quarta-feira, 31 de agosto de 2016

"Canalha, canalha, canalha", na frente de Aécio, senador Roberto Requião lembra Tancredo

Ao discursar nesta tarde, o senador Roberto Requião (PMDB-RJ) lembrou a célebre fala de Tancredo Neves, quando o então senador se indignou com o colega Auro de Moura Andrade, que declarou vaga a presidência da República, com João Goulart ainda no Brasil, abrindo espaço para a ditadura militar de 1964: "canalha, canalha, canalha"; "As palavras de Tancredo coçam-me a garganta", disse Requião, diante de dois dos principais responsáveis pelo golpe de 2016, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Antonio Anastasia (PSDB-MG); o senador paranaense também lembrou as pedaladas de Anastasia em Minas.


Impeachment no Senado: discurso final 



Roberto Requião (PMDB-PR)


Senador disse que conflitos serão inevitáveis caso ocorra o impeachment.
Julgamento de Dilma Rousseff chegou ao quinto dia.

Do G1, em São Paulo









O senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse que o próprio relator do processo de impeachment, Antonio Anastasia (PSDB-MG), também praticou, enquanto governador, os crimes que vê nos atos de Dilma Rousseff. "Se mesmo sem culpa essa Casa condenar a presidente, que cada um esteja consciente do que há por vir", disse, citando medidas que o vice-presidente Michel Temer pode tomar e que ameaçariam os direitos dos trabalhadores. "Não será a primeira vez que os abutres caem sobre o nosso país." Segundo ele, o povo brasileiro "não retornará submissamente às senzalas" e perguntou aos senadores: "Os senhores estão preparados para a guerra civil?" Requião terminou dizendo "não ao impeachment" e pedindo plebiscito para novas eleições.

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