Mostrando postagens com marcador São Gonçalo do Rio Preto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Gonçalo do Rio Preto. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de setembro de 2019

Vales do Jequitinhonha e Mucuri perdem mais de R$ 1 bilhão e 40 mil empregos com a saída de rochas ornamentais da região.

Granito, mármore, pedra-sabão e quartzito são as rochas mais extraídas na região, quase toda beneficiada por indústrias do Espírito Santo.

Maiores jazidas estão nos municípios de Datas, Diamantina, Itinga, Medina e São Gonçalo do Rio Preto, no Vale do Jequitinhonha, e Franciscópolis, no Vale do Mucuri.




Foto: Gazeta de AraçuaiVale do Jequitinhonha perde bilhões com a saída de granito bruto da região
Carretas transportam granito extraído em Coronel Murta. Pedreiras geram poucos empregos no município.
Nem só de minério de ferro são feitas as montanhas de Minas Gerais. Entre granito, mármore, pedra-sabão, quartzito e vários outros tipos, o Estado é o segundo maior produtor de rochas ornamentais do país.
Das 9 milhões de toneladas extraídas nacionalmente em 2018, Minas produziu 21%, mas ficou com apenas 10% do faturamento das exportações brasileiras. É que, apesar da grande quantidade de jazidas – concentradas na região Norte e nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri, de onde saem os blocos brutos –, o Estado não beneficia a matéria prima.
Essa etapa industrial, que agrega valor, é feita pelo Espírito Santo. O vizinho produz cerca de 60% a mais, mas tem ganhos 555% maiores com a exportação.
Isso acontece porque, embora tenha a maior diversidade de rochas do Brasil, Minas praticamente não tem indústrias. São aproximadamente dez plantas, contra 1.600 no Espírito Santo, que recebe as rochas mineiras em estado bruto, beneficia e exporta.
É o caso do Avocatus, um quartzito esverdeado abundante em São Gonçalo do Rio Preto, na região do Alto Jequitinhonha, onde a capixaba Magban tem uma pedreira. De lá, os blocos são retirados e seguem de caminhão, por cerca de 400 km, até Cachoeiro do Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, onde fica a planta de beneficiamento da empresa.
A Magban transforma esse material bruto em chapas que, a partir do porto de Tubarão, em Vitória, são colocadas em navios com destino a países como Estados Unidos, China, Itália e Emirados Árabes. Os preços das rochas variam de acordo com o tipo do material, mas, segundo estimativas feitas por empresários do setor, entre a forma bruta e o produto acabado, o valor pode subir de 50% a 400%.
Extração de granito gera impactos ambientais que nem sempre são compensados pelas empresas.
Extração de granito gera impactos ambientais que nem sempre são compensados pelas empresas.

“Um bloco bruto de quartzito branco, por exemplo, custa US$ 26,4 mil. Ele é transformado em 56 chapas, somando US$ 60 mil. Tirando o gasto com frete e a parte da industrialização, que inclui serrar, resinar e polir, o valor agregado é de 30% a 50%. Esse é o dinheiro que Minas deixa de ganhar porque, como não tem indústria, manda as rochas para o Espírito Santo”, explica o vice-presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Beneficiamento de Mármores, Granitos e Rochas Ornamentais do Estado de Minas Gerais (Sinrochas-MG), Eduardo Félix.
Já o empresário Evandro Sena, da cidade de Medina, no Médio Jequitinhonha,  calcula que, em média, cada metro quadrado bruto de rocha ornamental custa US$ 30. Depois de beneficiado, o metro quadrado da chapa custa de US$ 100 a US$ 150.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas), o país exportou US$ 992 milhões em 2018. Desse total, US$ 791 milhões (80%) são do Espírito Santo.
Ao todo, Minas exporta US$ 121 milhões, sendo metade de rochas como ardósia, que já saem na forma de chapas, pois o processo industrial é mais simples. Já granito e feldspato, que são pedras mais duras e precisam de teares de diamante para o processamento, foram praticamente todos exportados como matéria prima.
“Considerando os blocos, Minas exportou US$ 60 milhões. Se fossem produtos acabados, poderia exportar US$ 140 milhões”, afirma o geólogo Cid Chiodi, consultor da Abirochas.
Mas o potencial de ganho é ainda maior. “Dos US$ 791 milhões exportados pelo Espírito Santo, US$ 205 milhões são proporcionados por rochas que Minas manda para serem beneficiadas pelas indústrias capixabas.
Se exportasse os produtos acabados e tivesse indústria capaz de beneficiar tudo que o Estado manda para o Espírito Santo, o faturamento (considerando blocos e chapas processadas) praticamente triplicaria, chegando a US$ 345 milhões”, acrescenta Chiodi.
Ou seja, nessa conta, só em blocos que poderiam ser processados aqui, dos US$ 60 milhões para os US$ 345 milhões, são US$ 285 milhões que ficam pelo caminho – aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
Espírito Santo concentra maioria das industrias de beneficiamento. Rochas são exportadas para os Estados Unidos, China, Itália e Emirados Árabes
Espírito Santo concentra maioria das industrias de beneficiamento. Rochas são exportadas para os Estados Unidos, China, Itália e Emirados Árabes

Falta de incentivo gera fuga de indústrias
O Espírito Santo é o maior exportador de rochas ornamentais do Brasil, mas cerca de um terço do que é vendido de lá para outros países sai das jazidas mineiras.
“No geral, 30% das rochas beneficiadas no Espírito Santo são fornecidas por Minas. Se formos considerar só os materiais mais exóticos, sobe para 50%”, explica o presidente do sindicato do setor (Sinrochas-MG), José Balbino.
Se Minas Gerais tem tanta matéria prima, por que não tem indústrias? “Para mim, isso é uma interrogação. Talvez não tenha respostas. Minas é o segundo maior produtor de rochas, é uma economia potente e tem uma infraestrutura logística que muitos Estados invejam. O que falta é estratégia e diálogo entre o poder público e o setor produtivo”, responde o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria das Rochas Ornamentais (Abirochas), Reinaldo Sampaio.
Segundo Balbino, não há uma política pública eficiente por aqui. “Minas perdeu o timing da industrialização do setor. Há 40 anos, o governo perdeu a oportunidade de incentivar as empresas que estavam extraindo. Essa falta de incentivo significou a ida das indústrias para o Espírito Santo e fez com que elas crescessem na parte do beneficiamento. Tudo isso, junto da falta de apoio em relação à agilidade nos licenciamentos ambientais, à falta de incentivos tributários e de linhas de financiamento em Minas, acabou com a possibilidade de crescimento da indústria no Estado”, avalia Balbino.
Segundo o representante do setor, a combinação de falhas também tirou do Norte de Minas, do Vale do Jequitinhonha e Mucuri a chance de diversificar a economia da região. Hoje, só de granito, das 91 cidades que têm lavras registradas na Agência Nacional de Mineração (ANM), 34 ficam nessas regiões.
Fonte: OTEMPO
Comentário do Blog
O setor de beneficiamento de rochas ornamentais do Espírito Santo gera em torno de 135 mil empregos. Considerando que Minas contribui com 30% da matéria prima para o setor, o beneficiamento realizado em Minas e a posterior exportação poderia gerar cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos no Estado.
E toda essa produção estadual poderia contribuir com o desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e norte de Minas, regiões de maior incidência da produção natural desses minerais.

As principais jazidas de rochas ornamentais estão em municípios como Coronel Murta, Datas, Diamantina, Itinga, Medina, Serro e São Gonçalo do Rio Preto, no Vale do Jequitinhonha e Franciscópolis, no Vale do Mucuri.  

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

CEMIG rouba energia do Vale e trava desenvolvimento industrial


Governo diz que o Estado não tem condições financeiras para investir em energia na região. Cemig precisa de 21 bilhões de investimento na área.
Governo diz que o Estado não tem condições financeiras para investir em energia na região. Cemig precisa de 21 bilhões de investimento na área.
Se dependesse só dos empresários que extraem rochas ornamentais nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, as indústrias já existiriam, mas a vontade esbarra na falta de incentivos por parte do governo. Dono de pedreiras no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, Adael Oliveira, proprietário do Grupo Qualitá e da Itinga Mineração, queria abrir uma planta para beneficiar as rochas nessas regiões. Mas, diante das dificuldades, acabou desistindo e levou o empreendimento de US$ 30 milhões para Cariacica, no Espírito Santo. 
“Primeiro, tentei em Itinga. Depois, mudei para Itaobim. Esperei um ano e meio e não consegui garantia de geração de energia”, explica Oliveira. Em Itaobim, a empresa chegou a gastar R$ 500 mil para a terraplenagem de um terreno cedido pelo município e a compra de três máquinas. 
Diante dos obstáculos, o projeto foi abortado. “Vendemos duas máquinas e mandamos outra para a sede da Qualitá no Espírito Santo”, explica o gerente administrativo da Itinga, Airton Novais. Ainda tentaram fazer uma planta em Itinga, porém, não havia energia disponível na região para suprir o projeto. 
Investimento de R$ 400 mil em linhas de transmissão nunca retornou 
O empresário Evandro Sena foi um dos poucos que resolveram investir no beneficiamento de rochas ornamentais em Minas Gerais. No ramo há mais de duas décadas, o proprietário da Gransena inaugurou em Medina, no Vale do Jequitinhonha, uma planta que teve investimento em torno de R$ 25 milhões. “Se eu fosse pela maré, teria instalado no Espírito Santo”, diz ele, que quis ficar por ser da região.
 Para conseguir energia, ele teve que custear parte da linha de transmissão com estação em Pedra Azul, na mesma região. Na parceria com a Cemig, a Gransena pagou R$ 406 mil. A obra, no entanto, não foi concluída, e a unidade acabou tendo que usar o fornecimento que já tinha. “Nem podemos expandir”, reclama. 
Em julho, a Cemig justificou à Gransena que faltava licenciamento ambiental por parte do Instituto Estadual de Florestas. 
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico informou, sobre a energia, que a Cemig necessita de R$ 21 bilhões em investimentos. “Porém, seu maior acionista, o Estado, não tem condições financeiras para tanto”, concluiu.
Fonte: OTEMPO

Comentário do BLOG
A Barragem de Irapé foi construída no Rio Jequitinhonha, entre os municípios de Berilo e Grão Mogol, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, e colocada em funcionamento, em 2006, sendo administrada pela CEMIG.

A diretoria da Cemig poderia ser mais sincera. Quando foi construída a a Usina Hidrelétrica de Irapé a principal e mais potente Linha de Transmissão de energia não foi pelo Vale a dentro. Priorizou os grandes centros industriais, a começar por Mones Claros.
O consórcio construiu uma Linha de Transmissão da Barragem de Irapé até Montes Claros, numa extensão de 150 km, com uma tensão de 345 kV, num investimento de R$ 116,47 milhões. Segundo a própria ANEEL, para a "Integração da usina hidrelétrica de Irapé e de futuras hidrelétricas da região à Rede Básica do Sistema Interligado e transporte de 584 megawatts adicionais para a região nordeste de Minas".
Para o Vale a dentro, construiu uma Linha de Transmissão Irapé – Araçuaí 2, com tensão de 230 kV, bem menor e menos potente. O principal objetivo do empreendimento é escoar a energia produzida pela Usina Hidrelétrica de Irapé, com capacidade instalada de 360 MW, para o sistema elétrico interligado da empresa em Minas Gerais e, especificamente, para o Vale do Jequitinhonha e região Leste do Estado. A linha percorre cerca de 61 quilômetros pelos municípios de Grão Mogol, Berilo, Virgem da Lapa, Coronel Murta e Araçuaí, na região do Médio Jequitinhonha.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Parques ambientais de Minas Gerais oferecem atrativos diversos a todo o público

Cachoeira Sempre Viva, no Parque do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas.

Minas Gerais tem dimensões territoriais que se igualam ao tamanho de alguns países. Tamanha extensão abriga paisagens das mais diversas. Muitas dessas belezas estão localizadas nos parques estaduais. Ao todo, são 39 unidades, sob gestão e manutenção do Instituto Estadual de Florestas (IEF).
Entre relevos e vegetações diversas, molduras de paisagens ímpares, a Agência Minas Gerais elencou três desses parques para dar destaque. 
Parque Lapa Grande, em Montes Claros, norte de Minas.
Parque Lapa Grande, em Montes Claros
O primeiro deles, Parque da Lapa Grande, em Montes Claros, fica no Território Norte do estado. Os principais atrativos são as 62 cavidades registradas na reserva. Essas grutas atraem não só estudiosos da espeleologia, como também turistas procurando um local diferente.
Além do potencial turístico, há também uma função social. O Lapa Grande abriga mananciais responsáveis pelo abastecimento de água de aproximadamente 35% da população da região de Montes Claros, cidade que fica a 12 quilômetros do parque.
De terça a sexta, o parque se dedica a receber visitas agendadas, especialmente de instituições de ensino e ONG’s. A analista ambiental e gerente da unidade, Elisângela Alves Mota Chinelato, destaca o caráter positivo dessa rotina.
“A vantagem dessas visitas agendadas, de cunho educativo, é que, ao estar diante dessas belezas naturais que enchem os olhos, até pessoas que não tinham tanta consciência ambiental passam a ter um carinho maior por esses lugares de preservação”, diz Elisângela.
Parque Estadual do Rio Preto, no Alto Jequitinhonha
Com uma característica diferente, encontra-se o Parque Estadual do Rio Preto, próximo à Diamantina, no Território Alto Jequitinhonha. Com cachoeiras e piscinas naturais que exibem uma água de cor negramente translúcida, daí o nome do lugar, as belezas formam espécie de praia mineira, com areias brancas e águas fartas.
Diferentemente do Lapa Grande, que não tem infraestrutura para acomodação de turistas, no Rio Preto as condições são completas: inclui portaria, estacionamento e restaurante. 
Poço de Areia, no Parque Rio Preto, no Alto Jequitinhonha.
O Centro de Visitantes possui um auditório para 70 pessoas, duas salas de reunião para 30 pessoas cada e uma sala para exposições.
Os 12 alojamentos podem abrigar até 52 pessoas e a área de camping comporta até 25 barracas e possui quiosques, churrasqueiras, lavatório de vasilhames, vestiários e fonte de água potável.
Parque Estadual de Nova Baden,
Parque Estadual de Nova Baden, no Sul de Minas
Na região do Circuito das Águas de Minas Gerais localiza-se o Parque Estadual de Nova Baden, em Lambari, no Território Sul. Diferentemente dos acima citados, os maiores atrativos são mais aventureiros, com muitas trilhas, como a de Sete Quedas, que chega à cachoeira de mesmo nome, a dos Troncos e a dos Palmitos.  A água também é importante elemento da composição de paisagens.
O Parque Estadual do Rio Preto, no Alto Jequitinhonha (Evandro Rodney/Agência Minas)

Serviço:
Parque da Lapa Grande
Endereço: José Corrêa Machado, s/n – 
Bairro Ibituruna, Montes Claros/MG, CEP 3224-7500
Telefone: (38) 32247550
Parque do Rio Preto
Endereço: Estrada vicinal que liga o município de São Gonçalo do Rio Preto à comunidade de Santo Antônio. Km 15 – São Gonçalo do Rio Preto/MG – CEP 39.185-000
Os alojamentos e a área de camping devem ser reservados com antecedência junto à administração do parque.
Visitação: de terça a domingo, das 7h às 17h
Telefone: (38) 99765621
Parque Nova Baden, em Lambari
Horário de funcionamento: das 08h às 17h (terça a domingo e feriados)
Telefone: (35) 3271-1338
Como chegar:
Saindo de Belo Horizonte, seguir pela BR 381 (Rodovia Fernão Dias) no sentido São Paulo até o trevo para Cambuquira. A partir daí, prosseguir pela MG 267 até o município Lambari.
Fonte: Agência Minas

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Nascente do Rio Araçuaí vira Reserva do Patrimônio Natural

Fazenda Raiz em São Gonçalo do Rio Preto
e Couto Magalhães de Minas é transformada
em RPPN.


Nova Unidade de Conservação é de propriedade do 
ambientalista Paulo Ribeiro de Montes Claros. 
 O Instituto Estadual de Florestas (IEF) autorizou a criação da RPPN
Raiz, localizada no Bioma Cerrado, de propriedade de Paulo Ribeiro, situada 
na divisa entre os municípios de Couto de Magalhães de Minas e São Gonçalo 
do Rio Preto, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas.

A área possui cobertura vegetal bem conservada com um mosaico de diferentes 
ambientes naturais e notável valor paisagístico. Apresenta fitofisionomia de campos 
rupestres, com uma área de 452,9768 hectares. Além disso, a área faz divisa 
com o Parque Estadual do Rio Preto em sua porção sul, propiciando a formação 
de corredor ecológico. 
Possui diversas nascentes de córregos, cascatas, piscinas naturais além de 
outros atrativos capazes de estimular o uso público e educacional.
Para o Instituto Estadual de Florestas, a fazenda da Raiz atendeu todos os 
requisitos para ser transformar uma área em RPPN. 
"Somos pelo deferimento da área proposta como RPPN por sua 
representatividade, com grande potencial de formação de corredor ecológico 
com o Parque Estadual do Rio Preto além de proteger elementos da 
fauna e flora silvestres em caráter de perpetuidade", justificou o IEF .

O que é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN
A Reserva Particular do Patrimônio Natural é uma categoria de Unidade de 
Conservação particular criada em área privada, por ato voluntário do 
proprietário, em caráter perpétuo, instituída pelo poder público. 
Como depende da vontade do proprietário, é ele quem define o tamanho 
da área a ser instituída como RPPN.
Paulo Ribeiro recebeu o título de Reconhecimento de Reserva Particular de 
Patrimônio Natural.
Fonte: Luiz Carlos Gusmão, de Montes Claros, emcimadanoticia.com.br


Comentário do Blog:
Unidade de Conservação protege as nascentes do 
rio Araçuaí
Paulo Ribeiro, presidente da Fundação Darci Ribeiro e Secretário Municipal do Meio 
Ambiente de Montes Claros, teve uma atitude louvável ao tornar em Reserva Particular
de Patrimônio Natural, parte da Fazenda da Raiz, em uma área de 452,97 hectares,
cerca de 45% da área da propriedade. 

Na área, estão localizadas várias nascentes que dão origem ao Rio Araçuaí, entre
São Gonçalo do Rio Preto e Couto Magalhães de Minas.

Ao adquirir a propriedade, quase uma década atrás, Paulinho Ribeiro, como é 
conhecido, disse que iria ser um produtor de água. Compraria terras somente para 
preservar o líquido precioso. 

Podiam chamá-lo de louco - e alguns chamaram -, mas ele não mexeria no 
ecossistema das propriedades.
Área: 
16.280 km² - 24,76% do território da bacia do Rio Jequitinhonha

Número de Municípios:
23 (21 municípios com sede na bacia)

Municípios:
Angelândia, Araçuaí, Aricanduva, Berilo, Capelinha, Carbonita, Chapada do Norte, 
Felício dos Santos, Francisco Badaró, Itamarandiba, Jenipapo de Minas, 
José Gonçalves de Minas, Leme do Prado, Malacacheta, Minas Novas, 
Novo Cruzeiro, Rio Vermelho, São Gonçalo do Rio Preto, Senador Modestino 
Gonçalves, Setubinha, Turmalina, Veredinha, Virgem da Lapa.

População total (IBGE, 2010): 288.556 mil habitantes
  • Urbana = 153.871 mil      Rural = 134.685 mil
  • Densidade populacional: 18,5 hab./km² 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Parque Florestal em São Gonçalo do Rio Preto completa 23 anos.

Parque Estadual do Rio Preto completa 23 anos, nesta quinta-feira.


Parque nasceu com o objetivo de proteger a nascente do rio Preto (Foto: Evandro Rodney)
O Parque Estadual do Rio Preto completa 23 anos nesta quinta-feira, 01.06.17, como um exemplo de interação entre a sociedade e a natureza. A unidade de conservação foi criada em 1994, após a movimentação da comunidade de São Gonçalo do Rio Preto, município onde está localizado. Na época, a demanda da comunidade era proteger o Rio Preto, um dos mais importantes afluentes do Rio Araçuaí, por sua vez afluente do Rio Jequitinhonha.
São Gonçalo do Rio Preto está localizado próximo de Diamantina e suas terras estão inseridas no complexo da Serra do Espinhaço. O Parque tem uma área de cerca de 12 mil hectares e abriga diversas nascentes, dentre as quais se destaca a do rio Preto.
Os recursos hídricos foram o que motivaram os moradores de São Gonçalo do Rio Preto a se mobilizar e conseguir, em 1991, que o rio Preto fosse declarado Rio de Preservação Permanente. Essa ação gerou a necessidade de proteger sua nascente, o que provocou a criação do Parque, em 1994.
“Esse tipo de interação entre a sociedade e a natureza é bem representativa daquilo que defendemos nas unidades de conservação estaduais de Minas”, afirma o diretor geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), João Paulo Sarmento. O IEF é o órgão que administra as quase 100 unidades de conservação que existem em Minas Gerais. “Estamos estimulando as pessoas para que cada vez mais entendam esses espaços como públicos e os ocupem adequadamente”, destaca.
História
Além dos aspectos naturais, o Parque Estadual do Rio Preto tem vestígios importantes da história mineira. O Parque Estadual do Rio Preto foi o primeiro a receber o marco de referência da Estrada Real, que vai de Parati (RJ) até Diamantina. A história da unidade de conservação está ligada às lendas e mitos dessa antiga área de mineração. Na área, segundo relatos, se escondiam escravos fugidos que conheciam bem suas matas e serras.
Para comemorar o aniversário do Parque, no dia 10 de junho, uma série de atividades acontecerá na Praça XV de Agosto, em São Gonçalo do Rio Preto. A partir das 7 horas, as pessoas poderão participar de roteiros de caminhada, corrida e ciclismo.
O Parque Estadual do Rio Preto está localizado a 70 quilômetros de Diamantina. Partindo de Belo Horizonte, deve-se seguir a BR 040 no sentido Brasília e acessar a BR 259 até Curvelo. Daí, seguir pela BR 367, sentido Diamantina. Após a cidade de Couto Magalhães, entrar na MG 214 até São Gonçalo do Rio Preto. De São Gonçalo até a portaria do Parque são 14 Km de estrada de terra batida e bem sinalizada.
Fonte: Agência Minas.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Governo de Minas abre Edital para Serviços de Proteção Especial

Há vagas em Diamantina, São Gonçalo do Rio Preto, Novo Cruzeiro e Almenara.
Estão abertas as inscrições para Processo Seletivo Público Simplificado que poderá compor as equipes dos Centros de Referência Especializadas da Assistência Social (Creas) Regionais e do Serviço Estadual de Família Acolhedora, a serem implantados até 2017 no Estado de Minas Gerais.
Cartilha Regionalizacao
Cartilha Regionalizacao

A criação desses equipamentos públicos foi definida pelo Plano de Regionalização da Proteção Social Especial em Minas Gerais, pactuado pela Comissão Intergestores Bipatirte (CIB) e deliberado pelo Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas), além de acordado com o Ministério Público MG.
O processo seletivo prevê a possibilidade de contratação de profissionais de nível superior (como assistentes sociais, psicólogos e advogados) e de nível médio/técnico (como técnico em informática e auxiliar administrativo).
No Vale do Jequitinhonha, há vagas para Diamantina, São Gonçalo do Ri Preto, Almenara e Novo Cruzeiro.
O edital, que também traz vagas para outras áreas, está disponível para consulta no endereço eletrônico do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC)www.ibfc.org.br
As inscrições serão realizadas pela internet e estarão abertas até às23h59 de 20/06/2016, sendo  21/06/2016 o último dia para o pagamento do boleto bancário, observado o horário de Brasília (DF). 
As provas serão realizadas no dia 03 de julho de 2016 e aplicadas em diversos municípios de Minas Gerais, conforme o Anexo I do Edital. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Globo Repórter viaja pela Estrada Real e descobre os encantos de Diamantina e São Gonçalo do Rio Preto


A equipe de reportagem visitou a casa 

de Chica da Silva, a ex-escrava que 

conquistou o homem mais poderoso 

do Brasil Colonial

"Quem são os homens que ainda trabalham peneirando pedras em busca da fortuna? Peixes nadam em águas cristalinas. Onça, tamanduá, tatu, lobo guará. E um parque inteirinho só pra eles. Nossos repórteres caminham quilômetros na mata e encontram surpreendentes plantas medicinais", diz a reportagem.
Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.