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domingo, 23 de dezembro de 2018

Araçuaí: exploração do lítio, o petróleo branco, vai gerar empregos no sul de Minas

Demanda global leva à corrida pelo lítio, o petróleo do futuro.

País deve virar um dos maiores produtores 
de mineral usado em baterias.
Pegmatito, rico em espodumênio (partes brancas), é mineral onde se extrai o lítio.(OTEMPO).

Nicola Pamplona, no jornal Folha de S. Paulo, em 22.12.18

ARAÇUAÍ (MG) O cenário internacional favorável e as recentes descobertas de lítio no país provocaram uma corrida por reservas do mineral, matéria-prima para a fabricação de baterias elétricas.

Dois projetos já em curso elevarão o Brasil ao status de um dos 
maiores produtores mundiais na próxima década.

Até o início deste mês, de acordo com dados da ANM (Agência Nacional de Mineração), o número de requerimentos de pesquisa do minério chegava a 117, mais que o triplo do ano anterior e quase dez vezes o registrado em 2016.

O processo vem gerando grande expectativa no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas, uma das regiões mais pobres do país, mas com grande potencial para descobertas.

Na microrregião de Araçuaí, a 600 quilômetros de Belo Horizonte, 
a 245 km de Teófilo Otoni, 310 km de Montes Claros, foram 46 
novos requerimentos de pesquisa nos últimos dois anos, na 
esteira de descobertas realizadas pela mineradora Sigma e de 
um trabalho de exploração da estatal CPRM (Companhia de 
Pesquisa de Recursos Minerais).

No trabalho, a CPRM descreveu 45 corpos rochosos com minerais de lítio, 20 deles inéditos. “A região tem potencial para se tornar uma grande produtora”, diz Vinícius Paes, um dos autores do projeto de pesquisa na região.

A partir do início de 2018, houve crescimento também pela procura de áreas no Nordeste, principalmente no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Pernambuco e na Bahia.

Chamado de “petróleo do futuro”, pelo potencial de substituição do motor a combustão, o lítio experimenta grande valorização no mercado internacional.

O preço disparou nos últimos anos, diante de planos para reduzir as emissões de poluentes no transporte em países desenvolvidos, o que gerou uma corrida por reservas no mundo. Montadoras como a Volkswagen já anunciaram metas para o fim da produção de veículos a gasolina.

O Brasil tem hoje uma pequena produção, em projeto da CBL (Companhia Brasileira de Lítio) em Araçuaí, voltada para consumo básico no mercado interno, como lubrificantes e cerâmica. Mas os investimentos recentes já começam a alterar o cenário.

“O Brasil era muito tímido nesse segmento. De repente, surge a demanda elétrica, e o setor está passando por um despertar”, afirma Ivan Jorge Garcia, especialista em recursos minerais da agência.


NOVA FÁBRICA
Em maio, a AMG Mineração inaugurou uma fábrica em Nazareno, 
240 quilômetros ao sul de Belo Horizonte, região de São João Del 
Rei, fruto de investimento de R$ 450 milhões, para extrair de pilhas 
de rejeito de sua produção de tântalo o lítio que há até pouco tempo 
não tinha valor de mercado.

A unidade opera com 60% de sua capacidade, de 90 mil toneladas por ano de espodumênio, um dos minérios nos quais se encontra o lítio. Considerando um teor de 6%, o volume equivale a 4.500 toneladas de lítio contido (medida usada internacionalmente para classificar a produção).

É o equivalente a quase nove vezes a produção brasileira ao fim de 2017, quando o país representava menos de 0,1% do mercado global, que movimentou 43 mil toneladas de lítio contido. Austrália e Chile dominavam 76% da produção. A Argentina tinha 13%.

Com investimento de R$ 350 milhões, incluindo os gastos já feitos em exploração de reservas, a Sigma prepara o maior projeto de produção do país, com capacidade para 240 mil toneladas por ano de espodumênio, o equivalente a 14,4 mil toneladas de lítio contido.

AMG e Sigma já falam em estudos para dobrar capacidade. E vislumbram a possibilidade de avançar na cadeia produtiva. Hoje, a transformação do mineral em compostos químicos e depois em baterias é dominada pelos chineses.

“Temos disponibilidade de matéria-prima e mercado, que é um dos maiores do mundo. Temos o princípio e o fim. Precisamos apenas desenvolver o meio”, diz Itamar Resende, presidente da Sigma Mineração. A “cereja do bolo”, diz, seria conseguir atrair uma fábrica de baterias para o país.

A AMG já deu um passo e fechou acordo com a sul-coreana Ecopro para estudar a viabilidade de uma unidade química de produção de sulfato de lítio, uma etapa além na cadeia de produção de baterias.

“É um produto de valor agregado muito superior”, afirma o presidente da companhia, Fabiano Costa. Se o projeto for aprovado, a expectativa é que inicie as operações em 2021.


EXPECTATIVA

Durante 8 de seus 35 anos, Washington Chaves dos Santos deixava uma vez por ano a aridez de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, rumo ao interior de São Paulo para garantir o sustento da família no corte de cana.

Partia com outras centenas de moradores para temporadas de até oito meses longe da mulher e do filho. Kessiane Lima Silva, 36, teve mais sorte. Formou-se em geologia e desenvolveu sua carreira trabalhando para mineradoras na região Norte do país. Mas há algum tempo sonhava em voltar a Araçuaí para poder dar assistência aos pais, já em idade avançada.

Os dois hoje são colegas de trabalho na mineração de lítio da Sigma, que tem o maior projeto de produção do mineral em curso no país, investimento que gera grande expectativa em uma área que exportava mão de obra por falta de oportunidades.

“Graças a Deus veio essa empresa para cá”, diz Santos.

Com economia basicamente agrícola, de pequena mineração e garimpos de pedras semipreciosas, a região espera que o lítio traga empregos e oportunidades de negócios.

Nas obras da fábrica, que devem começar em 2019, serão 500 
empregos, diz o presidente da Sigma, Itamar Resende.

A expectativa é que o número seja mantido durante a operação, incluindo a mão de obra para a exploração de reservas adicionais.

Única produtora do país até o fim de 2017, a CBL (Companhia Brasileira de Lítio) estuda ampliar sua capacidade. A empresa atua desde 1993, mas tem produção basicamente voltada ao mercado interno.

Em uma fábrica em Divisa Alegre, na divisa com a Bahia, produz 
matéria-prima para lubrificantes.

Em março, iniciará operações de uma unidade de purificação para começar a prospectar o mercado de baterias, diz o diretor-superintendente da companhia, Paulo Sergio Castro Renestro.

Impactos ambientais

A empresa, porém, enfrenta críticas de moradores, que 
reclamam de poluição causada por uma pilha de rejeitos.

“Se o vento sopra para cá, vem uma nuvem”, diz o agricultor Valdeir Gonçalves dos Santos, 54, apontando para a pilha atrás de sua casa. “Os meninos já tiveram problema de respiração, bronquite, asma.”

A CBL nega que cause danos à comunidade. 
A Prefeitura de Araçuaí não se pronunciou.

Fonte: Folha de S. Paulo, em 22.12.2018

Breve Comentário do Blog:
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo, neste sábado, 22.12.18, leva euforia a moradores do Vale pelo grande impulso na exploração de  lítio, na região de Araçuaí, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas.

Muitos sonham com a geração de empregos sem nem atentar que a fábrica para processamento  dos produtos do lítio será em Nazareno, um pequeno município, mais ao sul de Minas, na região de São João Del Rei, que vai gerar 500 empregos, em 2019.

O Vale do Jequitinhonha continuará sendo apenas fornecedor de matérias-primas com baixa geração de empregos, além de ter grande perda ambiental, como a deterioração da qualidade das  águas que abastecem as comunidades e o surgimento de doenças respiratórias, principalmente na comunidade do Barreiro, na divisa de Araçuaí com Itinga, onde o rio Piauí foi destruído. Esse é o local de maior concentração da exploração do lítio pela CBL - Companhia Brasileira do Lítio (fundada em 1986 com geração de 300 empregos  diretos) - o Governo de Minas tem 33% das suas ações -, e suas parceiras como a Sigma, a ABM Mineração (dona da fábrica em Nazareno) e a espanhola Emerita Resources, que adquiriu direito de exploração do lítio no Vale.

Faremos uma série de reportagens sobre o lítio, as grandes reservas localizadas no Médio Jequitinhonha, a política  de exploração do mineral e o seu processamento em fábricas do sul de Minas, o uso do material em diversos produtos e a possibilidade da mineração desencadear o desenvolvimento regional do Vale com o aproveitamento da matéria-prima em unidades de processamento na região.




sexta-feira, 7 de abril de 2017

LIDERANÇAS COMUNITÁRIAS E POLITICAS ELOGIAM ATUACAO DA CBL

Procurando esclarecer os fatos sobre a CBL - COMPANHIA BRASILEIRA DE LITIO

Para verificar a fundamentação de denúncias contra a CBL, entrevistamos moradores da comunidade de Fazenda Velha, prefeitos de Araçuaí e Itinga e entidades sociais assistidas pela empresa.

Foto: arquivoProcurando esclarecer os fatos sobre a CBL
Mina da CBL em Araçuai



Recentemente, a CBL foi criticada através das redes sociais,  porque estaria descumprindo normas ambientais e poluindo o Ribeirão Piaui, de onde é captada a água para a lavagem do minério.
 
Para verificar a fundamentação das denúncias, fomos ao local da mineração, nos identificamos, pedimos documentos oficiais, ouvimos os moradores da comunidade que moram no entorno, prefeitos dos dois municípios (Itinga e Araçuaí), entidades que expediram os licenciamentos ambientais, e entidades de Araçuaí que recebem apoio social da empresa. O que eles falaram esta nesta matéria:



Impactos

Moradores da Fazenda Velha, dizem que empresa apoia a comunidade
Moradores da Fazenda Velha, dizem que empresa apoia a comunidade



A mina fica a 20 km do centro de Araçuaí, na região conhecida por Fazenda Velha. Para se chegar ao local, percorre-se um trecho de 16 km asfaltado, da BR- 367, e 4 km em uma estrada municipal de terra batida, em bom estado de conservação.



Moradores mostram igrejinha e tenda de farinha construídas pela CBL na Fazenda Velha
Moradores mostram igrejinha e tenda de farinha construídas pela CBL na Fazenda Velha



A comunidade de Fazenda Velha fica a pouco mais de 200 metros da entrada da empresa. Cerca de 30 famílias vivem no local que possui um campinho de futebol, uma igreja e uma tenda de produção de farinha que funciona de forma comunitária, em épocas da safra de mandioca. 



Caminhão pipa molha trecho de estrada que corta a comunidade.
Caminhão pipa molha trecho de estrada que corta a comunidade.


Os moradores contam que pelo menos um caminhão  que transporta  minério e um ônibus que transporta funcionários,  passam em média duas vezes por dia,  pela  estrada que  corta a comunidade. O caminhão leva o minério  para Divisa Alegre a 190 km de Araçuaí, onde ele  sofre a transformação química.


Indagada por que não pavimenta o pequeno trecho, a CBL diz que a estrada é municipal, não está no percurso de operação da empresa, e que a pavimentação é de competência do poder público, mas que, apesar disso a CBL cuida da estrada dando manutenção como a colocação de brita e limpeza das laterais, além de estar à disposição para cooperar com a Prefeitura na melhoria da estrada

"A movimentação de máquinas, equipamentos e caminhões que trabalham no processo de extração e beneficiamento dos minerais ocorre em circuito fechado, dentro da propriedade da empresa", informou Glen Cleuber, diretor de mineração. 

Apesar do pequeno tráfego de caminhões na estrada citada, frequentemente um caminhão pipa circula pela mesma, molhando o trecho de acesso público, que corta a comunidade, para evitar poeira de terra (nunca de minério) e incômodos para os moradores.


A aposentada Dejanira Fagundes, de 82 anos, conta que trânsito de caminhões não incomoda.
A aposentada Dejanira Fagundes, de 82 anos, conta que trânsito de caminhões não incomoda.




Barulho de sapo

Perguntamos se os caminhões que transitam pela estrada incomodam com o barulho e poeira. “Não tem muito trânsito. Eles sempre estão molhando”, diz dona Dejanira Fagundes, de 82 anos. 

" Desconheço empresa que fez mais pela nossa comunidade como a CBL”, admite a aposentada Domingas de Deus Sousa, de 72 anos. 
“Quando acontece de dar poeira, a gente liga e eles atendem nossos pedidos”, conta a aposentada ”. 
"De noite o barulho aqui é só de sapo quando chove", brinca Maria das Graças Alves Siqueira, 55 anos. 

“ Durmo a noite inteira e não ouço nada”, admite dona Maria Luiz dos Santos, de 66 anos. Ela faz questão de mostrar a igrejinha do lugar e uma fabriqueta de farinha construídas pela CBL. “ Eles são muito bons. Tem gente da comunidade que trabalha na empresa e outros já se aposentaram”, destaca dona Maria.


Elizabeth Rodrigues, presidente da Associação dos Moradores de Fazenda Velha
Elizabeth Rodrigues, presidente da Associação dos Moradores de Fazenda Velha



A presidente da Associação dos Moradores da Fazenda Velha, Elizabeth Rodrigues, 52 anos, destaca a importância da empresa para a região e lembra que foi através dela que educou seus 3 filhos, hoje com 33, 23  e 18 anos. " As críticas contra a CBL só aparecem em épocas de política. É gente querendo aparecer", afirma a líder comunitária.

Projeto Ambiental

Elizabeth Rodrigues conta que as ultimas chuvas provocaram a cheia do Ribeirão Piauí e que muitas árvores das margens foram arrancadas pela correnteza. " Agora estamos desenvolvendo um projeto de replantio de mudas, com apoio da CBL. Não temos que reclamar. Sempre que convocamos reuniões eles comparecem e sempre nos apoiam e atendem nossos pedidos", afirmou.



Matas ciliares foram devastadas pelas enchentes de janeiro de 2016 (foto cedida pela CBL)
Matas ciliares foram devastadas pelas enchentes de janeiro de 2016 (foto cedida pela CBL)






Mudas do projeto de reflorestamento da CBL, que estão sendo usadas na recomposição das matas ciliares do Ribeirão Piauí
Mudas do projeto de reflorestamento da CBL, que estão sendo usadas na recomposição das matas ciliares do Ribeirão Piauí




Licença de Operação revalidada


O cumprimento de normas ambientais pela CBL–Companhia Brasileira de Lítio, com sede em Araçuaí, levou a SUPRAM - Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, através do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), órgãos do Estado, a revalidar a licença de operação para a lavra subterrânea e beneficiamento do lítio até o ano de 2023 contemplada com 2 anos adicionais no prazo de validade , a título de prêmio.


 Para Glen  Cleuber Lopes, diretor de mineração, a  empresa já nasceu com uma orientação de desenvolvimento sustentado socioambiental e deve servir de exemplo para outras, que pensem em se instalar na região. Por conta disso, recebeu do Estado, em 2015, Licença de Operação por mais 8 anos.”, destaca  o engenheiro, exibindo o documento: LO nº 128/15.


De acordo com relatório do Sistema Estadual de Meio Ambiente-SISEMA a empresa vem trabalhando de forma correta e seguindo as legislações ambientais vigentes. O órgão informou ainda que a empresa faz sistemático monitoramento das águas superficiais e subterrâneas. 


Entidades defendem empresa

Três das principais entidades filantrópicas de Araçuaí- Hospital São Vicente, Ação Social Santo Antônio e APAE- falam da importância da parceria com a CBL. " São nossos principais parceiros e apoiadores e sempre estão prontos para ajudar quando precisamos", destaca Geraldo Silva, diretor do Hospital São Vicente. 


Unidade da APAE em Araçuaí, construída pela CBL
Unidade da APAE em Araçuaí, construída pela CBL



"Não medem esforços para nos ajudar", destaca Eunice Maria Tanure Jardim, diretora administrativa da APAE. Ela lembra que a empresa construiu o prédio onde funciona a entidade, equipou a clínica, doou uma Kombi para o transporte dos alunos e instalou um poço artesiano no local. "Todas as empresas do município deveriam seguir o exemplo da CBL. Nunca nos negaram nada", afirma Eunice Maria.

" Estão sempre presentes e não nos negam ajuda", disseram Geraldo da Cunha Melo Filho e Derval Borges, presidente e vice-presidente respectivamente, da Ação Social Santo Antonio, que acolhe idosos e crianças. 

 Questionamos a CBL sobre a forma de aproveitamento das doações com abatimento do Imposto de Renda da empresa, a partir das parcerias com as entidades. O coordenador administrativo e financeiro,  Ilton Lemes  informa que a CBL está submetida à  tributação do Imposto de Renda (IR), com base no lucro presumido. "Isto significa que a os valores doados às obras sociais., não alteram o IR a recolher"- disse ele, 

Prefeitos falam da importância da empresa

As áreas de exploração da CBL atingem os municípios de Araçuai e Itinga. O prefeito de Itinga, Adhemar Marcos (PSDB) informou através de nota que a empresa repassa regularmente os royalties ao município  e que os recursos são utilizados em obras de infraestrutura e citou  como exemplo, o asfaltamento das vias públicas da cidade. Para ele A CBL é importante para a economia não só do município de Itinga, mas do Vale do Jequitinhonha,

Já o prefeito de Araçuai, Armando Paixão (PT) lembrou que sem a ajuda da CBL o hospital São Vicente de Paula, não estaria aberto. " O hospital tinha uma dívida  atrasada de contribuições, de cerca de R$ 500 mil, que foi paga pela CBL. A empresa é muito importante para nossa região,  porque gera empregos e aquece a economia. Recebemos dela regularmente, o repasse dos royalties, como estabelece a lei. É uma parceira importante do município", reconhece o prefeito.

Geração de empregos

A presença da empresa na região contribui com o aquecimento da economia. 
A exploração mineral é significativa, sendo responsável pela metade da riqueza que circula no local segundo dados do GESTA/UFMG, Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais, vinculado ao Departamento de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de Minas Gerais.
 Fonte: Sérgio Vasconcelos, da Gazeta de Araçuai

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Esclarecimentos da CBL à comunidade de Araçuaí

A Companhia Brasileira de Lítio-CBL- iniciou suas atividades em Araçuaí, em 1990.


Foto: divulgaçãoEsclarecimentos da CBL à comunidade de Araçuaí
Mina subterrânea da CBL
A CBL-Companhia Brasileira de Lítio, coerente com sua atitude de respeito às instituições e à sociedade vem a público esclarecer informações inverídicas divulgadas recentemente nesta cidade.

De início, cabe registrar que se trata de denúncias levadas a público sem que seus autores tenham tido antes o cuidado de dirigir-se à empresa para procurar obter soluções – postura de quem está seguro do que pleiteia e atua em boa fé- procedimento que, de pronto, faz refletir sobre suas reais intenções. 

MEIO AMBIENTE

A CBL é acompanhada por fiscalizações frequentes dos órgãos ambientais e vem atuando desde o início de suas operações guiada pelo senso de responsabilidade, dentro do conceito do desenvolvimento sustentável. Não utiliza nenhum produto químico no processo de lavagem do minério

A empresa possui três bacias de decantação em série, onde os rejeitos sólidos são removidos e estocados em pilhas e a água é reciclada ao processo, portanto, não há lançamento de efluentes líquidos no rio Piauí. 

Na época de chuvas o vertedouro da última bacia de decantação, devolve para o rio o excesso de água, porém como condicionante ambiental são colhidas amostras a jusante e a montante desta bacia e laudos comprobatórios da inexistência de alterações na qualidade da água do rio são enviados semestralmente à SUPRAM há anos.

Hoje existe um lago próximo a BR 367, km 276, mas que não pertence à CBL, que por sua vez jamais lançou qualquer resíduo neste lago.

Tem uma atenção especial com a estrada pública, que liga a Mina à BR 367 e para evitar que os caminhões de transporte de concentrado do espodumênio levantem poeiras (nunca partículas de minério, que é transportado de forma úmida), a CBL tem como procedimento, principalmente nas secas, de molhar constantemente esta estrada mitigando eventuais incômodos às comunidades próximas.

Em 26 anos de operação da CBL- Araçuaí, não há nenhum registro de caso de doença pulmonar vinculado à empresa, seja de funcionário e/ou qualquer morador da comunidade citada anteriormente.

IMPOSTOS

 A CBL recolhe mensalmente ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) um percentual sobre o valor do minério transferido a título de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais), sendo que, legalmente, 65% desta verba são destinados aos municípios onde atua em mineração: Itinga e Araçuaí e outros 35% destinados ao Estado e União.

A CBL recolhede forma correta e pontual, todos os impostos e contribuições legais, sejam: federais, estaduais ou municipais. Os critérios legais da divisão entre os entes federados (união, estado e municípios) são definidos pela legislação num montante global da ordem de R$16 milhões/ano.

OBRAS SOCIAIS

A CBL gera nas unidades de Minas Gerais cerca de 300 empregos diretos e inúmeros indiretos.

CBL  colabora com obras sociais do município 

Desde que se instalou no município de Araçuaí, a CBL vem contribuindo com várias obras sociais nos municípios onde está inserida: Araçuaí e Itinga.

Citamos como exemplo : doação mensal ao Hospital São Vicente de Paulo, apoio à clínica e escola da APAE, doações às áreas de saúde, educação, esporte e cultura, instituições de caridades, associações comunitárias urbanas e rurais, etc. Além de nas épocas de secas, quando ocorre a baixa do Rio Piauí, a CBL de forma solidária aos ribeirinhos e em parceria com as prefeituras locais doa caminhões d’água a estas Comunidades.

Além de inúmeros investimentos realizados, entre eles: 

Sede da APAE em Araçuaí, construída pela CBL
Sede da APAE em Araçuaí, construída pela CBL
 - Construção do prédio da clínica e escola da APAE de Araçuaí, dotado de quadra para atividades físicas e esportivas, com doação de todos os equipamentos e mobiliário necessários para o atendimento aos usuários por: fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, assistente social, psicólogo, etc.

- Reforma da ala de idosos da Ação social Santo Antônio

- Reforma e adaptação da sala e aparelho de RX do Hospital de Araçuaí

- Construção do Banco de Sangue do Hospital com respectivos equipamentos

- Construção da igreja da comunidade de Fazenda Velha

- Apoio na construção da atual igreja da comunidade de Barreiros
  
- Construção de Galpão e banheiros na comunidade de Poço D´Antas (Itinga)
  
- Doação dos bancos da Praça da Matriz em Araçuaí
  
- Atendimento de toda a demanda de brita das prefeituras locais (Araçuaí e Itinga), que a utiliza: na confecção de bloquetes de pavimentação de ruas (asfaltamento e calçamento), conservação das ruas não pavimentadas e estradas vicinais aos municípios e na ponte de Itinga.
  
Ao concluir, afirmamos à população de Araçuaí que a CBL está aberta a todos que queiram visitá-la e conhecer como ela atua: autoridades, escolas, instituições e/ou representantes de moradores das Comunidades vizinhas.

Glen Cleuber Lopes Marques
Diretor de Mineração
23/02/2017