Mostrando postagens com marcador Deputado Estadual Jean Freire. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deputado Estadual Jean Freire. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Lei federal não pode proibir taxistas de viajarem de um município ao outro, diz DEER

DEER diz que táxis podem circular entre municípios

Segundo motoristas, nova lei federal que trata de transporte clandestino estaria sendo usada para puni-los.

Reunião teve a participação de grande número de taxistas
Reunião teve a participação de grande número de taxistas - Foto: Clarissa Barçante
A punição a taxistas que transportam passageiros de um município a outro não está de acordo com a legislação em vigor. A afirmação foi feita pelo chefe de gabinete do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DEER-MG), João Baêta Machado, durante audiência pública que tratou dos efeitos da Lei Federal 13.855, de 2019, e do Decreto Estadual 44.035, de 2005. A norma federal, que entrou em vigor no início de outubro, altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal 9.503, de 1997), a fim de endurecer a punição ao transporte clandestino.
Uma Audiência Pública realizada pela Comissão Extraordinária de Turismo e Gastronomia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a pedido do deputado Virgílio Guimarães (PT), teve a participação de mais de 150 taxistas, em especial de municípios das regiões Norte e Noroeste do estado. Segundo os taxistas, desde a sanção da nova lei pelo presidente Jair Bolsonaro, eles têm sido parados por agentes do DEER nas estradas. Se o carro é apreendido, motorista e passageiros ficam no meio da rodovia, sem ter como chegar a seus destinos.
Antes da edição da Lei Federal 13.855, o ato de transportar pessoas e bens sem autorização legal era considerado infração média. No caso do transporte escolar pirata, a infração era grave. Segundo a nova norma, ambas as atividades passam a ser classificadas como infração gravíssima, sujeita a multa, perda de pontos na carteira de habilitação e remoção do veículo. A multa é multiplicada por cinco no caso do transporte escolar clandestino.
Segundo João Baêta Machado, a norma trata de escolares e transporte remunerado não autorizado, o que não seria, segundo ele, o caso dos taxistas, que exercem a atividade com autorização.
Nacionalmente, a autorização está na Lei Federal 12.468, de 2011, que regulamenta a atividade. Há, ainda, a autorização municipal para os serviços de táxi. Nesse contexto, Machado afirmou que os casos relatados na audiência pública serão analisados para saber se há abuso de autoridade ou desconhecimento dos agentes sobre a lei.
Apesar de comemorarem a declaração do representante do DEER, os taxistas presentes reafirmaram que, legalmente ou não, eles estão sendo punidos e impedidos de trabalhar. “A Polícia Rodoviária em Arinos não respeita nem quem trabalha dentro dos limites do município. O posto é dentro desses limites e os taxistas estão sendo apreendidos lá dentro”, afirmou o presidente da Associação dos Taxistas do Vale do São Francisco, Antônio Wilson Almeida.
Paulo Sérgio Magalhães, presidente da Associação de Taxistas de Januária, disse que vários casos se configuram como abuso de autoridade. Ele e outros colegas afirmaram que, se a situação não for resolvida, eles vão entrar em greve e fechar rodovias no estado.
Serviço é considerado essencial nos municípios menores
A assessora especial do Ministério Público, Carolina Mendonça de Siqueira, afirmou que vai levar as reclamações ao órgão, para que sejam tomadas as providências necessárias. “A lei não pode desconhecer a realidade e, em Minas Gerais, temos mais de 800 municípios, muitos dos quais pequenos e que têm sua vida em torno das cidades-pólo, então, dependem dos taxistas”, disse.
Os deputados presentes manifestaram apoio aos taxistas e também ressaltaram a importância desse tipo de transporte para os municípios pequenos. De acordo com o deputado Alencar da Silveira Jr. (PDT), quase 160 cidades mineiras não contam com transporte público regular e, sem o serviço de táxi, as pessoas não conseguem se deslocar para resolver questões médicas, por exemplo.
Para o deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), a legislação federal é fruto de lobby das empresas de ônibus. “Não podemos aceitar que, por causa dessa meia dúzia de empresas, a população seja prejudicada”, afirmou. Para ele, a vedação dos serviços tem prejudicado não só os taxistas, mas também o comércio das pequenas cidades. 
O deputado Doutor Jean Freire (PT) defendeu que todas as assembleias legislativas estaduais criem frentes em defesa dos taxistas e lembrou que muitas empresas de ônibus detém as concessões de certas rotas e não oferecem o serviço. Os deputados Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), Carlos Pimenta (PDT), Virgílio Guimarães (PT), Tadeu Martins Leite (MDB) e Marquinho Lemos (PT) também destacaram o “direito de trabalhar” dos taxistas.
Decreto estadual de Aécio Neves também dificulta o trabalho
Os convidados falaram, ainda, do Decreto Estadual nº 44.035, de 2005, assinado pelo então governador Aécio Neves (PSDB), que disciplina o transporte intermunicipal por veículos fretados. Os presentes disseram que, apesar de anterior, ele não estava sendo aplicado até a sanção da lei federal. Agora, vários agentes do DEER estariam multando e fiscalizando o transporte a partir desse dispositivo legal.
“Nossa cooperativa tem hoje 86 vans e 36 ônibus escolares parados”, disse o presidente da Cooperativa de Trabalho e Desenvolvimento Sustentável dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha, Roni Franco. Segundo ele, os ônibus são vistoriados e recebem autorização para circular em rodovias, mas não conseguem fazer transporte escolar porque têm mais de 20 anos de uso.
Os representantes da Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Wallacy de Menezes Alves, e da Polícia Rodoviária Federal, Carlos Bernardino Xavier do Vale, disseram que suas respectivas instituições atuam de acordo com a legislação em vigor. 
O deputado Professor Cleiton (PSB) disse que, em alguns estados, como Bahia e Pernambuco, o transporte intermunicipal de passageiros já está devidamente regulamentado e que é preciso fazer isso em Minas Gerais. 

Leia o post desse blog:
http://blogdobanu.blogspot.com/2019/02/deputado-jean-freire-quer-legalizar-o.html

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Governo Zema quer entregar 1.000 títulos agrários no Jequitinhonha e norte de Minas, até o final do ano.

Regularização de terras tem novo edital, mas demanda é maior

Governo acena com novos processos para 2020, mas inclusão do Alto Rio Pardo é cobrada por deputados e trabalhadores.

Subsecretário disse que até o fim deste ano terão sido entregues cerca de mil títulos em 2019, a maioria deles em municípios do Norte e do Jequitinhonha
Subsecretário disse que até o fim deste ano terão sido entregues cerca de mil títulos em 2019, a maioria deles em municípios do Norte e do Jequitinhonha - Foto: Willian Dias
O subsecretário de Assuntos Fundiários da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Ricardo Roseno, disse nesta terça-feira (22/10/19) que praticamente todos os 853 municípios mineiros enfrentam problemas de regularização fundiária, havendo no Estado mais de 100 mil unidades agrícolas sem titulação.
Questionado por parlamentares e trabalhadores rurais sobre a demora que estaria ocorrendo nos processos de regularização no atual governo, o subsecretário disse em audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que foi lançado, no último dia 2, edital de chamamento público para manifestação de municípios com demandas de novos processos para regularização fundiária.
Segundo ele, houve a adesão de 152 municípios, que no momento passam por uma etapa de priorização para definição de quais e quantos poderão ser atendidos em 2020, por meio de recursos do Tesouro Estadual. Os critérios de priorização são baseados, entre outros, no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), na proporção entre população urbana e rural.
Em outra frente, o subsecretário disse que até o final deste ano terão sido entregues cerca de mil títulos em 2019, a maioria deles em municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha. Estes títulos referem-se a processos anteriores ao governo de Romeu Zema.
Situação do Alto Rio Pardo ainda depende de acordo
Já uma das principais reivindicações expostas na audiência, realizada na Comissão de Direitos Humanos a pedido da presidenta, deputada Leninha (PT), ainda depende de entendimentos envolvendo também a Justiça.
Trata-se de solicitação do Movimento Articulado dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais do Alto Rio Pardo (Mastro) de que seja retomada a regularização fundiária em sua área de abrangência, composta por 14 sindicatos em 14 municípios do Norte de Minas, que não estão entre aqueles que serão contemplados pelas titulações anunciadas pelo subsecretário.
Esses municípios foram alvo da Operação Grilo, deflagrada em 2012 pela Polícia Federal e pelo Ministério Público (MP) para apuração de fraudes em legalização de terras na região.
O subsecretário explicou que uma ação civil pública movida em função da operação paralisa processos de titulação na região, impedindo a regularização fundiária.
Para buscar uma solução, existem entendimentos entre a Advocacia Geral do Estado (AGE) e o Ministério Público, na tentativa de um acordo que possa culminar num Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) permitindo, assim, retomar a regularização de terras na região, explicou o gestor.
Ele disse que entendimento inicial com o MP já possibilitou ações de varredura (georreferenciamento do município como um todo) das cidades de Rio Pardo e de Santo Antônio do Retiro, no Alto Rio Pardo.
A partir daí, será feita uma análise de como esse trabalho poderá vir a ser usado para um possível processo de regularização. O objetivo é estabelecer uma estratégia piloto, com uma metodologia que depois possa ser replicada em demais municípios afetados pela Operação Grilo. 
Lentidão - A presidenta da comissão classificou a regularização de terras em Minas de “lenta e comparada a ritmo de tartaruga” e insistiu que o Estado priorize a retomada das titulações na região do Alto Rio Pardo.
“A Operação Grilo prejudicou toda uma população que não tinha relação com as fraudes investigadas” afirmou Leninha.
O deputado Jean Freire (PT) endossou a deputada e acrescentou que para os trabalhadores rurais e agricultores familiares a regularização equivale, em importância, à certidão de nascimento.
Marco legal – A deputada Leninha e o deputado Doutor Jean Freire ainda criticaram o Projeto de Lei (PL) 3.601/16, que dispõe sobre a destinação de terras públicas e devolutas e que perdoaria dívidas de empresas arrendatárias com o Estado.
Autor do projeto, o deputado Tadeu Martins Leite (MDB) disse que seu texto original não prevê esse perdão e defendeu que o processo de regularização fundiária seja desburocratizado por meio de uma nova legislação.
O subsecretário também defendeu a modernização do marco legal que rege a questão. Segundo ele, é preciso flexibilizar o processo. Como exemplo, citou que hoje somente o Estado pode atuar na regularização urbana rural, ficando os municípios restritos à regularização urbana, enquanto poderiam atuar em parceria com o Estado, por exemplo na realização de cadastros fundiários.
Trabalhadores apontam insegurança
Sem regularização, o produtor teria dificuldades de acessar políticas de financiamento e de venda de produtos da agricultura familiar 
Sem regularização, o produtor teria dificuldades de acessar políticas de financiamento e de venda de produtos da agricultura familiar - Foto: Willian Dias
A coordenadora do Mastro, Ateir Pereira da Penha Souza, afirmou que os trabalhadores rurais não foram os responsáveis pela crise atual do Estado e nem por fraudes que desencadearam a Operação Grilo.
“Sem o título, tudo se torna insegurança nas nossas vidas”, ainda desabafou Marilene Pereira, da Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado (Fetaemg). Sem a terra regularizada, o produtor tem dificuldades de ser beneficiado por políticas de financimento, de acesso à água e de venda de produtos oriundos da agricultura familiar, enumerou ela.
O assessor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Salinas, André Alves de Souza, acrescentou a esse rol de prejuízos ainda a dificuldade de comprovação para fins de aposentadoria como trabalhador rural.
Representando o Ministério Público, o analista de sociologia Jonas Vaz Leandro Leal apoiou o edital de chamamento público divulgado pelo subsecretário, mas pediu atenção especial aos processos que envolvam as comunidades tradicionais, para que sejam respeitadas em seus modos de vida.
Fonte: site da ALMG

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Alta incidência da dengue atinge 51 municípios do norte de Minas e Vale do Jequitinhonha

38 municípios têm incidência da dengue muito alta, exigindo medidas de emergência de ações da saúde. 
São quase 5 mil casos prováveis nas regiões norte, nordeste e noroeste de Minas.
Até o momento, na região, não houve caso de registro de morte devido à dengue.

As regiões do norte, nordeste e noroeste de Minas são atingidas em cheio pela epidemia da dengue. São 51 municípios com grande incidência de dengue com 4.920 de casos prováveis, quantidade só superada pela cidade de Contagem e pela capital Belo Horizonte.

A incidência alta é calculada quando o município atinge acima de 300 até 499 casos/100.000 habitantes, nas quatro últimas semanas.

E é muito alta, quando a incidência de casos ultrapassa os 500 casos a cada 100.000 habitantes.

Há casos extremos que necessitam de cuidados especiais que atingem mais de 2 mil casos por cada 100.000 habitantes, como Padre Carvalho, na região de Salinas, que alcançou o índice de 2.416,2. 
Assim como Francisco Dumont com índice de 1.966,5; Cônego Marinho com 1.909,5; Japonvar com 1.566,2;  Varzelândia com 1.411,9, todos do norte de Minas, além de José Gonçalves de Minas, no Vale do Jequitinhonha, que tem o índice de 1.395. 

Proporcionalmente, esses são dados epidêmicos alarmantes. As informações fazem parte do último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde - SES, datado de 13 de maio de 2019.

Dos 51 municípios, a grande maioria está no norte de Minas, alcançando 42 municípios, ou 82,4% do total. 

O quadro é muito preocupante, pois há 38 municípios, ou 74,5% dos casos, que estão na classificação de muito alta incidência, demandando cuidados especiais com a adoção de medidas de emergência, em cada uma das localidades.

No Vale Jequitinhonha, 5 municípios causam preocupação principalmente José Gonçalves de Minas e Francisco Badaró, no Médio Jequitinhonha; e Gouveia, Diamantina e Angelândia, no Alto Jequitinhonha.

No noroeste de Minas, 3 municípios acenderam o sinal de alerta: Urucuia, Dom Bosco e Uruana de Minas.

N.
Região
URS
Município
Casos prováveis
População
Incidência
01 Norte de Minas Montes Claros Padre Carvalho
153
6.332
2.416,3
02 Norte de Minas Montes Claros Francisco Dumont
102
5187
1.966,5
03 Norte de Minas Januária Cônego Marinho
145
7.595
1.909,5
04 Norte de Minas Januária Japonvar
134
8.556
1.566,2
05 Norte de Minas Januária Varzelândia
273
19.335
1.411,9
06 Vale do Jequitinhonha Diamantina José Gonçalves de Minas
63
4.516
1.395,0
07 Norte de Minas Januária Luislândia
86
6.680
1287,4
08 Norte de Minas Montes Claros Guaraciama
60
4.954
1287,4
09 Norte de Minas Pirapora Lassance
66
6.52
1287,4
10 Norte de Minas Montes Claros Engenheiro Navarro
73
7.244
1287,4
11 Norte de Minas Montes Claros Nova Porteirinha
75
7.504
999,5
12 Norte de Minas Montes Claros São João da Lagoa
48
4896
980,4
13 Norte de Minas Montes Claros Claro dos Poções
73
7590
961,8
14 Norte de Minas Januária São João da Ponte
240
25.235
951,1
15 Norte de Minas Januária Itacarambi
17
18.142
948,1
16 Norte de Minas Pirapora Várzea da Palma
354
39.173
903,7
17 Norte de Minas Montes Claros Coração de Jesus
234
26.592
880,0
18 Norte de Minas Januária Lontra
74
9.008
821,5
19 Norte de Minas Montes Claros Monte Azul
159
21017
756,5
20 Norte de Minas Januária Miravânia
36
4.861
740,6
21 Norte de Minas Montes Claros Fruta de Leite
40
5.441
735,2
22 Norte de Minas Motes Claros Matias Cardoso
80
11.050
724,0
23 Vale do Jequitinhonha Diamantina Gouveia
80
1.833
710,0
24 Norte de Minas Januária Ibiracatu
40
5.975
669,5
25 Norte de Minas Montes Claros Gameleiras
34
5.122
663,8
26 Norte de Minas Januária Mirabela
88
13.557
649,1
27 Norte de Minas Pedra Azul Divisa Alegre
42
6.702
626,7
28 Norte de Minas Januária Ubaí
78
12.466
625,7
29 Vale do Jequitinhonha Diamantina Francisco Badaró
62
10.343
599,4
30 Norte de Minas Montes Claros Salinas
242
41.349
585,3
31 Norte de Minas Montes Claros Montezuma
47
8.180
574,6
32 Noroeste de Minas Januária Urucuia
94
16.547
568,1
33 Norte de Minas Montes Claros Pai Pedro
34
6.084
558,8
34 Norte de Minas Montes Claros Joaquim Felício
26
4.662
557,7
35 Vale do Jequitinhonha Diamantina Diamantina
264
47.617
554,4
36 Norte de Minas Montes Claros Bocaiúva
270
49.942
540,0
37 Norte de Minas Montes Claros Juramento
23
4.316
532,9
38 Norte de Minas Pirapora Santa Fé de Minas
20
3.866
517,3
39 Norte de Minas Montes Claros Espinosa
155
31.624
490,1
40 Norte de Minas Montes Claros São João do Pacuí
21
4.389
478,5
41 Vale do Jequitinhonha Teófilo Otoni Angelândia
40
8.481
471,6
42 Norte de Minas Montes Claros Jequitaí
35
7.597
460,7
43 Noroeste Unaí Dom Bosco
17
3.699
459,6
44 Norte de Minas Montes Claros Catuti
23
5.008
459,3
45 Noroeste de Minas Unaí Uruana de Minas
13
3.267
397,9
46 Norte de Minas Januária São João das Missões
49
12.899
379,9
47 Norte de Minas Januária São Francisco
193
56.163
343,6
48










Norte de Minas Montes Claros Lagoa dos Patos
14
4.124
339,5
49 Norte de Minas Montes Claros Olhos D’Água
20
6.018
332,3
50 Norte de Minas Januária Brasília de Minas
102
32.288
315,9
51 Norte de Minas Montes Claros Rubelita
19
6.198
306,6

O Governo de Minas liberou mais R$ 1,7 milhões para combater a dengue, distribuindo recursos para um conjunto de municípios onde a epidemia chega de forma incisiva.

A tabela abaixo registra os municípios do norte e nordeste de Minas que receberam os recursos da Secretaria de Estado da Saúde – SES:
Municipio URS Situação de Incidência Valor R$
Diamantina Diamantina Alta
40.000
Divisa Alegre Pedra Azul Alta
20.000
Glaucilândia Montes Claros Muito Alta
20.000
Ibiracatu Januária Alta
20.000
José Gonçalves de Minas Diamantina Muito Alta
20.000
Nova Porteirinha Montes Claros Muito altas
20.000
São João da Lagoa Montes Claros Muito alta
20.000
São João da Ponte Januária Muito alta
40.000

38 mortes confirmadas e 92 casos investigados 
No Boletim Epidemiológico divulgado na segunda-feira (13.05), a SES informou que 345 cidades estão em epidemia em Minas, o que representa mais de 40% do estado. Ao menos 38 mortes foram comprovadas e outras 92 ainda estão em investigação.
O número de casos prováveis (soma dos confirmados aos suspeitos) ultrapassa 247 mil.

Betim, na Grande BH, continua na liderança em mortes por dengue em Minas – foram 10, que somadas às quatro confirmadas na capital, duas em Contagem e uma em Ibirité, elevam a 17 o número de casos fatais na região metropolitana.

Em Uberlândia (Triângulo Mineiro) são oito; em Unaí (Noroeste), duas. Arcos (Centro-Oeste), Curvelo (Região Central), Frutal (Triângulo), João Monlevade (Central), Lagoa da Prata (Centro-Oeste), Martinho Campos (Centro-Oeste), Paracatu (Noroeste), Passos (Sul), São Gonçalo do Pará (Centro-Oeste), Uberaba (Triângulo) e Vazante (Noroeste) também confirmaram uma vida perdida pela doença cada.

Secretários Municipais de Saúde reunidos com a Presidência e deputados da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Minas.

Gestores Municipais de Saúde cobram R$ 6 bilhões de repasses do Governo Zema para se fortalecerem e enfrentarem a dengue.
Secretários municipais de saúde se reuniram com o Presidente da Assembléia Legislativa de Minas, Agostinho Patrus (PV), para pedir socorro. Eles pedem que a Assembléia cobre do Governo Zema o repasse de R$ 4,8 bilhões de dinheiro da saúde que estão retidos pelo governo. Com estes recursos, os Secretários acreditam que terão como combater a dengue.

“ A saúde em Minas vem passando por uma grave crise financeira nos últimos anos. Nós viemos pedir apoio ao Presidente da Assembléia para ele negociar uma escala de pagamento aos municípios”, disse Eduardo da Silva, Secretário de Saúde de Taiobeiras, no norte de Minas, e presidente do COSEMS – Colegiado dos Secretários de Saúde de Minas.

Ele explica que, até 16 de dezembro de 2018, a dívida do Governo estadual com as Prefeituras , na área de saúde, era de R$ 4,38 bilhões. Nesse ano, a dívida deve ter aumentado em torno de R$ 1 bilhão, considerando que, mensalmente, o governo do Estado repassa em torno de R$ 380 milhões, que não foi repassado de forma integral.

“ Hoje nós fizemos uma Audiência pública para tratar do caso da dengue. Não estamos aqui para criticar A, B ou C. O problema existe, as últimas epidemias que nós tivemos foi 2010, 2013 e 2016. E os números mostram que, se continuar do jeito que está, tudo caminha para uma epidemia também esse ano”, disse o deputado estadual Jean Freire 
( PT), membro efetivo da Comissão de Saúde.