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sábado, 24 de abril de 2021

Governo de Minas mantém macrorregião Nordeste na Onda Roxa


Estado alega que região de saúde tem 99% dos leitos de UTI exclusivos para Covid ocupados, e painel de monitoramento do coronavírus aponta 82%.

Teófilo Otoni contesta com 75,6% dos leitos de UTI ocupados.

Almenara exige investimentos. 100% de leitos ocupados são investimentos da Prefeitura.

O governo de Minas decidiu que apenas a macrorregião Nordeste deve ser mantida na Onda Roxa, que permite o funcionamento somente do comércio essencial. 

Mas não estão claros os critérios que motivaram o Estado a deixar essa região na fase mais restritiva, enquanto outras puderam migrar para a Onda Vermelha do programa estadual Minas Consciente. 

Na quinta-feira, em texto da Agência Minas, o Estado justificou a decisão dizendo que a região Nordeste estaria com 99% dos leitos de UTI Covid ocupados. Mas os dados apresentados pelo painel da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divergem. Ontem, a taxa estava, nessa sexta-feira (23), em 82%, menor do que a ocupação em outras nove macrorregiões de saúde, que estão na Onda Vermelha. 

A Secretaria de Saúde  não explicou quais dados que levaram o Comitê Extraordinário Covid-19 a determinar a manutenção da região na Onda Roxa .  Divulgou que “o avanço ou o retrocesso de onda no Plano Minas Consciente está baseado na análise conjunta de sete indicadores: taxa de incidência Covid-19; taxa de ocupação de leitos UTI adulto; taxa de ocupação por Covid-19; leitos por 100 mil habitantes; positividade atual RT-PCR; percentual de aumento da incidência; e porcentagem de aumento da positividade dos exames RT- PCR”. 

Em Teófilo Otoni, maior cidade do Vale do Mucuri e da macrorregião de saúde Nordeste, a determinação de ficar na Onda Roxa não será cumprida. A cidade, que está com 75,6% das UTIs Covid ocupadas, decidiu entrar na Justiça para retomar o comércio não essencial. A prefeitura já anunciou que as lojas podem abrir as portas na segunda-feira, com exceção de bares e restaurantes. 

Já em Almenara, a situação realmente é crítica, e os 10 leitos de UTI estão ocupados. Mas, segundo o prefeito Ademir Gobira (PSD), se não houver abertura de mais unidades de terapia intensiva no hospital local, a ocupação será de 100% por muito tempo. O município tem 40 mil habitantes e recebe pacientes de outras 14 cidades. “Antes da pandemia, a gente não tinha leitos de UTI. Foi a prefeitura quem bancou a abertura dos dez leitos. Se não houver investimento em mais, nunca sairemos da Onda Roxa, porque esses leitos vão estar sempre ocupados. Clamo ao Estado”, disse.

Formação

A macrorregião de saúde Nordeste é formada por 57 municípios do Vale do Jequitinhonha e do Vale do Mucuri. Há leitos de UTI em Teófilo Otoni, Almenara, Itaobim e Nanuque.

Serviços Essenciais

Na fase da Onda Roxa – que, a princípio, tem duração de 15 dias – só é permitido o funcionamento de serviços essenciais e a circulação de pessoas fica limitada aos funcionários e usuários desses estabelecimentos. O deslocamento por qualquer outra razão, com exceção dos trabalhadores envolvidos com as atividades essenciais, deverá ser justificado. A fiscalização será feita com o apoio da Polícia Militar.

Algumas atividades essenciais, a exemplo de siderurgias, borracharias e serviços de delivery, que precisam funcionar durante a madrugada, não terão restrições do toque de recolher, entre 20h e 5h.

São considerados serviços essenciais:

  • Setor de alimentos (excluídos bares e restaurantes, que só podem via delivery);
  • Serviços de Saúde (atendimento, indústrias, veterinárias etc.);
  • Bancos;
  • Transporte Público (deslocamento para atividades essenciais);
  • Energia, Gás, Petróleo, Combustíveis e derivados;
  • Manutenção de equipamentos e veículos;
  • Construção civil;
  • Indústrias (apenas da cadeia de Atividades Essenciais);
  • Lavanderias;
  • Serviços de TI, dados, imprensa e comunicação;
  • Serviços de interesse público (água, esgoto, funerário, correios etc.)

As regras para os municípios que estiverem na onda roxa incluem:

- a proibição de circulação de pessoas sem o uso de máscara de proteção, em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado; 

- a proibição de circulação de pessoas com sintomas gripais, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares; 

- a proibição de realização de reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não coabitam; 

- além da realização de qualquer tipo de evento público ou privado que possa provocar aglomeração, ainda que respeitadas as regras de distanciamento social.

MUNICÍPIOS DA MACRORREGIÃO NORDESTE

1. Águas Formosas 2. Águas Vermelhas 3. Almenara 4. Angelândia 5. Ataléia 6. Bandeira 7. Bertópolis 8. Cachoeira de Pajeú 9. Campanário 10. Caraí 11. Carlos Chagas 12. Catuji 13. Comercinho 14. Crisólita 15. Divisa Alegre 16. Divisópolis 17. Felisburgo 18. Franciscópolis, 19. Frei Gaspar 20. Fronteira dos Vales 21. Itaipé 22. Itambacuri 23. Itaobim 24. Itinga 25. Jacinto 26. Jequitinhonha 27. Joaíma 28. Jordânia 29. Ladainha 30. Machacalis 31. Malacacheta 32. Mata Verde 33. Medina 34. Monte Formoso, 35. Nanuque 36. Nova Módica 37. Novo Cruzeiro 38. Novo Oriente de Minas 39. Ouro Verde de Minas 40. Padre Paraíso 41. Palmópolis 42. Pavão 43. Pedra Azul 44. Pescador 45. Ponto dos Volantes 46. Poté 47. Rio do Prado 48. Rubim 49. Salto da Divisa 50. Santa Helena de Minas 51. Santa Maria do Salto 52. Santo Antônio do Jacinto 53. São José do Divino, 54. Serra dos Aimorés 55. Setubinha 56. Teófilo Otoni 57. Umburatiba.

Fonte: OTEMPO e Agência Minas

quarta-feira, 17 de março de 2021

Pandemia: Zema decide com atraso, depois de quase 20 mil mortos

Beirando 1 milhão de infectados, Zema decreta toque de recolher. Veja as restrições.

Rafaella Dotta

Belo Horizonte | Brasil de Fato MG |
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Capacidade hospitalar não consegue ser ampliada devido à inexistência de profissionais, afirmou governador - Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG

Todo o estado de Minas Gerais está decretado como “onda roxa” a partir desta quarta-feira (17). A decisão é do governo estadual e coloca as restrições mais incisivas do plano Minas Consciente, elaborado pelo próprio governo, a todos os municípios. Está determinado também o toque de recolher, das 20h às 5h. Confira no fim da matéria as medidas de restrição e quais serviços continuam abertos.

O governador Romeu Zema (NOVO) e o novo Secretário de Saúde deram uma coletiva de imprensa na manhã de hoje (16) para mais explicações, na qual argumentaram que a situação no estado está insustentável. “Chegamos num ponto em que o nosso sistema de saúde entrou em colapso. Mais pessoas procuram os nossos hospitais do que temos capacidade de atendimento”, declarou Romeu Zema.

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O boletim epidemiológico divulgado na segunda-feira (15) mostra um cenário preocupante. Minas Gerais já contabiliza 974 mil casos confirmados desde o início da pandemia. O número de óbitos chegou a 20.687, sendo 37 ocorridos nas últimas 24 horas. O número de casos confirmados no último dia foi de 3.215. Porém, há ressalvas sobre esse número, dado o alto índice no país de infecções que não são notificadas.

Uma das principais preocupações é a falta de estrutura médica e hospitalar para o atendimento aos futuros casos. Até o momento, quase 80 mil pessoas precisaram de internação, o que foi possível devido a uma média menor de infecção. Segundo o governador, a capacidade hospitalar não consegue ser ampliada devido à inexistência de profissionais.

 

Menos de 4% da população mineira foi vacinada até o momento

 

“Está atrasado”, diz deputada

A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), avalia que o governo estadual vem tendo posturas que prejudicaram o combate à covid-19, sendo as principais a falta de investimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e na pesquisa por vacina. Em 2020, Minas Gerais foi o segundo estado que menos investiu em saúde, com orçamento inclusive abaixo do que manda a Constituição Federal.

“Governo Zema contribuiu para a atual situação no Estado”, analisa a deputada Beatriz Cerqueira, “não investiu no fortalecimento do SUS, não investiu em pesquisa nem em vacina. Minas Gerais entrou em colapso. Agora, toma medidas para frear o avanço de uma pandemia que está sem controle no estado. Está atrasado! Isso tem custado vidas!”

O deputado estadual Jean Freire também denunciou o atraso das decisões do Governo Zema, chamando a atenção dos mineiros para não naturalizar as mortes durante a pandemia.

:: Leia também: Funed tem capacidade de produzir vacina contra a covid, mas falta vontade política do governador de Minas ::

A deputada ainda lembrou que, há apenas duas semanas, o governo estadual havia determinado que as aulas presenciais fossem retomadas, e enfrentou forte oposição dos sindicatos de professores da rede pública e da rede particular.

Vacinação em Minas

Segundo informações do governo de Minas Gerais, já foram aplicadas 838.176 da primeira dose e 376.215 da segunda dose. Isso significa que menos de 4% da população mineira foi vacinada até o momento. O governo garante que o processo de vacinação irá se acelerar, mas não deu números e prazos.

Confira abaixo as medidas que passam a valer em todo o estado de Minas Gerais a partir de quarta-feira, 17 de março de 2021.

Medidas de restrição e circulação

A circulação de pessoas deve se dar apenas em casos e situações relacionadas às atividades essenciais.

- Funcionamento apenas de serviços essenciais;

- Toque de recolher entre 20h e 5h;

- Proibição de circulação de pessoas sem o uso de máscara, em qualquer espaço público ou coletivo, ainda que privado;

- Proibição de circulação de pessoas com sintomas de gripe, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares;

- Existência de barreiras sanitárias de vigilância;

- Proibição de eventos públicos ou privados;

- Proibição de reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não moram juntos.

O que pode funcionar

Durante a vigência da onda roxa, somente poderão funcionar as seguintes atividades e serviços, e seus respectivos sistemas logísticos de operação e cadeia de abastecimento e fornecimento:

I – setor de saúde, incluindo unidades hospitalares e de atendimento e consultórios;

II – indústria, logística de montagem e de distribuição, e comércio de fármacos, farmácias, drogarias, óticas, materiais clínicos e hospitalares;

III – hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, lanchonetes, de água mineral e de alimentos para animais;

IV – produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;

V – distribuidoras de gás;

VI – oficinas mecânicas, borracharias, autopeças, concessionárias e revendedoras de veículos automotores de qualquer natureza, inclusive as de máquinas agrícolas e afins;

VII – restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias;

VIII – agências bancárias e similares;

IX – cadeia industrial de alimentos;

X – agrossilvipastoris e agroindustriais;

XI – telecomunicação, internet, imprensa, tecnologia da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade;

XII – construção civil;

XIII – setores industriais, desde que relacionados à cadeia produtiva de serviços e produtos essenciais;

XIV – lavanderias;

XV – assistência veterinária e pet shops;

XVI – transporte e entrega de cargas em geral;

XVII – call center;

XVIII – locação de veículos de qualquer natureza, inclusive a de máquinas agrícolas e afins;

XIX – assistência técnica em máquinas, equipamentos, instalações, edificações e atividades correlatas, tais como a de eletricista e bombeiro hidráulico;

XX – controle de pragas e de desinfecção de ambientes;

XXI – atendimento e atuação em emergências ambientais;

XXII – comércio atacadista e varejista de insumos para confecção de equipamentos de proteção individual – EPI e clínico-hospitalares, tais como tecidos, artefatos de tecidos e aviamento;

XXIII – de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas;

XXIV – relacionados à contabilidade;

XXV – serviços domésticos e de cuidadores e terapeutas;

XXVI – hotelaria, hospedagem, pousadas, motéis e congêneres para uso de trabalhadores de serviços essenciais, como residência ou local para isolamento em caso de suspeita ou confirmação de covid-19;

XXVII – atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde;

XXVIII – transporte privado individual de passageiros, solicitado por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.

As atividades e serviços essenciais acima deverão seguir o protocolo sanitário previstos pelo plano Minas Consciente e priorizar o funcionamento interno e a prestação dos serviços na modalidade remota e por entrega de produtos.

Estão permitidas, desde que respeitados o protocolo citado acima, as atividades internas dos estabelecimentos comerciais e as atividades comerciais que se realizarem por meio de aplicativos, internet, telefone ou outros instrumentos similares, e de entrega de mercadorias em domicílio ou de retirada em balcão, vedado o consumo no próprio estabelecimento.

Fonte: BrasildeFato-MG, 16.03.2021


sexta-feira, 31 de julho de 2020

Os tipos de ignorância na Covid

A forma ativa, na qual se gasta energia para se manter a ignorância, é a mais preocupante 30.jul.2020 às 23h15 Nossa ignorância a respeito da Covid se comporta um pouco como a pandemia. Diminuindo aqui e ali, mas em alguns pontos vai bem, obrigado, e crescendo. Estudar ignorância é traçar uma fronteira clara: a partir daqui, não sabemos mais. O que transforma o que não sabemos que não sabemos no que sabemos que não sabemos, parafraseando Donald Rumsfeld. Temos a ignorância nativa, o que não se sabe porque é desconhecido. Quanto tempo quem se curou continua protegido? Quão sazonal é o vírus? Teremos um descanso no verão? De onde veio o vírus? Essa ignorância estamos resolvendo com a ciência. Já temos 4 vacinas candidatas em teste, prontas para responder algo fundamental: será que funcionam? Temos a ignorância passiva. O que deixamos de saber porque não há tempo para se saber tudo. Pesquisadores de diversas áreas deixaram de lado sua vocação tradicional e suas áreas de estudo para entenderem a pandemia que parou o mundo. E provavelmente muitos não voltarão ao que faziam antes. Mas tem um tipo de ignorância mais preocupante. A ignorância ativa. Aquela que se gasta energia e tempo para se criar e se manter. Por vezes, é um esforço desejável. As empresas que desenvolvem e testam as vacinas candidatas atuais mantém a formulação do que testam e o andamento dos testes sigiloso, por questões de mercado, de propriedade intelectual e de privacidade dos voluntários. Mesmo assim, algumas foram invadidas por hackers que estavam justamente atrás dessa informação valiosa. Outras vezes é um esforço também ativo, mas sigiloso, feito para a manter o público propositalmente ignorante sobre algo. Um esforço que vai desde a tentativa de mascarar dados, ocultar números, até atitudes mais insidiosas como dificultar a testagem para Covid. E como a realidade da pandemia tem se tornando cada vez mais difícil de ignorar, pelo menos em terras brasileiras, esse esforço para manter as pessoas ignorantes fica cada vez mais agressivo. É aqui que entra a polarização da pandemia e a disputa de identidades. Humanos são animais sociais. E se tem uma forma de nos fazer ignorar a realidade, é condicionar nossa presença em um grupo a isso. Quer fazer parte do seu grupo querido, onde estão suas pessoas queridas? Aqui todos acreditam nesse pacote de ideias. Não se pode questionar nenhuma delas. Eles fazem do jeito deles, nós fazemos do nosso e não tem mistura. Quem fez algo errado? Foi alguém do outro grupo? Então é abominável. Foi alguém do seu grupo? Nem é aquilo tudo. Foi o líder? Com certeza teve motivos nobres para fazer o que fez. É assim que se nega evolução. É assim que se nega o aquecimento global. É assim que se empurram tratamentos que não funcionam contra a Covid. Mas com vacinas, não dá para se ter uma disputa de times. Não é uma questão de "quem gosta toma vacina, quem não gosta toma cloroquina". Não se vacinar é como dirigir bêbado, coloca a sua vida e a vida dos outros em risco. É uma atitude muito mais coletiva do que parece. Nem todos podem ser vacinados, como transplantados e outros imunocomprometidos. E nem todos que tomam a vacina se imunizam. Então, para se garantir que a população esteja protegida, quanto mais contagiosa a doença e quanto menor a eficiência de uma vacina, mais pessoas precisam ser vacinadas. Para parar a Covid e retomar nossa vida, provavelmente vamos precisar dos dois. Manter distanciamento e máscaras para diminuir seu contágio. E vacinar uma grande proporção da população, provavelmente mais de 70%, antes de quem está em risco poder circular sem medo. Em se tratando de ignorância, vacinas são como a democracia, a ignorância alheia também me põe em risco. Atila Iamarino Doutor em ciências pela USP, fez pesquisa na Universidade de Yale. É divulgador científico no YouTube em seu canal pessoal e no Nerdologi

terça-feira, 23 de junho de 2020

Especialistas propõem adiar as eleições para dezembro devido à pandemia

Átila Iamarino defende adiamento das eleições: “há muitas vidas em jogo”

Três especialistas da área da saúde, entre eles o biólogo Átila Iamarino, doutor em microbiologia/virologia, convidados para falar aos senadores, nesta segunda-feira (22.06), foram unânimes em sugerir que as eleições municipais deste ano, marcadas para 4 e 25 de outubro, sejam adiadas.
Átila Iamarino estima que o Brasil tem de 6 a 13 milhões de infectados. E muitas mortes devem acontecer, dependendo da ação humana. As eleições podem ser em dezembro, mas com condições e cuidados especiais.
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No Senado, especialistas da área da saúde sugerem adiar eleições
No Senado, especialistas da área da saúde sugerem adiar eleições (Foto: Waldemir Barreto).
Os três especialistas da área da saúde convidados para falar aos senadores nesta segunda-feira (22) foram unânimes em sugerir que as eleições municipais deste ano, marcadas para 4 e 25 de outubro, precisam ser adiadas devido à pandemia de covid-19.
O médico epidemiologista Paulo Lotufo afirmou que tudo indica que a pandemia ainda estará em ascensão em várias partes do país em 4 de outubro.
— Eu considero que essa é uma data em que a possibilidade de termos ainda uma ascensão, em vários locais do país, de casos novos e de mortes, é muito grande, de termos um nível de contágio ainda elevado. Eu considero que a data de 4 de outubro é uma data temerária. Eu não recomendaria que a gente fizesse o pleito nesta data — disse Lotufo.
Professor da Universidade de São Paulo (USP), Lotufo sugeriu que as eleições sejam adiadas para 29 de novembro (1º turno) e 13 de dezembro (2º turno). Além disso, para evitar aglomerações, ele sugeriu que o horário da votação seja estendido até as 20h ao invés de terminar às 17h, como geralmente ocorre. Ele opinou ainda não ver necessidade de flexibilizar a obrigatoriedade do voto. Para ele, idosos e pessoas com problemas de saúde específicos deverão poder justificar ausência na votação por meio de atestado médico.
Situações diversas
De acordo com o médico, a doença está caminhando de maneiras diferentes pelo país, fazendo com que alguns estados já estejam passando por uma diminuição de contágios enquanto outros ainda enfrentam aumento de casos e mortes. Lotufo disse que locais que tiveram situação mais crítica, como o Amazonas, podem já ter passado pelo pico da pandemia, mas tiveram número de mortos muito grande porque “as condições de prevenção e de tratamento não foram as ideais”. Para ele, em locais em que a prevenção e o tratamento foram mais bem feitos, a pandemia acaba durando mais tempo, porém com número de óbitos muito menor.
—  Quanto mais eficiente nós somos em termos das nossas ações, maior será o período pelo qual nós vamos estender esse período de controle. Se nós tivéssemos, como aconteceu em Nova York, um pico imenso de casos com mortes, talvez já estivéssemos numa situação de descenso, mas o custo disso seria uma quantidade imensa de mortes — afirmou Lotufo.
O infectologista David Uip ressaltou que é não é possível prever com exatidão como a pandemia vai se comportar nos próximos meses. Para ele, o Brasil ainda não chegou ao pico de contaminações e mortes.
— Passados quatro meses, nada indica que estejamos ultrapassando o pico da pandemia. Na verdade, nós estamos diante do recorde de casos de mortes, e isso vem sendo principalmente registrado nas últimas semanas. Então, é o aumento do número de casos e, infelizmente, o aumento do número de mortes — disse Uip.
Vários picos da doença
Ex-secretário de Saúde do estado de São Paulo, Uip afirmou ainda que o Brasil tem território muito grande, ou seja, não haverá um único pico da doença, mas várias situações diferentes coexistindo, com regiões melhorando enquanto outras estarão estáveis ou piorando.
Uip, que é professor da USP e da Faculdade de Medicina do ABC, acrescentou que atualmente vários estados e cidades já estão flexibilizando as regras de distanciamento social, o que vai levar a um aumento de casos de covid-19 nas próximas semanas. Soma-se a isso a possibilidade da volta às aulas antes de outubro.
Uip propôs adiamento das eleições para datas “mais próximas do final do ano de 2020”, horário estendido nos dias de eleições e definição de horários específicos para votação da população mais vulnerável, como idosos, pessoas com problemas cardíacos e pulmonares, diabéticos, obesos e hipertensos. Disse ainda que será necessário treinamento para todos que trabalharão nos locais de votação.
— Eu acho que é um grande desafio. Eu entendo plenamente o momento democrático, eu entendo plenamente a necessidade de definição, e também entendo que o melhor talvez fosse continuarmos com os pleitos preestabelecidos, mas, na minha leitura, isso, neste momento, é absolutamente inconcebível — afirmou Uip.
Subnotificação
O biólogo e divulgador científico Átila Iamarino afirmou que a subnotificação de casos de covid-19 no Brasil é muito grande, ou seja, em vez dos quase 1,1 milhões de casos dos números oficiais, o país já pode ter entre 6 e 13 milhões de pessoas infectadas. Ele prevê que muitos ainda podem vir a contrair a doença e que as ações de prevenção ainda serão necessárias por muitos meses.
— No Brasil, apesar de passarmos por uma situação de reabertura, essa reabertura está acontecendo mais pelo nosso cansaço e por necessidade do que pelo controle da pandemia. Quem trabalha com a imunidade coletiva, com a possibilidade de um número grande de pessoas de infectar e se tornar imune ao vírus e impedir que ele circule, o que ainda não se comprovou que pode acontecer, normalmente, fala em números como 60%, 70% da população. O que quer dizer que nós ainda poderíamos ter números pelo menos dez vezes maiores, tanto de pessoas infectadas quanto de vidas perdidas, senão muito mais. Como disse o professor Uip, temos vidas em jogo, muitas vidas que podem ser perdidas se a gente deixar a pandemia seguir seu curso natural — disse Átila.
"Adiar as eleições com aumento do número de locais de votação, o aumento do tempo de votação ou do número de dias de votação e a disseminação de máscaras, de álcool em gel e até de luvas".
Especialista em microbiologia e em virologia, Átila sugeriu que as eleições sejam adiadas “para o fim do ano”, época em que a pandemia poderá estar menos grave no Brasil.
— Acredito que adiar essa eleição por mais tempo do que isso não traria grandes benefícios; ano que vem ou mais para frente. Não existe motivo para acharmos que a epidemia vai estar mais bem ou mais mal contida até então. Como eu disse, nenhum país está seguindo o curso natural da doença. Depende muito mais de uma ação humana para que esse número de casos seja contido. Não temos também perspectiva de tratamento ou vacina sendo distribuído neste período, o que praticamente garante que vamos continuar a mercê de distanciamento social, uso de máscaras e das nossas ações, e não de uma ação externa, que vai deslocar o país disso. Então, as medidas vão ter que continuar sendo adotadas durante o ato do voto — afirmou Átila.
Ele também disse que medidas úteis seriam o aumento do número de locais de votação, o aumento do tempo de votação ou do número de dias de votação e a disseminação de máscaras, de álcool em gel e até de luvas.
— Acredito que adiar as eleições para o fim do ano é uma medida excelente para garantir que vamos estar num melhor cenário, embora ainda dependamos até lá da ação humana e do nosso combate à pandemia — acrescentou Átila.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Teófilo Otoni: Prefeitura confirma 11ª morte por COVID-19

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Medina: Prefeito usa arame farpado por isolamento social de idosos


Prefeito cercou praça com arame farpado para evitar permanência de idoso sentados nos bancos.
Município de Medina tem cerca de 21 mil habitantes e está com 15 casos confirmados da Covid-19.
Por Marina Pereira, G1 Grande Minas, 29/05/2020 12h01  
Arame foi colocado ao redor da praça para evitar aglomeração — Foto: Ascom/Prefeitura
 Arame foi colocado ao redor da praça para evitar aglomeração — Foto: Ascom/Prefeitura

O avanço do coronavírus pelo interior de Minas tem preocupado as autoridades. Em Medina, no Vale do Jequitinhonha, o prefeito decidiu cercar a principal praça da cidade com arame farpado para evitar aglomeração de idosos. Com cerca de 21 mil habitantes, o município já tem 15 casos confirmados da doença.
O prefeito Evaldo Lúcio Peixoto explicou ao G1 que já havia passado uma tinta à base de cal nos bancos e mesmo assim, os idosos davam um jeito de sentarem.

“Eles pegavam folha de jornal e papelão, colocam no banco e sentavam. Como vi que não tinha jeito, decidi colocar arame farpado perto dos bancos e resolveu o problema. Ninguém vai querer sentar em cima de arame farpado. Colocamos fita de isolamento e folhetos informativos com orientações”.
Praça Max Machado fica no Centro de Medina — Foto: Ascom/Prefeitura
 Praça Max Machado fica no Centro de Medina — Foto: Ascom/Prefeitura
No município, tem outras praças mas o local preferido dos idosos era a Praça Max Machado, que fica na área central. Segundo o Prefeito, eles costumavam chegar por volta das 7h, as 11h saíam para almoçar, tiravam um cochilo e 14h estavam de volta.

“Estamos tomando todas as medidas de prevenção e a nossa maior preocupação é com os idosos. Colocamos carros de som nas ruas com orientações e pedindo para a população ficar em casa. Aos poucos, as pessoas estão mais conscientes e estão ficando dentro de casa”.

O uso de máscaras nas ruas de Medina é obrigatório e vários funcionários da Prefeitura passam o dia fiscalizando se a medida está sendo cumprida.
Arame foi colocado no espaço onde os idosos sentavam — Foto: Ascom/Prefeitura
 Arame foi colocado no espaço onde os idosos sentavam — Foto: Ascom/Prefeitura
Entre as principais ações para conter o avanço da doença, o prefeito destacou a dedetização das ruas, fechamento de igrejas, academias e escolas, além da suspensão do serviço de mototáxi e restrição no funcionamento do comércio, que é fechado as 14h.
“Também mandamos fechar nove locais de acesso à cidade e apenas a entrada principal está liberada, mas com barreira sanitária”, disse o 
prefeito.

Casos em Medina

Medina fica no Vale do Jequitinhonha e tem cerca de 21 mil habitantes — Foto: Ascom/Prefeitura
Medina fica no Vale do Jequitinhonha e tem cerca de 21 mil habitantes — Foto: Ascom/Prefeitura
O município confirmou mais quatro casos da doença no último boletim, divulgado nessa quinta-feira (28.05), e o número subiu para 15. As quatro pacientes são mulheres e estão assintomáticas. Ao todo, foram notificados 41 casos suspeitos.

Onze moradores de Medina testam positivo para Covid-19, diz Prefeitura

Os outros 11 moradores que já haviam testado positivo têm faixa etária entre 18 e 57 anos e estão em isolamento domiciliar.

De acordo com a Secretária de Saúde, Tatyana Figueiredo Navarro, o município adquiriu testes rápidos com recurso próprio para examinar pacientes assintomáticos que tiveram contato com caso positivo.
“Nesta semana, já realizamos cerca de 50 testes e o objetivo é evitar  o maior número possível de proliferação dos casos”.
Hospital Santa Rita não foi classificado como referência para Covid  — Foto: Ascom/Prefeitura
Hospital Santa Rita não foi classificado como referência para Covid — Foto: Ascom/Prefeitura

Ela esclareceu ainda que o hospital da cidade não foi classificado como referência para Covid-19 e também não tem leitos de UTI. Os pacientes 
que dão entrada na unidade com sintomas da doença, são estabilizados e depois transferidos para os municípios de Itaobim ou Teófilo Otoni. 
De Medina a Itaobim, o percurso é de 42 km e para Teófilo Otoni, 200 km pela BR-116.
Ainda de acordo com a secretária, o município recebeu um recurso do Ministério da Saúde no valor de R$ 230 mil para enfrentamento  da Covid-19 e a maior parte do dinheiro foi investido no Hospital  Santa Rita.
“A unidade não recebeu nenhum recurso porque não é referência, mas decidimos usar mais de 80% do dinheiro para fortalecimento do hospital para termos condições mínimas de atendimento. Adquirimos suporte, medicamentos, EPIs e um respirador”.
Fonte: G1 

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Necropolítica bolsonarista mata CPF e CNPJ

Nem saúde, nem economia

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O governo de Jair Bolsonaro tem conseguido o feito raro de errar em todas as ações que empreende. Depois de criar o falso antagonismo entre defesa da vida e recuperação da economia, mostrou que é capaz de contribuir para destruir os dois lados. Além disso, tem mostrado equívocos em tudo o que toca: política externa, cultura, meio ambiente, educação, justiça e direitos humanos, para ficar nas lambanças mais evidentes.
Mas é no campo do combate à pandemia que ele se destaca, oferecendo tanto uma política sanitária criticada mundialmente, como apresentando soluções para a economia que não têm garantido nem empregos nem a sobrevida das empresas que tanto parecem cultuar. A necropolítica bolsonarista não tem limites, extermina CPFs e CNPJs com a mesma eficiência e falta de caráter.
No âmbito sanitário, as trocas de ministros são apenas a face visível de uma política pública sem rumo. O governo federal rompeu com o consenso mundial em torno das ações responsáveis emanadas pela Organização Mundial de Saúde e da mais clássica ciência fundada em evidências, deixando de atuar na liderança de ações coordenadas para implantar um clima de confronto federativo.
Além disso, no renovado desconforto em agir dentro dos padrões científicos, o governo criou ideologização que constituiu um terraplanismo epidemiológico, feito de superstições e mitos vindos do submundo da insensibilidade humana. Não fosse o mais despreparado presidente do mundo, Bolsonaro arrogou a si a capacidade de dar opiniões sobre temas que não domina e cuja consequência afeta a vida das pessoas. Para ele, as urnas o tornam médico, general e taumaturgo.
A recente modificação do protocolo de um medicamento assinala a que ponto pode chegar o delírio autoritário. Com riscos comprovados por grupos de pesquisa em todo mundo e contra recomendações do próprio Ministério da Saúde, o presidente impõe algo mais grave que um remédio inadequado: uma cultura da subserviência em parte da máquina pública. Hoje é a cloroquina, amanhã um vermífugo que também mata pulgas, defendido pelo astronauta que tem com bagagem científica o plantio de feijões no algodão. O monstro faz escola.
A política pública de combate ao novo coronavírus destruiu o que de mais trabalhoso havia sido construído pelo Sistema Único de Saúde em mais de 30 anos de trajetória: a ideia de um compartilhamento responsável e racional entre níveis de governo. Em outros termos, um conjunto ordenado de ciência com consciência. O que o saber propicia, a gestão viabiliza.
Não há, em nenhum patamar de governo ou campo a atuação no controle da pandemia, algo que se assemelhe aos princípios do SUS. Seja em termos de universalidade, equidade, integralidade, regionalização e controle social. O que se observa é um cada um por si, capitaneado por alguns governantes estaduais e municipais de boa vontade, que contam com a má vontade do governo federal.
O Brasil testa pouco e mal. Investiga casos com pouca efetividade por falta de normas claras de acompanhamento de dados. As próprias informações que alimentam os bancos são defasadas e com pouca abrangência em razão dos poucos exames.
O tratamento tem sido prejudicado pela falta de uma coordenação do Ministério da Saúde, que não estruturou um sistema nacional de leitos, não tem comandado de maneira confiável os protocolos médicos e hoje esgarça as poucas certezas científicas no uso de medicamentos.
Com isso viu o país caminhar para assumir um lugar vergonhoso em termos internacionais, perdeu o foco moral interno que garantisse um sentimento de colaboração e cidadania sanitária e viu dois ministros preferirem deixar o cargo que manchar suas biografias. Tudo de ruim que se observa na área da saúde parecia proposital, como se com isso o país fizesse uma opção pelos interesses da economia.
No entanto, não é o que se vê. Ruim em saúde pública, o Brasil se mostra ainda pior em matéria de ações macroeconômicas para conter as consequências da doença no mundo real. As políticas do setor não foram capazes de garantir renda para a população mais vulnerável de forma eficiente e suficiente. O processo de ajuda emergencial jogou as pessoas nas aglomerações e o valor repassado foi aquém das necessidades mínimas de sobrevivência.
Além disso, o apoio às empresas de pequeno porte e negócios de empreendedores individuais foi ineficiente, com pouco crédito e dificuldade de acessar as linhas disponíveis. Os negócios estão fechando não por falta de consumidores, mas de transferência de capital de giro ou para pagamento de salários e compromissos correntes. A prioridade são programas de grandes empresas para descartar funcionários.
A falsa miragem da retomada da economia com a abertura do comércio esconde dois erros graves. O primeiro é o aumento da contaminação pela Covid-19, caso esse processo não tenha um controle adequado, o que parece distante num cenário com baixa testagem e investigação ineficaz. Em segundo lugar, a própria descapitalização das pessoas, pelo desemprego e diminuição de salários, não será por si só um instrumento capaz de garantir a retomada.
Depois de falhar em proteger as vidas, o governo federal vai dar defeito na proteção dos negócios. A crise, que deverá ser a maior em muitas décadas (ou medida na régua do século), não partiu de um problema do sistema financeiro para chegar à vida real. Filha de uma doença que habita todos os desvãos da sociedade, sua aterrissagem na existência pegou um mundo inteiro em crise, com milhões desempregados sem perspectiva. O que foi abstração em 2008 é cruelmente material em 2020.
O Brasil não sairá da crise colocando a vida das pessoas em risco. As medidas econômicas não podem se limitar a facilitar demissões e diminuição de salários e, menos ainda, a achar que uma transferência limitada de renda seja capaz de garantir a travessia do furacão. Tanto para o cidadão comum como para o iludido empreendedor que acreditou no canto da sereia do esforço recompensado. Para que a roda gire, é preciso que as pessoas mantenham os empregos e a renda, com capacidade de voltar a consumir.
No entanto, tudo será feito em um novo patamar, sem o consumismo que nutria o mercado e sem a capacidade operacional de vários negócios que se sustentavam exatamente na relação próxima entre as pessoas. O novo sistema que sai dessa pandemia vai exigir um tempo de adequação, criatividade e transformação. A ideia de relações remotas e novos produtos e serviços precisará de um tempo de transição.
O mercado não é capaz de fazer isso por si só. O limite mais visível da nova situação econômica está inscrito no DNA do tipo de capitalismo que era considerado natural até então. Sem o Estado, a transferência de renda, a garantia de defesa da vida, a realidade como era antes está com os dias contados.
É essa situação que os planos econômicos do governo não parecem alcançar. Guedes é um ser mitológico bifronte: olha para o passado enquanto é empurrado para um futuro que vai exigir mais solidariedade (mesmo por motivos egoístas de sobrevivência) para o qual não está preparado. Nem quer.
Não se trata de decidir se o valor do auxílio emergencial será de R$ 200 ou R$ 600. Se vai durar alguns meses ou vai migrar para a renda básica de cidadania. Se as empresas vão ter linhas de crédito para manter seus negócios e preservar empregos. Se setores afetados mais frontalmente pelas características da doença terão cobertura. 
A dúvida é uma só: haverá vida possível?
Na saúde e na economia.