quarta-feira, 26 de junho de 2019

Araçuaí e Teófilo Otoni ficam sem os vôos do Programa Voe Minas encerrado por Zema

Entre as principais cidades afetadas com a suspensão dos voos estão Teófilo Otoni e Araçuai. Municípios se mobilizam para evitar o fim do programa.

Foto: Gazeta de AraçuaiGoverno encerra o programa Voe Minas. Araçuai está entre as cidades afetadas
Rota BH- Araçuai foi inaugurada em 6 de junho de 2017.
O programa Voe Minas, que subsidia viagens aéreas entre Belo Horizonte e importantes cidades do interior do Estado para incentivar o desenvolvimento econômico regionalizado, será extinto a partir de 30 de junho. A informação é da  Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) responsável pelo  programa que demandou, entre 2016 e 2019, R$ 18 milhões de recursos públicos.
 
Entre as principais cidades afetadas com a suspensão dos voos estão Teófilo Otoni e Araçuai.
  
Em nota, a Codemge explicou que em função da crise, o subsídio para os voos será cortado, mas existe a possibilidade das rotas serem operadas pela iniciativa privada e que há tratativas em andamento neste sentido. 
 
O programa já havia passado por uma redução em abril deste ano, com a desativação de rotas para oito municípios em que havia baixa ocupação nos voos afetando os seguintes municípios: Almenara (Vale do Jequitinhonha); Araxá e Patrocínio, no Alto Paranaíba; Guaxupé, Passos, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Varginha, no Sul de Minas; Piumhi (Centro-Oeste); Uberlândia (Triângulo Mineiro) e Viçosa (Zona da Mata).
  
Restaram nove rotas – para Araçuaí, Belo Horizonte, Caratinga, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Manhuaçu, Patos de Minas e Teófilo Otoni – que agora serão desativadas.
  
A realização  dos voos semanais é considerada fundamental para a economia das cidades, principalmente na região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri mas para Codemge, modelo se esgotou. 
 
Para operacionalizar o projeto, a Codemge compra horas-voo de empresa aérea licitada pelo Estado e as distribui entre as cidades, com vendas de passagens diretamente pelo site da companhia ou por agentes de turismo, conforme explicou à comissão o assessor da presidência da Codemge, Leonardo Ratton.
 
 
Audiência não contou com participação de representante de Araçuai.
Audiência não contou com participação de representante de Araçuai.
 Na última segunda-feira (24) foi realizada audiência pública na Assembléia Legislativa de Minas (ALMG) para discutir o assunto. 
 
Representantes dos municípios pedem ao governo de Minas a manutenção do programa por mais 6 meses e estão em busca de soluções para manter os voos. Este periodo é considerado essencial para a criação de alternativas para custear a manutenção dos voos.  " Sabemos que Minas Gerais está passando por uma crise, mas não podem ocorrer corte de gastos em projetos que estão funcionando e que levam o desenvolvimento econômico para as regiões mais esquecidas como o Jequitinhonha e Mucuri", avalia o deputado Gustavo Santana (PL) autor do pedido para realização da audiência pública.
 
Em Teófilo Otoni, está sendo criado um fundo para compensar a empresa operadora, caso a ocupação fique abaixo do esperado. 
Os voos são realizados dois dias na semana somando 80% da capacidade ocupada. É uma demanda grande que traz desenvolvimento para a região e atrai negócios. Sem os voos , a economia regional será muito afetada", afirma o deputado.
 
Pelo site do Voe Minas é possível encontrar passagens entre a capital e as nove cidades para o mês de junho. Para  Araçuai e Teófilo Otoni, , por exemplo, quem sai do aeroporto da Pampulha tem que desembolsar cerca de R$600– a volta custa R$ 485. Uma passagem de ônibus entre Belo Horizonte e Teófilo Otoni  e Belo Horizonte Araçuai custa em torno de R$ 150. A duração da viagem é de cerca de 12 horas.
  
Desde a criação do programa, em 2016, foram realizados 9.761 voos e transportados 37.467 passageiros.
  
Fonte:Gazeta de Araçuai

Lula não foi solto, mas Moro continua sob suspeição


STF impede derrota da Lava Jato, mas voto de Celso de Mello mantém Moro sob espada.


Em suspenso A decisão da maioria da Segunda Turma do STF de manter Lula na prisão evitou derrota duríssima para a Lava Jato e Sergio Moro, mas as diversas ressalvas explicitadas por Celso de Mello em seu voto recomendam comemoração moderada aos partidários do ministro da Justiça. Integrantes da corte avaliam que, ao frisar que a rejeição da soltura imediata do petista não comprometia sua avaliação sobre a suspeita de parcialidade do ex-juiz, o decano manteve uma espada sobre a cabeça de Moro.
Ligue os pontos A avaliação de que Celso de Mello deixou pistas de suas dúvidas sobre a atuação de Moro foi feita por ministros do Supremo e do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Eles viram na fala do decano sinais de que, no mérito, ele pode acompanhar a ala garantista da corte.
Terreno movediço Esta interpretação se instalou de tal forma que, após a discussão do caso na Segunda Turma, ministros especulavam sobre a possibilidade de Edson Fachin, relator da Lava Jato, levar o julgamento da alegação de parcialidade de Moro para o plenário. Essa discussão, porém, já foi feita na turma no ano passado —e rejeitada.
Tempo é tudo Sem ter ideia de como Celso de Mello votaria no mérito, o ministro Gilmar Mendes propôs julgar a soltura imediata de Lula para desentranhar o tema da discussão sobre a suspeição de Moro.

Onça com vara curta Políticos e magistrados avaliam que o resultado deu nova prova da resiliência de Moro e da Lava Jato. Uma eventual soltura de Lula, previam adversários políticos do PT, inflaria os atos do dia 30 a favor da operação e do ministro da Justiça.
Fonte: Folha de S. Paulo

Não foi derrota, foi vitória adiada, diz Wadih Damous sobre caso Lula no STF.

"No Supremo não tivemos uma derrota, mas sim uma vitória adiada. O habeas corpus não foi julgado. Moro continua no banco dos réus. Nenhum ministro, mesmo os que votaram contra nós, atestou a imparcialidade do verdadeiro chefe da Lava Jato. A luta continua!", defendeu o ex-deputado.
O ex-deputado federal Wadih Damous, que já foi presidene da OAB-RJ, viu o resultado do julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, desta terça-feira 25.06, de um ponto de vista otimista. 
Os ministros da Turma pausaram a votação do HC de Lula que denuncia a suspeição do ex-juiz Sergio Moro e votou paralelamente a liberdade imediata do ex-presidente, enquanto o caso não retorna para julgamento na Corte, em agosto. A liminar, porém, foi negada por 3 a 2. O HC sobre Moro volta a ser analisado em agosto, após o recesso do Judiciário. 



Após o julgamento do habeas corpus de Lula no STF, nesta terça-feira (25), @deputadofederal @Gleisi e @Wadih_Damous analisam o resultado e falam das perspectivas para as próximas batalhas.

591 pessoas estão falando sobre isso
Fonte: brasil247.com

Lava Jato se corrompeu e Moro deve ser afastado, dizem líderes progressistas

"Moro perdeu completamente as condições políticas e morais de ocupar o Ministério da Justiça", dizem, em artigo, Roberto Requião, Flávio Dino, Fernando Haddad, Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. "Quanto ao ex-presidente Lula, este devia ter sido julgado por um juiz imparcial, que presidisse o processo e acompanhasse a produção de provas com seriedade e isenção", apontam.

A corrupção da Lava Jato  

*Fernando Haddad, Flávio Dino, Guilherme Boulos, Ricardo Coutinho, Roberto Requião e Sônia Guajajara 


Canalhas! Canalhas! - bradou o saudoso Tancredo Neves ao ver o Congresso Nacional ser utilizado como instrumento para o golpe de 1964. Em 2018, o Brasil viveu cenário análogo, só que o golpe se materializou pela atuação de um juiz, o que justifica indignação similar à manifestada por Tancredo naquela tenebrosa noite.   

Não se trata de questionar a justa e necessária luta contra a corrupção. Tal luta é nossa também, desde muito antes de surgir a Lava Jato. Mas, sim, temos indignação com o uso desta causa como manto para ocultar e atender interesses políticos e ideológicos escusos - ao pior estilo da UDN de Carlos Lacerda - inclusive com grave violação à soberania nacional mediante "combinação com americanos”, conforme revelado em um dos diálogos publicados pelo site The Intercept.  
Temos a certeza de que não foi um julgamento justo que ocorreu em 2018, na medida em que o objetivo principal era tirar Lula das eleições. Está evidente, mais do que nunca, que não houve tratamento igualitário às partes. O estranho andamento do processo estava à vista de todos: PowerPoint, condução coercitiva ilegal, escuta abusiva de advogados, correria desesperada para realizar os julgamentos. 
Tudo agora está explicado por intermédio das conversas publicadas pelo Intercept. O juiz tinha animosidade pessoal contra o acusado, fornecia provas à acusação fora dos autos, combinava previamente petições e decisões. E havia um gritante desrespeito aos argumentos de defesa, que não eram verdadeiramente ouvidos. Afinal, tudo era um “showzinho”, nas palavras do então juiz.   
Dizer que as condutas de Moro foram “normais” constitui uma agressão à Constituição, ao Código de Processo Penal e ao próprio Poder Judiciário. Não é normal um processo de fachada, em que o juiz presidia a investigação, ajudava a formular a acusação, indicava e produzia provas e, depois, sentenciava com base nos seus próprios conselhos e orientações transmitidos ao procurador amigo. Tampouco é normal um juiz atuar influenciando um resultado eleitoral e depois dele se beneficiar pessoalmente, ganhando o cargo de Ministro da Justiça.   
Flagrado nesse escândalo, Moro não sabe o que diz e vive imerso em contradições. Ora diz que era tudo normal, portanto reconhece o teor dos diálogos; ora não confirma o teor das conversas. E se refugia, logo ele, na ilegalidade de interceptações e vazamentos. 
Ocorre que não há provas, até o momento, de que os diálogos foram conseguidos de forma ilegal, com ajuda de um hacker ou espionagem. Grupos de mensagens em aplicativos têm muitos participantes; qualquer um deles pode inclusive ter copiado arquivos e entregado legalmente, visto que o sigilo de fonte é garantido à imprensa. Ademais, a doutrina e a jurisprudência admitem o uso de qualquer prova, mesmo que tenha sido ilegalmente obtida, para preservar ou reestabelecer a liberdade de um acusado, em face do princípio da proporcionalidade.   
Não se pode admitir que, escancarada a trama, permaneçam os envolvidos a ocuparem funções relevantes, podendo inclusive atrapalhar ou direcionar investigações. Moro perdeu completamente as condições políticas e morais de ocupar o Ministério da Justiça, que comanda a Polícia Federal. Deve ser imediatamente afastado do cargo, também porque não reúne condições para cuidar do relevante tema da Segurança Pública, tamanha a sua falta de credibilidade na comunidade jurídica nacional e internacional.   

Quanto ao ex-presidente Lula, este devia ter sido julgado por um juiz imparcial, que presidisse o processo e acompanhasse a produção de provas com seriedade e isenção. Ninguém está acima da lei, mas também ninguém deve estar fora do seu âmbito de preservação de direitos. O processo que aconteceu em 2017 e 2018 é viciado desde a origem e as "provas" usadas até aqui são totalmente nulas. Logo nulos são todos os julgamentos baseados no indevido conluio. Ódios políticos não podem ser maiores do que as leis. E, segundo as leis, a nulidade é imperativa, por ação dolosa e fraudulenta da dupla Moro e Dallagnol. 
Por consequência, Lula deve ser libertado e novamente julgado, desta vez segundo critérios justos.   A Lava Jato se ergueu em torno do tema da corrupção. Agora, mesmo os que a defendem tem o dever de afastá-la deste mesmo pecado: o da corrupção. Pois não há outra palavra para definir o que ocorreu nesse lamentável episódio. Os fins não justificam os meios. E fraudar os meios corrompe o Direito e a Justiça.   
Fernando Haddad, professor universitário, foi candidato a presidente da República. 
Flávio Dino, mestre em Direito Público (UFPE), é governador do Maranhão.   
Guilherme Boulos, militante do movimento social, foi candidato a presidente da República.   
Ricardo Coutinho, presidente da Fundação João Mangabeira, foi governador da Paraíba.   
Roberto Requião, foi governador do Paraná e senador da República.  
Sônia Guajajara, militante do movimento indígena, foi candidata à vice-presidência da República.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Como se explica a eleição de Bolsonaro, Hitler e Mussolini? Pergunte à História, afirma Frei Betto

A escolha das 'massas' nas eleições.


A história mostra que em momentos de crise, eleitores tendem s fazer escolhas desastrosas: "Há boa dose de irracionalidade naqueles que votam contra isso ou aquilo, movidos pelo ódio e a sede de vingança. Quanto mais demonizam os adversários, mais mitificam o candidato preferido, como se a política prescindisse de instituições democráticas e dependesse apenas da vontade pessoal do eleito". 
Foi assim com Bolsonaro, Hitler, Mussolini e outros.
Este artigo foi publicado no Brasil247 com o título "A escolha das "massas" nas eleições".  O Globo publicou com o título "Pergunte à História". O Portal Vermelho foi também diferente: "Como se explica a eleição de Bolsonaro?".  Frei Betto analisa a eleição de personagens autoritárias para o comando de nações, em países com diferentes culturas e estágios de evolução civilizatória. Afirma: "Eleitores nem sempre votam com a razão; muitos recorrem à emoção. É assim que adversários são demonizados enquanto o candidato preferido é alçado à condição de mito". 
E conclui com o texto do austríaco Sigmund Freud, o criador  da Psicanálise, que publicou o clássico "Psicologia das massas e análise do eu", de 1921. Parece que foi hoje tamanha a atualidade. Obra a ser lida, tão necessária quanto a "Psicologia de massas e do fascismo"  do psicanalista-marxista alemão Wilhelm Reich, publicada em 1933 (escrita entre 1930-1933), no clima de nascimento e  crescimento do fascismo e totalitarismo europeu.  
Grátis: Wilhelm_Reich_-_A_Psicologia_de_Massas_do_Fascismo.pdf
Boa leitura do Frei Betto, do Freud e do Reich, o revolucionário!
Frei Betto*
Em conferências na Europa, me perguntaram como se explica eleitores brasileiros preferirem eleger presidente da República um homem notoriamente defensor da tortura, da homofobia, das milícias, do machismo e da ditadura. Como entender que a maioria tenha escolhido um candidato que considera mais importante armar a população do que reduzir a desigualdade social.

Por que os eleitores não preferiram Haddad, Alckmin, Meirelles, Ciro Gomes ou Álvaro Dias?

Minha resposta foi sempre “perguntem à história”. A ela recorro. Como foi possível, após 15 anos de Estado Novo (1930-1945), um regime ditatorial de dura repressão, censura à imprensa e promulgação, em 1937, de uma Constituição fascista, conhecida como “polaca”, Vargas ter sido democraticamente eleito presidente da República nas eleições de 1950?


Como explicar que a nação de Kant, Beethoven, Bach, Goethe e Einstein tenha escolhido um austríaco racista e genocida, Adolf Hitler, para comandá-la? E a Itália de Dante Alighieri, Maquiavel, Da Vinci e Michelangelo, um fascista como Mussolini?


Eleitores nem sempre votam com a razão. Muitos votam com a emoção. Insatisfeitos com o atual estado de coisas, optam pelo extremo oposto na esperança de que, num passe de mágica, tudo venha a melhorar. Muitas vezes, o voto não é propriamente a favor do candidato que amealha a preferência do eleitorado. É contra tudo que ele critica e promete combater, como na eleição de Jânio Quadros a presidente, em 1960. Ao brandir como símbolo de sua campanha a vassoura, prometeu varrer a corrupção e os corruptos do Brasil... Idem Collor, em 1989, ao ostentar o título de “caçador de marajás”.


Há boa dose de irracionalidade naqueles que votam contra isso ou aquilo, movidos pelo ódio e a sede de vingança. Quanto mais demonizam os adversários, mais mitificam o candidato preferido, como se a política prescindisse de instituições democráticas e dependesse apenas da vontade pessoal do eleito. Esses eleitores não votam a favor de um projeto de nação e propostas consistentes, e sim contra aqueles que, na opinião do avatar escolhido, representam o mal.


No Brasil, a redução do tempo de campanha política, as restrições a comícios e propagandas eleitorais fazem com que as candidaturas não favoreçam a educação eleitoral e política. Assim, o clima de revanche tende a suplantar a reflexão cívica, o debate democrático, a avaliação dos candidatos e de suas propostas.
Perguntem à história quem ganha eleições, e ela certamente responderá que não são necessariamente os melhores, mas aqueles capazes de servir de imã às insatisfações e frustrações da população. Em países em crise, e cuja nação carece de consciência histórica, os eleitores não buscam solução, buscam salvação. Já não são um povo, formam uma massa.


“A massa é extraordinariamente influenciável, crédula, acrítica; o improvável não existe para ela.
Pensa em imagens que evocam umas às outras associativamente, como no indivíduo em estado
de livre devaneio, e que não tem sua coincidência com a realidade medida por instância razoável.
Os sentimentos da massa são sempre muito simples e exaltados. Ela não conhece dúvida,
nem incerteza. Vai prontamente a extremos; a suspeita exteriorizada se transforma
de imediato em certeza indiscutível; um germe de antipatia se torna ódio selvagem.”
“Quem quiser influir sobre ela não necessita medir logicamente os argumentos; deve pintar com
imagens mais fortes, exagerar e sempre repetir a mesma fala. Como a massa não tem dúvidas
quanto ao que é verdadeiro ou falso, e tem consciência da sua enorme força, ela é, ao mesmo
tempo, intolerante e crente na autoridade. Respeita a força, e se deixa influenciar apenas
moderadamente pela bondade, para ela uma espécie de fraqueza. O que exige de seus heróis é
fortaleza, até mesmo violência. Quer ser dominada e oprimida, quer temer os seus senhores.
No fundo, inteiramente conservadora, tem profunda aversão a todos os progressos e inovações,
e ilimitada reverência pela tradição” (Freud, Psicologia das massas e análise do eu –1921).
  
*Frei Betto é natural de Belo Horizonte. Mora há mais de 40 anos em São Paulo. Frei dominicano, é um dos principais defensores da Teologia da Libertação.  Foi preso e torturado pela  Ditadura Militar pela sua solidariedade aos defensores da democracia. Assessor de movimentos populares e escritor. Já publicou mais de 60 livros como "Fidel e a Religião", "Cartas da Prisão",  "Batismo de Sangue", "Paraíso Perdido: Viagens ao mundo socialista", "O que são Comunidades Eclesiais de Base", "Felicidade, foi-se embora?", "A mosca azul", "Calendário do poder", "Oito vias para ser feliz", "Reiventar a vida", entre muitos.  

Leia aqui neste Blog outras análises do Frei Betto sobre eleições, política, ditadura e fascismo:

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Capelinha: Justiça exclui página do facebook João Capelinha por espalhar fakenews


Página no facebook “João Capelinha” espalhava boatos e mentiras na internet, principalmente sobre Tadeuzinho.
Tadeu Filipe, o Tadeuzinho, Prefeito de Capelinha, no Vale  do Jequitinhonha, nordeste de Minas.
O Juiz da 1ª Vara Cível do Juizado Especial de Capelinha, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas, Cleiton Luis Chiodi, proferiu decisão ordenando que o Facebook retire do ar o perfil denominado “JOÃO CAPELINHA”, que espalhava diversas “fakes News” sobre o Prefeito Tadeuzinho e diversas pessoas do Executivo Municipal.
Anteriormente, na mesma ação, o Magistrado já havia ordenado que a Rede Social fornecesse os dados de identificação do(s) usuário(s) responsável(s) pela página anônima.

Na decisão, o Magistrado destacou que os serviços da Rede Social Facebook foram utilizados para divulgar imagens não autorizadas, bem como informações caluniosas contra o Prefeito Tadeuzinho.

O Juiz ainda argumentou que o fato de se tratar de perfil acobertado pelo anonimato é indicativo consistente de má-fé do usuário. Sendo nítido que o referido usuário fez uso da rede social ocultando sua verdadeira identidade para espalhar calúnias, que visavam somente manchar a imagem do prefeito Tadeuzinho Abreu perante a população capelinhense.

Segundo o advogado do Prefeito, Raphael Evaristo, o seu cliente entende que, por ser pessoa pública, está sujeito a críticas das mais diversas origens e intensidades. Contudo, há uma grande diferença entre críticas dirigidas à pessoa pública e ofensas e calúnias graves à honra e à imagem que configuram ato ilícito.

Foram determinadas diligências para apurar o autor ou autores da página de publicações caluniosas e encaminhamento de possíveis punições.

sábado, 22 de junho de 2019

Um time inteiro ameaçado pelo VAR da Democracia

Quem dera os crimes contra a democracia, a soberania popular e a pátria fossem obra e graça apenas do juiz Moro e seus subordinados da força-tarefa de Curitiba, cujos meandros de sua atuação fraudulenta à frente da Lava Jato vêm sendo revelados ao país pelo site The Intercept. O buraco é mais embaixo.

*Bepe Damasceno





Quem dera os crimes contra a democracia, a soberania popular e a pátria fossem obra e graça apenas do juiz Moro e seus subordinados da força-tarefa de Curitiba, cujos meandros de sua atuação fraudulenta à frente da Lava Jato vêm sendo revelados ao país pelo site The Intercept.
Quem dera fosse possível fulanizar os responsáveis pela manobra de submundo que culminou com a fraude nas eleições de 2018 e a condenação de um inocente.
Quem dera essas ações em série de sabotagem à democracia, que teve início com o golpe de 2016, pudessem ser creditadas a alguns altos servidores do Estado que traíram suas funções públicas e seus compromissos republicanos.
O buraco é mais embaixo. 
Aliás, bem mais embaixo, pois a cadeia de cumplicidade envolve as próprias instituições do Estado brasileiro, corrompidas politicamente até a raiz dos cabelos. Lideradas pela Globo, e contando com a cooperação internacional dos Estados Unidos, elas, elas formam um time de futebol completo.
Vamos direito, então, à escalação da equipe que conquistou o troféu República Bananeira, dedicado aos que destacaram no esporte de degradar o regime democrático, rasgar a Constituição e esculhambar a nação aos olhos do mundo.
Time do golpismo.poder.club.br
Técnico –  Organizações Globo

Definiu e pôs em prática de forma brilhante o ritmo e a intensidade da exposição pública negativa dos adversários, com base na tática da mentira e da manipulação. 
Cuidou, por outro lado, com extrema competência de proteger os seus. O desempenho da Globo mostra que ela deixou de lado esquemas de jogo “superados”, como as premissas básicas do bom jornalismo.
Goleiro - Polícia Federal
Uma parede. 
Não deixou passar nada que pudesse incriminar os políticos e partidos que jogam ou torcem para o seu time. Saiu do gol com frequência para realizar conduções coercitivas e prisões espetaculosas sempre com a presença do técnico do time. No início do campeonato era muto aplaudido pela torcida, tanto que virou até tema de filme. Mas hoje boa parte do distinto público não a escalaria nem para o banco de reservas.
Lateral direito – Forças Armadas
Durante todo o campeonato atacou a democracia pelo flanco direito do campo, como é de sua especialidade. 
Em momentos críticos de algumas partidas, quando a derrota parecia iminente, pressionou a cartolagem nos bastidores com ameaças e chantagens. 
A pressão para o STF não soltar Lula é sua jogada mais conhecida. Vive dizendo que pode rasgar as regras do jogo e interromper a competição a qualquer momento.

Zagueiro central – Supremo Tribunal Federal
Xerife da zaga, rebateu todas as tentativas dos adversários da ditadura de novo tipo de restaurar o regime democrático. Também se omitiu em outras jogadas para não desagradar as elites e os militares. 
Três participações suas ao longo da disputa são dignas de entrar para a história: o adiamento para as calendas gregas da votação da prisão em segunda instância, a negativa da suspeição de Moro para julgar Lula e a derrota do HC para Lula, quando nitidamente se acovardou diante dos gritos dos adversários.
TSE Tribunal Superior Eleitoral veta candidatura de Lula por 6 x 1.
Quarto zagueiro – Tribunal Superior Eleitoral
Formou uma dupla de defesa perfeita com o STF. 
Tratou de limpar a área ante qualquer possibilidade de o candidato preferido do povo brasileiro disputar a eleição. Manteve-se firme e invulnerável, desprezando até mesmo decisão da ONU. Fez letra morta da lei brasileira, proibindo o maior craque do país não só de participar da disputa, mas até de dar entrevistas.
“Cunha na cadeia, vitória contra a corrupção! Viva a Lava Jato!”. Luciana Genro e os moralistas de esquerda. 
Lateral esquerdo – Militantes do moralismo “esquerdista”
Merecem louvor nesta posição os políticos e militantes pretensamente do campo da esquerda que passaram um bom tempo enaltecendo os méritos de um certo adversário encastelado na cidade de Curitiba. As investidas por este lado do campo serviram para ajudar a legitimar as táticas e as estratégias dos responsáveis pela derrota da democracia. O moralismo udenista é sua fonte de inspiração.
Por 5 x 0 Superior Tribunal de Justiça nega habeas corpus para Lula.
Cabeça de área - Superior Tribunal de Justiça
Marcou de forma implacável, tipo homem a homem, todos os recursos dos advogados do nosso melhor jogador visando restabelecer a verdade e preservar a lei.  
Notabilizou-se pela frieza e omissão no tocante às barbaridades cometidas no campo de jogo. 
Inflexível e repetitivo, suas jogadas foram o tempo inteiro previstas com antecedência pela mídia.
Em 28.04.2018, o CNJ se reuniu para  julgar Moro por cometer crime contra a Constituição por gravar ilegalmente fala do ex-presidente Lula com a então Presidenta Dilma. Como Segundo Volante, protegeu o time.
Segundo volante – Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do Ministério Público
Empenhou-se em não permitir a punição de nenhum dos integrantes de seu time. 
Correu os 90 minutos de cada jogo, marcando sob pressão e rechaçando qualquer ameaça de advertência, multa, suspensão ou afastamento de seus comandados devido a jogadas desleais.
Armador – Congresso Nacional
Brilhou na partida memorável do tapetão que tirou da competição o vitorioso time adversário, vencedor, na bola, dos últimos quatro campeonatos. Com isso, municiou e fortaleceu os tradicionais inimigos do respeito às regras do jogo e que odeiam a torcida.

Meia – Procuradoria-geral da República
Tanto faz com o antigo titular ou com a chefe atual, a performance foi a mesma: conivência total com as atrocidades jurídicas da Lava Jato, por um lado, e passes e chutes violentos e precisos desferidos em direção ao gol do principal time da esquerda brasileira.
Conforme combinação com Moro, TR 4 julgou e condenou Lula por convicção, no dia 24.01.2018.
Atacante de lado de campo – Tribunal Regional Federal da 4ª Região
Com jogadas combinadas sempre pelo lado direito, às vezes pela extrema direita, apelou no jogo contra o adversário mais respeitado do Brasil e do mundo. Tem verdadeira aversão à parte do campo situado à esquerda, a ponto de condenar a todos que ousam pisá-la.
Centroavante – Lava Jato
Nesta posição jogam os mais desleais do time. 
Vale tudo para fazer o gol : chute abaixo da linha da cintura, dedo na cara dos adversários, enfim, todo tipo de agressão e jogadas covardes. 
Seus gols marcados de forma irregular, em impedimento, com a mão ou através de pênaltis inexistentes, nunca são anulados pelos juízes de tribunais superiores, com quem são mancomunados. 
Odeiam de morte o maior astro brasileiro, sendo capazes qualquer coisa para vê-lo fora dos gramados. 
No momento, encontram-se às voltas com o VAR da democracia, no escândalo da Vaza Jato. 
Mais dia, menos dia, serão  banidos do esporte. 
E seu parceiros de time que ponham as barbas de molho, pois não escaparão do julgamento da história.

Torcida Organizada

 Uniforme : Amarelinha da CBF

Cartola- Presidente do Clube - Império Norte-americano.

Fonte: Publicado no www.brasil247.com com algumas alterações do Blog do Banu.