quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Benefícios de Barueri comovem povo de Berilo

Berilo promove Dia do Bem com agradecimentos e Noite Cultural
Neste 09 de dezembro, a partir das 9 horas de manhã, na Praça Dr Antônio Carlos, a população de Berilo realizará uma grande manifestação de agradecimentos ao povo de Barueri e uma Noite Cultural em homenagem à cidade paulista que movimentou mais dde 6.500 voluntários para trazer benefícios para o Vale do Jequitinhonha.
À noite, haverá apresentações culturais e shows com uma pequena mostra de manifestações culturais do Vale do Jequitinhonha.
Na praça estão espalhadas barraquinhas com comitas típicas e produções artesanais do município.
(Foto acima: prefeito de Barueri e primeira-dama, Rubens e Sônia Furlan)
Programação do Evento
9:00 h - Reunião das Doações dos Equipamentos, alimentos e materiais diversos pala Sra, Sônia Furlan, presidente do Fundo Social de Solidariedade de Barueri, também primeira-dama do município.
9:30 h - Assinatura e Termo de Recebimento de Doações pelo Prefeito Lázaro Pereira Neves
Noite Cultural
19:30 h - Abertura Solene
Hino Nacional Brasileiro

19:40 h - Apresentação de um Video e Texto Memorial -
Professores: Haydée Murta, Sueli Coelho e Raimundo Esteves

20:00 h - Pronunciamento do Prefeito Municipal de Berilo, Lázaro Pereira Neves

20:10 h - Pronunciamento de Sônia Furlan, Presidente do Fundo Social de Solidareidade de Barueri

20:20 h Apresentação da Criança Cleiton Xavier, de 5 anos, da Comunidade Quilombola Mocó dos Pretos, da Escola Municipal Francisco Esteves de Sousa

20:30 h - Apresentação do Coral Ouro de Minas, de Itaobim - Foto acima

21:00 h - Apresentação da Dramatização Escola Estadual do Porto

21:10 h - Poema Recitado "Saudação"- Arlindo Cardoso Carvalho

21:20 h - Apresentação artísitca e cultural da Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida , da Comunidade Quilombola Caititu do Meio

21:30 h - Apresentação do Coral da Escola Estadual de Berilo

21: 40 h - Apresentação e coreograafia do Arco-Íris, da Escola Estadual Professor Jason de Morais

21: 50 h - Apresentação cultural do CESEC São Geraldo

22:00 h - Apresentação cultural do Grupo de Danças Hip Hop, da Escola Estadual Santo Izidoro, da comunidade quilombola de Vila Santo Izidoro

22: 20 h - Show de Rubens e Robson, de Barueri-SP

Apresentação, locução e ambientação poética: Gonzaga Medeiros

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Berilo cria Fundo Social de Solidariedade

Berilo cria Fundo Social de Solidariedade
A Prefeitura de Berilo encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei para criação de um Fundo Social de Solidariedade para movimentar recursos, ações e projetos do Movimento Sou do Bem que começa a tomar corpo em todas as comunidades de Berilo, similar ao movimento da cidade paulista de Barueri.
O Fundo Social de Solidariedade será responsável pelos projetos sociais financiados por doações de empresas, de cidadãos e instituições pública e privada como as que estão sendo concretizadas pela comunidade de Barueri.
Muitas pessoas que desconhecem a realidade do município acreditam ser uma ofensa a cidade reconhecer que tem muitos problemas sociais e que necessita de ajuda, sobretudo em um momento de crise como a que estamos vivendo no mundo todo.
Realidade de Berilo
Há duas realidades diversas no município:
uma é aquela da cidade onde as pessoas vivem como servidores públicos, prestadores de serviços ou comerciantes, concentrando todo o movimento econômico do município. As comunidades que estão às margens direita do rio Araçuaí também tem uma certa estrutura de manter as suas famílias como Roça Grande, região do Caititu, Vila Santo Izidoro, Água Limpa de Cima, de Baixo e Quilombolas, além de algumas outras à margem esquerda do Araçuaí, como Ribeirão, Barbosa, Lagoa Ezequiel e Ramalho.
Porém, a partir de Vai Lavando e em toda a região de Lelivéldia, Coqueiros, Monte Alto, Cardoso, Piedade, Lagoinha, Veredas, Portilho e outras localidades, as famílias lutam muito para sobreviver.
Quase todas as famílias são beneficiárias do Bolsa-família e muitas necessitam de cestas básicas para se alimentarem. São essas comunidades também que concentram os casos de pessoas com sofrimento mental e com deficiências físicas. O BPC – Benefício de Prestação Continuada, programa social do Governo Federal que destina um salário mínimo para ajudar estas pessoas, se concentra nestas comunidades.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Rica Barueri abraça a pobre Berilo

Barueri: a 9ª cidade mais rica do país; a 3ª de São Paulo
Solidária, cidade cria Movimento Sou do Bem
Barueri é um município do estado de São Paulo, situado na Região Metropolitana de São Paulo. Sua população estimada é 270.173 habitantes. Sua área territorial é de 64,2 km², o que resulta numa densidade demográfica de 4.271,0 hab/km².
A cidade limita com Santana de Parnaíba, Osasco, Carapicuíba, Jandira, e Itapevi.

É uma cidade que há mais de 30 anos era conhecida como uma das mais violentas do país. Transformou-se totalmente.
Tem os melhores indicadores de qualidade de vida do pais: Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,62; Expectativa de vida : 71,35 anos; Taxa de alfabetização: 93,36%; Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,826; IDH-M Renda: 0,808; IDH-M Longevidade: 0,772 ; IDH-M Educação: 0,899. Fonte: IPEA-DATA
Economia
Barueri é um dos principais centros financeiros do estado de São Paulo, e um dos pólos empresariais mais famosos do Brasil.
Sua economia baseia-se em sua arrecadação de impostos, em especial o ISS, proveniente da prestação de serviços. A cidade abriga o bairro de Alphaville, um dos centros empresariais mais renomados do país, contando com sedes e filiais de grandes empresas.
Possui a alíquota de ISS mais baixa da Região Metropolitana de São Paulo, que varia entre 2% e 3%, conforme dados da prefeitura de Barueri.
A cidade é a 9ª mais rica do Brasil, com um produto interno bruto (PIB) de R$ 25.483.663, superior a 20 capitais estaduais e grandes cidades do interior do país, sendo o terceiro maior do estado de São Paulo, atrás apenas das cidades de São Paulo e Guarulhos (Região Metropolitana de São Paulo).
Parques Empresariais
Barueri possui um Parque industrial bem desenvolvido. A tendência é o crescimento neste segmento em razão dos seguintes fatores:
Proximidade da capital paulista e rota para o Mercosul; Política de baixa tributação garantida por Lei; Disponibilidade de mão-de-obra qualificada;
• Infra estrutura completa para a instalação da nova empresa: sistema viário, asfalto, iluminação, ligação de água, entre outros
• Disponibilidade de áreas do Distrito Industrial do Votupoca (1.500.000 m²) e no Novo Centro Comercial (255.513 m²).
São quatro os parques empresariais em Barueri: AlphavilleAlphaville/Tamboré, Jardim Califórnia, Jardim Belval e Votupoca
Centro Comercial
Outra medida que visa atrair investimentos para o município é o projeto de expansão do Centro Comercial, que será implantado em uma área no centro da cidade de 255.513 m². Esta área, adquirida do Exército Brasileiro pelo governo municipal, faz parte do projeto de urbanização da expansão comercial da área central da cidade.
Esportes
A cidade de Barueri tem um dos time mais jovens da série A do Campeonato Brasileiro. Fundado em 1989, somente em 2001 veio a se profissionalizar, ganhando a Copa São Pualo de Futebol Júnior, com o nome de Roma. Daí para cá, veio trilhando as séries do campeonato paulista e brasileiro até chegar à primeira divisão.
Possui a Arena Barueri, um dos estádios mais modernos do país. São em estádios modernos que a cidade oferece que se disputam grandes jogos do basquete e vôlei internacionais.
Administração Pública

Com uma administração pública arrojada e moderna, Rubens Furlan é o prefeito já no seu quarto mandato. Procura atrair investimentos, mas movimenta a sociedade para causas sociais como a doãção de veículos e equipamentos para pequenas prefeituras de São Paulo e de outros estados do Brasil.
Criou um Fundo Social de Solidariedade que mobiliza mais de 6.500 cidadãos para arrecadar diversos tipos de benefícios para colaborar e ser solidários com cidades ou regiões que sofrem de algum tipo de tragédia ou situação social vulnerável. Foi a cidade que mais ajudou as famílias de Santa Catarin, atingidas pela enchente de fim de ano, em 2008.
Agora, em 2009, adotou o municipío de Berilo, no Vale do Jequitinhonha, quando pretende contribuir para a melhoria da qualidade de vida de suas famílias, principalmente as de baixa renda.
Com informações do http://www.barueri.sp.gov.br/

Barueri faz comboio com benefícios para Berilo

Barueri, Sou do Bem: doações já estão a caminho de Berilo (MG)
Partiram na manhã dessa segunda-feira, 7, as doações angariadas pelo movimento Barueri, Sou do Bem à cidade mineira de Berilo, no Vale do Jequitinhonha, no nordete de Minas.
Ao todo, nove veículos pesados (entre carretas e caminhões) saíram do ginásio poliesportivo José Corrêa, no centro de Barueri, com as doações obtidas graças ao envolvimento de munícipes, funcionários da Prefeitura, empresários e demais parceiros do Fundo Social de Solidariedade de Barueri.
Foram alimentos, roupas, calçados, medicamentos, brinquedos, materiais escolares, produtos de higiene pessoal, doces, panetones, computadores, impressoras, brinquedoteca, equipamentos de fotocópia, livros e aparelho de raio-x, entre outros materiais, que devem aportar em Berilo na noite desta terça-feira, 8.
Já no dia 9, começa a distribuição das doações de alimentos, roupas, materiais escolares, brinquedos e outros itens às 42 comunidades da cidade mineira, totalizando cerca de 2.500 famílias - trabalho que deve continuar durante os dias 10 (o “Dia do Bem” de Barueri), 11 e 12 de dezembro.
Os equipamentos (computadores e máquinas de xerox) serão doados a repartições públicas de Berilo (como escolas), assim como à biblioteca que futuramente será erguida na cidade com ajuda do movimento Barueri, Sou do Bem. O carregamento de livros também é destinado à biblioteca.

O equipamento de raio-X, doado pela Prefeitura de Barueri, será encaminhado ao hospital da cidade. São quatro máquinas que compõe o conjunto, pesando três toneladas e medindo 70 m³.

Legião
Um ônibus com gincaneiros e voluntários do movimento Barueri, Sou do Bem também partiu na manhã dessa segunda a Berilo. Cerca de 40 pessoas de Barueri ajudarão em toda a mobilização de entrega das doações na cidade do Vale do Jequitinhonha, sob comando da presidente do Fundo Social de Solidariedade de Barueri, Sônia Furlan – que também estará em Berilo atendendo várias comunidades com as doações de Barueri.
Ela e o prefeito Rubens Furlan estiveram no ginásio poliesportivo José Corrêa na manhã de segunda-feira, de onde saíram os caminhões e o ônibus, para dar sua palavra de apoio e agradecimento. “Não será fácil o que vocês encontrarão lá. Mas vocês chegarão como uma legião de anjos abençoados por Deus, e nada poderá atrapalhar este caminho. Meu muito obrigado a todos que acreditaram em nossa ação em prol de Berilo, empresários, parceiros, funcionários da Prefeitura, cidadãos”, disse Sônia Furlan.

O prefeito Rubens Furlan também agradeceu o empenho de todos. “Eu, como prefeito de Barueri, poderia me preocupar apenas com os cidadãos que moram em Barueri. Mas como seres humanos, temos que nos preocupar também com quem mora em outras cidades. Por isso, ajudamos municípios vizinhos e estamos indo longe, até Berilo, e tenho certeza que todos vocês estão indo para lá de coração aberto. Que Deus abençoe todos vocês”, afirmou Rubens Furlan aos voluntários, que por volta das 10 horas embarcaram no ônibus e levaram a missão do movimento Barueri, Sou do Bem à cidade mineira de Berilo.
Leia mais no http://www.barueri.sp.gov.br/

Berilo tem benefícios com projeto solidário de Barueri

Parceria com Barueri gera benefícios para povo de Berilo
Movimento do Bem faz doações diversas para famílias e serviços públicos
O Movimento Sou do Bem, coordenado pelo Fundo Social de Solidariedade, da cidade paulista de Barueri, adotou Berilo como uma cidade a ser beneficiada em diversas ações sociais e de solidariedade.
As duas cidades estabeleceram uma parceria cujo projeto recebeu o nome de Cidades-irmãs.
Este trabalho solidário começou quando a cidade paulista enviou uma equipe de técnicos para visitar Berilo, em julho de 2009. Gerando um vídeo e relatórios da situação das famílias no Jequitinhonha, o Movimento Sou do Bem decidiu adotar Berilo e se movimentar com ações diversas, assim como fez , em 2008, em solidariedade às famílias do sul do pais, vítimas das enchentes de fim de ano.
Uma equipe de Berilo, coordenada pelo Prefeito Lázaro Pereira Neves, de Berilo( na foto acima, ao lado do prefeito Rubens Furlan, de Barueri), esteve, em setembro, em Barueri, para conhecer a cidade, o movimento do bem e estabelecer parcerias.

Ficou acertado a doação de um veículo, uma ambulância UTI, Aparelho Raio X , construção de uma biblioteca municipal e investimentos no setor de saúde.
A Prefeitura de Barueri já doou para o Município de Berilo uma Ambulância UTI, 2006, e uma automóvel Gol, 2001.
O Movimento do Bem, de Barueri, desencadeou ações diversas na cidade, envolvendo 6.500 voluntários, solicitando doações e disponibilidades de serviços.
Foram arrecadadas 2.500 cestas-ceia; computadores; máquinas Xerox; roupas; brinquedos; calçados; materiais escolares, etc. A Prefeitura da cidade doou um Aparelho Raio X para o Hospital Municipal de Berilo.
Programação
Deste 8 de dezembro, terça-feira, até 13 de dezembro, cerca de 70 pessoas do Movimento do Bem de Barueri estarão em Berilo para fazerem a entrega de equipamentos, materiais e cestas-ceia, além de cumprir uma programação cultural e social.

Noite cultural
8 dezembro, a partir de 19 horas – Praça Dr Antônio Carlos
Shows com artistas de Barueri
9 de dezembro - Apresentações de grupos culturais de Berilo, Coral Ouro de Minas, de Itaobim, poesias, homenagens ao povo de Barueri, à Sônia Furlan, presidente do Fundo Social e Solidariedade de Barueri, e ao Prefeito Rubens Furlan.
As apresentação do evento serão do poeta, declamador e compositor popular, Gonzaga Medeiros.
Nos dias seguintes, Sônia Furlan e sua equipe visitarão as comunidades de Vila Santo Izidoro, Vai Lavando, Monte Alto e Coqueiros.
Todas as ações da programação estarão sendo transmitidas, ao vivo, para a TV do Bem de Barueri.

Amigos do Cafu
No dia 19 de dezembro, na Arena Barueri, estará se realizando um jogo-show com os amigos do Cafu, ex-jogador e capitão da Seleção Brasileira pentacampeã do mundo. Haverá apresentação também de artistas de renome nacional como Fábio Júnior, Gian e Giovani e outros.
Da arrecadação deste evento, o prefeito Rubens Furlan garantiu cerca de R$ 300 mil para os serviços de saúde de Berilo.

Outras ações
Outros projetos e ações estão sendo articulados pelos voluntários das duas cidades como Cursos, elaboração de projetos, cooperação técnica, doação de materiais esportivos e outros.

(foto acima: Sônia Furlan, Prefeito Rubens Furlan, Prefeito Lázaro Neves, de Berilo; Múcio Geraldo; Álbano Machado e Fábio Eleutério, assessores da Prefeitua de Berilo)

Minha primeira morte, por Reginauro Silva

MINHA PRIMEIRA MORTE
Reginauro Silva
Ontem amanheceu chovendo torrencialmente. Na verdade, não era uma chuva muito forte, mas como eu acabo de aprender esta palavra – torrencialmente -, então era esta a sensação vivida por este menino de 8 anos que sou eu.
A mesma coisa quando a moça do tempo da Globo diz que a temperatura em São Joaquim está 7 graus abaixo de zero, com sensação térmica de menos 17 graus.
O que explicaria a sensação de a criancinha que era eu estar com asma ou bronquite, sem estar. Pura malineza. Seria isso? Não importa esse vai e vem do tempo, pulando da chuva torrencial de Almenara para o frio congelado do Sul do país.
Relevante mesmo é dizer que tudo aconteceu por causa daquele temporal extemporâneo que mudou a paisagem da antiga Vigia do Vale desde as primeiras horas da manhã.
Na aula de Língua Pátria, dona Marli pediu para escrevermos sobre a chuva que caía lá fora, assustando aquelas pequenas criaturas do Grupo Escolar Conde D’Afonso Celso.
Escrevi bonitinho, mas, dias depois, me vi diante de uma humilhante correção de texto que jamais sairia da minha cabeça. Dona Marli passara um xis vermelho de todo tamanho sobre a palavra enchorrada, escrevendo na margem do papel almaço uma enxurrada que até hoje está arquivada aqui por dentro dos miolos.
Na volta para casa, me molhei tanto que, quando passei pela casa de Tia Mera, o próprio Tio Turíbio veio me receber com uma expressão também desconhecida por mim e que se tornaria inesquecível:
- Regin está molhado como um pintinho...
Acabaria ficando ali, brincando com os primos no depósito de cereais, enquanto dona Laura, Tia Mera, Tia Dodó e outras lavadeiras dos lajedos do Rio Jequitinhonha faziam biscoitos no puxadinho de teto cheio de goteiras e piso de terra encharcado.
É claro que todos os formatos daqueles biscoitos chamavam a atenção de nós, os meninos, mas nada encabulava tanto como aquele biscoitão enrolado em folha de bananeira que, depois de assado e desembrulhado, exibia uma cor tão indescritível como a aurora boreal.
Tenho a impressão de que as pessoas comiam aquele biscoitão mais pela cor do que pelo sabor. Cor como aquela só veria mais ou menos assemelhada nos lábios carnudos de minha penúltima namorada.
Aquele monte de bolos e biscoitos ia sendo armazenado para a festa de São João e nós só podíamos experimentar uns poucos no café da manhã, para amolecer o gosto do beiju, este sim espalhado em fartura provinciana sobre a gigantesca mesa do quintal.
De novo em casa, alojamo-nos na enorme varanda da Rua Hermano de Souza, para a tarefa diária de fazer caixas de sapato para seu Quias, o homem da sapataria onde pai trabalhava.
Vou tentar relembrar a posição em que nos encontrávamos: Seu Rebeldino de costas para a rua, cortando o papelão com uma faca tão afiada que deixava marcas em tantos quanto a manuseavam (quando não aleijados...).
Do seu lado direito, dona Laura mexia a cola e a distribuía em potinhos para Rege, Tião, Reinaura e eu, que Sueli, Vera, Toquinho e Raquel ainda não eram nascidas.
Nós quatro, emboladinhos por causa da tal sensação térmica e do vento daquela chuva torrencial lá do início, tremíamos feito vara verde a cada um dos milhões de trovões que estrondavam no céu escuro do Vale do Jequitinhonha.
Iluminando aquele salão de chão batido sem luz elétrica, um candeeiro dito fifó, com um alaranjado pavio alimentado a querosene. Não sei se nos incomodava mais a fumaça do pavio ou o cheiro do querosene. Mentira! Nós já nos acostumáramos tanto àquele aroma enegrecido que até dava vontade de lamber o candeeiro de vidro. Como lambíamos, de quando em vez, pra ninguém ver.
Foi tudo muito rápido.
Coisa de um milionésimo de milésimo de segundo.
Um clarão enorme que jamais veria em qualquer outro lugar do mundo cegou todo mundo e... uma explosão medonha parece que balançou as paredes de adobe e enchimento, rasgando o corredor e jogando longe a porta da cozinha.
Medo total. Todo mundo mudo. Olhos esbugalhados. Suor frio, cena congelada.
Tic... tic... tac... o barulho assustado da chuva . O coração batendo acelerado por dentro. Quase saindo do peito.
O raio passou por todos nós e foi abrir uma cratera no meio do chiqueiro, estraçalhando todos os porcos e indo parar lá no Japão.
Foi a primeira vez que morri de verdade.

Reginauro Silva é de Almenara, mas mora há muitos anos em Montes Claros. É jornalista, escritor/cronista e blogueiro. Quem quiser conhecer mais textos seus ou suas idéias vá ao reginaurosilva.blogspot.com . Tod a semana publicamos uma crônica de sua infância.

Asfalto do Prodetur desenvolve turismo

PRODETUR INICIA ASFASTO PARA DESENVOLVER TURISMO
Milho Verde / Serro / Diamantina – Alto do Jequitinhonha

Com investimentos de cerca de R$ 61 milhões, a obra de asfaltamento do trecho de cerca de 60 km entre Serro, Milho Verde e Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, terá início neste mês, com previsão de entrega para março de 2011. A obra, viabilizada por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/ NE II), contempla ainda a revitalização de três pontes no Córrego da Prata, Ribeirão do Inferno e Rio Jequitinhonha.
A secretária de Estado de Turismo, Érica Drumond, destacou que o trecho terá o primeiro conceito de estrada turística do Estado. “É um projeto inovador que preserva as belezas naturais e históricas em uma região de extraordinária riqueza cultural e turística”, afirmou.
Turismo Local
Ainda na estrada que será pavimentada, a Secretaria de Estado de Turismo (Setur), em convênio com a Prefeitura de Diamantina, está construindo a Vila Real do Vau, um projeto piloto que consiste em um posto especial de informação turística que terá a participação da comunidade local como divulgadora dos atrativos, hábitos e costumes da região.
Na opinião de Geraldo Macedo da Silva, o Padre Gê, prefeito de Diamantina, os benefícios para a cidade são imediatos. “Sem dúvida a obra colabora para que Diamantina se torne uma cidade indutora do turismo nacional e internacional. Por meio do acesso, há a integração com a comunidade e a qualidade do produto turístico é melhorada. Logo após o anúncio, tomei conhecimento de empresários querendo investir na cidade. São empreendedores que querem comprar terrenos para construir imóveis ou para a abertura de estabelecimentos comerciais”, destacou.
Para Bueno do Prado, presidente do Circuito Turístico dos Diamantes, os vilarejos próximos às cidades beneficiadas pela pavimentação também serão motivados pelo crescimento do turismo regional. “A facilidade do acesso permite a geração de emprego não só para o turismo, como também para o artesanato e para a agropecuária de todas as localidades próximas à Diamantina, Milho Verde e Serro. A pavimentação incentiva a região como um todo e o fluxo de turistas também tende a crescer”, afirmou.
O que é o PRODETUR II
O Prodetur/NE II é um programa de crédito para o setor público - estados e municípios -, criado a fim de possibilitar condições favoráveis à expansão da atividade turística e à melhoria da qualidade de vida das populações residentes nas áreas beneficiadas.
Em Minas Gerais, o programa abrange nove municípios do Vale do Jequitinhonha - Capelinha, Couto de Magalhães de Minas, Diamantina, Felício dos Santos, Itamarandiba, Minas Novas, São Gonçalo do Rio Preto, Serro e Turmalina. A Coordenação Executiva do Prodetur NE II é feita pela Setur, por meio da Superintendência de Estruturas do Turismo.
Investimentos
Financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e com a contrapartida dos governos estadual e federal (Ministério do Turismo), o Prodetur, entre 2006 e 2009, investiu em Minas Gerais R$ 50,6 milhões, sendo R$ 8 milhões do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos; R$ 15 milhões de recursos do Governo de Minas na reforma e modernização do Aeroporto de Diamantina; e, já em fase de conclusão, as obras de saneamento básico nos municípios de Serro e Diamantina receberam investimentos de cerca de R$ 27,6 milhões.
A Setur também está trabalhando na estruturação de parques, preservação ambiental e do patrimônio cultural da região, implantação de sinalização turística rodoviária, urbana e rural, elaboração de projetos para implantação de novos e modernos terminais rodoviários nos municípios de Diamantina e Serro, capacitação do profissional, do empresário e da comunidade para o turismo, melhoria da gestão dos municípios, dentre outros.
Com informações da Agência Minas

Cruzeiro, melhor do século XX

Cruzeiro: melhor time brasileiro do século XX
A edição 97 da Revista do Cruzeiro traz matéria sobre a escolha do Cruzeiro como o melhor clube brasileiro do século XX pela Federação Internacional de História e Estatística – IFFHS.
O melhor nos torneios sul-americanos, é bom registrar. Segundo a revista, para aferir o desempenho dos times, a IFFHS atribuiu pontos por vitória ou empate em competições internacionais, com pesos diferentes de acordo com a importância da competição:
Libertadores – 8 pts por vitória, a partir das quartas-de-final, 4 por empate;
Supercopa e Recopa – 6 pts por vitória, 4 por empate;
Mercosul e Merconorte- 5 pts por vitória, 2,5 por empate;
Copa Ricardo Aldao, Copa do Atlântico, Copa Master, Copa Ouro, Copa Master da Conmebol e Copa Conmebol- 4 pts por vitória, 2 por empate.
O Cruzeiro lidera entre os clubes brasileiros, porque foi o melhor nas competições mais importantes.
Ele disputou três finais de Libertadores no século XX, ganhando dois títulos.
Somadas todas as edições da Supercopa, o Cruzeiro participou de quatro finais, conquistou dois títulos e foi o clube com maior pontuiação agregada na história do torneio. Os sete melhores da América do Sul ao longo do Século XX foram:
Peñarol – 531 pontos
Independiente – 426,5
Nacional – 414
River Plate – 404,25
Olimpia – 337
Boca Juniors – 312
Cruzeiro – 295,5
São Paulo - 242
América de Cali - 220
Palmeiras – 213
Flamengo – 200
Dentre os seis primeiros colocados, o Cruzeiro só não leva vantagem, nos conforntos diretos, com o Peñarol com o qual está empatado em número de vitórias.
Os demais são fregueses de caderneta. É bom notar que Santos e Palmeiras já tinham sido finalistas da Libertadores, enquanto o Cruzeiro ainda jogava no Barro Preto.
Largamos atrás e chegamos na frente. E oséculo XX já acabou. Se algum clube brasileiro quiser nos tirar o título, terá de esperar 91 anos.
Marcos Pinheiro, 37, cruzeirense, engenheiro, pós-graduado em Economia, bacharel em Direito, mora em Belo Horizonte.
Fonte: www.cruzeiro.org/blog/

Concurso Público em Santo Antônio do Jacinto

Santo Antônio do Jacinto oferece 109 vagas em concurso público
A Prefeitura de Santo Antônio do Jacinto, no Baixo Jequitinhonha, lançou edital de Concurso Público para preencher 109 vags em seu qudro de servidores.
O Concurso Santo Antônio do Jacinto 2010 visa preencher vagas no quadro permanente a cargos de todos os níveis de escolaridade.O concurso é organizado pela empresa JMS Consultoria Ltda vencedora do processo licitatório.
As inscrições do concurso da Prefeitura de Santo Antônio do Jacinto – MG poderão ser efetuadas no período de 12 de janeiro a 11 de fevereiro de 2010 por meio do site http://www.jmsbhz.com.br/ ou pessoalmente na Sede da Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Jacinto – MG, situada na Praça da Comig, nº 5 – Centro – Telefone: (33) 3747-1100.
Taxa de inscrição - Nível Superior: R$ 50,00Nível Médio: R$ 50,00 ou R$ 40,00Nível Fundamental: R$ 35,00; Nível Fundamental Incompleto: R$ 30,00.

O pagamento da taxa de inscrição deverá ser feito na Caixa Econômica Federal, Lotéricas ou Agências Credenciadas – Agência 0093 – Conta Corrente 80-0 ou no Banco do Brasil – Agência 3495-9 Conta Corrente 32.994-0.
O candidato que não puder arcar com o pagamento da inscrição poderá requerer a isenção da mesma. O prazo para entrega dos documentos é 12 a 13 de janeiro de 2010, devendo ser entregue pessoalmente ou por meio de procurador.

O município de Santo Antônio do Jacinto fica na divisa com a Bahia, a poucos quilômetros de Porto Seguro. Tem 12.300 habitantes, sendo 2.500 habitantes na cidade.
Cartão de inscrição

O cartão de inscrição deverá ser entregue por meio dos correios ou disponibilizados no site da organizadora em até 5 dias de antecedência a realização das provas.
Os métodos de avaliação no concurso da Prefeitura de Santo Antônio do Jacinto – MG são: Prova Objetiva, Teste Dirigido e Prova de Títulos.O concurso público da Prefeitura de Santo Antônio do Jacinto – MG é válido por 2 anos , podendo ser prorrogado, a critério da administração.
Vagas disponíveis
Cargo/ Vagas/ Pré-Requisitos/ Salário
Assistente Administrativo /13 /Ensino Médio/ 500,00
Assistente Social/ 02 /Registro CRAS /2.000,00
Auxiliar de Ser. Públicos/ 20 /Alfabetizado/ 465,00
Enfermeiro/ 03/ Registro COREN /2.000,00
Supervisão Pedagógica/ 08 /Hab. específicaSP /1.000,00
Fisioterapeuta /01 /Registro CREF /2.000,00
Gari /10 /Alfabetizado /465,00
Mecânico - Mec. Pesada /01 /4ª série /Ens Fund /1.000,00

Médico - Clinico Geral /03 /Registro CRM /4.500,00
Motorista CNH "D ou E" /10 /4ª. Série Ens.Fund /800,00
Nutricionista /01 /Reg. Cons.Classe. /1.500,00
Odontológo/ 03 /Registro CRO-MG /2.000,00
Operador Máq Pesadas /01 /4ª série Ens Fund /930,00
Operário /05 /Alfabetizado //465,00
Pedreiro /02 /4ª série Ens Fund /700,00
Professor Educação Básica /20 /Ens Médio Magist /657,00
Técnico Enfermagem/ 05 /Registro COREN /660,00

Fonte: Diário do Jequi

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Vale das Pedras - Luiz Carlos Prates

VALE DAS PEDRAS
Luiz Carlos Prates-Virgem da Lapa

Águas turvam meus olhos.
Sem dia, a luz é agonia.
Encanto nos seios das morenas, apenas.
Amamentam a esperança, tanta.

Areia que tudo esconde, onde?
O amor, a vida, a solidão. Prisão!
Descobre o suor, o sangue, o não.

Querendo a vida, fadiga.
Minas, pedras cristalinas.
Pedras minhas a me abandonar
Vão com os homens, nunca irão voltar.

Paternalismo todo dia, alegria.
Destroem meus ninhos.
Quando é noite, açoite.
Roubam até meus caminhos.

Jequitinhonha em prantos, tantos!
Mantos santos molhados.
Pedras, terras, caatinga, gado.
Uma cantoria, barriga vazia.

Fé, roça, sobreviver.
Pirraça, cachaça para viver.
Soluções, eleições, ingratidões iguais.
Caminhos, espinhos, piedade, nada mais.

Léguas, chapadas, queimadas.
Sol, mormaço, despedidas, um abraço.
O rio, a sina, a seca, uma moringa.

A capina, a foice, a riqueza.
Os sóis, nos corações, levam aos olhos
A chuva, imposições, tradições e contradições.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pequenos mineradores questionam legislação ambiental

Legislação ambiental prejudica pequenos mineradores
Esta foi a conclusão de Audiência Pública de Capelinha
A reforma da legislação ambiental, em nível federal, foi a principal solução apontada por deputados e autoridades para os problemas dos trabalhadores da extração de areia, cascalho e pedra na região do Jequitinhonha.
O assunto foi debatido em reunião realizada nesta quarta-feira (25/11/09) pela Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais em Capelinha. O deputado Antônio Carlos Arantes (PSC) fez uma convocação à população da região para que pressionem os deputados federais a se engajarem na reforma do Código Florestal, no Congresso.
Um resultado concreto da reunião foi o agendamento de uma audiência com o chefe do 3º Distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Sérgio Dâmaso de Souza, na terça-feira, dia 1º/12. Além dos deputados, foi recebida uma comissão de pequenos empreendedores locais. A finalidade é discutir a regularização da atividade de extração de areia, cascalho e pedra na região.
Cidade tem que importar areia e cascalho
De acordo com os trabalhadores da extração de areia e comerciantes de Capelinha, as multas tiveram início em agosto de 2009, prejudicando o comércio de material de construção no momento em que diversas obras importantes acontecem no município, tais como a reforma do aeroporto.

"A população de Capelinha está sendo obrigada a trazer material de construção de outras cidades, a preços altíssimos", afirmou o presidente da Câmara Municipal, Valdir Gomes dos Santos.
O comandante da Polícia Ambiental na região, major Antônio Pereira de Aguiar, disse que o órgão não pode deixar de cumprir a lei quando verifica a extração de areia não autorizada. Segundo ele, no entanto, desde agosto foram seis autuações por esse motivo.

"Em todos os casos, a multa foi aplicada no valor mínimo previsto em lei, de R$ 2,5 mil. Ninguém foi preso, apesar dessa extração irregular ser crime ambiental", afirmou.
Os vereadores que participaram da reunião ressaltaram, no entanto, que esses R$ 2,5 mil são um valor alto demais para algumas das pessoas multadas, tais como uma mulher e filhos que levariam 15 dias para encher um caminhão de areia, que seria vendido a cerca de R$ 50.
Organização

A superintendente regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Vale Jequitinhonha, Eliana Piedade Machado, recomendou que os extratores de areia, cascalho e pedra criem uma associação para facilitar e baratear a regularização de cada empreendedor. Ela lembrou que a lei federal não prevê exceções para realidades regionais e não faz diferença entre pequenos ou grandes empreendedores. "O valor da multa está na lei, não sai da cabeça de quem a aplica", afirmou. Ela concordou com os deputados de que a lei deveria refletir as diferenças locais.
Empresário do setor de material de construção, Luiz de Marilac Pinheiro disse que as principais reivindicações dos mineradores e comerciantes são a revisão ou anistia das multas aplicadas e o envio de uma comissão do DNPM ou de um grupo de geólogos para orientar os pequenos empreendedores.

"Não demitimos ninguém ainda porque temos fé que vocês vão analisar e resolver o problema", afirmou.
Os deputados apresentaram requerimentos para solicitar providências dos órgãos responsáveis, apesar de advertir sobre a dificuldade para anistia das multas. Os requerimentos deverão ser votados na próxima reunião da comissão.
O comandante da Polícia Ambiental disse que iniciará por Capelinha um programa de educação ambiental. Já a superintendente Eliana Machado disse que está pronta a atender qualquer solicitação de esclarecimentos sobre o licenciamento e regularização das empresas

Eucalipto
O prefeito de Veredinha, José Edmar Cordeiro, chamou atenção para outra reivindicação da região, para que sejam aplicados no Jequitinhonha pelo menos metade dos R$ 300 milhões de taxa de reposição florestal pagos pelos produtores de eucalipto locais. Já o prefeito de Minas Novas, José Henrique Gomes Xavier, lembrou o prazo para proibição da queima de cana, que só será permitida até 2014. "Só em nossa cidade, são 5 mil cortadores de cana que vão para São Paulo, a cada ano. O que eles vão fazer depois de 2014?", questionou.
Com informações da Assembléia Legislativa de Minas Gerais

13 mil assistem peça teatral no Jequitinhonha

12 mil pessoas assistem peça teatral no Médio Jequitinhonha
A peça foi encenada em dez cidades no entorno da Usina Hidrelétrica de Irapé
Cerca de 12 mil moradores do Médio Jequitinhonha já assistiram ao espetáculo "Os Olhos do Surubim Rei".
Em outubro e novembro, a peça foi encenada em dez localidades no entorno da Usina Hidrelétrica de Irapé: Botumirim, Cristália, Grão Mogol, Lelivéldia (Berilo), Coronel Murta, Virgem da Lapa, Araçuaí, Berilo, José Gonçalves de Minas e Leme do Prado.
Ao todo, foram 90 apresentações para alunos de escolas públicas e moradores, que lotaram as arquibancadas da tenda montada nas praças, obrigando a realização de apresentações extras em quase todos os locais.
As apresentações fazem parte dos trabalhos de relacionamento com a comunidade e educação ambiental do Programa Peixe Vivo, em conjunto com as atividades também realizadas pela Cemig.
O objetivo do Peixe Vivo é integrar as comunidades onde a empresa está inserida, levando informação e entretenimento com o objetivo de que as gerações futuras preservem as relações de respeito à biodiversidade, garantindo a vida nos nossos rios.
O diretor Mauro Xavier ficou entusiasmado com a receptividade da população.
"As apresentações superaram nossas expectativas. O público sempre esteve envolvido e recebeu bem a mensagem que tentamos passar. A água também tem um efeito mágico e os bonecos trazem a possibilidade de explorar personagens tão ricos", comemora.
Segundo o diretor de Geração e Transmissão da Cemig, Luiz Henrique de Castro Carvalho, o trabalho reúne arte, cultura e meio ambiente e, por isso, tem tudo a ver com o Vale do Jequitinhonha.
Considerando também as sessões em Belo Horizonte e Três Marias, mais de 23 mil pessoas, acompanharam a peça em quase 140 encenações realizadas este ano.
Enredo
Um pescador e seu neto descem o Jequitinhonha com o objetivo de olhar nos olhos do surubim rei e descobrir os mistérios do rio.
O cenário são as barrancas e as curvas sinuosas das águas que cortam a região povoada de mistérios, lendas e peixes. O roteiro da peça "Os Olhos do Surubim Rei" foi criado para a Semana do Meio Ambiente da Cemig deste ano, realizada em Belo Horizonte e Três Marias, e adaptado para explorar a rica cultura popular do Vale do Jequitinhonha.
Na montagem, 22 bonecos esculpidos em madeira deslizam sobre a água, embalados por melodias e instrumentos de percussão executados ao vivo.
A técnica de manipulação de bonecos sobre a água é popular no Vietnã e possibilitou ao Grupo Kabana, que apresenta a peça, explorar a riqueza do universo do rio e seus personagens.
O grupo, que há 30 anos mescla teatro, marionetes, circo, música e folguedos populares, traz ainda o teatro de sombras, também uma arte oriental, para contar lendas regionais e criar uma atmosfera de fantasia e sonho.
Com informações da Agência Minas

Escolas rurais serão reformadas e reconstruídas

Governo de Minas quer refomar e reconstruir escolas do meio rural
O governo de Minas lançou, na terça-feira (1º), no Palácio da Liberdade, o projeto Casa Escola, criado para atender alunos da rede estadual de ensino da zona rural dos municípios mineiros.

O objetivo é substituir escolas que historicamente funcionam em construções improvisadas por prédios que oferecem conforto, funcionalidade e condições adequadas para o ensino e aprendizado. O investimento e de R$ 32 milhões no projeto.
Serão atendidas comunidades rurais de municípios com grandes extensões territoriais e baixa densidade populacional.
O projeto Casa Escola vai possibilitar que até outubro do ano que vem, a totalidade das 319 escolas rurais de Minas que integram a rede pública estadual estejam em boas condições de funcionamento.
Quase metade delas (152 unidades) estão sendo totalmente reconstruídas. Outras 167 estão sendo reformadas dentro dos padrões estabelecidos pelo projeto.
"Esse projeto vai fazer com que 100% das nossas escolas rurais tenham dignidade. A educação não pode ser uma coisa mecânica. A criança não pode apenas acordar, fazer um lanche, ir para escola, ter intervalo, terminar a aula e voltar para casa. As crianças precisam ter prazer em estudar, prazer em superar desafios e esse prazer, de alguma forma, começa pela qualidade do local onde elas vão estudar", afirmou Aécio Neves, em seu pronunciamento.
Mesmos direitos
Cada casa escola tem de uma a três salas de aula e atende, no máximo, 65 alunos. As casas escolas lembram construções típicas da área rural de Minas Gerais.
Além das salas de aula, contam com cozinha e refeitório com despensa, fogão à lenha, fogão a gás; secretaria que pode servir de dormitório, banheiros e varanda.
De acordo com o governador, essas comunidades não podem ficar à margem do processo de desenvolvimento.
Ele disse que alunos das regiões pobres e ricas devem ter o mesmo direito de frequentar escolas com rede física adequada para se sentirem motivados a estudar.
"Algumas dessas escolas funcionam com turmas de 16, 17 alunos. Talvez, por essa razão, durante muito tempo, foram deixadas de lado, foram pouco compreendidas como algo relevante. O que estamos fazendo agora é colocar a nossa emoção, o nosso coração adiante, compreendendo que uma criança que mora num distrito de Novo Cruzeiro, que mora na zona rural de Setubinha, não pode ter um tratamento diferenciado daquele que vive em Santa Rita ou que vive na Região Metropolitana de Belo Horizonte", disse Aécio Neves.
Projeto acolhedor
As unidades do projeto Casa Escola têm pé direito mais alto, janelas e basculantes estrategicamente instalados para facilitar a circulação de ar. As unidades foram construídas 40 centímetros acima do solo para diminuir o calor interno. O projeto também prevê reservatórios de captação de água pluvial e instalação elétrica com rede lógica para o uso de Internet.
"É um projeto feito pelos técnicos da educação, arquitetos, pelos construtores que lá trabalham. Tentamos traduzir uma ideia de uma casa acolhedora, na área rural, para grupos pequenos de alunos", explicou a secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães.
Primeira etapa
Durante o evento, o governador assinou convênio para execução da primeira etapa do projeto Casas Escolares. Serão investidos R$ 13 milhões para reforma de 65 prédios escolares antigos e construção de 60 novas casas escolas em 22 municípios dos vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas.
Serão construídas 60 novas casas escolas e reformados 65 prédios escolares antigos. Os prefeitos dos municípios beneficiados passam a ser parceiros do Estado, se responsabilizando pela gestão das obras.
Minas volta a ser hoje no Brasil uma referência em educação de qualidade não em uma ou outra ilha do nosso Estado, mas de forma compartilhada por todas as regiões. Nesse programa Casa Escola, 84% das escolas estão no Vale do Jequitinhonha, no Vale do Mucuri e no Norte de Minas. Além dos R$ 13 milhões investidos na melhoria das escolas estaduais da zona rural, o governo mineiro repassará recursos para que as prefeituras das 22 cidades parceiras tenham condições de melhorar também a infraestrutura da rede municipal de ensino.
Prefeituras fazem convênios
Cada prefeitura poderá receber recursos equivalentes ao custo de construção de uma a três escolas, totalizando R$ 4 milhões. O Governo de Minas também disponibilizará aos prefeitos o projeto de engenharia do Casa Escola.
"Os convênios foram assinados com prefeitos do Mucuri, Jequitinhonha e Norte de Minas. São regiões que tem uma área rural maior e, portanto, um número de escolas dessa natureza maior. Esses prefeitos vão ser parceiros e em troca o Estado financiará o melhoramento da sua rede municipal", explicou a secretária de Educação.
Municípios participantes da 1ª etapa do projeto Casas Escolares
Vale do Jequitinhonha
Araçuaí - cinco escolas;
Berilo - sete escolas;
Chapada do Norte - três escolas;
Coronel Murta - duas escolas;
Indaiabira - duas escolas;
José Gonçalves de Minas - nove escolas.
Norte de Minas
Espinosa - seis escolas;
Mato Verde - uma escola;
Monte Azul - 10 escolas;
Montezuma - duas escolas;
Rio Pardo de Minas - sete escolas;
Santo Antônio do Retiro - uma escola;
Bonito de Minas - seis escolas;
Januária - 10 escolas;
Manga - quatro escolas;
Montalvânia - duas escolas;
São Francisco - 30 escolas;
Ubaí - duas escolas;
Vale do Mucuri
Itambacuri - quatro escolas;
Malacacheta - duas escolas;
Novo Cruzeiro - três escolas;
Setubinha – sete escolas.
Com informações da Agência Minas

Poços com menos de 14 mil litros/dia livres de outorga

CERH define normas para o uso da água no semiárido mineiro
Poço com menos 14 mil litros/dia não precisará de outorga
Os proprietários rurais da região semiárida de Minas, norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, que fazem pequenas captações de água em poços tubulares têm agora acesso a uma regularização mais simplificada.
O benefício é resultado da Deliberação Normativa nº 33/2009 do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH) que determina que captações de águas subterrâneas em poços tubulares, em área rural, menores ou iguais a 14mil litros por dia, por propriedade, são consideradas insignificantes e isentas de outorga, necessitando apenas de um cadastro no Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).
“Esta iniciativa faz parte de uma série de ações para proporcionar o desenvolvimento social e econômico dos municípios do semiárido que apresentam os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado”, explica a diretora de Monitoramento e Fiscalização do Igam, Marília Melo.
Ela explica que no semiárido a escassez de águas superficiais provoca a necessidade de uso mais intenso das águas subterrâneas e a simplificação da regularização ambiental desse uso apresenta-se como uma necessidade da região.
Marília informa, ainda, que o limite estabelecido para o uso insignificante se refere exclusivamente às finalidades de uso de consumo humano, animal e pequenas irrigações.
Cadastro do Beneficiário
O formulário para o cadastro está disponível no site do Igam e deve ser protocolado nas Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Supram) do Norte de Minas, em Montes Claros (avenida José Corrêa Machado, s/n - Bairro Ibituruna); Supram Jequitinhonha, em Diamantina (praça Dom Joaquim, 112 - Centro), no Núcleo Regional do Igam, em Montes Claros (rua José Maria Alkimin, 133, Bairro Jardim São Luiz).
Marília Melo destaca que todos os poços existentes na região de abrangência da DN 33/2009, independente da vazão explorada, também terão que se cadastrar até o dia 20 de maio de 2010 no Igam, conforme determina a deliberação.
“Os poços cadastrados estarão temporariamente regularizados pelo prazo de três anos”, afirma Marília Melo.
Estudos hidrológicos
Segundo Marília, neste período, o Igam irá contratar estudos hidrológicos na região para estabelecer as condições definitivas do uso insignificantes para as captações de água subterrânea. Fazem parte da área de abrangência da Deliberação, os municípios que compõem os comitês das bacias hidrográficas dos rios Jequitaí e Pacuí, Paracatu, Urucuia, Médio São Francisco, Verde Grande, Alto Jequitinhonha, Araçuaí, Médio Baixo Jequitinhonha, Mucuri, Mosquito, Jucuruçu e Itanhém.
A lista com todos os municípios também está disponível no site do Igam.
Os interessados também podem solicitar informações pelo email nucleonorte.igam@meioambiente.mg.gov.br ou pelo telefone (38) 3213-7931.
Com informações da Agência Minas

49 cidades do semiárido tem "Mais Cultura"


"Mais Cultura" beneficia projetos de 49 cidades do semiárido
Artistas, grupos artísticos independentes e pequenos produtores culturais de municípios do semiárido mineiro já podem comemorar.
Mais de R$ 937 mil serão destinados a 86 projetos selecionados pelo primeiro edital do Microprojetos Mais Cultura no Estado de Minas Gerais, beneficiando 49 municípios da região.
A iniciativa é do Ministério da Cultura (MinC), no âmbito do Programa Mais Cultura, em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte), o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), por meio do Instituto Nordeste Cidadania (INEC), e a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC).
Os 86 projetos foram selecionados de um total de 279 inscritos.
As propostas têm valor médio de R$ 10,8 mil e jovens da região, entre 17 e 29 anos, como protagonistas ou beneficiários.
Cada iniciativa vai receber de um a 30 salários mínimos, devendo ser realizada e concluída em um ano, a partir da data de assinatura do contrato entre os contemplados e o BNB.
“Este é o primeiro edital do Ministério da Cultura específico para o semiárido, região de grande riqueza cultural, mas historicamente sem acesso a financiamento para pequenas produções.
Com essa ação, por meio de parceria com governos estaduais e Banco do Nordeste, estamos democratizando o acesso a crédito para apoiar as múltiplas expressões culturais do semiárido, contribuindo para promover a cidadania e a autoestima de milhares de jovens”, destaca a secretária de Articulação Institucional e coordenadora executiva do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles.
Muncípios beneficiados:
Almenara, Araçuaí, Berizal, Caraí, Chapada do Norte, Comercinho, Coronel Murta, Cristália, Divisópolis, Francisco Badaró, Francisco Sá, Grão Mogol, Fruta de Leite, Itacambira, Itacarambi, Itaobim, Itinga, Jaíba, Janaúba, Januária, Jequitinhonha, Joaíma, Jordânia, José Gonçalves de Minas, Lontra, Manga, Matias Cardoso, Medina, Miravânia, Montalvânia, Montezuma, Nova Porteirinha, Novo Cruzeiro, Padre Paraíso, Pedra Azul, Ponto dos Volantes, Rio Pardo de Minas, Rubelita, Rubim, Salto da Divisa, Santa Cruz de Salinas, Santa Maria do Salto, Santo Antonio do Retiro, São João das Missões, São João do Paraíso, Taiobeiras, Varzelândia, Verdelândia, Virgem da Lapa são as 49 cidades sedes dos projetos selecionados.
Para conhecer a lista com as propostas que serão beneficiadas, acesse http://www.cultura.mg.gov.br/.
Com informações da Agência Minas

Dia da Consciência

Dia da Consciência
“Estamos em pleno mar” das desigualdades sociais,
Afundando no veleiro antigo da discriminação...
Chicoteando com os olhos os de costumes tribais
Indiferentes à fome, ao humano, aos desta nação.

“Estamos em pleno mar” de conflito ideológico,
Presos à mesma corrente do orgulho e preconceito,
Distraímos no mar do ego, do ciúme e “meu” direito,
Sem notar deveres, a fome, a sede, d’outro, é lógico.

“Estamos em pleno mar” loucos no tempo, sem tempo,
Atravessamos o dia, a avenida, só a alma d’outrem não.
Descuidamos do homem porque pensamos em aumento
As crianças não terão futuro na nossa nação, nem coração.

Quando um corpo cai assustamos, só por um instante.
Esquecemos, temos que ir buscar e esmagar o porvir...
Escravizamos nosso ser, o ter, o viver, o modo elegante.
Pisamos, estupramos, abusamos da vida sem sentir.

“Estamos em pleno mar” das cotas, das notas, das mortas...
Crianças pelo crack, sem rumo, sem sina, sem nada.
Jogamos a âncora no dinheiro, no crédito, no cartão,
Na loteria, na correria, na fantasia, na depressão.

Do negro vemos pigmentação, do índio, nem a cultura,
Do branco, só a pele, do oriental, piada tradicional,
Do pobre a ignorância. Do rico achamos que o ter é a cura...
Por que mínimas diversidades, preconceitos criaram esse mal?

“E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem”
Se formos assim, então Deus é um ser todo colorido.
Com sentimento, paixões, ilusões, vontades e amigos.
É dia de termos uma consciência que somos humanos.

Consciência que somos humanos... Humanos!
Iguais a ele, a nós, a vós, a “eu”, a “tu”, a todos.
Consciência negra, branca, indígena e das etnias.

Daniel Rosa da Silva
Americana - SP
Por correio eletrônico, comentando o Dia Nacional da Consciência Negra, dia 20 de novembro.
Este poema está nos Comentários do post Berilo, Dia da Consciência Negra deste Blog.
Colaboração de Rejesberilo, assim identificado.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Barueri doa 2.500 cestas-ceia para Berilo

Voluntários de Barueri colaboram com montagem das cestas-ceia para Berilo
Tem início a contagem regressiva para a entrega das doações da comunidade de Barueri para as famílias carentes de Berilo – cidade mineira do Vale do Jequitinhonha, abraçada este ano pelo movimento Barueri, Sou do Bem, coordenado pela presidente do Fundo Social de Solidariedade de Barueri, Sônia Furlan. Toneladas de alimentos foram arrecadados, e todo o material foi encaminhado ao galpão central, cariosamente conhecido por “QG do Bem”. Lá os produtos passaram por triagens e separação, foram embalados e reservados para a doação.
Uma verdadeira linha de montagem foi instalada em dois endereços: galpão central e no ginásio poliesportivo José Correa. Nestes últimos dias que restam para a entrega das doações, previstas para acontecer nos dias 9 e 10 de dezembro, Dia do Bem em Barueri, voluntários ajudam a montar dois tipos de cestas - uma de alimentos e outra de higiene pessoal e material escolar.
No primeiro endereço estão sendo montadas mais de 2.500 cestas-ceia repletas de alimentos. São mais de 50 quilos em cada uma das unidades. Enquanto isso, no ginásio, voluntários se concentram na montagem dos kits de higiene pessoal, escolar e das sacolinhas com diversas guloseimas.
O trabalho conta com apoio de diversos voluntários se revezando diariamente e ajudando inclusive no final de semana. No ultimo sábado, 28 de novembro, voluntários e integrantes da Gincana do Bem 2009 participaram do trabalho solidário na produção das cestas-ceia. De forma intensa e com muita empolgação, os voluntários conseguiram produzir cerca de 400 cestas ceia.
E o trabalho continua ao longo da semana, com ajuda de mais voluntários – incluindo soldados do Corpo de Bombeiros de Barueri, que se dispuseram em mais uma “missão” de ajuda a quem mais precisa.

Fonte: http://www.barueri.sp.gov.br/

Reginauro Silva : Foi a Groselha

FOI A GROSELHA...
Reginauro Silva
Ontem aconteceu uma tragédia que eu jamais imaginaria que seria superada. E será, ao longo desta narrativa.
Chovera o dia todo em Almenara, com o Rio Jequitinhonha ameaçando invadir outra vez nossa casinha de quatro cômodos e oito pessoas, na Rua Hermano de Souza.
Meu único par de sapatos Vulcabrás ficou todo ensopado, o que valeu uma surra com doze escovadas em cada mão e umas lambadas de marmelo nas costas. Coisa pouca, que o lombo e as palmas já estavam acostumados com esses ensinamentos domésticos.
Minha mãe, dona Santa Laura, findo o corriqueiro castigo, colocou os sapatos para secar por sobre a chapa do fogão de lenha e foi ver se achava uns cobertores na casa de Dr. Hélio, pois o frio era iminente.
Quando voltou, um dos sapatos tinha caído dentro do borralho e estava todo estorricado. Não sei por que, mas levei outra surra. Fui dormir com o rabo quente. E mais sabido.
Como não poderia faltar à aula de jeito algum, pois era Dia das Crianças e haveria uma festa com muitas guloseimas e suco de groselha, amarrei um pano velho no pé esquerdo e calcei o pé de sapato que se salvara do incêndio pós-tempestade.
Claro, era proibido entrar no Grupo Escolar Conde D’Afonso Celso descalço, e muito menos com chinelo de dedo.
Dona Laura se orgulhou de ter um filho tão inteligente e até sugeriu que eu fosse mancando de uma não ocorrida contusão provocada pela perseguição às galinhas do quintal entulhado de lama de porco e fezes variadas, inclusive as nossas. Só não tinha gripe suína.
Depois de muitos coitadinhos pelo caminho, entrei na fila da escola, rezei o Pai Nosso e a Ave Maria com a turma e me postei na primeira fila do pátio, onde se concentrava a comemoração.
Perdi a corrida do ovo na colher, mas ganhei a do saco, pois podia correr normalmente, sem ninguém perceber o machucado de mentirinha.
O prêmio foi uma montanha de salgados, doces e uns copões de alumínio cheios de k-suco pelando de quente, numa quantidade tamanha de enorme (na visão do menino esquálido), que nem sei como coube na pança.
Encerrada a primeira parte do Dia das Crianças, fomos chamados para copiar o dever de casa do dia seguinte, que voltaria à normalidade.
Foi aí que adveio uma dor de barriga tão intensa, dona Magela, que as tripas se retorciam, o suor descia pela testa, as mãos se fizeram geladas e os pés parece que adormeceram.
Quase sem voz, sussurrei lá do meio da sala:
- Dona Marli, dona Marli.
- O que é, Reginauro?
- Eu posso ir lá na casinha?
- Não, copie primeiro o dever de casa.
- Mas...
- Silêncio! Fique quieto aí, Reginauro!
Atenção! Escrever 100 vezes: “Qual é o sujeito pretérito da frase...”
- Dona Marli, posso ir...
- Não!
Insisti mais umas três ou quatro vezes.
- Não! Já disse: Não!
O estômago embrulhou-se por dentro, uma avalanche precipitou-se rumo ao chão, o esfíncter parece que se soltou feito carnegão vindo a furo, as vísceras latejaram que nem gato engasgado. Prendi a respiração, suspirei sofregamente, engoli em seco.
- Dona Mar...
Nem deu tempo de ouvir outro não. Um alívio fofo prenunciou a borralheira que se fez vapor e impregnou todos os milésimos de milímetro de cada poro da sala, até sopitar pelo teto e varrer o chão. Um murmúrio de nojo transmudou a fisionomia de todos os colegas, tanto fedor que acabou convencendo dona Marli.
- Pode ir, Reginauro Silva!
Era tarde.Com a calça curta breada por dentro, a lavagem já descendo pelas pernas, saí a galope, ganhando os corredores, o pátio, os fundos da escola, a cerca de arame farpado que me deixou uma cicatriz no lado direito do rosto até hoje visível.
Só quando alcancei a manga de Maria Sapateiro é que me senti livre de tanta vergonha e da censura pública.
Parei de correr para tomar fôlego. E procurar o rumo de casa.
Rodeei a cidade inteira, passando por mangas e capões, veredas e pedregulhos, até chegar em casa, já de noitinha, todo fedido.
E levar outra surra, desta vez aplicada por Seu Rebeldino, fã número 1 do pai de Michael Jackson.

Dinheiro vivo, nova receita de mineiro corrupto

Dinheiro vivo, nova receita de tutu à mineira
Minas virou laboratório da corrupção?
Todo ou quase todo grande escândalo de corrupção que estoura no Brasil, na região de Brasília e região Sudeste, tem um expert à frente, pós-graduado,. PHD em falcatruas para desviar recursos públicos.
O pior de tudo é que quando a Polícia Federal, o Ministério Público ou uma CPI descobre o testa-de-ferro ele quase sempre é um mineiro.
Será que Minas virou laboratório, escola de corrupção?
Foi assim no escândalo do chamado Mensalão, na Lista de Furnas (Mensalão tucano), Operações João de Barro, Pasárgada, Sanguesuga e tantas outras.
Agora, nós mineiros lemos, ouvimos e vemos, decepcionados, mais um mineiro pego com a boca na botija.
“...o cidadão Alexandre Tavares de Assis, também conhecido no bas fond como Mineirinho Come-Quieto, já havia lavado a égua nas administrações tucanas de São Paulo. Diretor-presidente da
InfoEducacional, ele e a empresa estão no rol das falcatruas levantadas pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, envolvendo o governo do demo José Roberto Arruda, no Distrito Federal.”
Que prendam todos os mineiros e brasileiros desta laia.
Não sou moralista, nem saudosista dos coronéis da UDN e PSD que praticavam falcatruas e se enriqueciam nos anos de ouro de 50 e 60, mas é preciso dar um basta nesta esperteza malandra desta estirpe de mineiros.
Em Brasília, é comum, em rodas de lobbistas, procurarem alguma assessoria de um “mineiro” para fazer a “coisa direito” para ninguém ou pouca gente ficar sabendo.

Quem ouvia isso, e tinha o mínimo orgulho de ser mineiro, corava de vergonha, sem ter nada a ver com o peixe, ou a peixada.
Uma nova receita da culinária mineira está aí para quem quiser se servir: Dinheiro vivo, tutu à mineira.