sábado, 17 de outubro de 2015

Cemig apresenta plano para universalização da energia elétrica

No Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas, ainda existem milhares de residências sem energia elétrica, principalmente na zona rural.




Em reunião da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na terça-feira (13/10/15), a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) anunciou plano de universalização do atendimento em todo o Estado até 2018. 

Atualmente, aproximadamente 95% do Estado possui cobertura de energia elétrica.

O plano da Cemig inclui a necessidade atual (cerca de 30 mil residências) e as estimativas de demandas futuras, totalizando quase 55 mil ligações na zona rural mineira, distribuídas em 774 municípios de Minas. O plano, que está sendo analisado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a agência federal que regula o setor, tem execução prevista para começar em janeiro do ano que vem e seguir até 2018.
Em Minas Gerais, há 55 mil residências sem acesso à energia elétrica, a maioria no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha. Mas esta realidade vai mudar. A Cemig já conta com um plano para atender a esta demanda nos próximos três anos. 
  
No meio rural, a possibilidade de eletrificação é fundamental para o aumento da produtividade para possibilitar a inclusão social. 
  
O agronegócio representa 40% do PIB do nosso Estado e a maior parte destas localidades sem energia estão no meio rural. Um agricultor com acesso à energia tem maior possibilidade de crédito e ajuda a aquecer a economia do país.
  
De acordo com o gerente do Programa de Obras Rurais da Cemig, Ronaldo de Oliveira, graças ao Luz para Todos, do Governo Federal, Minas Gerais evoluiu de 78% de energia elétrica em domicílios rurais, no início dos anos 2000, para os atuais 95%. “São cerca de 400 mil quilômetros de rede. Para atender a universalização, as 55 mil ligações vão corresponder a mais de 20 mil quilômetros de rede, o equivalente a meia volta em torno da Terra”, explicou.
O deputado Ulysses Gomes (PT-MG) analisa que o Luz para Todos é uma grande parceria para as companhias energéticas. “O Luz para Todos é fundamental para a melhoria do serviço prestado e, consequentemente, melhoria da qualidade de vida e dignidade humana. Com energia elétrica o cidadão pode se cuidar melhor, estudar mais, aproveitar melhor o seu dia. É um programa essencial para a luta pela igualdade social”.
Com relação à energia solar, o representante da Cemig disse que a importação de componentes necessários pode afetar a capacidade de investimento, devido aos altos custos envolvidos. “Porém, se a comunidade está extremamente distante de redes principais da Cemig, esse tipo de energia pode se tornar viável, sim”, concluiu.
Energia elétrica leva desenvolvimento econômico e social ao meio rural
No Brasil, em quase 80% dos domicílios na zona rural contemplados pelo Luz para Todos os moradores adquiriram televisão nos últimos anos. Cerca de 75%, uma geladeira. Os dados foram passados pelo diretor de Articulação de Infraestrutura Básica da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, Paulo Roberto Crispim. Para ele, os números mostram a importância do programa do Governo Federal para a movimentação da economia local e para a inclusão social.
Entenda a universalização da energia elétrica
Segundo o site da Aneel, a universalização dos serviços públicos de energia elétrica foi estabelecida pela Lei Federal 10.438, de 2002, alterada pela Lei 10.762, de 2003. De acordo com a legislação, a universalização dos serviços públicos de energia elétrica deve ser realizada, sem ônus de qualquer espécie ao solicitante, nos horizontes temporais estabelecidos pela Aneel, desde que satisfeitos alguns pré-requisitos e condições técnicas, como característica de enquadramento no Grupo B, excetuado o subgrupo iluminação pública; carga instalada na unidade consumidora de até 50kW; instalação em tensão inferior a 2,3kV, ainda que necessária a extensão de rede primária de tensão inferior ou igual a 138kV. É necessário, também, que o solicitante não seja atendido com energia elétrica pela distribuidora local.
Inicialmente, a Aneel regulamentou a questão por meio da Resolução 223, de 2003, criando as regras para que as distribuidoras do país elaborassem os planos de universalização e definindo o ano limite para o alcance da universalização em cada área de concessão. Ao longo dos anos, explica a agência, em função do aumento expressivo da quantidade de domicílios a serem atendidos e da criação de programas específicos para a área rural, como o Luz para Todos, houve a necessidade de revisão dos planos de universalização.
Atualmente, 85 distribuidoras do país encontram-se universalizadas, sete tiveram o ano de universalização definido para 2014 e nove tiveram o ano de universalização definido entre 2016 e 2018, em razão da análise da última proposta de revisão de seus planos de universalização encaminhados para a Aneel. A partir da universalização, toda solicitação de atendimento deve ser realizada pelas distribuidoras de acordo com os prazos e condições estabelecidas pelas Condições Gerais de Fornecimento, conforme determina a agência, por meio da Resolução Normativa 414, de 2010.

Requerimentos
 Na audiência pública foram apresentados diversos requerimentos entre eles a criação de um grupo de trabalho para discutir as obras prioritárias de acordo com as demandas de cada município; solicita prioridade para os municípios do Norte de Minas e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri; sugere ainda a realização de um projeto piloto de uso de energias alternativas (eólica e solar) nessas localidades.

Fonte: ALMG, com informações da Assessoria de Comunicação do Deputado Ulysses Gomes

Um comentário:

Marcel Camargo disse...

O vale é esquecido tem vizinhos que precisa de energia há mais de três anos não colocaram até hoje é tudo enganação

Postar um comentário