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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

CEMIG rouba energia do Vale e trava desenvolvimento industrial


Governo diz que o Estado não tem condições financeiras para investir em energia na região. Cemig precisa de 21 bilhões de investimento na área.
Governo diz que o Estado não tem condições financeiras para investir em energia na região. Cemig precisa de 21 bilhões de investimento na área.
Se dependesse só dos empresários que extraem rochas ornamentais nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, as indústrias já existiriam, mas a vontade esbarra na falta de incentivos por parte do governo. Dono de pedreiras no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, Adael Oliveira, proprietário do Grupo Qualitá e da Itinga Mineração, queria abrir uma planta para beneficiar as rochas nessas regiões. Mas, diante das dificuldades, acabou desistindo e levou o empreendimento de US$ 30 milhões para Cariacica, no Espírito Santo. 
“Primeiro, tentei em Itinga. Depois, mudei para Itaobim. Esperei um ano e meio e não consegui garantia de geração de energia”, explica Oliveira. Em Itaobim, a empresa chegou a gastar R$ 500 mil para a terraplenagem de um terreno cedido pelo município e a compra de três máquinas. 
Diante dos obstáculos, o projeto foi abortado. “Vendemos duas máquinas e mandamos outra para a sede da Qualitá no Espírito Santo”, explica o gerente administrativo da Itinga, Airton Novais. Ainda tentaram fazer uma planta em Itinga, porém, não havia energia disponível na região para suprir o projeto. 
Investimento de R$ 400 mil em linhas de transmissão nunca retornou 
O empresário Evandro Sena foi um dos poucos que resolveram investir no beneficiamento de rochas ornamentais em Minas Gerais. No ramo há mais de duas décadas, o proprietário da Gransena inaugurou em Medina, no Vale do Jequitinhonha, uma planta que teve investimento em torno de R$ 25 milhões. “Se eu fosse pela maré, teria instalado no Espírito Santo”, diz ele, que quis ficar por ser da região.
 Para conseguir energia, ele teve que custear parte da linha de transmissão com estação em Pedra Azul, na mesma região. Na parceria com a Cemig, a Gransena pagou R$ 406 mil. A obra, no entanto, não foi concluída, e a unidade acabou tendo que usar o fornecimento que já tinha. “Nem podemos expandir”, reclama. 
Em julho, a Cemig justificou à Gransena que faltava licenciamento ambiental por parte do Instituto Estadual de Florestas. 
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico informou, sobre a energia, que a Cemig necessita de R$ 21 bilhões em investimentos. “Porém, seu maior acionista, o Estado, não tem condições financeiras para tanto”, concluiu.
Fonte: OTEMPO

Comentário do BLOG
A Barragem de Irapé foi construída no Rio Jequitinhonha, entre os municípios de Berilo e Grão Mogol, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, e colocada em funcionamento, em 2006, sendo administrada pela CEMIG.

A diretoria da Cemig poderia ser mais sincera. Quando foi construída a a Usina Hidrelétrica de Irapé a principal e mais potente Linha de Transmissão de energia não foi pelo Vale a dentro. Priorizou os grandes centros industriais, a começar por Mones Claros.
O consórcio construiu uma Linha de Transmissão da Barragem de Irapé até Montes Claros, numa extensão de 150 km, com uma tensão de 345 kV, num investimento de R$ 116,47 milhões. Segundo a própria ANEEL, para a "Integração da usina hidrelétrica de Irapé e de futuras hidrelétricas da região à Rede Básica do Sistema Interligado e transporte de 584 megawatts adicionais para a região nordeste de Minas".
Para o Vale a dentro, construiu uma Linha de Transmissão Irapé – Araçuaí 2, com tensão de 230 kV, bem menor e menos potente. O principal objetivo do empreendimento é escoar a energia produzida pela Usina Hidrelétrica de Irapé, com capacidade instalada de 360 MW, para o sistema elétrico interligado da empresa em Minas Gerais e, especificamente, para o Vale do Jequitinhonha e região Leste do Estado. A linha percorre cerca de 61 quilômetros pelos municípios de Grão Mogol, Berilo, Virgem da Lapa, Coronel Murta e Araçuaí, na região do Médio Jequitinhonha.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Sem ouvir o povo, Zema não consegue privatizar a Cemig, nem a Copasa, garantem deputados

Deputados acreditam que será difícil governador conseguir aprovar proposta de retirar da Constituição a exigência de consulta popular no caso de privatização da empresa.
Serão necessários os votos de 48 deputados estaduais para derrubar o Referendo Popular. 
Deputado estadual André Quintão, líder da  oposição, diz que o Governador está equivocado. Não fazer referendo popular para privatização é um retrocesso.

O Governador Zema, como um Vendedor profissional, quer entregar a Cemig e Copasa para a inciativa  privada. Ele vai esbarrar no paredão do referendo popular, conforme  estabelece a Constituição Mineira. 

A proposta – a primeira anunciada entre as necessárias para aprovar a adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal do governo federal – depende da aprovação de pelo menos 48 parlamentares estaduais dos 77 deputados estaduais. Em um primeiro momento, porém, a mudança é rejeitada pelos deputados.

Líderes dos blocos independentes, de oposição e o presidente da Assembleia, deputado Agostinho Patrus(PV), acreditam que o fim do referendo será difícil. 
“A Cemig é sempre uma questão polêmica. Ela foi criada pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, é um patrimônio dos mineiros. Por tudo isso e pela importância que ela tem, é sempre um projeto de votação muito difícil”, afirmou Patrus.

A regra está no artigo 14 da Constituição mineira, que define que “a desestatização de empresa de propriedade do estado prestadora de serviço público de distribuição de gás canalizado, de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica ou de saneamento básico, autorizada nos termos deste artigo, será submetida a referendo popular”. Essa exigência foi aprovada por emenda constitucional do ex-governador Itamar Franco, em 2001.

 Agostinho Patrus afirmou que o quórum para aprovação de uma emenda constitucional é um dificultador. “O quórum para retirada do referendo do texto constitucional é de 48 deputados, não é um número fácil de atingir, mesmo em matérias simples. Nas polêmicas, como a venda da Cemig, é ainda mais difícil”, disse.

Líder de um dos blocos independentes, o deputado Sávio Souza Cruz (MDB) diz ser muito difícil a mudança. “Não é nem ser a favor ou contra a privatização, mas ser a favor ou contra de o povo escolher. É muito difícil defender que o povo não pode opinar”, disse. O emedebista afirmou ter votado pela inclusão do referendo na Constituição e que colegas que ainda estão na Casa também o fizeram. “A empresa não é do Zema nem minha, é do povo. Então, devolve-se ao povo a decisão de privatizar ou não.”

O 3º vice-presidente da Assembleia, Alencar da Silveira Jr. (PDT), considera “absurdo” querer mudar essa regra. “Será que o governo novo não quer ouvir o povo?”, questionou. A posição é acompanhada pelo líder do outro bloco independente, Cássio Soares (PSD). “A percepção da Casa é que hoje não passa. A Assembleia não concorda com essa proposta porque é um patrimônio público. Quem decide é a população mineira. Seria muito impopular e antidemocrático retirar o direito da população de opinar”, disse.

O líder da oposição, deputado André Quintão (PT), disse ter sido surpreendido com a declaração de Zema, de que pretende acabar com o referendo. Para o petista, a privatização mexe com o interesse público e, por isso, a população deve ser consultada. “Não entendo um partido que quer inovar na política querer retirar do povo um direito de livre expressão sobre temas fundamentais. O que há de mais moderno e inovador são exatamente as consultas virtuais e os plebiscitos”, disse. 
Para o petista, a eventual venda da Cemig e da Copasa vai prejudicar a população mais pobre. Quintão e outros deputados voltaram a defender que o governo deveria lutar pelo ressarcimento das perdas com a Lei Kandir como forma de conseguir recursos para tirar o estado da crise.


Deputado estadual Dr Jean Freire defende a consulta popular e a rejeição à privatização da COPASA.


Em Audiência Pública na Assembléia Legislativa, no dia 10.06, o deputado estadual Dr Jean Freire mostrou preocupação quanto à possibilidade de privatização da Copasa. Isso porque a companhia faz um subsídio cruzado para manter as operações da Copanor, a subsidiária criada para atender pequenas localidades no Norte e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Em 2019, esse subsídio será de R$ 36 milhões.
Ele indagou: "A COPASA necessita de investimentos para melhorar os serviços prestados à população. A estatal dá lucro e cria receita para o Estado, seu principal acionista. Além disso, o serviço de abastecimento de água é um bem público que serve à saúde pública, pois 80% das doenças diagnosticadas nos consultórios médicos são transmitidas através da veiculação hídrica. E isso contribui com o próprio estado nos casos de investimentos em serviços de saúde. Sou contra a privatização da COPASA, seja nas cidades pequenas, médias ou grandes. A privatização aumentará o valor das tarifas. E em municípios das regiões dos Vale do Jequitinhonha, Mucuri e norte de Minas, qual empresa que assumiria os municípios que não garantem lucros?", finalizou;   
Sinara Meireles, presidente da COPASA, presente à Audiência Pública, também admitiu preocupação. Segundo ela, se a privatização não equacionar a necessidade de se dar o mesmo atendimento a todos os locais, apesar de muitos serem deficitários, os pequenos não serão atrativos para o mercado privado. “Privatizar significa trazer para a discussão todos os 629 contratos”, afirmou, referindo-se às concessões de água. As de esgoto são 259.
Ela lembrou que a subsidiária COPANOR também cobra menos pelo serviço. A tarifa social fixa para residência, por exemplo, é de R$ 4,18, contra R$ 7,19 da Copasa. “A Copanor foi criada para atender a pobreza. Então não há que se esperar resultado positivo. A Copasa tem que ter responsabilidade por essa filha pobre”, reforçou o deputado Carlos Pimenta, antecipando posição contrária à privatização.
A ideia de retirar o referendo da Constituição para acelerar as privatizações foi antecipada por Zema nessa terça-feira, 25.06, após encontro com Agostinho Patrus, na Cidade Administrativa. Ele voltou a dizer que a Cemig não tem dinheiro para fazer os investimentos necessários e “condena Minas ao atraso”.

O que diz a Constituição

Seção IV 
Da Administração Pública

Artigo 14
§ 17 – A desestatização de empresa de propriedade do estado prestadora de serviço público de distribuição de gás canalizado, de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica ou de saneamento básico, autorizada nos termos deste artigo, será submetida a referendo popular.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição 50, de 29/10/2001.)

Itamar Franco disse que para privatizar a CEMIG só com tropas federais
Em 2001, o então governador de Minas Itamar Franco promulgou a Emenda Constitucional 50 que dificultou as privatizações da Cemig e da Copasa. 

A PEC 50 estabelece que, para vender integral ou parcialmente as duas empresas, haverá a necessidade de aprovação dos projetos por 48 dos 77 parlamentares estaduais e ainda da população mineira, que será consultada por meio de referendo. A proposta foi enviada ao Legislativo pelo próprio governador e foi endossada por todos os deputados, nos dois turnos da votação. 

Em seu discurso, Itamar, pré-candidato do então PMDB à Presidência da República, ressaltou as diferenças entre os governos mineiro e federal, que estaria se desfazendo do patrimônio público nacional por pressão de forças econômicas internacionais. "Minas jamais vai se curvar aos poderosos", afirmou Itamar. Dois anos antes, Itamar disse que a Cemig só seria privatizada "se o governo federal usar tropas federais". "Lá no território mineiro, só com as tropas federais, e elas terão dificuldade, porque nós não vamos permitir", afirmou o ex-presidente.

Fonte: Estado de Minas, O TEMPO, ALMG.

sábado, 2 de junho de 2018

Cemig lucra R$ 1 bilhão e ainda aumenta tarifas de energia

Aumento varia de 18,53% para consumidores de baixa renda e 35,56% para as indústrias.
Continua lucrando: no primeiro trimestre de 2018, a estatal faturou R$ 465 milhões de lucro líquido.


Mesmo obtendo um lucro de líquido de R$ 1 bilhão, em 2017, a CEMIG reajusta as tarifas entre 18,53%, para os consumidores residenciais de baixa renda, e 35,56%, no caso das indústrias, para seus 8,3 milhões de contribuintes, a partir de 28 de maio.  É o maior aumento em dez anos (Estado de Minas, 03.04.18). 

A CEMIG encerrou o ano de 2017 com lucro líquido de R$ 1 bilhão, três vezes o valor obtido em 2016, quando somou 334 milhões. A receita totalizou R$ 21,71 bilhões, alta de 16% em relação ao período anterior ( Jornal Valor, de 29.03.18).

E segue lucrando ainda mais. "Somente no primeiro trimestre de 2018, a companhia informou que teve lucro líquido de R$ 465 milhões, crescimento de 35,6% em relação ao mesmo período em 2017. (Canal Energia, de 16.05.18).

Cemig joga responsabilidade pra Aneel

A Cemig esclareceu que o reajuste foi calculado pela Aneel e levou em conta principalmente o aumento do custo para se comprar energia. Isso aconteceu em virtude da crise hídrica de 2017, que provocou o acionamento das termelétricas. Como a bandeira tarifária não supriu o custo, a empresa arcou com o gasto extra de R$ 470 milhões. 
De acordo com a Aneel, “a revisão tarifária periódica reposiciona as tarifas cobradas dos consumidores após analisar os custos eficientes e os investimentos prudentes para a prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica”.
Segundo a Aneel, o reajuste médio de 23,19% se dá pela revisão tarifária periódica, feita pela companhia a cinco anos. Essa revisão “reposiciona as tarifas cobradas dos consumidores após analisar os custos eficientes e os investimentos prudentes para a prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica, em intervalo médio de quatro anos”.
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, reconheceu que o índice proposto é alto. “Isso reforça a nossa encomenda para melhorar o processo tarifário para evitar, na medida do possível, essa volatilidade no comportamento da tarifa”, afirmou.
De acordo com a Aneel, a diferença de percentual entre os dois grupos é devido ao aumento de custo relacionados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que contribuiu para um aumento do efeito médio de 2,53% na tarifa da Cemig.
Rufino lembrou que, no ano passado, o reajuste da Cemig resultou numa pequena redução tarifária, justamente em razão de efeitos financeiros. 

“Então, se conseguirmos colocar algo mais próximo do real na parcela A, conseguiremos mais estabilidade na tarifa, que é o desejado.”(www.ambienteenergia.com.br, 11.03.18).
 A declaração do diretor da Aneel é contraditória. Com o lucro bilionário obtido, não seria o caso de haver redução de tarifas?
O Conselho Administrativo da CEMIG poderia decidir pela redução se o interesse maior não fosse o lucro voraz de acionistas da estatal.


Empresários e produtores protestam e avisam que custos serão repassados
O aumento não repercutiu bem entre empresários e produtores rurais. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) informou que o ônus recairá sobre o consumidor, que pagará, em média 2% a mais nos produtos comercializados pelo varejo. 
“A população não tem como arcar com tantos reajustes”, disse Bruno Falci, presidente da CDL. 
A Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) também repudiou o reajuste e informou que poderá haver alta no preço de alimentos. “ As consequências serão a queda na produção e o aumento no preço dos alimentos”, afirmou em nota o presidente da Faemg, Roberto Simões. 

Conforme ele, cerca de 10% dos consumidores da Cemig são rurais. 

“O aumento da tarifa de energia afeta diretamente o setordo agronegócio, que é cada vez mais eletrodependente, especialmente nos últimos anos, quando houve investimentos elevados em tecnologia, automatização, industrialização no meio rural. A isto se somam as necessidades de irrigação, aquicultura, criação de aves e suínos e produção de leite, que utilizam energia intensivamente", completou.

MAB denuncia o golpe do aumento das tarifas de energia
Aumento de 45% será pago pelos consumidores
O Governo Temer e ANEEL autorizaram novos aumentos nas contas de luz. Se o aumento fosse aplicado todo de uma só vez, significaria 45% de aumento total nas contas de luz. 
O valor de R$ 62,2 bilhões (ano base 2017) será cobrado do bolso do povo brasileiro através das contas de energia elétrica nos próximos oito anos, com aumentos parcelados até 2024. 
O bilionário valor será destinado para nove empresas de energia elétrica donas de LT. O dinheiro é referente a uma suposta indenização sobre 85.000 Km de linhas e que foi autorizado através de uma portaria (120/2016) assinada pelo então Ministro de Minas e Energia do PMBD, publicada no Diário Oficial da União, uma semana depois da histórica votação no Congresso Nacional do impeachment da presidenta Dilma.  
Em 21 fevereiro de 2017, a Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) quantificou e autorizou que estes valores sejam aplicados em forma de aumentos futuros  para que sejam cobrados dos consumidores.
Energia virou mercadoria de lucros fáceis para acionistas e especuladores
Este quadro de especulação e constantes aumentos nas tarifas de energia elétrica são resultado e consequência do país ter adotado um modelo privado de energia, que transformou a energia em mercadoria, controlada por transnacionais e banqueiros que exploram e especulam cada vez mais para aumentar seus lucros, já extraordinários.
O povo brasileiro não pode e não deve aceitar pagar a conta que já pagou! É preciso mudar por completo o modelo elétrico de mercado para uma política energética nacional que garanta soberania, distribuição da riqueza e o controle popular. (www.mabnacional, 02.03.17).

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Lucro da Cemig triplica, mas conta de luz ficará mais cara a partir de maio

Lucro líquido da empresa cresceu 199% e chegou a R$ 1 bilhão. Aumento proposto é o maior em dez anos.

Foto: arquivoLucro da Cemig triplica, mas conta de luz ficará mais cara a partir de maio
Lucro líquido cresceu 199% e chegou a R$ 1 bilhão
Perto dos mineiros terem reajuste de, em média, 25% na tarifa de energia, a Cemig divulga balanço financeiro do ano passado e registra lucro líquido de R$ 1 bilhão, quase o triplo do ano passado, de R$ 335 milhões. O bom desempenho, entretanto, não deve mudar o cenário e a conta de luz dos mineiros deve ficar mais salgada a partir de 28 de maio. Aumento proposto é o maior em dez anos.


No bojo de bons resultados da empresa mineira, está também o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), ou Lajida, que aumentou R$ 3,5 bilhões, aumento de 32,4% sobre o ano anterior. Também a receita líquida teve avanço expressivo e somou R$ 21,7 bilhões, crescimento de 15,6% sobre o balanço de 2016.

A empresa atribui os resultados à queda da taxa de juros Selic e a uma série de ações para diminuir despesas e reduzir a inadimplência dos consumidores, além do furto de energia, os chamados “gatos”. Além disso, a companhia, de capital misto, tem tentado renegociar de forma gradativa sua dívida, que passou de R$ 15,17 bilhões, em dezembro de 2016, para R$ 14,39 bilhões, 5,15% menor um ano depois.

“A gente observa uma melhoria significativa nos indicadores da empresa, fruto de alongamento do perfil da dívida, diminuição do custo, associado com a melhoria de eficiência operacional. O custo cai e seu resultado melhora. Isso permite prever a Cemig com poder de geração de caixa para novos investimentos e melhor qualidade do serviço do cliente”, afirma o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Maurício Fernandes.


CONTA DE LUZ 


Aumento na conta de luz é o maior dos últimos 10 anos.
Aumento na conta de luz é o maior dos últimos 10 anos.


Enquanto a Cemig comemora, consumidores aguardam a definição sobre reajuste na tarifa de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sugeriu no mês passado aumento médio de 25,87% nas tarifas. Para consumidores conectados à alta-tensão, como por exemplo grandes indústrias, o aumento seria de 34,41%. Já para a baixa tensão, a maior parte da população, a alta seria de 22,73%.


O diretor financeiro justifica que o reajuste é definido pela Aneel e apenas 4% desse montante é repassado à Cemig. “O reajuste segue metologia adotada pelo operador do sistema, que tem regras pré-determinadas. Ele leva em consideração, por exemplo, que nos últimos cinco anos a Cemig investiu R$ 5 bilhões”, afirma Fernandes. Ele lembra também que, no ano passado, houve redução na tarifa.


Todos os itens que compõem a tarifa, como custos de transmissão e distribuição, aumentaram. Segundo a Cemig, a falta de chuvas e o intenso acionamento das usinas térmicas no período, de julho a dezembro do ano passado, contribuiu para elevar ainda mais o custo de geração no país. Os novos valores definitivos das contas de luz entrarão em vigor a partir de 28 de maio. A proposta ficará aberta a sugestões até 21 de abril, mas audiência pública na semana passada indicou que não deve haver mudança substancial.


De acordo com a Aneel, os índices finais deverão ser aprovados no final de maio em reunião da diretoria da agência reguladora. A proposta diz respeito ao quarto ciclo de revisão tarifária da Cemig, processo que é feito de quatro em quatro anos com o objetivo de manter o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão. A Cemig atende 8,3 milhões de unidades consumidoras localizadas em 774 municípios de Minas Gerais.

Fonte: Estado de Minas

sexta-feira, 16 de março de 2018

Grão Mogol: Em parceria com movimentos sociais, CEMIG investe R$ 24,4 milhões em projeto de energia solar

Serão instalados painéis fotovoltaicos flutuantes em cima de espelho d'água de reservatório em Santa Marta, município de Grão Mogol.

Foto: arquivoCemig vai fornecer energia solar fotovoltaica em Grão Mogol
Santa Marta tem uma Pequena Central Hidrelétrica, construída há mais de 60 anos e que tem 1MW de potência de geração hídrica
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vai instalar a primeira usina híbrida de geração de energia do país, com a geração de energia solar fotovoltaica. O projeto será implantado na localidade de Santa Marta, no município de Grão Mogol, no Vale do Jequitinhonha. 





O investimento é de R$ 24,4 milhões, envolvendo também os recursos aplicados em pesquisa e desenvolvimento.


Usina de Santa Marta.
Usina de Santa Marta.

A principal inovação é que serão instalados painéis fotovoltaicos flutuantes, em cima do espelho d’água do reservatório de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) já existente. O projeto vai permitir o estudo da conexão de duas fontes de energia diferentes no Sistema Interligado Nacional (SIN), objetivando promover o desenvolvimento sustentável da região.

A usina híbrida será instalada em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (Mab), sendo o maior projeto desenvolvido pela estatal em conjunto com os movimentos sociais. O prazo de implementação é de quatro anos, mas a geração deverá ser iniciada dentro de um ano, com a conexão com o SIN. De acordo com a Cemig, o projeto visa “promover, de forma social, a região onde será inserido o desenvolvimento econômico, que vai permitir o estudo da conexão de duas fontes de energia diferentes no sistema.

O convênio com o Mab foi assinado pelo governador Fernando Pimentel na quinta-feira. A iniciativa também terá a participação da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e das subsidiárias da Cemig, Axxiom Soluções Tecnológicas e Efficientia S.A, que ficarão responsáveis pela instalação das células fotovoltaicas e a supervisão, controle e automação da conexão das fontes de energia com o sistema nacional.

O projeto visa aproveitar as boas condições de luminosidade da região para a produção de energia elétrica. Estudo Atlas Solarimétrico de Minas Gerais, realizado pela Cemig ao longo de cinco anos, mostrou que o norte e nordeste de Minas tem o melhor potencial para a geração de energia solar do estado. O mesmo estudo revela que seis microrregiões mineiras têm potencial para geração solar em um patamar que é praticamente o dobro da capacidade da Alemanha, país que há anos recorre a esse tipo de energia.

EMPREGO E RENDA 

Santa Marta tem uma Pequena Central Hidrelétrica, construída há mais de 60 anos e que tem 1MW de potência de geração hídrica. Conforme a Cemig, serão instaladas células fotovoltaicas com potência total de 1,2 MWp (megawatt-pico) no espelho d’água do reservatório da pequena hidrelétrica, que abrange uma área de 27 hectares (27 campos de futebol).

Com a instalação da planta-piloto fotovoltaica flutuante, a usina híbrida passará a uma potência total de 2,2MW no momento de maior radiação solar do dia. Essa energia será usada para abastecer 1.250 famílias de 21 municípios, localizados numa região semiárida, próxima do reservatório. Além disso, serão gerados emprego e renda, com o aproveitamento de mão de obra oriunda das cidades do entorno.




Fonte: CEMIG



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Cemig abre concurso com mais de 100 vagas

Cemig lança edital para preenchimento de mais de 100 vagas em nível médio e superior.


Remuneração base varia de R$ 2.498 a R$ 7.965, com jornada de trabalho de 40 horas semanais

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A Cemig publicou o Edital de Concurso Público 03/2017, para provimento de 109 vagas para funções de nível médio, técnico profissionalizante e de nível universitário para contratação pela empresa sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

As inscrições poderão ser realizadas a partir de 5 de fevereiro e seguem até 12 de março do ano que vem,  pelo site da Fumarc. O valor da taxa de inscrição varia de R$ 50 a R$ 130, de acordo com a função para a qual o candidato irá concorrer. Os salários variam de R$ 2.498,30 a R$ 7.965,00.

As vagas de nível médio oferecidos no edital são para as funções de técnico contábil e técnico de gestão administrativa.

As funções para quem possui o curso de técnico profissionalizante são agente técnico de meio ambiente, técnico de operação de subestações, técnico de planejamento hidroenergético, técnico de projetos e obras civis, técnico de projetos de sistema elétrico, técnico de segurança do trabalho, técnico de sistema elétrico, técnico de sistema elétrico campo, técnico mantenedor eletroeletrônico da geração, técnico mantenedor mecânico da geração, técnico supervisão controle da operação do sistema, técnico supervisão controle do sistema elétrico distribuição, técnico de sistemas eletromecânicos e técnico de telecomunicações.

Para o nível superior, os cargos oferecidos pelo edital são advogado, analista de gestão administrativa, analista de gestão contábil, analista de sistemas de informática, assistente social, geólogo, engenheiro de meio ambiente, engenheiro de planejamento hidroenergético, engenheiro de segurança de barragens, engenheiro de segurança do trabalho, engenheiro de sistema elétrico, engenheiro de sistemas mecânicos e engenheiro de telecomunicações.
O edital completo está disponível no site da Cemig - www.cemig.com.br. 
Fonte: Agência Minas