Milhares de pessoas se concentraram na praça dos Andrades durante a festa.
Pelo menos 300 cavaleiros participaram na tarde de sábado (22) da
tradicional Cavalgada da Amizade, em Ponto dos Volantes, no Vale do
Jequitinhonha (MG).
A concentração começou por voltas das 14h, na Praça da Matriz, e reuniu
centenas de pessoas de todos os cantos do município e de cidades
vizinhas.
O evento foi aberto com uma missa celebrada pelo Frei Natalino e, em
seguida, uma grande comitiva partiu de Ponto dos Volantes em direção à
comunidade de Santa Terezinha, retornando para a Praça dos Andrades.
Cavalgada reuniu centenas de cavaleiros e amazonas.
Na comunidade de Santa Terezinha, o prefeito Leandro Santana, o vice
Santim das Lajes, e vereadores entregaram à associação comunitária um
kit para cercamento de nascentes, que evidencia a preocupação do Governo
“Cuidando da Nossa Gente” com o aumento da capacidade de reserva de
água para os produtores rurais e a revitalização da bacia do Córrego São
João.
Prefeito Leandro Santana (ao centro), vereadores e cavaleiros (Foto: Divulgação)
Durante a noite, o evento contou com um espaço temático, denominado
“Tenda da Amizade”, que serviu comidas típicas como: paçoca de carne, pé
de moleque, beiju, queijo, rapadura e cachaça artesanal a todos os
visitantes. Quem passou pelo local, viajou na história com uma
retrospectiva das cavalgadas passadas.
A noite também foi animada com shows dos artistas locais e da banda
Forró Boys, que atraiu cerca de 7 mil pessoas. A apresentação foi bem
animada e, após o encerramento, a festa continuou por conta do púbico
que estendeu o evento até o sol raiar.
O evento foi realizado pela Prefeitura Municipal de Ponto dos Volantes.
O prefeito Leandro Santana destacou a importância da Cavalgada da
Amizade, que promove a união e a integração de toda a população do
município. “Fizemos
um grande evento, valorizando as nossas raízes e celebrando a amizade.
Os Tropeiros e Trabalhadores rurais, em um município como o nosso, com
1.215 quilômetros quadrados, onde mais de 70% da nossa população está na
zona rural, têm muitos desafios e por isso é extremamente importante
nos mantermos unidos.”
Entrega de kit para proteção de nascentes na comunidade Santa Terezinha (Foto: Divulgação)
Evento reuniu mais de sete mil pessoas. segundo a organização (Foto: Divulgação)
Shows movimentaram a praça dos Andrades. Fonte: Gazeta de Araçuaí/Aconteceu no Vale
Responsável pelo atendimento à imprensa em Teófilo
Otoni, disse que estava com a cabeça muito quente e não atendeu mais a
reportagem.Caso repercute nas redes sociais.
Foto: redes sociais
O cavalo foi alvejado em uma das patas e região lombar
A Polícia Militar evitou divulgar o caso de um policial que atirou
em um cavalo após uma cavalgada, em Coronel Murta, região do Vale do
Jequitinhonha (MG). Uma discussão com o dono do animal, teria motivado
os disparos feitos por um sargento lotado no destacamento da cidade.
A situação ocorreu no final da tarde deste domingo (23), nas proximidades de um posto de combustíveis na entrada da cidade.
Caso provocou revolta de internautas nas redes sociais.
Um vídeo que circula nas redes sociais, está causando comoção,
revolta e indignação dos internautas. Nele, é possível ver diversas
pessoas acariciando o animal, que apresentava sangramento em uma das
pernas e o lombo. “ É um animal dócil. Não merecia isso”, comentaram.
Até a manhã desta segunda-feira (24) quase 13 mil pessoas já haviam
visualizado o vídeo. A maioria dos comentários defende o afastamento e
punição do policial. " Os tiros foram disparados nas proximidades de um
posto de combustíveis na entrada da cidade. Após o fato, o dono do
animal seguiu para o local onde era realizada a festa, e denunciou a
ocorrência no palco central.
A PM tentou evitar a divulgação da notícia. “ Como se trata de uma
notícia negativa, envolvendo autoridade, precisamos de autorização do
Comandante da Unidade, ou do Comando da 15ª Companhia Militar com sede
em Teófilo Otoni para divulgar.”, disse o Sargento Ernani Martins,
responsável pelo atendimento à imprensa em Araçuai, para onde a
ocorrência foi enviada.
Durante toda a manhã desta segunda-feira (24), a reportagem tentou
obter sem sucesso as informações. Após prometer divulgar o fato, o Major
Rodrigues, lotado no setor de Comunicação da 15ª PM de Teófilo Otoni,
evitou a reportagem, desligando o telefone por várias vezes. " Estou
com a cabeça muito quente", argumentou o policial.
Segundo testemunhas, após ser alvejado, o cavalo permaneceu no local,
e depois retirado pelo proprietário que seria morador em Araçuai ,
cidade a 47 km de Coronel Murta. Ele não foi localizado porque a PM não
informou nem o nome nem endereço dele. O homem participava da cavalgada.
Testemunhas que presenciaram o fato, disseram não entender porque o
animal foi alvejado. "Ele não tinha nada a ver, é um bicho pagão. Foi
muita covardia. O policial deve ser punido por esta crueldade”, defendem
os moradores.
As informações apuradas pela reportagem dão conta que a PM havia
recebido denúncia que o cavaleiro estava empinando o animal e fazendo
manobras, expondo a riscos a integridade física das pessoas que
participavam do evento, no centro da cidade.
Uma guarnição compareceu ao local e advertiu o cavaleiro que, segundo
testemunhas, desobedeceu as ordens da PM. Ele deixou o local e foi para
um posto de combustíveis no trevo de entrada da cidade, e lá, estaria
repetindo as manobras.
A polícia foi até ao posto e lá ocorreu um desentendimento entre o dono
do cavalo e os policiais. Foi neste momento que o sargento disparou
dois tiros contra o cavalo.
.
A assessoria de Comunicação da 15ª Companhia Militar baseada em Teófilo
Otoni, não informou que providências serão tomadas para apurar os
fatos .
O caso foi comunicado pela reportagem, ao Comando Geral da Polícia
Militar em Belo Horizonte e à diretoria de Comunicação da PM que
prometeu se pronunciar ainda nesta segunda-feira (24).
O 34º FESTIVALE - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha começa neste domingo, em Felício dos Santos, no Alto Jequitinhonha, a 72 km de Diamantina.
Serão 7 dias de festas, esperança, reflexão, formação e curtição das principais manifestações de cultura popular do Vale do Jequitinhonha.
Haverá de tudo um pouco. Shows musicais, poéticos, teatrais, de video. Exposição de artesanato, artes plásticas, fotos. Debates, reflexões, manifestações políticas "Nenhum direito a menos!", propostas de novas comunicações no Vale, revisão das caminhadas do FESTIVALE, análise de conjuntura na visão dos movimentos populares, novos desafios, ações ....
São 14 Oficinas que têm início nesta segunda-feira, indo até sexta-feira. No sábado, pela manhã, nas ruas de Felício dos Santos, haverá a apresentação dos trabalhos produzidos pelos membros das Oficinas. Confira a Programação do 34º FESTIVALE:
O FESTIVALE é um dos maiores eventos culturais do Brasil e da América Latina. É o mais longevo, acontecendo desde 1980, sempre em uma cidade da bacia do rio Jequitinhonha. É um momento de muita confraternização de artistas, grupos. agentes e gestores culturais do Vale do Jequitinhonha, no norte e nordeste de Minas, empoderando os movimentos de culturas populares. É festa, alegria e reflexão sobre a criatividade humana. Durante toda a última semana de julho, os participantes se envolvem em Oficinas, mostra, exposição de artesanato, fotografias, artes plásticas, cine-video, livros, teatro e outras manifestações artísticas e culturais.
Em 2015, o FESTIVALE aconteceu no Salto da Divisa, quase no sul da Bahia. Em 2016, em Jequitinhonha, no mês de outubro. Há shows musicais de representantes de músicas de raiz, debates, Noite Literária e Festival de Música.
Artistas como Paulinho Pedraazul, Rubinho do Vale, Saulo Laranjeiras, Pereira da Viola, Tau Brasil, Lucinho Cruz, Tizumba, Tambolelê, Titane, Bilora, Chico Lobo, Wilson Dias e tantos outros são presenças garantidas em muitos FESTIVALES.
Nilson Freire é cantor e compositor de Salinas, radicado em Brasília.
O músico, cantor e compositor de Salinas, Nilson Freire, gravou um xote que pode vir a ser um novo hino do Vale do Jequitinhonha: Valores do Vale (Jequitinhonha). Assim como tem sido a música Jequitivale, do Mark Gladson, cantor e compositor de Minas Novas, falecido há mais de 10 anos, o belo xote também pode pegar.
A música virou uma mania entre os mais de 300 jovens que participam das 13 Oficinas do 34º FESTIVALE que se realiza na cidade de Felício dos Santos, a partir deste domingo, 23.07 até 29 de julho, no sábado.
Assim como a música Jequitivale que fala do apelo sentimental da Festa do Rosário dos Homens Pretos de Minas Novas, desaguando num declaração de amor pelo Vale do Jequitinhonha, a música-xote destaca valores de Salinas, do norte e nordeste de Minas e cria um refrão que já está na boca do povo.
"Eu sou do vale do Jequitinhonha
Sou nordestino do norte mineiro
Sou cantador que toda noite sonha
Com esse cantinho de chão brasileiro
Tanta beleza o meu vale tem
Tanta riqueza posso até contar
Numa cantiga que convém
Alguns valores que tem por lá". A música é belíssima, recheada de referências artísticas ligadas à música e à poesia de Salinas e de todo o Vale do Jequitinhonha. O cantador se assume como "nordestino do norte mineiro".
Faz referências aos artistas salinenses Cuca Moon; aos violeiros Gesão do Vale, Gilson, Kinka, Marcão e Marães; ao sanfoneiro Doro Brasamundo; aos poetas Narciso Durães e Argeu Guimarães, ao violeiro João Erik, e ao Derony Alves, nome de batismo do Palhaço Frajola.
Lembra também de artistas que se identificaram com a cultura do Vale e foram adotados como nativos, como Pereira da Viola, de São Julião, em Teófilo Otoni, no Mucuri; Saldanha Rolim, nordestino, morador de Diamantina; e Titane, de Oliveira/BH. Relembra Téo Azevedo, de Bocaiúva, e Zé Côco do Riachão, de Brasília de Minas/Montes Claros.
Registra nomes de artistas presentes nos Festivais da Canção do Festivale, na década de 80: Arnô (Arnaldo Maciel, de Minas Novas), Chico Rei, de Itaobim, e Dadi do Norte, de Araçuaí. Erinatal Ferreira, violeiro de Coronel Murta, acredita que Dadi pode ser referência a Dadi de Carlito, violeiro famoso de Itaporé.
Destaca a poesia de Gonzaga Medeiros; do bem-ti-vi, ave cantadeira de Paulinho PedraAzul; de Rubinho do Vale; do humor de Saulo Laranjeiras; do clássico romântico Nós Dois, de Tadeu Franco; dos corais Lavadeiras de Almenara, Meninos de Araçuaí e Trovadores do Vale. Os trovadores - muitos - entoam a música de Melão e Leri Faria, Jequitinhonha, gravada por Paulinho Pedra Azul. "Jequitinhonha, braço de mar/leva este canto/pra navegar/ traz do garimpo/pedra que brilha/mais que a luz do luar...". Quem não se lembra?
Com o "coração descompassado", procura refúgio no Curralzim do Boi, bar de resistência da cultura regional, no bairro Major Prates, em Montes Claros, de propriedade do Pedro Boi, cantor e compositor popular norte-mineiro, de Ibiracatu, autor de Lenda do Arco-Íris, Mariana e outros sucessos regionais. E arremata: "Ê Minas, Salinas, Jequitinhonha!" Vem pro Festivale, Nilson Freire! Aqui, você cantará com muita gente, emocionada, fazendo o coro: "Eu sou do Vale do Jequitinhonha, sou nordestino do Gerais mineiro!"
Nilson Freire é forrozeiro e dos bons. Faz muito sucesso no centro-oeste e em Brasília, onde vive, rodeado por nordestinos. Tem muitas gravações: mais de 300 músicas, 10 CDs e 02 DVDs.
Fez sucesso com a música Prenda minha, na voz de Frank Aguiar; Último trem/Chorar pra que, gravada por Tom Cléber; O beijo que me deu, por Márcia Ferreira, e a A Coisa da Coisinha, interpretada pela Banda Caviar com Rapadura. Curta a letra e a melodia da música Valores do Vale:
Valores do Vale (Jequitinhonha) Nilson Freire Eu sou do Vale do Jequitinhonha Sou nordestino do norte mineiro Sou cantador que toda noite sonha Com esse cantinho de chão brasileiro Cuca, Gesão e Rubinho do Vale Marcão, Marães, Pereira da Viola E pra fazer o povo xodozar La vem o Doro que anda mundo afora Pra recitar versos e poesia Narciso, Argeu e Gonzaga Medeiros João Érik canta na barra do dia Gilson e Kinka são dois violeiros Eu sou do Vale do Jequitinhonha Sou nordestino do norte mineiro Sou cantador que toda noite sonha Com esse cantinho de chão brasileiro O rádio toca Paulinho Pedra Azul Seu bem ti vi e ave cantadeira E pra fazer o povo se alegrar A tv mostra Saulo Laranjeira Família Marques, Saldanha Rolim Téo e Tião e Zé Coco são cantadores Titane, Arnô, Chico rei e Dadi E Derony são todos trovadores Eu sou do vale do Jequitinhonha Sou nordestino do norte mineiro Sou cantador que toda noite sonha Com esse cantinho de chão brasileiro Tanta beleza o meu vale tem Tanta riqueza posso ate contar Numa cantiga que convém Alguns valores que tem por lá As lavadeiras cantam suas vidas Com os meninos de Araçuaí E os trovadores do vale entoam Uma canção de Melão e Lery E o Tadeu Franco canta pra nós dois Uma bela música de amor Meu coração descompassado fica Pro Curralzim do Pedro boi eu vou Eu sou do vale do Jequitinhonha Ê minas, Salinas, Jequitinhonha!
A Coordenação do 34º FESTIVALE - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha que acontece entre os dias 23 e 29 de julho, na cidade de Felício dos Santos, a 74 km de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, divulgou a pré-seleção das 20 músicas que participarão do Festival da Canção Zé de Pedro, nos dias 27 e 28 de julho.
A Noite Literária que acontecerá na quarta-feira, dia 26 de julho, também já tem as 10 poesias selecionadas.
Festival da Canção Zé de Pedro
O Festival da Canção do FESTIVALE já revelou artistas hoje renomados como Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale, Tadeu Franco, Carlos Farias, Pedro Morais, Dani Morais e Dea Trancoso.
Neste ano, um músico e compositor bem conhecido da música de raiz está concorrendo no festival de música do 34º FESTIVALE. É o violeiro e contador de causos, o paulista Miltinho Edilberto, morador da cidade Extrema, no sul de Minas, autor da Venda do Seu Lidirico e outros sucessos da cultura popular. Ele classificou duas músicas.
Das 20 músicas selecionadas, 8 são de artistas do Vale do Jequitinhonha, de apenas 6 cidades: Diamantina (Nino Aras classificou duas músicas), Felício dos Santos, Jequitinhonha, Medina, Minas Novas (com 2 músicas selecionadas) e São Gonçalo do Rio Preto.
De outras cidades, Montes Claros teve destaque com 3 músicas selecionadas. A Bahia classificou 3 músicas de cantores de Vitória da Conquista, de Ilhéus e do campeão do FESTUR - Festival da Canção de Turmalina, Laécio Beethoven, de Salvador. De Belo Horizonte, Dalmir Lott classificou duas músicas; Governador Valadares e Goiânia tem um representante cada.
MÚSICAS SELECIONADAS
34º FESTIVALE – Felício dos Santos
Dia 27 de julho de 2017 – Quinta-Feira
Canção/ Artista/ Cidade
1 - Acordando um herói - Walter Lages - Vitória da Conquista-BA
2 - Aqui é o meu lugar - Cássio Reny e Luciano Pacco - Montes Claros-MG
3 - Canção da Solidão - Maior Saulo Fagundes - Goiânia-GO
4 - Descanso - Nino Aras - Diamantina - MG
5 - Filhos da Terra de Zumbi - Paulo Henrique Borges - Minas Novas-MG
6 - Flor do vale - Ronaldo Tobias dos Santos - Montes Claros - MG
7 - Flores do Vale - Jocó do Vale - São Gonçalo do Rio Preto-MG
Serão realizadas as duas eliminatórias com dez canções cada, classificando-se as 5 melhores, em cada dia, assim entendidas as que alcançarem a maior pontuação geral.
A fase final acontece na noite de 29 de julho de 2017, no sábado.
Dentre as dez canções escolhidas para a final, serão distribuídos os seguintes prêmios: 1º lugar - R$ 4 mil e troféu; 2° lugar - R$ 3 mil e troféu, e 3° lugar - R$ 2 mil e troféu.
Não haverá prêmio para o Melhor Intérprete.
A melhor canção regional, assim entendida a composição de autoria de concorrente nascido ou residente no Vale do Jequitinhonha, receberá um prêmio especial de R$1,5 mil.
Na Noite Literária a poesia rola solta
As quarta-feiras do FESTIVALE sempre foram reservadas para os poetas do Vale. Ali se encontram os poetas bem conhecidos como Gonzaga Medeiros, Cláudio Bento, Luiz Carlos Prates, Narciso Durães, Celso Freire, Zé Miranda, assim como as revelações como Giselda Gil, de Minas Novas, vencedora da peleja, em 2016.
Na próxima quarta, então, 26 de julho, acontece a Noite Literária Victor Alves do 34º FESTIVALE.
A FECAJE divulgou as 10 poesias selecionados com concorrentes já bem conhecidos do mundo cultural-poético do Vale como Cláudio Bento, Ângela Freire e Jô Pinto.
1 – Michel, O operário
César Prates Macedo
Carbonita-MG
2 – Olhos do Jequi
Regina Aparecida Farias Ferreira
Itinga-MG
3 – História do Festivale
Flávio Pereira da Silva
Jequitinhonha-MG
4 – Pão e Reza
Edelvan Alves da Silva
Capelinha-MG
5 – A Santa do Povo
José Claudionor dos Santos Pinto
Itinga-MG
6 – Notícia da Infância dos Pássaros
Luiz Cláudio Bento Rodrigues
Jequitinhonha-MG
7 – Surpreso preso
Edson de Freitas Magalhães
Rio de Janeiro
8 – Presença intrusa
Juliana Cordeiro de Oliveira Silva
Feira de Santana – Bahia
9 – Ventos
Ângela Gomes Freire
Araçuaí-MG
10 – Selva da Gente
Alexandre Manoel Fonseca
Coração de Jesus - MG
Cada autor, de acordo edital, tem direito a alimentação e hospedagem, juntamente com seu intérprete.
O antes e o depois da área degradada e, agora, recuperada em Araçuaí (Divulgação/Emater-MG)
Uma propriedade de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, está se tornando exemplo de produção sustentável na região. A preocupação ambiental do produtor Selino Freire, da Fazenda Calhauzinho, foi fundamental para que uma área degradada de quase quatro hectares se transformasse em modelo de preservação. O resultado já obtido pelo agricultor chamou tanta atenção que a fazenda foi selecionada por um projeto internacional de incentivo à melhoria de práticas de uso da terra e manejo florestal.
Tudo começou quando produtor Selino Freire resolveu investir na recuperação de uma área que estava com solo descoberto de vegetação e afloração de cascalho. Para piorar, também já apresentava pontos de erosão causados por enxurradas.
“Era uma área de pastagem. Já estavam surgindo pequenas voçorocas por causa da falta de cobertura vegetal”, explica o produtor, que mora na fazenda que pertence à família.
A solução encontrada foi o cercamento da área a ser recuperada. Também foram construídas bacias de captação de água de chuva e curvas de nível.
“O próprio agricultor decidiu realizar algumas ações de recuperação da área, mantendo as espécies nativas lá existentes, como aroeira, carne de vaca, saca trapo e canelão. Junto foram plantadas várias árvores frutíferas”, explica o técnico da Emater-MG em Araçuaí, Paulo Edson.
Além do plantio de pés de goiaba, laranja, acerola, jambo, pitanga, urucum, manga e outras frutas, o produtor cultivou milho e o feijão irrigados, entre as fileiras das árvores. Para isso, foi instalado um sistema simples de irrigação por microaspersão.
O que se vê, três anos depois do início dos trabalhos, é uma área totalmente coberta de vegetação e com o solo rico em matéria orgânica. Até a fauna do local mudou, com o aparecimento pássaros e macacos, conhecidos na região como ‘soinhos’. “Hoje, 80% da área é com frutas. Está bem arborizada”, comemora Selino.
Na Fazenda Calhauzinho, a principal atividade é a pecuária leiteira. São aproximadamente 25 matrizes que utilizam o sistema de pastejo rotacionado. A produção anual é de aproximadamente 18 mil litros. Outra trabalho desenvolvido por Selino é a produção de cachaça, vendida na região. São cerca de 14 mil litros por ano. E, para isso, ele conta com um canavial onde usa apenas adubo orgânico.
Projeto internacional
Em 2016, o produtor Senilo Freire e os técnicos da Emater-MG cadastraram a propriedade em uma chamada pública do Projeto Rural Sustentável. O projeto tem o objetivo de incentivar práticas de uso da terra e manejo florestal pelos produtores nos biomas da Amazônia e da Mata Atlântica.
“Fizemos uma visita à propriedade para constatação das intervenções de recuperação da área degradada. Neste caso, o cadastro foi feito para que a propriedade sirva de apoio à utilização de tecnologia de área degradada. Após o envio de relato dos trabalho desenvolvidos, fotos e documentos, o projeto foi aprovado, com a Emater-MG sendo a responsável técnica”, explica Paulo Edson.
A ideia do projeto é promover o desenvolvimento sustentável, reduzir a pobreza, incentivar a conservação da biodiversidade e a proteção do clima. Os recursos do Rural Sustentável são doados pelo governo do Reino Unido, para execução pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e tem como beneficiário o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A Fazenda Calhauzinho foi contemplada com R$ 20 mil do Rural Sustentável. Os recursos serão utilizados para novas ações de conservação. “Já separei uma nova área degradada para também fazer a recuperação. Fizemos curva de nível e três barraginhas para captação de água da chuva. Tiramos os animais da área, vamos cercar e arborizar. A intenção é também plantar frutíferas com irrigação”, explica o produtor.
Outra ação que será desenvolvida na fazenda é a utilização do local para a promoção de três dias de campo, em conjunto com os coordenadores do projeto. Desta forma, outros produtores da região poderão conhecer as tecnologias utilizada e adotá-las em outras propriedades.
A partir de sábado (15/07/2017), as passagens dos ônibus intermunicipais estão em média 9,31% mais baratas em todo o estado. O benefício foi instituído pela Lei Estadual 22.549 e pelos Decretos 74.210 e 74.218 que concederam a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) referente a prestação de serviço de transporte rodoviário de passageiros, vinculando o repasse à redução do valor das tarifas. A medida consta da resoluções Setop 11 e 12/2017.
Esta é a segunda redução no valor da tarifa do transporte coletivo intermunicipal de passageiros nos últimos doze meses. No mês de outubro de 2016, o Governo de Minas Gerais sancionou a Lei 22.288/2016 que extinguiu a Taxa de Gerenciamento Operacional (TGO) proporcionando uma redução de cerca de 5% no valor das passagens dos ônibus intermunicipais.
A redução no valor da tarifa vai beneficiar a uma média de 4,9 milhões de passageiros que mensalmente realizam viagens entre os municípios mineiros.
Os ônibus com características urbanas, como aqueles que circulam nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte e do Vale Aço, cujas concessões são também gerenciadas pela Setop, já possuem isenção de ICMS e não serão abarcados pela nova medida.
As exceções, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ficam por conta dos ônibus com características rodoviárias, como os que realizam viagens para o aeroporto de Confins e Instituto Inhotim, em Brumadinho, que também terão descontos no preço das passagens a partir deste sábado (15/07). O percentual aplicado será de 8,94%.
Com a desoneração do ICMS e consequente redução do valor da passagem, a maior tarifa, de Uberlândia a Juiz de Fora, passará de R$ 274,95 para R$ 249,40. Já a passagem de Sete Lagoas para Belo Horizonte, em ônibus rodoviário convencional, passará de R$24,70 para R$22,45.
As taxas de embarque e percentuais referentes aos pedágios permanecem inalterados e não são definidos pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop).