terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Filho reencontra o pai em Coronel Murta após 25 anos de procura

Após 25 anos de procura, o músico Carlos Adenilson Andrade de Sousa, de 27 anos, residente em Montes Claros, na região Norte de Minas, não imaginava que iria encontrar o pai, Jurandir Marcelino de Sousa, de 47 anos, através de uma receita de óculos emitida por um oftalmologista em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha, onde o pai reside há 10 anos.

“Um amigo que trabalha em uma ótica em Montes Claros viu a receita. Ele sabia que eu procurava por meu pai e ao ver o sobrenome, decidimos investigar mais. Cruzamos os dados e acabei descobrindo o paradeiro dele”, relembra o músico emocionado, ao se encontrar com o pai, há cerca de uma semana em Coronel Murta.
“Ninguém sabia o paradeiro dele, mas eu nunca perdi a esperança de encontra-lo. Procurei em sites de desaparecidos e sempre buscava informações”, conta o jovem, que tinha 2 anos, quando o pai se separou da mãe, em Montes Claros.
Filho reencontra o pai em Coronel Murta – Foto: Gazeta de Araçuaí

O pai conta que após a separação, “caiu no mundo” e ficou todo esse tempo sem dar noticias para a família. “Creio até que eles pensaram que eu tinha morrido. Morei em Paracatu, Noroeste do estado, e finalmente em Josenópolis, onde conheci minha atual mulher”, lembra o pedreiro e agricultor Jurandir Marcelino, hoje casado com dona Lourdes Ferreira, também de 47 anos, com quem tem dois filhos, de 8 e 3 anos, uma enteada de 19 e um neto de 1 ano e 3 meses.
Residente em uma rua do Bairro Palmeiras, em Coronel Murta, poucos sabiam da história emocionante do pedreiro, que nasceu na zona rural de Coração de Jesus, a 100 km de Montes Claros, e onde ainda reside a primeira mulher, mãe de Carlos Adenilson.
O caso veio à tona às vésperas do Natal do ano passado, depois que o chefe do escritório local da Emater em Coronel Murta, Ricardo Froés, amigo do pedreiro, tomou conhecimento da história em uma sapataria em Montes Claros, cidade que o pai dele é vice-prefeito. “O dono da sapataria ao saber que eu morava em Coronel Murta, perguntou se eu conhecia o Jurandir e falou que o filho dele o procurava há 25 anos. Acabei fazendo a ligação entre pai e filho”, disse Fróes.
“Eu já sabia desde agosto que ele estava vivo e morando em Coronel Murta e chegamos até a ter um encontro tímido em Montes Claros”, disse o músico.
“Eu nunca perdi a esperança de reencontrar o meu primeiro filho, porém, minhas condições financeiras não permitiam que eu o procurasse.”, afirma o pedreiro, que atualmente frequenta uma igreja evangélica da cidade.
“Minha mãe casou novamente e teve dois filhos. Meu receio era com a reação das famílias. Estou muito feliz de conhecer minhas irmãs aqui em Coronel Murta.”, conta o músico.
Filho reencontra o pai em Coronel Murta – Foto: Gazeta de Araçuaí

Filho reencontra o pai em Coronel Murta – Foto: Gazeta de Araçuaí
Fonte: Gazeta de Araçuaí

Um comentário:

Maria Ivonete de Souza disse...

Notícias como essa faz com que renove minhas esperanças de encontrar os parentes de meu pai FERNANDO FERREIRA DE SOUZA, batizado em 1928 em Barreiros, Francisco Badaró. Como ele nasceu gemeo de Francisco ou Francisco, ele foi "dado para criar" a Antonio Lopes (Tonico Lopes?) e, depois, para Dominguinhos e Florinda moradores de uma região chamada Manguara, em Jenipapo de Minas. Em 1959 ele se casou com minha mãe, Geni Ramos dos Santos. Mudaram-se para o Estado do Paraná e nunca mais voltaram para MG. Há seis anos, já morando em MT, ele sofreu um AVC e encontra-se acamado desde então. Já não anda, não fala, mas o sonho de reencontrar os familiares que ele acalentou por todo esse tempo mantem-se em nossa família...

Felicidades!!!

mariaivonetede@gmail.com

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