terça-feira, 12 de junho de 2012

Assembleia Popular debate cidadania no campo em Felisburgo



Traga bandeira de luta, deixa a bandeira passar
Essa é a nossa conduta, vamos unir pra mudar

por Gabriel Dayer - Cáritas Diocesana de Almenara 

Debater a realidade e vida no campo, fortalecer a luta coletiva e socializar experiências. Estes foram os objetivos da Assembleia Popular realizada no dia 20 de maio na comunidade Paraguai, em Felisburgo, região do Baixo Jequitinhonha. 

A Assembleia é resultado da articulação de organizações e movimentos sociais da região iniciada no “I Seminário Resistência e Luta pela Terra Prometida”, ocorrido no assentamento Terra Prometida, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em novembro de 2011. A Assembléia Popular contou com a participação de representantes de 7 comunidades do campo (Paraguai, Terra Prometida, Prates, Mandacaru, Paraterra, Córrego Azul e Café), do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Felisburgo, das Associações Felizarte e Rubim Aliança, da Cáritas Diocesana de Almenara e Cáritas Regional Minas Gerais, das Irmãs das Congregações Irmãs de São José de Rochester, Filhas de Jesus e Jesus Crucificado, e do Grupo Aranã de Agroecologia de Diamantina. 

No campo da produção e comercialização, os principais assuntos destacados foram a importância de uma maior interação entre as comunidades agricultoras, o fortalecimento da feira livre e a necessidade de aproximação entre produtores e consumidores. 

O descaso do poder público com a saúde no campo ficou evidente nas falas dos participantes, que denunciam a ausência de atendimento médico e odontológico, de medicamentos e de campanhas educativas em muitas localidades. A opção do modelo de saúde pela atenção curativa em detrimento da preventiva e do diálogo com os saberes populares, quase sempre, impossibilita a adoção de alternativas viáveis e de acordo com as realidades das famílias. 

Um dos principais encaminhamentos do encontro foi ampliação da comissão da Assembleia Popular, que a partir de agora contará com representação de todas as comunidades do campo e organizações apoiadoras. Ela será responsável em dar continuidade nas ações e garantir a participação e protagonismo do povo nas decisões.

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