domingo, 27 de julho de 2014

Procurador alerta para riscos de novos minerodutos em Minas.

Potencial de danos sócio-ambientais de empreendimentos em 70 cidades preocupa Ministério Público.
Mineroduto Minas Rio
Minas-Rio. Projeto da Anglo American é o mais adiantado e já motivou assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta

Nos próximos anos, Minas Gerais pode ter mais quatro minerodutos – sistemas de tubulação para transportar minério de ferro, ligando a mina ao porto – de grande porte cortando dezenas de seus municípios. Juntos, eles cortarão 98 municípios em quatro Estados (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia), sendo que 70 dessas cidades são mineiras. Por sua extensão – todos com mais de 400 Km –, pelo número de municípios atingidos, pelo potencial de danos sócio-ambientais que causarão e pelo grande consumo de água necessário para colocar essas estruturas em funcionamento, os projetos já preocupam os Ministérios Públicos Estadual (MPMG) e Federal (MPF-MG).

“A perspectiva de mais quatro minerodutos em Minas Gerais está me deixando de cabelo em pé pelas inquietações sociais e ambientais que esse tipo de obra provoca”, diz o procurador da República do Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG), José Adércio Leite Sampaio. Três projetos ainda não têm sequer a licença prévia (LP) – que atesta a viabilidade do projeto – e outro, o da Anglo American, já aguarda a licença de operação. Contra esse, o procurador já ajuizou uma ação na Justiça, e assinou um Termo de Ajustamento de Conduta pedindo que a empresa repare os danos causados aos moradores e ao meio ambiente antes de começar a operar.
Juntos, os quatro novos minerodutos terão capacidade para transportar cerca de 100 milhões de toneladas de minério por ano. Eles irão se somar aos três minerodutos já operados pela Samarco. O mais recente entrou em operação no início deste mês e tem cerca de 400 Km entre Mariana (MG) e Anchieta (ES), com capacidade para 20 milhões de toneladas anuais.
Rio Pardo. Depois do projeto Minas-Rio, da Anglo American, previsto para entrar em operação no fim do ano, o mais adiantado é o do Vale do Rio Pardo, da Sul Americana de Metais (SAM). A empresa já entrou com o pedido de licenciamento no Ibama e a expectativa é obter a LP ainda neste ano e colocar a tubulação para funcionar em 2017. O projeto liga a mina em Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais, ao porto em Ilhéus (BA). O mineroduto tem autorização para captar 6.200 m³ de água por hora em uma região que tradicionalmente sofre com secas e tem dificuldades para manter até o abastecimento regular à população.
Fonte: O TEMPO

PARA ECONOMIST, MINAS PERDEU COMPETITIVIDADE

sábado, 26 de julho de 2014

Cozinha Comunitária foi desativada na administração anterior por falta de prestação de contas

Em série denominada O POVO PERGUNTA E A PREFEITURA RESPONDE, a administração municipal comunicou aos cidadãos o motivo da desativação da Cozinha Comunitária que, segundo relato, ocorreu na administração anterior por falta de prestação de contas, mas que está tomando as providências para reativação do local que atendia profissionais e estudantes. 


A inovação de responder aos questionamentos dos cidadãos e divulgá-los para a população é recente e está tornando mais transparente a atuação do município e ao mesmo tempo, evitando que não ocorram equívocos quanto as decisões da administração.


Confira o texto na íntegra:

"O POVO PERGUNTA E A PREFEITURA RESPONDE:

Por que a Prefeitura acabou com a COZINHA COMUNITÁRIA? Ela beneficiava grande parte da população, incluindo estudantes e funcionários municipais! (Rafael Oliveira - Bairro Plataforma)

Resposta:

Quando a atual administração assumiu,a COZINHA COMUNITÁRIA já se encontrava desativada. Entramos em contato com o Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo programa a fim de normalizar o atendimento deste, mas fomos informados que a gestão que nos antecedeu,não havia prestado contas principalmente no que diz respeito ao PAA ( Programa de Aquisição de Alimentos) e o Programa de Agricultura Familiar. Mas, contudo a equipe atual da SECRETARIA MUNICIPAL DE AÇÃO SOCIAL enviou uma série de documentos para reaver a reabertura da cozinha e estamos aguardando o julgamento desse processo, para reativar a COZINHA COMUNITÁRIA. (Elenilda Gomes Costa - Assessora de Ação Social)."


Prefeitura Municipal

Fonte: http://www.pedraazul-mg.com/2014/07/cozinha-comunitaria-foi-desativada-na.html

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Aécio Neves construiu Aeroporto Fantasma em Montezuma

Não foi só a cidade de Cláudio (MG), onde a família de Aécio Neves (PSDB) tem propriedade rural, que teve aeroporto construído com critérios que mais atendem a conveniência privada da oligarquia política dos Neves da Cunha do que ao interesse público.

A cidade de Montezuma, no norte do estado, também teve sua pista de pouso asfaltada quando o tucano era governador. A Perfil Agropecuária, empresa herdada pelo senador tucano, apropriou-se de 950 hectares de terras no município, que o estado de Minas Gerais considerava públicas, por meio de um polêmico processo de usucapião.
Montezuma, no Norte de Minas Gerais – Foto: Reprodução / Folha Regional.

Nas licitações do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) realizadas em 2008 aparece uma única obra de pavimentação de aeródromo no interior: Montezuma. Justamente onde a empresa agropecuária do Aécio tem fazenda.
Como o uso da pista é muito raro, já que a cidade tem cerca de 7.500 habitantes, a população dos sem-avião questionou a obra, uma vez que há diversas outras necessidades urgentes a ser atendidas. Detalhe: já há aeroportos em municípios vizinhos da região, como Salinas, Janaúba, Rio Pardo de Minas e Espinosa.
Para se ter uma ideia das outras prioridades, só 27% dos domicílios contam com rede de esgoto. É a empresa estadual de água e esgoto (Copasa) que atende a cidade. Enquanto o orçamento estadual era gasto em obras convenientes para a família do governador tucano, foram necessários recursos federais do PAC Saneamento para melhorar as condições locais. Além do problema do saneamento básico, muitas ruas de Montezuma ainda não têm sequer pavimentação como a da pista do aeroporto.
A imagem abaixo mostra que pista do aeroporto é praticamente da extensão dos eixos da área urbana.
Fonte: Folha Regional e Blog do Luiz Cládio Guedes.

Navegador sobrevive após picada de cobra em ilha de Coronel Murta


Ele ficou internado no hospital de Araçuai e recebeu alta nesta sexta-feira (25.07).

Foto: Saulo MurtaNavegador sobrevive após picada de cobra em ilha de Coronel Murta
Há 3 meses, Aladir Murta vive sozinho em uma ilha do rio Jequitinhonha, em Coronel Murta.
Foi apenas um susto.  No inicio da noite desta quinta-feira,(24) Aladir Murta, 77 anos, considerado o maior navegador solitário do mundo, foi picado por uma cobra, na ilha de Sucruiú ( uma referência à cobra Sucuri), no rio Jequitinhonha, no município de Coronel Murta, onde vive há 3 meses.


Acostumado com  aventuras na selva, ele navegou por cerca de 1 km rio acima, até chegar à casa de um amigo e pedir socorro.

Rapidamente, ele foi levado ao hospital  São Vicente de Paulo, em Araçuai, onde deu entrada por volta das 21hs. Ele foi medicado e passa bem, após permanecer internado.

Na manhã desta sexta-feira, (25) Aladir Murta recebeu alta.

“ A cobra estava dentro de uma rede onde costumo dormir. Usei um alicate para matá-la. Esta é a terceira vez que isso acontece em minha vida. Não será desta vez que serei abatido”, brincou o navegador que não identificou a espécie de cobra que o picou. “ Acredito que foi uma jararaca, espécie comum na região”, disse ele.

Reconhecido  pela equipe que o atendeu no hospital, Aladir Murta, acompanhado do seu primo Saulo Murta, foi cercado de carinho por enfermeiros e médicos.

“ Foi um atendimento de primeira. Agradeço a toda a equipe do médico Isaac Rodrigues, aos enfermeiros, Renato Miranda, Belson Cardoso e a todos que me atenderam com muito profissionalismo”, afirmou Murta, aproveitando para convidar a todos para conhecer a ilha onde vive, a 40 km de Araçuai.
  
Velho lobo dos rios
  
 Natural de Coronel Murta,  Aladir Murta, há 14 anos,  se desfez de imóveis e pertences para encontrar sua verdadeira vocação. Numa canoa de madeira, seguiu pelo Rio Araguaia, chegou à Ilha do Bananal e não parou mais.

 Brasil afora alcançou o Solimões, Negro, Amazonas, São Francisco, Velhas e tantos outros até atingir 60 mil quilômetros percorridos, o equivalente a uma volta ao redor do mundo.

Ele completa 77 anos, sendo considerado o maior navegador solitário do mundo por revistas especializadas, até mesmo fora do país. Agora ele prepara os papéis para ser incluído no guiness, o livro dos recordes.

 
Antes de ser navegador, Aladir foi cabo do Exército e lapidário de pedras preciosas, trabalhou também numa pequena indústria e cruzou o país numa moto.

Homem de fala lenta e palavras simples, Aladir parece até conversar num outro idioma quando começa a contar dos trajetos dos rios e nomes de tribos.


A remo, cruzou fronteiras com Peru, Colômbia e Paraguai, superou quedas d’água de 10 metros de altura, navegou o São Francisco e o Velhas três vezes cada um e, nessas viagens, passou por alguns apuros. Já naufragou, enfrentou tempestades, comeu peixe cru por uma semana, foi assaltado cinco vezes e, sem outra opção, teve que beber água do poluído Rio das Velhas.


Sua história está contada no livro “ Além dos Rios- uma aventura sem fim ”, do jornalista Antoninho Rossini, lançado em 2012 pela editora Tag & Line.

Fonte: Gazeta de Araçuaí

Prefeita de Almenara pode ser cassada por compra de votos e abuso de poder

O processo foi julgado em primeira instância em setembro de 2013 na comarca de Almenara. A sentença pedia a nulidade dos votos recebidos, a cassação do diploma, a inelegibilidade por oito anos e o pagamento de R$ 125 mil de multa.

Foto: arquivoPrefeita de Almenara pode ser cassada por compra de votos e abuso de poder
a prefeita já foi cassada em Primeira Instância em 2013
A prefeita de Almenara, no Vale do Jequitinhonha, Fabiany Ferraz (PSDB), pode ser cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG) por compra de votos e abuso de poder político.

Fabiany Ferraz, que já foi cassada em primeira instância pela comarca da cidade, acredita que o processo é motivado por “perseguição política”.
  
Durante a campanha de 2012, quando foi reeleita com 6.793 votos para comandar a cidade de 40 mil habitantes, a prefeita foi acusada de quebrar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público Estadual para contratar pessoal em troca de votos. O TAC pedia o fim de contratações irregulares.
  
De acordo com relatos que constam no processo, Fabiany pedia votos em escolas públicas. Em um dos casos, teria oferecido a uma servente a manutenção do emprego, caso seu nome fosse escolhido.

Já na Escola Municipal Branca de Neve, a prefeita, em reunião com os servidores da educação, teria pedido votos para manter a vaga de todos.
  
O tom de troca de favor teria sido repetido em reunião na Associação Pró-Deficiente do Vale do Jequitinhonha (Aprodejav). Neste caso, ela ainda teria oferecido um café da manhã num restaurante da cidade.
  
Decisão em primeira instância
O processo foi julgado em primeira instância em setembro de 2013 na comarca de Almenara. A sentença pedia a nulidade dos votos recebidos, a cassação do diploma, a inelegibilidade por oito anos e o pagamento de R$ 125 mil de multa.
  
De acordo com o TRE-MG, o processo de Fabiany Ferraz está na lista para entrar na pauta de julgamentos, porém ainda não existe data definida para a apreciação em segunda instância.
  
Por meio de sua assessoria, a prefeita alegou que está confiante em um desfecho positivo, já que, segundo ela, o processo surgiu por motivação política. “A prefeita acredita que a decisão será favorável. As acusações são inverídicas e foram feitas por perseguição política. O Executivo Municipal espera que tudo se resolva o mais rápido possível para que a cidade não seja prejudicada”.

Fonte: O TEMPO

Justiça bloqueia bens de Thales Maioline da irmã dele e sócio


Eles são acusados de ter operado esquema de pirâmide financeira e causar prejuízo de R$ 100 milhões a cerca de 2 mil investidores

Foto: arquivoJustiça bloqueia bens de Thales Maioline da irmã dele e sócio
Thales Maioline foi condenado a 7 anos. A irmã dele ainda não foi condenada e reside atualmente em Araçuai.
Natural de Araçuai, no Vale do Jequitinhonha,  Thales Emanuelle Maioline, conhecido como Madoff mineiro, condenado em abril deste ano a 7 anos de prisão, por golpe financeiro de R$ 100 milhões a mais de 2 mil investidores terá os bens e contas bancárias bloqueados pela Justiça.

A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ocorre após requerimento de um dos investidores lesados e vale para a Firv Consultoria Administração Recursos Financeiros Ltda., empresa da qual Madoff era sócio e os sócios de Maioline, Iany Márcia Maioline, sua irmã, e Oséias Marques Ventura.

O investidor argumentou que os acusados pretendiam resguardar o patrimônio que possuíam para não arcar com as dívidas contraídas.

Ele alega que foi atraído por uma proposta de investimento de alta rentabilidade feita pelos empresários.

O investidor aplicou R$ 20 mil e não conseguiu resgatar o capital, porque o sócio, administrador e presidente da Firv fugiu para o exterior após ser denunciado por estelionato.

Para garantir que seu dinheiro não fosse inteiramente dissipado, o investidor requereu o bloqueio dos bens dos envolvidos. O pedido foi negado em primeira instância, mas o investidor entrou com agravo e, em caráter liminar, o TJMG deferiu a tutela antecipada.

Golpe
  
Em julho de 2012, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu as atividades da empresa, por administração irregular de carteira de valores mobiliários e realização de oferta pública irregular de valores mobiliários.

Segundo o investidor, foi constatado que Thales Maioline fugiu do país levando consigo R$ 50 milhões e que Iany Márcia Maioline transferiu R$ 1,1 milhão das contas da Firv para a conta bancária da empresa da qual é proprietária.

O relator do recurso, desembargador Antônio Bispo, considerou que há prova inequívoca de que foi realizado contrato entre as partes e subsistem indícios de que o negócio implicou existência de fraude e estelionato.

Além disso, um parecer da CVM informa que a empresa estaria fazendo oferta pública sem observar a lei.

O magistrado ressaltou que, a despeito desses elementos, pode ser que ao longo do processo se comprove que as transações da Firv não eram ilegais, mas na situação atual estão presentes os requisitos para concessão de tutela antecipada.

Fonte: Tribunal de Justiça MG

"Vida de Menina": diretora e elenco do filme se reúnem dez anos após a estreia


Fonte: Jornal Hoje em Dia (clique aqui)  e veja o filme no Youtube (clique aqui)
"Vida de Menina": diretora e elenco do filme se reúnem dez anos após a estreiaHelena Solberg ainda se lembra, divertida, da primeira exibição de “Vida de Menina” em Diamantina, numa praça pública, ao notar a surpresa dos moradores quando viram sua cidade destacada na tela grande. “Eles não imaginavam que Diamantina era tão linda”, recorda a cineasta. Dez anos após essa experiência, equipe técnica e elenco se reencontrarão em Belo Horizonte para a apresentação especial do filme, no domingo, às 13h, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, dentro da programação da extensão mineira do “Festival É Tudo Verdade”, com início nesta quinta-feira (24).
“Estamos tentando contatar todo mundo, mas os que não encontrarmos já se considerem convidados pela reportagem”, avisa Helena, assinalando que o convite também vale para os muitos figurantes que participaram da adaptação do diário de Helena Morley, escrito na Diamantina do século 19.
“A cidade abraçou o filme. Foi muito interessante iniciar uma filmagem num horário meio ingrato, às 4 horas da madrugada, e ver um batalhão de pessoas já vestidas para participar”, destaca a diretora. Carinho, por sinal, é a palavra à qual todos os integrantes mais recorrem ao falar do filme.
Beco do Mota
Um dos atores do filme, Luciano Luppi lembra de “um período gostoso, no qual a equipe trabalhava com harmonia a partir da condução carinhosa de Helena”. Ele interpreta Mota, personagem histórico que dá nome ao famoso beco da cidade e que cruza o caminho da protagonista.
O diário destila ironia ao acompanhar como as mudanças econômicas motivadas pela decadência da mineração refletiam nas relações sociais e familiares. O livro foi destacado pelo sociólogo Gilberto Freyre (1900–1987) como “único documento que existe no Brasil que fala do cotidiano sem ser memórias”.
Outro integrante do elenco foi o Elvécio Guimarães na pele de um padre rabugento. “Não gosto muito de cinema porque, como todo mundo sabe, é uma arte do diretor. Mas, nesse, fiz as pazes com o cinema. Helena Solberg sempre estava disposta a conversar e a aceitar as nossas sugestões”, recorda.
Os bastidores das filmagens estão também no livro “Helena Solberg, do Cinema Novo ao Documentário Contemporâneo”, escrito pela jornalista e diretora mineira Mariana Tavares, que terá lançamento no sábado, às 16h.
Um carinho que trouxe conforto na volta do exílio
O carinho recebido em Diamantina serviu como um conforto para Helena Solberg, que voltava de um “exílio” de 30 anos nos Estados Unidos, onde assinou importantes obras no gênero documentário e realizava, com “Vida de Menina”, o seu primeiro filme de ficção.
“Uma personagem maravilhosa como Helena Morley não caberia apenas num documentário”, registra a cineasta paulistana, hoje com 74 anos. O que não quer dizer que Helena deixou de flertar com o documentário. “O diário é um documento verdadeiro”, salienta.
A preocupação da realizadora foi a de não fazer uma mera ilustração do texto. Ao lado da roteirista Elena Soárez, chamou a atenção para uma menina de 13-15 anos transgressora, que questionava tudo a seu redor, especialmente a conservadora sociedade mineira do século 19.
A mulher, por sinal, sempre teve um papel relevante em sua filmografia, até hoje pouco conhecida. Autora do livro “Helena Solberg, do Cinema Novo ao Documentário Contemporâneo”, Mariana Tavares assinala que Helena só ganhou destaque na mídia quando lançou “Carmen Miranda: Banana is My Business”, em 1994.
50 anos de cinema
“Esse documentário, que tem um grau de articulação muito grande, não nasce do nada. O seu trabalho anterior, com filmes sobre a política na América Latina, serviram de preparação”, destaca Mariana, que teve como ponto de partida, para o livro, sua tese de doutorado na Escola de Belas Artes da UFMG.
O curta-metragem “A Entrevista”, primeiro título de Helena, foi filmado há exatamente 50 anos. “Ela fazia parte do grupo do Cinema Novo e participava das discussões, mas, ao ir para os Estados Unidos cedo, se tornou o nome menos conhecido, ao lado de David Neves”, registra.
No exterior, Helena se aliou a um grupo de documentaristas estrangeiros preocupados com a situação da América Latina. “Ela trabalhava grandes temas, mas sempre individualiza as questões, elegendo personagens para se aprofundar no tema. O espectador aprendia muito e também se emocionava”, detalha Mariana.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Nove municípios do Vale têm perda de eleitores, nos últimos 8 anos.

Macrorregião ganhou 45.656 eleitores em oito anos, de 2006 a 2014.

Municípios que mais perderam foram Medina, Santo Antônio do Jacinto, Rubim, Jacinto, Coronel Murta, Cachoeira do Pajeú, Salto da Divisa, Rio do Prado e Francisco Badaró.


O eleitorado dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri teve um aumento de 45.656 pessoas, no período de 2006 a 2014.  As duas regiões de Minas Gerais possuem um eleitorado total de 838.902 eleitores. 
Porém, alguns municípios contaram com perdas significativa. Medina, no Médio Jequitinhonha, foi quem mais perdeu: 1.707 eleitores. De 17.464 eleitores, em 2006, caiu para a 15.757 eleitores, com uma perda de 9,77%. Depois, veio Santo Antônio do Jacinto, no Baixo Jequitinhonha. De 10.260 eleitores caiu para 8.748. Uma queda de 1.512 eleitores ou 14,73%, a maior queda proporcional. Logo após, vem Rubim, que tinha 7.741 eleitores e caiu para 6.666, com perda de 1.075 eleitores, ou 13,8%. Jacinto, também no Baixo Jequitinhonha, foi de 9.675 para 8.762 eleitores, com queda de 913 eleitores, ou 9,43% de perda. Coronel Murta perdeu 370 eleitores. Tinha 7.277 e ficou com 6.907 eleitores. Perdeu 5,08%.
Capelinha registrou um aumento de 3979 eleitores – Foto: Divulgação / Facebook Tico Neves.
O eleitorado de Capelinha foi o que mais cresceu nos últimos oito anos em comparação com os outros municípios da região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Considerando os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre junho de 2006 a junho de 2014, Capelinha registrou um aumento de 3.979 eleitores, ou 18,52% de aumento. Diamantina aumentou o eleitorado em 3.859 pessoas, ou 12.01%; e Teófilo Otoni com um aumento de 3.294 eleitores ou 3,3%.

Considerando o número total de eleitores, Capelinha aparece na 6ª posição com 25.463 eleitores. As primeiras posições são ocupadas por Teófilo Otoni com 102.897 eleitores, Diamantina com 35.832, Nanuque com 31.336, Almenara com 29.197 e Araçuaí com 27.848 eleitores.




Post elaborado a partir de dados colhidos do Hélio Sousa e Portal Aconteceu no Vale.

Sobre política e jardinagem, por Rubem Alves.


Governo de Minas construiu aeroporto em fazenda de tio-avô de Aécio, afirma jornal