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sábado, 2 de junho de 2018

Cemig lucra R$ 1 bilhão e ainda aumenta tarifas de energia

Aumento varia de 18,53% para consumidores de baixa renda e 35,56% para as indústrias.
Continua lucrando: no primeiro trimestre de 2018, a estatal faturou R$ 465 milhões de lucro líquido.


Mesmo obtendo um lucro de líquido de R$ 1 bilhão, em 2017, a CEMIG reajusta as tarifas entre 18,53%, para os consumidores residenciais de baixa renda, e 35,56%, no caso das indústrias, para seus 8,3 milhões de contribuintes, a partir de 28 de maio.  É o maior aumento em dez anos (Estado de Minas, 03.04.18). 

A CEMIG encerrou o ano de 2017 com lucro líquido de R$ 1 bilhão, três vezes o valor obtido em 2016, quando somou 334 milhões. A receita totalizou R$ 21,71 bilhões, alta de 16% em relação ao período anterior ( Jornal Valor, de 29.03.18).

E segue lucrando ainda mais. "Somente no primeiro trimestre de 2018, a companhia informou que teve lucro líquido de R$ 465 milhões, crescimento de 35,6% em relação ao mesmo período em 2017. (Canal Energia, de 16.05.18).

Cemig joga responsabilidade pra Aneel

A Cemig esclareceu que o reajuste foi calculado pela Aneel e levou em conta principalmente o aumento do custo para se comprar energia. Isso aconteceu em virtude da crise hídrica de 2017, que provocou o acionamento das termelétricas. Como a bandeira tarifária não supriu o custo, a empresa arcou com o gasto extra de R$ 470 milhões. 
De acordo com a Aneel, “a revisão tarifária periódica reposiciona as tarifas cobradas dos consumidores após analisar os custos eficientes e os investimentos prudentes para a prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica”.
Segundo a Aneel, o reajuste médio de 23,19% se dá pela revisão tarifária periódica, feita pela companhia a cinco anos. Essa revisão “reposiciona as tarifas cobradas dos consumidores após analisar os custos eficientes e os investimentos prudentes para a prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica, em intervalo médio de quatro anos”.
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, reconheceu que o índice proposto é alto. “Isso reforça a nossa encomenda para melhorar o processo tarifário para evitar, na medida do possível, essa volatilidade no comportamento da tarifa”, afirmou.
De acordo com a Aneel, a diferença de percentual entre os dois grupos é devido ao aumento de custo relacionados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que contribuiu para um aumento do efeito médio de 2,53% na tarifa da Cemig.
Rufino lembrou que, no ano passado, o reajuste da Cemig resultou numa pequena redução tarifária, justamente em razão de efeitos financeiros. 

“Então, se conseguirmos colocar algo mais próximo do real na parcela A, conseguiremos mais estabilidade na tarifa, que é o desejado.”(www.ambienteenergia.com.br, 11.03.18).
 A declaração do diretor da Aneel é contraditória. Com o lucro bilionário obtido, não seria o caso de haver redução de tarifas?
O Conselho Administrativo da CEMIG poderia decidir pela redução se o interesse maior não fosse o lucro voraz de acionistas da estatal.


Empresários e produtores protestam e avisam que custos serão repassados
O aumento não repercutiu bem entre empresários e produtores rurais. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) informou que o ônus recairá sobre o consumidor, que pagará, em média 2% a mais nos produtos comercializados pelo varejo. 
“A população não tem como arcar com tantos reajustes”, disse Bruno Falci, presidente da CDL. 
A Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) também repudiou o reajuste e informou que poderá haver alta no preço de alimentos. “ As consequências serão a queda na produção e o aumento no preço dos alimentos”, afirmou em nota o presidente da Faemg, Roberto Simões. 

Conforme ele, cerca de 10% dos consumidores da Cemig são rurais. 

“O aumento da tarifa de energia afeta diretamente o setordo agronegócio, que é cada vez mais eletrodependente, especialmente nos últimos anos, quando houve investimentos elevados em tecnologia, automatização, industrialização no meio rural. A isto se somam as necessidades de irrigação, aquicultura, criação de aves e suínos e produção de leite, que utilizam energia intensivamente", completou.

MAB denuncia o golpe do aumento das tarifas de energia
Aumento de 45% será pago pelos consumidores
O Governo Temer e ANEEL autorizaram novos aumentos nas contas de luz. Se o aumento fosse aplicado todo de uma só vez, significaria 45% de aumento total nas contas de luz. 
O valor de R$ 62,2 bilhões (ano base 2017) será cobrado do bolso do povo brasileiro através das contas de energia elétrica nos próximos oito anos, com aumentos parcelados até 2024. 
O bilionário valor será destinado para nove empresas de energia elétrica donas de LT. O dinheiro é referente a uma suposta indenização sobre 85.000 Km de linhas e que foi autorizado através de uma portaria (120/2016) assinada pelo então Ministro de Minas e Energia do PMBD, publicada no Diário Oficial da União, uma semana depois da histórica votação no Congresso Nacional do impeachment da presidenta Dilma.  
Em 21 fevereiro de 2017, a Agencia Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) quantificou e autorizou que estes valores sejam aplicados em forma de aumentos futuros  para que sejam cobrados dos consumidores.
Energia virou mercadoria de lucros fáceis para acionistas e especuladores
Este quadro de especulação e constantes aumentos nas tarifas de energia elétrica são resultado e consequência do país ter adotado um modelo privado de energia, que transformou a energia em mercadoria, controlada por transnacionais e banqueiros que exploram e especulam cada vez mais para aumentar seus lucros, já extraordinários.
O povo brasileiro não pode e não deve aceitar pagar a conta que já pagou! É preciso mudar por completo o modelo elétrico de mercado para uma política energética nacional que garanta soberania, distribuição da riqueza e o controle popular. (www.mabnacional, 02.03.17).

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Cemig anuncia redução de 18% da tarifa de energia elétrica, a partir de setembro.,

Conta de luz vai ficar mais barata a partir de setembro, em Minas Gerais.

Aneel aprovou redução de 18% na bandeira vermelha, que ainda continua em vigor.
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Os consumidores vão pagar um valor menor nas faturas de energia a partir desta terça-feira, 1º de setembro. O motivo da redução, que abrange todos os consumidores de energia elétrica do país, é o anúncio da Agência Nacional de Energia Elétrica na mudança do valor referente à bandeira tarifária vermelha, que passará de R$ 5,50 para R$ 4,50 para cada 100 kWh/mês consumidos, uma redução de 18%.
“Esse já é o primeiro reflexo positivo do desligamento das térmicas determinado no início do mês, e todos saem ganhando. O consumidor vai perceber isso na fatura, já com essa redução do valor da bandeira vermelha”, explica o presidente da Cemig, Mauro Borges Lemos.
Em 8 de agosto passado, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico autorizou o desligamento de 21 térmicas com custo acima de R$ 600 por megawatt-hora, o que possibilitou a alteração do valor da bandeira vermelha.
Para setembro, ainda está mantida a bandeira vermelha, porém com um novo valor, que passa a vigorar em todo o país, e a proposta deve diminuir em até 2% em média a tarifa paga pelo consumidor residencial.
Validade
De acordo com o gerente de Tarifas da Cemig, Ronalde Xavier Moreira Júnior, o consumidor somente vai perceber a redução a partir da fatura de outubro. “Isso acontece porque as datas de leitura das contas de energia são distribuídas ao longo do mês. Assim, em setembro, os consumidores pagarão uma parte do consumo ocorrido antes de 1º de setembro ainda conforme a tarifa antiga e a outra parcela do consumo já com o valor reduzido da bandeira tarifária”, explica o gerente.
Fonte: Agência Minas

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Mineiros já pagam mais caro pela energia da Cemig.

Aneel define reajuste médio das tarifas da Cemig em 16,33%
 Para o consumidor residencial, aumento é de 14,24%
A tarifa de energia elétrica da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi reajustada com índice médio de 16,33% na última segunda-feira. O aumento foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e passa a vigorar a partir dessa terça-feira (08). 
Para o consumidor residencial a mordida é um pouco menor, de 14,24%. Metade dos consumidores da Cemig Distribuição recebeu faturas inferior a R$ 60 ao longo de 2013. Isso significa que essas famílias tiveram uma despesa diária com energia elétrica inferior a R$ 2,00. Com o reajuste tarifário, esse valor aumentará para cerca de R$ 680.
Já os consumidores industriais e o setor de serviços, atendidos em média e alta tensão de energia, o aumento médio foi de 12,41%. Para os consumidores atendidos em baixa tensão o reajuste médio será de 15,78%.
De acordo com o gerente de Tarifas da Cemig, Ronalde Xavier Moreira Júnior, o consumidor somente vai perceber o reajuste total a partir da fatura de maio. “Isso acontece porque as datas de leitura das contas de energia são distribuídas ao longo do mês. Assim, em abril, os consumidores pagarão uma parte do consumo ocorrido antes de 8 de abril ainda conforme a tarifa antiga e a outra parcela do consumo já com o reajuste da tarifa”, explica o gerente.
Cálculo da fatura
Do valor cobrado na fatura, apenas 25,8% ficam na Cemig Distribuição e se destinam a remunerar o investimento, cobrir a depreciação e o custeio da Concessionária. Os demais 74,2% são repassados para cobrir a compra da energia (39,8%), encargos setoriais (4,9%) e encargos de transmissão (3,5%), ICMS (21%) e Pasep/Cofins (5%), que são custos repassados aos governos estadual, federal e outros agentes do setor elétrico.
Segundo Ronalde Xavier, o principal aumento de custos em 2014 foi o gasto com a compra de energia, em função da utilização das usinas termoelétricas desde o ano passado. “O preço da energia dessas usinas é praticamente o dobro das usinas de fonte hidráulica. O aumento dos custos com compra de energia foi de R$ 679 milhões quando comparamos 2014 com 2013. Somente esse componente é responsável por 7,80% do reajuste.”