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sábado, 13 de outubro de 2012

Palácio das Artes expõe peças do Itaporarte de Coronel Murta

25 alunos participam do ITAPORARTE. Eles confeccionam peças a partir do feldspato, muito ambundante na região de Coronel Murta
Foto: DivulgaçãoPalácio das Artes expõe peças do Itaporarte de Coronel Murta.
As peças estão expostas na loja do Centro Mineiro de Artesanato, no Palácio das Artes
Eles chegaram lá. Anéis, pingentes, colares, fabricados por jovens e adolescentes de Coronel Murta (MG) no Vale do Jequitinhonha e,  toda a beleza produzida por eles , estão  sendo comercializados  no Centro de Artesanato Mineiro (CEART), a grande vitrine do Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG).

O CEART abriga hoje cerca de mil expositores e um acervo com mais de 20 mil peças.

Muitos desses artesãos, que começaram no Centro de Artesanato Mineiro, hoje são internacionalmente conhecidos. 
 

Conhecido por Itaporarte– o projeto  visa preparar e treinar os alunos- a maioria jovens-  no desenvolvimento da parte produtiva, aprendendo questões de técnica, de segurança e, ao final, elaborando produtos com qualidade.
 

Projeto tem apoio governamental

 Pertencente à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), de onde saíram os recursos para montar o laboratório  e a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), o projeto tem um modelo de miniplataforma produtiva,com transferência de conhecimentos  de tecnologia com  inovação em desenhos e jóias.

Ele contempla o desenvolvimento de 48 linhas de produtos artesanais em feldspato e turmalina, minerais em grande quantidade na cidade. Muitos,  saídos de descartes da extração de gemas do lugar, conhecido por  ser berço das  turmalinas.
 

“É nossa primeira vitrine. O Itaporarte  já tem produção para atender a demandas de comercialização” comemora Amauri Pereira Santos, instrutor dos alunos.

O Laboratório é do Centro de Estudos em Design de Gemas e Joias da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG ). O projeto conta ainda  com a  parceria da Prefeitura Municipal de Coronel Murta e Associação dos Garimpeiros de Coronel Murta e do Médio Jequitinhonha

Serviços

Dia 23 de outubro os produtos produzidos pelo Itaporarte serão expostos em Araçuaí, com apoio do IFNMG- Instituto Federal Norte Mineiro.

Sérgio Vasconcelos -Repórter -  Gazeta de Araçuaí

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Feira Internacional de Pedras Preciosas de Teófilo Otoni vai até sábado


O evento está sendo realizado no Centro de Convenções da cidade, entre 28 de agosto e 01 de setembro

Foto: divulgaçãoFeira Internacional de Pedras Preciosas  de Teófilo Otoni vai até o dia 1º de setembro
A FIPP 2012 é uma realização da Associação dos Corretores e Comerciantes de Pedras-ACCOMPEDRAS e da GEA,
A Feira Internacional de Pedras Preciosas (FIPP) foi aberta oficialmente  no dia 28 de agosto, com a presença de autoridades, expositores e visitantes de várias partes do Brasil  e do mundo.

O evento acontece entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro, no Centro de Convenções – Expominas- de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri (MG)

A FIPP 2012 é uma realização da Associação dos Corretores e Comerciantes de Pedras-ACCOMPEDRAS e da GEA, com a participação e mobilização de diversos parceiros.
  
Localizada no centro da “Província Gemológica Oriental Brasileira”, que se estende por todo o leste e nordeste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo e sul da Bahia, Teófilo Otoni é o principal destino de todas as pedras produzidas nos garimpos deste imenso território.

Rica em minerais de grande valor, a Província Oriental Brasileira produz alexandrita, água-marinha, turmalina, quartzo rosa, ametista, granada, brasilianita, topázio, berilo, kunzita, crisoberilo, rubi, safira, coríndon, andalusita, citrino, prasiolita, dentrita, lodolita e rutílo.

Há também ocorrências de diamante, ouro, calcáreo, grafite e granito.
Toda a beleza e a riqueza destes minerais, juntamente com os principais representantes do setor de gemas e jóias se encontram na Feira Internacional de Pedras Preciosas (FIPP), que atrai cerca de 10 mil visitantes durante sua realização.

Fonte: Portal do Turismo, via Gazeta de Araçuaí

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Coronel Murta: Projeto "Da Gema" participa da IV Bienal Brasileira de Design


Coronel Murta: Projeto "Da Gema" se prepara para participar da IV Bienal Brasileira de Design

A natureza geológica do território mineiro evidencia a abundância de minerais de elevado padrão de qualidade, o que destaca o setor de gemas e joias como um importante gerador de divisas do estado. Tendo em vista o sucesso que a iniciativa de inserção do design proporcionou no projeto anterior, DA GEMA, o Centro Minas Design (CMD), coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) iniciam o DA GEMA III - ITAPORARTE, que vai atender a cidade de Coronel Murta, no Médio Jequitinhonha, nas áreas de capacitação e desenvolvimento de produtos.
O projeto busca o maior aproveitamento das riquezas da região, utilizando resíduos da extração de gemas aplicados em 48 protótipos de linhas de produtos, além de capacitar 42 pessoas da região. Todas as atividades vão ocorrer no Laboratório ITAPORARTE de Lapidação e Artesanato Mineral, instalado pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e Fapemig em 2005. O intuito do projeto é contribuir para a transferência de conhecimentos e o desenvolvimento de tecnologia própria associada a aspectos de inovação e design.

De acordo com o designer e consultor do projeto, Adriano Mol, a matéria-prima existe em abundância em Coronel Murta, principalmente a turmalina e o feldspato, mas ainda é subutilizada e "a possibilidade de desenvolver produtos de joalheria com os materiais - no seu local de extração - oferece um novo ofício à comunidade e aumenta a sua renda. E fazer isto por meio do processo do design é um dos focos do DA GEMA ITAPORARTE", garantiu.

Para a execução do projeto, o Laboratório conta com infraestrutura e equipamentos adequados à realidade produtiva local, investimentos que a Fapemig alocou para aproximar pesquisa e setor produtivo, buscando uma produção eficiente e com ganhos para toda região. O Projeto DA GEMA III - ITAPORARTE tem duração de dois anos e tem como parceiro o Centro de Estudos em Design de Gemas e Joias da Universidade do Estado de Minas Gerais (CEDGEM/Uemg), ao qual o Laboratório está ligado.
DA GEMA
Os resultados obtidos em projetos desenvolvidos na região do Vale do Jequitinhonha comprovam a possibilidade de desenvolver tecnologia própria em micro-unidades produtivas com o apoio e transferência de conhecimentos de instituições de pesquisa e desenvolvimento.

O Projeto Piloto DA GEMA, coordenado também pelo Centro Minas Design, em 2008, com o apoio da Fapemig, teve como objetivo ampliar a estratégia competitiva de produtos de pequenas e médias unidades produtivas do setor, pela inovação de aspectos associados ao processo de design. A linha ITAPORARTE desenvolvida neste projeto privilegiou o uso do feldspato, material de baixo valor intrínseco, aliado à qualificação profissional de jovens e o aprimoramento de técnicas e processos.
DA GEMA – ITAPORARTE
Empreendimento continuado na cidade de Coronel Murta, que trabalha com 40 jovens e dois lapidários que estão sendo capacitados para se tornarem futuros artesãos minerais e empreendedores. O Projeto, que está em andamento, vai desenvolver 48 protótipos com base em resíduos de feldspato e turmalina, oriundos de descartes, e contemplam quatro linhas de produtos: souvenires; objetos de adornos; objetos decorativos; e objetos utilitários. O projeto vai até fevereiro de 2012 e é financiado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Este projeto se prepara para participar da IV Bienal Brasileira de Design.
Fonte: Minas Design, via Blog do Jequi

domingo, 18 de setembro de 2011

Ourivesaria ganha abordagem em festival de Diamantina

Ourivesaria ganha abordagem em festival de Diamantina
Fonte: Augusto Franco - Do Hoje em Dia - 17/09/2011
Oficina vai ensinar técnicas dos séculos XVIII e XIX
Artesãos ligados às áreas de ourivesaria, lapidação, cravação e produção de joias com ouro, prata e coco vão se organizar em uma cooperativa para aumentar o valor agregado de cada peça. As técnicas são tricentenárias e fazem parte da cultura de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, e do seu entorno.

A valorização das técnicas tradicionais será tema de um seminário e motivo de uma exposição na programação oficial do Festival de História (FHist), evento concebido pela Revista de História da Biblioteca Nacional, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O evento, uma realização da Nota Comunicação, acontece entre 7 e 12 de outubro, em Diamantina. As inscrições podem ser feitas no site www.festivaldehistoria.com.br.

As peças expostas são assinadas por um grupo de profissionais de Belo Horizonte, coordenado pela designer Adna Sales, que vai misturar, aos formatos tradicionais, novas peças. A intenção, explica Adna, é mostrar que joias confeccionadas a partir de técnicas antigas e artesanais, como a filigrana e a de coco e ouro, têm ampla aceitação no mercado.

As 18 peças – colares, anéis, pingentes, broches, pulseiras e brincos –, que serão exibidas, estão sendo confeccionadas artesanalmente com a aplicação das antigas técnicas de coco e ouro, uma especialidade dos joalheiros da cidade patrimônio mundial, e da milenar filigrana, de origem oriental e trazida ao Brasil pelos colonizadores portugueses.

A mostra será no segundo andar da Casa de Chica da Silva, na sede diamantinense do Iphan, de 8 a 11 de outubro, das 10 às 21 horas.

“Nossa intenção é mostrar que é possível fazer peças luxuosas e contemporâneas, compatíveis com as joias produzidas pelas mais tradicionais casas joalheiras do mundo, com o uso de técnicas artesanais, valorizando a arte e o talento de nossos artesãos”, observa Adna.

Segundo a designer, a casa de joias mais antiga de Diamantina, a Joalheria Pádua, tem 120 anos de história. “É quase o mesmo tempo de funcionamento das joalherias mais tradicionais da Europa, que hoje têm 200 ou 250 anos, no máximo”, destaca.

Ela lembra que as peças confeccionadas para o festival foram desenvolvidas coletivamente, em reuniões semanais, por profissionais que representam cada etapa do processo de produção de uma joia: designers, escultor, ourives, cravador, lapidador e polidor.

“A atividade pode empregar muita gente, mas, para isso, precisamos valorizar os profissionais”, diz Adna. Ela destaca que Diamantina é a única das cidades históricas brasileiras, de origem mineradora, a desenvolver um polo joalheiro. A cidade é berço da técnica de coco e ouro, e a filigrana ainda é praticada por alguns de seus artesãos.

“A questão é que as joias produzidas hoje em Diamantina mantêm as características daquelas confeccionadas há 200 anos”, afirma Adna. A intenção da cooperativa, ressalta, é mostrar ser inteiramente viável se preservar a técnica e inovar na linguagem, na escultura da peça. “O resultado é uma joia luxuosíssima, contemporânea e brasileira, mas que, pela qualidade, arte e beleza, poderia estampar o catálogo da Tiffany ou da Maison Cartier”, afirma.

sábado, 23 de julho de 2011

Araçuaí: Joalheria completa meio século

Araçuaí: Joalheria completa meio século Há 50 anos o ourives Geraldo Magela, o popular Girim, mantém a tradição de moldar alianças em Araçuai

Resistindo ao tempo e às crises, a Joalheria Fátima completa meio século de existência em Araçuaí e chega à segunda geração como uma tradição familiar na cidade, graças à perseverança do seu fundador, o ourives Geraldo Magela Rodrigues, 77 anos, o popular “ Girim “. Durante todos esses anos, ele cumpre o ritual de abrir e fechar as portas diáriamente.

Mesmo após as enchentes de 1979 que devastou a área comercial da parte baixa da cidade, onde fica a joalheria, “ Girim “ resistiu em abandonar a área . “ Muitos me perguntam porque não vou para o Alto do Mercado. O aluguel é muito caro. Muitos comerciantes não agüentam pagar. Aqui, o prédio da loja é meu”, afirma Girim.

O local escolhido para instalar a primeira loja foi a mesma praça do Coreto. “Apenas mudamos de prédio. Quando eu e meu irmão Newton chegamos aqui, vindos de Montes Claros, começamos em um pequeno cômodo desta praça. O Newton se mudou para Sete Lagoas, há muitos anos, onde mantém uma joalheria. Ele faz todo tipo de jóias. Eu mantenho apenas a tradição de fazer alianças. Sou mais comerciante que ourives”, afirma. “ Hoje em dia, a namorada dorme na casa do namorado e vice-versa”, o casamento já não está tão em alta”, acredita o joalheiro.

Ao atravessar as portas da Fátima ( tem esse nome em homenagem à uma sobrinha ) o cliente pode fazer um passeio por suas vitrines. Cristais, porcelanas, brinquedos, relógios, esculturas, troféus esportivos e bijouterias formam o acervo da joalheria. São testemunhas da história da única joalheria da cidade. Geraldo Magela, o Girim, com o seu filho Francisco que faz parte da segunda geração da casa




A Fátima Presentes, única joalheria de Araçuai foi aberta há 50 anos na praça do Coreto .


Texto e fotos de Sérgio Vasconcelos, da Gazeta de Araçuaí

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Coronel Murta: curso de design de jóias prepara jovens para o mercado de trabalho

Coronel Murta: curso de design de jóias prepara jovens para o mercado de trabalho Brinco de diamantes e feldspato bege

Dispostos a disputar o mercado, os alunos do projeto se formam e suprem de uma só vez, duas demandas: a do mercado de trabalho, bastante carente de mão de obra especializada e a dos próprios jovens que passam a ter uma formação diferenciada, antes não imaginada para estudantes de baixa renda e de menor poder aquisitivo.

Nesse gesto de permitir que esses jovens futuros profi ssionais apostem no lado empreendedor de cada um, a Universidade Estadual de Minas Gerais e a prefeitura de Coronel Murta, no Médio Jequitinhonha, no nordeste de Minas, imprimem o perfil de formação dos alunos.

PESQUISA
O curso que tem a duração de 6 meses é dividido em duas turmas e ensina a criação de jóias por meio de vários suportes de pesquisa,incluindo o desenho técnico e o manuseio das máquinas usadas para lapidação de pedras, como serras, rebolos, lixadeiras e máquinas de polimento.

“ É a primeira vez que participo do curso. Penso que através dele posso arrumar um emprego na área. Nunca fui influenciado pelo mundo das pedras mas reconheço que o curso vai ajudar a divulgar as riquezas de nossa cidade”, acredita Deoclésio Gildo Oliveira Santos, 18 anos, que à noite trabalha como garçom em uma choperia da cidade.

Já Eunice Miranda Sousa, 16 anos, quer utilizar o curso para entender melhor sobre gemas. Me interesso pela geologia. Temos de quebrar o tabu de que o mercado é só para homens. Estou gostando muito”, comemora a garota.

Uma das expectativas dos alunos é a participação em feiras como a FIPP- Feira Internacional de Pedras Preciosas- realizada todos os anos em Teófi lo Otoni, no mês de julho e a Feira Internacional de São Paulo.

“ Através destas feiras podemos fazer intercâmbios e conhecer outras técnicas de fabricação de jóias”, diz Eunice que espera ver seus anéis enfeitando muitos dedinhos fashion. “O SEBRAE vai servir como peça de apoio para abrir o mercado comercial e o gerenciamento do projeto”, afi rma Amaury Pereira, acrescentando que parte do dinheiro das vendas será revertido para o projeto e a outra parte para os alunos.

O mercado de design de jóias movimenta mais de U$ 2 bilhões de dólares no Brasil, segundo dados do Insituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos. Os principais países consumidores são Estados Unidos, Turquia, Arábia Saudita e China. O Brasil ocupa a 14ª posição.

Romário, Deoclésio e Eunice fazem parte do grupo de 25 jovens matriculados no curso.

Para o funcionamento do curso, a prefeitura restaurou o prédio onde funcionava uma escola que foi desativada. É o conhecido "grupo escolar do Latão", construído na décda de 60, no Governo Magalhães Pinto. Após enchentes de 1979 serviu para abrigar famílias atingidas pelas águas.

Com orientação dos instrutores, alunos aprendem a manusear equipamentos para lapidação de pedras preciosas O projeto inclui pesquisa de tinturas naturais e técnicas para sua utilização a partir do aproveitamento de terras que dão texturas para as peças.

Texto de Sérgio Vasconcelos, do Gazeta de Araçuaí

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Em Coronel Murta, curso de design de jóias ensina jovens a fazer aneis de feldspato

Os senhores dos anéis
Em Coronel Murta, curso de design de jóias ensina jovens a fazer anéis de feldspato
Sérgio Vasconcelos Coronel Murta, no Mèdio Jequitinhonha, conhecida como a Terra do Sol, é também reconhecida pelas suas inúmeras lavras de pedras semi-preciosas e minas de feldspato. Antes de virar meio de vida, o feldspato foi explorado sem nenhum critério e hoje além de suprir as indústrias de vidro e cerâmica está servindo para fabricar anéis. É isso mesmo, anéis.

Numa parceria entre a prefeitura local e a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), através do Centro de Estudo em Design de Gemas e Jóias , 25 jovens de 15 a 17 anos, e 12 pessoas ligadas ao Sindicato dos Garimpeiros de Coronel Murta estão aprendendo a moldar anéis usando o feldspato, através de oficinas de capacitação.

Cada peça que terá turmalinas incrustadas pode chegar a R$ 100 no mercado. Os anéis levam ainda pinturas feitas com resinas a partir de terras encontradas na região.



“ Os alunos aprendem também a fazer as tintas e as pinturas dos anéis. Para isso, catalogamos vários tipos de terra existentes na região”, conta Amaury Pereira Santos, 45 anos, instrutor do curso.

No que depender dele, os anéis de feldspato vão mesmo embelezar as vitrines de grandes joalherias do Brasil e do exterior.
Pedra bruta de feldspato

“ Esses jovens estão aprendendo a valorizar o que nossa terra tem de mais precioso e começam cedo a fazer parte da cadeia produtiva”, diz Amaury. “


Penso em um futuro melhor para eles através da profissão de designer de jóias” completa Rodrigo Ferreira, 27 anos, auxiliar de lapidação. Os dois fizeram treinamento durante 30 dias em Belo Horizonte, através da UEMG.


O pagamento dos cursistas é garantido através da Fundação Artur Bernardes. “ Gosto das pedras e quero ter a habilidade da lapidação”, admite Romário Cardoso, 16 anos, aluno do curso.



O projeto tem como objetivo oferecer condições para geração de trabalho e renda, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e de potencialidades para o mercado de trabalho em especial, para o de jóias.


Publicado pelo jornal Gazeta de Araçuaí, de maio de 2011.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Jovens de Coronel Murta se formam em design e artesanato de jóias e gemas

Jovens de Coronel Murta se formam em design e artesanato de jóias e gemas

A natureza geológica de Minas Gerais se destaca pela diversidade e abundância de minerais de alto padrão de qualidade, principalmente o setor de gemas e joias que é visto como um importante gerador de divisas do Estado.


O êxito do primeiro projeto do Centro Minas Design (CMD) no Vale Jequitinhonha, com a elaboração de jóias com resíduos, mostrou ser um exemplo de sucesso de design. Diante disso, o CMD deu início, neste mês, a capacitação em técnicas de lapidação para jovens de Coronel Murta, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, pelo projeto DA GEMA - Itaporarte.

O DA GEMA é um projeto continuado, com duração de dois anos, que tem como um dos objetivos transformar o Laboratório Itaporarte de Lapidação e Artesanato Mineral, pertencente a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em um modelo de miniplataforma produtiva, pela transferência de conhecimentos que contribuam ao desenvolvimento de tecnologia própria associada a aspectos de inovação de design.

O projeto contempla, também, o desenvolvimento de 48 linhas de produtos em feldspato e turmalina, minerais em grande quantidade na cidade, oriundos de descartes da extração de gemas, tendo como base as peças da ação anterior, com conceitos orientados pelo aprimoramento dos processos produtivos e valorização das referências culturais locais.

Além disso, a iniciativa, associada à inovação e a renovação criativa, utiliza o design para trazer novos valores para a economia da cidade, aumento do nível de capacitação, por meio de aulas de práticas, melhorando o acesso a emprego e renda.

Segundo a coordenadora do projeto Maria Bernadete Teixeira, a diferença deste trabalho para o anterior está na transferência de conhecimentos para uma capacitação programada, preparando os jovens para aprender todo o processo. “A metodologia do DA GEMA - Itaporarte visa preparar e treinar os alunos no desenvolvimento da parte produtiva, aprendendo questões de técnica, de segurança e ergonomia, ao final, elaborando produtos com qualidade”, afirmou.

Para o consultor do DA GEMA, Adriano Mol, o design envolvido no desenvolvimento dos produtos com a matéria-prima presente na região vão ser mais sofisticados, mantendo sempre a iconografia regional. “O design entra na origem deste trabalho, pois é um projeto pioneiro e inovador de inserção do design em pequenas unidades produtivas, que vai permitir a população o aprendizado de produção de artesanato mineral contemporâneo, usando técnicas de lapidação”, declarou.

O aluno do projeto, Deividy Silva, acha a iniciativa muito importante e uma ótima oportunidade para aprender algo novo. “Desejo aprender este ofício, trabalhando no Laboratório, e, ao final, poder conseguir uma profissão”, disse.

DA GEMA
O Projeto Piloto DA GEMA - Inserção do design nos APLs - Araçuaí, Belo Horizonte, Coronel Murta e Teófilo Otoni, foi realizado no âmbito da ação do Centro Minas Design (CMD), integrante do Projeto Estruturador “Rede de Inovação Tecnológica”, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes-MG), e obteve como resultado o desenvolvimento 20 produtos ou linhas de produtos inovadores, como novos modelos de lapidação de gemas, produtos para mesa em quartzo, luminária, pingentes, anéis, entre outros para serem comercializados e vendidos para o Brasil e exterior.

O segundo projeto do DA GEMA atendeu cinco empresas das cidades de Itabira, Lagoa Santa e de Belo Horizonte, e foi desenvolvida uma linha de produtos como anéis, colares, entre outros, utilizando coco e ouro, crochê de metal e hematita.

A terceira ação do CMD DA GEMA - Itaporarte é financiada pela Sectes e Fapemig.

Com informações da Agência Minas