Martins, Armando Ribeiro e José Augusto Pereira.
"FESTIVALE: sua história e novas perspectivas”
Tão importante quanto a primeira, a segunda roda de conversa discutiu a construção do Festivale, além da situação da Fecaje e os desafios que se apresentam para a realização do evento a cada ano. Participaram da roda o produtor cultural e um dos idealizadores do Festivale, Tadeu Martins; Armando Ribeiro, representando a Associação de Produtores e Agentes Culturais Através da Arte (APACA); a estudante da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Regiane Farias; José Claudionor, agente cultural da cidade de Itinga, e José Augusto Francisco Pereira, representando a Federação das Entidades Culturais e Artísticas do vale do Jequitinhonha (Fecaje).
“Comunicadores do Vale: colaborar para irradiar”
Na sexta-feira, 28, aconteceu a terceira e última roda de conversa, com um tema de muita relevância: comunicação. Entre muitos assuntos relacionados ao tema, foram debatidos os desafios para a consolidação de uma rede de comunicadores no Vale do Jequitinhonha e a importância da comunicação para o fortalecimento da região em diversos aspectos. A mesa foi composta pelo professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Márcio Simeone; pelo coordenador do Redondo Centro de Multimídia, Felipe Matos, da cidade de Jequitinhonha; William Nascimento, do Galpão Cultural Area Criativa, de Pedra Azul; Decanor Nunes, comunicador popular e membro da Cáritas, em Jequitinhonha, e Graziele Silva, militante do Levante Popular da Juventude e estagiária de comunicação do mandato depuado Jean Freire.

Decanor Nunesm Will Nascimento, Márcio Simeone, Felipe Matos e Graziele Silva.
Feira de Artesanato “Mestre Ulisses Pereira”
Em todas as edições do Festivale,  a Feira de Artesanato colore ainda mais o espaço do evento. São artesãos de todas as regiões do Vale que expõem e vendem suas produções, fazendo gerar renda para as famílias e associações e ainda espalham um pouco da nossa cultura para o resto do país, quiçá, do mundo. Todos os anos, a Feira homenageia um  grande nome do artesanato do Vale e, este ano, foi a vez de relembrar o maravilhoso trabalho do Mestre Ulisses Pereira.
Nascido na cidade de Caraí, município localizado no divisor de águas dos Vales Jequitinhonha e Mucuri, Ulisses foi considerado um dos maiores ceramistas ativos do século passado. Seu trabalho é reconhecido internacionalmente, ao lado de outros grandes nomes do artesanato do Vale. Jô Pinto, agente cultural da cidade de Itinga e organizador da Feira, explica a razão da homenagem. “Ulisses ainda não havia sido homenageado em nenhuma das edições anteriores e ele foi um dos escultores em argila mais emblemáticos do Vale do Jequitinhonha. Suas peças eram surrealistas, diferentes das demais produções. Então nós resolvemos homenageá-lo como uma forma de manter viva sua memória”, afirmou.
Sobre o retorno obtido, ele diz que todas as expectativas foram superadas. “O resultado foi muito positivo. Pudemos oferecer uma estrutura bem melhor para os artesãos e as vendas superaram as do ano passado. Tudo isso é muito positivo para nós. E a Feira vem crescendo a cada Festivale. Nós temos trabalhado para melhorar cada vez mais e oferecer um ambiente agradável não só para os artesãos, mas também para os visitantes e, consequentemente, favorecer a comercialização dos produtos”, disse.

Mostra de Cultura Popular “Dona Maria do Bode”
Assim como a Feira de Artesanato, a cada ano, a Mostra de Cultura Popular do Festivale homenageia uma figura importante da história do Vale. Este ano, a homenageada foi a senhora Maria Simplício Gomes, Dona Maria do Bode, fundadora da Folia de Reis de Almenara. 



Renato Paranhos, organizador da Mostra, explica a razão da homenagem. "A escolha se deu devido à importância que Dona Maria tem no meio cultural na região do Baixo Jequitinhonha. Sempre que nos lembramos de cultura popular em Almenara, por exemplo, nos lembramos de Dona Maria do Bode", disse. 

Durante toda a semana, a Mostra reuniu grupos de cultura popular de diversas cidades, como Almenara, Salto da Divisa, e, inclusive, da cidade sede. Um dos grandes destaques foi a Marujada Nossa Senhora do Rosário, de Felício dos Santos, que levou ainda mais alegria, cor, ensinamento e tradição para as ruas da cidade.
Noite Literária “Victor Alves”
Conhecida como a “noite de gala” do Festivale, a noite literária sempre reúne grandes poetas e intérpretes da região num concurso de poesia. Este ano, o homenageado foi Victor Alves, da cidade de Ponto dos Volantes. Conhecido como Seu Vitorino, Victor Alves Cardoso, falecido em 2002, foi um dos maiores poetas do Vale do Jequitinhonha. Antes das apresentações, ocorreu o lançamento do livro “Inverso e Acorde”, de Herena Barcelos, da cidade de Itinga.
Para Andressa Ferraz, organizadora da Noite, este é um dos momentos mais importantes do festival. "Eu quis participar da organização da Noite Literária porque ela é, pra mim, um dos momentos mais importantes do Festivale. O incentivo à escrita e à leitura é muito importante. Tudo isso enriquece o trabalho e me traz uma alegria muito grande", afirmou.  
Ao todo, foram selecionadas 10 poesias de artistas vindos de diversas regiões do Vale, que trataram sobre diferentes temas. Os prêmios foram divididos em duas categorias: melhor poesia e melhor intérprete. Os grandes vencedores foram Edelvan Alves da Silva, da cidade de Capelinha, que levou o título de melhor poesia com “Pão e reza”; em segundo lugar, Regiane Alves, de Itinga, com a poesia “Olhos do Jequi”, e em terceiro, "Noite da infância dos pássaros", de Cláudio Bento, da cidade de Jequitinhonha, interpretada por Djalma Ramalho, de Araçuaí. O prêmio de melhor intérprete foi para Allef Heberton, da cidade de Itinga, com a poesia “A santa do povo”, de José Claudionor. 
Festival da Canção “Zé de Pedro”
Realizado nas últimas noites do Festivale, o Festival da Canção é também um dos momentos mais aguardados do evento. O homenageado deste ano, José de João da Silva, mais conhecido como “Zé de Pedro”, é um ícone da resistência e do amor à cultura local e patrono da Marujada de Nossa Senhora do Rosário, da cidade de Felício dos Santos.
Foram selecionadas 20 canções de artistas vindos de várias regiões do estado e também do país. Os vencedores foram: em primeiro lugar, Miltinho Edilberto, da cidade de Extrema, com a canção “Meu Brasil”; em segundo, Nino Aras, de Diamantina, com a música “Sinal”; Laécio Beethovem, de Salvador, Bahia, ficou em terceiro lugar, com a canção “O amor em três sonetos”, e Paulo Henrique Borges, de Minas Novas, foi o vencedor da Melhor Canção Regional, com “Filhos da Terra de Zumbi”.
 Mostra de Teatro “Marquinhos Moá”
Reunindo grupos teatrais de diversas cidades do Vale, a Mostra Teatral desta edição homenageou Marquinhos Moá, da cidade de Jequitinhonha. Os grupos que se apresentaram durante a Mostra foram Grupo de Teatro de Felício dos Santos; Grupo de Teatro de Itinga (GRUTTI); Ícaros do Vale, de Araçuaí; Cia. Murion de Teatro, de Padre Paraíso, e o Grupo "Só riso”, de Jequitinhonha.


Mostra de Coral “Nós de Minas”
Este ano, a Mostra de Corais, que abria o show todas as noites, homenageou o Coral Nós de Minas, da cidade de Coronel Murta. O Coral surgiu de um projeto da Associação Beneficente de Itaporé (Abita), que tinha o intuito de resgatar a cultura popular da região.


Dentre os corais que se apresentaram estão o Coral Cantos, Contos e Cantigas, de Itaobim; o grande homenageado, Coral Nós de Minas, e o Coral Araras Grandes, de Araçuaí.


Oficinas
Outros importantes espaços de formação durante o Festivale foram as oficinas, que abordaram diversos assuntos: teatro, dança, música, contação de histórias, cultura indígena, produção cultural, etc. No sábado, 29, os oficineiros e participantes realizaram uma apresentação de tudo o que foi construído ao longo de toda a semana.
 Festival de emoção
Para o prefeito de Felício dos Santos, Ricardo Rocha, o evento veio para contribuir com o resgate da cultura da região. “É uma satisfação imensa receber o Festivale aqui em nossa cidade. É um marco na história, tanto política quanto cultural de Felício dos Santos. Agradeço imensamente a todos os moradores e servidores da nossa cidade que abraçaram essa causa, que, certamente, nos ajudará a levar o Festivale para o resto do estado e para o resto do país”, disse.

Para o deputado estadual  Jean Freire, foi uma alegria muito grande poder participar tão ativamente do Festivale. “Eu sempre fui um amante da cultura popular do Vale do Jequitinhonha, sempre me encantei com tudo aquilo que é produzido pelas mãos do nosso povo. Então pra mim é sempre uma alegria muito grande poder contribuir com a realização deste evento tão grandioso”, disse.

O mandato do deputado estadual Jean Freire articulou-se junto aos agentes culturais de Felício dos Santos, da região do Alto Jequitinhonha e dos diretores da Fecaje para a realização do evento. "Fazer essa articulação foi de suma importância para nós, não só enquanto mandato Dr. Jean Freire. Além de poder conhecer um pouco mais da cultura de Felício dos Santos, no qual fomos muito bem recepcionados e que acolheu muito bem o Festivale, e do Alto Jequitinhonha, pudemos desfrutar de momentos de muito aprendizado e crescer com a força e a resistência do nosso povo", disse a assessora de Cultura do mandato, Deyse Magalhães.

34 anos de resistência
Idealizado no final da década de 1970, a primeira edição do Festivale aconteceu em 1980, na cidade de Itaobim. Composto pelas mais variadas formas de manifestação cultural, surgiu da necessidade de promover a cultura popular do Vale do Jequitinhonha e de atender às necessidades de agregação, valorização e divulgação das atividades artísticas existentes na região.
Ao longo dessas mais de 3 décadas, o Festivale já percorreu 25 municípios e já se tornou uma referência da resistência da cultura popular em todo o estado.
Mais fotos do Festivale aqui.
Graziele Silva, Assessoria de Comunicação do Deputado Estadual Dr Jean Freire.
Fotos: divulgação 

domingo, 23 de julho de 2017

Felício Santos: 34º FESTIVALE começa hoje, com festa e esperança


O 34º FESTIVALE - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha começa neste domingo, em Felício dos Santos, no Alto Jequitinhonha, a 72 km de Diamantina.

Serão 7 dias de festas, esperança, reflexão, formação e curtição das principais manifestações de cultura popular do Vale do Jequitinhonha. 

Haverá de tudo um pouco. Shows musicais, poéticos, teatrais, de video. Exposição de artesanato, artes plásticas, fotos. Debates, reflexões, manifestações políticas "Nenhum direito a menos!", propostas de novas comunicações no Vale, revisão das caminhadas do FESTIVALE, análise de conjuntura na visão dos movimentos populares, novos desafios, ações ....

São 14 Oficinas que têm início nesta segunda-feira, indo até sexta-feira. No sábado, pela manhã, nas ruas de Felício dos Santos, haverá a apresentação dos trabalhos produzidos pelos membros das Oficinas.

Confira a Programação do 34º  FESTIVALE:

O FESTIVALE é um dos maiores eventos culturais do Brasil e da América Latina. É o mais longevo, acontecendo desde 1980, sempre em uma cidade da bacia do rio Jequitinhonha. É um momento de muita confraternização de artistas, grupos. agentes e gestores culturais do Vale do Jequitinhonha, no norte e nordeste de Minas, empoderando os movimentos de culturas populares. É festa, alegria e reflexão sobre a criatividade humana. Durante toda a última semana de julho, os participantes se envolvem em Oficinas, mostra, exposição de artesanato, fotografias, artes plásticas, cine-video, livros, teatro e outras manifestações artísticas e culturais.
Em 2015, o FESTIVALE aconteceu no Salto da Divisa, quase no sul da Bahia. Em 2016, em Jequitinhonha, no mês de outubro. Há shows musicais de representantes de músicas de raiz, debates, Noite Literária e Festival de Música.
Artistas como Paulinho Pedraazul, Rubinho do Vale, Saulo Laranjeiras, Pereira da Viola, Tau Brasil, Lucinho Cruz, Tizumba, Tambolelê, Titane, Bilora, Chico Lobo, Wilson Dias e tantos outros são presenças garantidas em muitos FESTIVALES.



VIDEOS

quarta-feira, 19 de julho de 2017

34º FESTIVALE divulga músicas e poesias pré-selecionadas


A Coordenação do 34º FESTIVALE - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha que acontece entre os dias 23 e 29 de julho, na cidade de Felício dos Santos, a 74 km de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, divulgou a pré-seleção das 20 músicas que participarão do Festival da Canção Zé de Pedro, nos dias 27 e 28 de julho. 
A Noite Literária que acontecerá na quarta-feira, dia 26 de julho, também já tem as 10 poesias selecionadas.
Festival da Canção Zé de Pedro
O Festival da Canção do FESTIVALE já revelou artistas hoje renomados como Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale, Tadeu Franco, Carlos Farias, Pedro Morais, Dani Morais e Dea Trancoso. 
Neste ano, um músico e compositor bem conhecido da música de raiz está concorrendo no festival de música do 34º FESTIVALE. É o violeiro e contador de causos, o paulista Miltinho Edilberto, morador da cidade Extrema, no sul de Minas, autor da Venda do Seu Lidirico e outros sucessos da cultura popular. Ele classificou duas músicas.
Das 20 músicas selecionadas, 8 são de artistas do Vale do Jequitinhonha, de apenas 6 cidades: Diamantina (Nino Aras classificou duas músicas), Felício dos Santos, Jequitinhonha, Medina, Minas Novas (com 2 músicas selecionadas) e São Gonçalo do Rio Preto.
De outras cidades, Montes Claros teve destaque com 3 músicas selecionadas. A Bahia classificou 3 músicas de cantores de Vitória da Conquista, de Ilhéus e do campeão do FESTUR - Festival da Canção de Turmalina, Laécio Beethoven, de Salvador.  De Belo Horizonte, Dalmir Lott classificou duas músicas; Governador Valadares e Goiânia tem um representante cada.    
 MÚSICAS  SELECIONADAS
34º FESTIVALE – Felício dos Santos
Dia 27 de julho de 2017 – Quinta-Feira
Canção/ Artista/ Cidade
1 - Acordando um herói - Walter Lages - Vitória da Conquista-BA
2 - Aqui é o meu lugar - Cássio Reny e Luciano Pacco - Montes Claros-MG
3 - Canção da Solidão - Maior Saulo Fagundes - Goiânia-GO
4 - Descanso - Nino Aras - Diamantina - MG
5 - Filhos da Terra de Zumbi - Paulo Henrique Borges - Minas Novas-MG
6 - Flor do vale - Ronaldo Tobias dos Santos - Montes Claros - MG
7 - Flores do Vale - Jocó do Vale - São Gonçalo do Rio Preto-MG
8 - Labuta - Juliana Peres - Montes Claros-MG
9 - Meu Brasil - Miltinho Edilberto - Extrema-MG
10 - Minha Cidade, Meu orgulho - Edson Borges - Felício dos Santos-MG

Dia 28 de julho de 2017 – Sexta-Feira
Canção/ Artista/ Cidade
1 - Na Caatinga Sertaneja - Sergio di Ramos - Ilhéus-BA
2 O amor em três sonetos - Laécio Beethovem - Salvador-BA
3 Oferenda - Dalmir Lott - Belo Horizonte-MG
4 Raio de Sol - Eustáquio Correa - Minas Novas-MG
5 Saudade Matadeira - Diorgem Junior - Governador Valadares - MG
6 Sinal - Nino Aras - Diamantina-MG
7 Sobrevivência - Zé Ita - Jequitinhonha - MG
8 Turumali - Dalmir Lott - Belo Horizonte - MG
9 Viajante Solitário - Ailton Batista de Oliveira - Medina - MG
10 Violada de Minas - Miltinho Edilberto - Extrema - MG.
Serão realizadas as duas eliminatórias com dez canções cada, classificando-se as 5 melhores, em cada dia, assim entendidas as que alcançarem a maior pontuação geral.
A fase final acontece na noite de 29 de julho de 2017, no sábado.
Dentre as dez canções escolhidas para a final, serão distribuídos os seguintes prêmios: 1º lugar - R$ 4 mil e troféu; 2° lugar - R$ 3 mil e troféu, e 3° lugar - R$ 2 mil e troféu.
Não haverá prêmio para o Melhor Intérprete.

A melhor canção regional, assim entendida a composição de autoria de concorrente nascido ou residente no Vale do Jequitinhonha, receberá um prêmio especial de R$1,5 mil.


Na Noite Literária a poesia rola solta
As quarta-feiras do FESTIVALE sempre foram reservadas para os poetas do Vale. Ali se encontram os poetas bem conhecidos como Gonzaga Medeiros, Cláudio Bento, Luiz Carlos Prates, Narciso Durães, Celso Freire, Zé Miranda, assim como as revelações  como Giselda Gil, de Minas Novas, vencedora da peleja, em 2016.
Na próxima quarta, então, 26 de julho, acontece a Noite Literária Victor Alves do 34º FESTIVALE. 
A FECAJE divulgou as 10 poesias selecionados com concorrentes já bem conhecidos do mundo cultural-poético do Vale como Cláudio Bento, Ângela Freire e Jô Pinto.
1 – Michel, O operário
César Prates Macedo
Carbonita-MG


2 – Olhos do Jequi
Regina Aparecida Farias Ferreira

Itinga-MG

3 – História do Festivale
Flávio Pereira da Silva

Jequitinhonha-MG

4 – Pão e Reza
Edelvan Alves da Silva

Capelinha-MG

5 – A Santa do Povo
José Claudionor dos Santos Pinto

Itinga-MG

6 – Notícia da Infância dos Pássaros 
Luiz Cláudio Bento Rodrigues

Jequitinhonha-MG

7 – Surpreso preso
Edson de Freitas Magalhães

Rio de Janeiro

8 – Presença intrusa
Juliana Cordeiro de Oliveira Silva
Feira de Santana – Bahia


9 – Ventos 
Ângela Gomes Freire

Araçuaí-MG

10 – Selva da Gente
Alexandre Manoel Fonseca

Coração de Jesus - MG
Cada autor, de acordo edital, tem direito a alimentação e hospedagem, juntamente com seu intérprete.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Felício dos Santos se prepara para receber agentes culturais no 34º FESTIVALE, de 23 a 29 de julho.


Desde 1980, um grande movimento mobiliza milhares de jovens de mais de 73 municípios da Bacia do Rio Jequitinhonha, dos Territórios do Alto, Médio/Baixo Jequitinhonha e norte de Minas. 

A sede de realização do evento se dá em rodízio de cidades. Quase todas as cidades-polo do Vale do Jequitinhonha já sediaram este grande e longevo evento cultural. Dos municípios acima de 15 mil habitantes, apenas Caraí, Itamarandiba, Novo Cruzeiro e Turmalina não sediaram o Festivale.

Das cidades com população abaixo de 10 mil habitantes destacaram-se Carbonita, Rubim, Salto da Divisa e, agora, Felício dos Santos.

Este Festivale já descobriu, divulgou e reverenciou a criação artístico-culturais de muitos artistas famosos, hoje: 

MÚSICA: Joaci Ornelas, Mark Gladston, Paulinho Pedra Azul, Pedro Morais, Rubinho do Vale, Saulo Laranjeiras, Tadeu Franco e Wilson Dias. E gente do Mucuri adotada pelo Vale como Bilora, Carlos Farias, Josimo Medina, Pereira da Viola e Tau Brasil, como também Titane, de Oliveira/BH. A convergência e confluência com o nordeste com Elomar, Vital Farias e Xangai.   

POESIA
Todo agente cultural  do Vale do Jequitinhonha é um poeta em potencial. Destacam-se o grande poeta e ativista cultural Gonzaga Medeiros, Cláudio Bento, Celso Freire, Luiz Carlos Prates, Wesley Pioest, Murilo Antunes, Jason Mota, Haydée Murta, Narciso Durães, Lena Guimarães, Milton Santiago, Maurício Carvalho, Cyntia Colares, Ruy Barreto, Zé Miranda e muitos outros.

ARTESANATO
Cerâmica: Dona Isabel; Zefinha de Campo Alegre em Turmalina; Ulisses Pereira, Ulisses Mendes, Maria Lira de Araçuaí, Ana do Baú de Minas Novas, Paulo Oliveira de Guaranilândia de Jequitinhonha; 
Palha e Taquara _Zé do Balaio de Almenara; 
Madeira - Zefa de Araçuaí, Zé do Ponto de Chapada do Norte e Ulisses de Itinga; Mestre Bastião do Capivari na confecção de tambores;
Bordados, Adelícia Amorim de Almenara  e Dagmar de Palmópolis;
Tecelagem:  artesãs de Roça Grande em Berilo, de Francisco Badaró, Turmalina e Jequitinhonha;
Artesanato indígena - produção dos povos indígenas Aranãs e Cinta Vermelha, em Coronel Murta e Araçuaí.

CORAIS
Corais destacam-se em Araçuaí com o pioneiro Coral Trovadores do Vale, desde 1970, Araras Grandes, e o mundialmente famoso Meninos de Araçuaí. Também são destaques o Coral das Lavadeiras de Almenara, os corais de Coronel Murta, Itaobim, Jenipapo de Minas e de Veredinha;

TEATRO
Teatro é um grande destaque da arte do Vale. É uma das regiões com maior grupo de teatros do país com destaque para o Ícaros do Vale, de Araçuaí, Conversos, de Caraí; Gruted, de Divisópolis; Anim'Art de Capelinha; Araçá, de Medina; Curutuba, de Chapada do Norte; É isso é!!!, de Joaíma; Gruteapa, de Pedra Azul; Meninos do Vale, de Medina; Próximo do Real, de Rio Pardo de Minas; Só Riso, de Jequitinhonha; Gruta e Murion de Padre Paraíso; Expressart e Iluminart de Taiobeiras.

Além destes fazeres culturais há diversos grupos de congada, batuques, catopês, folias de reis, catira, bois de janeiro, irmandades do rosário, 

O FESTIVALE atrai principalmente adolescentes e jovens, em várias atividades, durante a última semana do mês de julho. São cerca de 3 mil pessoas envolvidas diretamente nas diversas manifestações culturais.

Acontecem shows musicais, oficinas, Noite Literária, concursos de poesias, lançamento de livros, Feira de Artesanato, grupos de dança e canto, grupos tradicionais/folclóricos, exposição de fotos e ares plásticas, debates e Festival de Música.
   
NOTA OFICIAL DA  DIRETORIA FECAJE
Comunicamos que estão abertas as inscrições das oficinas do 34º Festivale, que acontecerá em Felício dos Santos, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas. 

Acesse o link e faça sua inscrição. Leia todas as instruções.

Em caso de cancelamento de alguma destas oficinas, faremos a redistribuição dos inscritos nas oficinas existentes.

Viva o 34º FESTIVALE!
1 - OFICINA ORI ODARAS - DANÇA AFRO BRASILEIRA

Bacia do Rio Jequitinhonha tem 73 municípios mineiros.

O FESTIVALE considera o Vale do Jequitinhonha todos os municípios da Bacia do Rio Jequitinhonha, embora no planejamento do Estado, do IBGE, Fundação João Pinheiro e IGA classifiquem apenas o Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha.
Assim, 18 municípios do norte de Minas são considerados também do Vale.


A Bacia do Jequitinhonha compreende uma área de 70.315 km², sendo que 66.319 km² situam-se em Minas Gerais, enquanto 3.996 km² pertencem à Bahia, representando 11,3% da área do estado mineiro e apenas 0,8% do baiano. 

A área compreende seis mesorregiões, subdivididas em onze microrregiões. No Vale do Jequitinhonha está uma população 977,8 mil pessoas, de acordo com o último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010).

Festivales já foram organizados em Bocaiúva, Salinas e Taiobeiras. 


Também na Bacia do Jequitinhonha estão 9 municípios da Bahia: Belmonte, Eunápolis, Itagimirim, Itapebi, Itaranti, Macarani, Maiquinique, Mascote e Santa Cruz de Cabrália. Belmonte, onde o rio Jequitinhonha despeja no Oceano Atlântico, deve vir a ser sede de algum Festivale.


TERRITÓRIO DO ALTO JEQUITINHONHA

Margem Direita do Rio Jequitinhonha
Microrregião de Capelinha – 10 municípios
Angelândia, Aricanduva, Capelinha, Chapada do Norte, Francisco Badaró, Itamarandiba, Leme do Prado, Minas Novas, Turmalina e Veredinha

Microrregião de Diamantina – 11 municípios
Carbonita, Couto Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Gouveia, Presidente Kubitschek, Rio Vermelho, Serro, São Gonçalo do Rio Preto e Senador Modestino Gonçalves.

TERRITÓRIO DO MÉDIO/BAIXO JEQUITINHONHA
Microrregião de Almenara – 16 municípios
Almenara, Bandeira, Divisópolis, Felisburgo, Jacinto, Jequitinhonha, Joaíma, Jordânia, Mata Verde, Monte Formoso, Palmópolis, Rio do Prado, Rubim, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto e Santo Antônio do Jacinto.

Microrregião de Pedra Azul – 5 municípios
Cachoeira do Pajeú, Comercinho, Itaobim, Medina e Pedra Azul.

Microrregião de Araçuaí – 13 municípios
Araçuaí, Berilo, Caraí, Chapada do Norte, Coronel Murta, Francisco Badaró, Itinga, Jenipapo de Minas, José Gonçalves de Minas, Novo Cruzeiro, Padre Paraíso, Pontos do Volantes e Virgem da Lapa.

Margem Esquerda do Rio Jequitinhonha
    TERRITÓRIO NORTE DE MINAS
    Microrregião Grão Mogol – 6 municípios
Botumirim, Cristália, Grão Mogol, Itacambira, Josenópolis e Padre Carvalho

Microrregião de Bocaiúva – 3 municípios
Bocaiúva, Guaraciama e Olhos D´Água

Conheça Felício dos Santos e suas belas atrações naturais e culturais.
A pequena cidade de Felício dos Santos está localizada no Alto Jequitinhonha a 76 km de Diamantina, seguindo pela BR 367, sentido Turmalina. Fica a 209 km de Minas Novas; 281 km de Araçuaí; 356 de Itaobim; 468 km de Almenara; 203 de Montes Claros; 409 de Teófilo Otoni; 365 km de Belo Horizonte.
Riquezas culturais e naturais

A cidade de Felício dos Santos é dona de uma riqueza histórica ímpar, marcada por antigas igrejas, um cemitério de escravos em ruínas, entre outras atrações. Faz parte do Circuito Turístico dos Diamantes e da Estrada Real.

Apesar de se tratar de uma cidade com grande valor histórico cultural, Felício dos Santos tem como uma de suas principais atrações as águas termais localizadas na Fazenda do Sobrado. Com reconhecidas propriedades medicinais, as águas possuem temperatura média entre 36º e 38º C e atraem turistas de todas as partes em busca de tratamentos, além de agradáveis momentos. 

A beleza natural do município pode ser representada pelo Lajeado de Noronha, corredeiras que formam vários saltos e poços de águas cristalinas; a Cachoeira do Sumidouro, caracterizada por não formar nenhum poço e ter suas águas desaparecendo ao final da queda, além da Mata do Isidoro.


A Lapa Santa ainda conserva algumas pinturas rupestres. Com uma população simples e acolhedora, o município mantém manifestações culturais fortes, como a Festa do Rosário. O festejo agita toda a comunidade, principalmente com a famosa apresentação da dança folclórica Marujada. 

Dados Gerais de Felício dos Santos
Localização
Localização de Felício dos Santos
Localização de Felício dos Santos em Minas Gerais
Felício dos Santos está localizado em: Brasil
Felício dos Santos
Localização de Felício dos Santos no Brasil
Municípios limítrofes
Distância até a capital
365  km
Características geográficas
358,862 km² 
5 046 hab. Estimativa IBGE/2016
2.229 hab na cidade
2.817 hab na zona rural
14,31 hab./km²
740 m
Indicadores
0,606 médio PNUD/2010 
R$ 35 247,00 mil IBGE/2014
R$ 7 084,66 IBGE/2014

Veja os links:

https://www.facebook.com/FelicioDosSantosMg/
Video convite para o Festivale.


Aqui você encontra todas as informações sobre o 34º Festivale e sobre o município de Felício dos Santos, contados de órgãos públicos, pousadas, hotéis e atrações turísticas e culturais.

Pontos Turísticos De Felício Dos Santos (MG) - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=xLdWRo7cN-A


15 de jun de 2015 - Vídeo enviado por GRUPO FELÍCIO DOS SANTOS TV COCRIATIVA
Pontos Turísticos De Felício Dos Santos (MG). GRUPO FELÍCIO DOS SANTOS TV COCRIATIVA ...