domingo, 31 de dezembro de 2017

Feliz Povo Novo!

Feliz Povo Novo!
Feliz Livro Novo!

Quando 2017 começou, ele era todo nosso e de todos nossos companheiros de lida. Foi colocado em nossas mãos. Nós e nossos parceiros/as podíamos fazer dele o que quisesse, como se fosse um livro em branco.

Nós poderíamos colocar nele um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma confidência íntima, uma experiência de luta, uma ou várias ameaças aos nossos direitos.

Podia. Hoje não pode mais. Já não é nosso.


É um livro já escrito, concluído, escrito por você, por mim, por milhares que lutaram para a vida ter mais sentido, mais plenitude. Os podres poderes quiseram manchá-lo com os retrocessos, com a negativa da vida, com a afirmação da morte, glamourizada com com fantasias de um tal Deus mercado.

Um dia, será lido em todos os detalhes. A história poderá reconhecê-lo e nós não poderemos corrigi-lo. Quem não lutou deixou que outros escrevessem a nossa história.
Estará fora de nosso alcance as mudanças ocorridas.


Mas, as mudanças de retrocesso poderão ser revertidas. Depende de cada um de nós,  de andarmos juntos. "Não nos afastemos. Vamos de mãos dadas", de corações pulsantes.

Assim, antes que 2017 termine, vamos refletir, sentir, pegar nosso velho livro e folheá-lo com cuidado, passando cada página por nossas mãos, pela consciência.

Pratiquemos esse exercício de lermos sobre nós mesmos, sobre nossas lutas, nossa labutas.
Leiamos tudo. Apreciemos essas páginas de nossas vidas em que usamos no nossos melhor estilo, no nosso jeito de sentir, pensar e fazer um mundo diferente.

É preciso ler também as páginas que não gostaríamos de nunca ter escrito. Não, não tentemos arrancá-las. Seria inútil. Já estão escritas.

Mas nós também podemos também lê-las enquanto escrevemos o novo livro. Assim, poderemos repetir aquilo que deu certo e evitar repetir determinadas situações que nem é bom lembrar. Ou lembrar para entender em que erramos e melhor prosseguir.

Para escrever o nosso novo livro, nós contaremos novamente com a liberdade, a disposição para amar e respeitar as pessoas, de combater as forças da morte, da negação da solidariedade.

Se tiver vontade de beijar o velho livro, estejamos à vontade. Se tivermos vontade de chorar, que choremos.

Não importa como estejamos, mesmo que tenhamos páginas escritas em longas "noites de amor e de guerra", escrevamos a nossa história.

Não deixemos na mão do destino, porque este é construído pela opressão para nos criar desatinos.

E, quando 2018 chegar, vamos continuar escrevendo a nossa história, com muitas lutas, com muita paz, com esperança, com a certeza que "amanhã há de ser outro dia"

Feliz Livro Novo!
Feliz Povo Novo!
Feliz Homem/Mulher novos!

Há braços!

Banu - Álbano
Dezembro de 2017

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