Sigma obtém sinal verde para investir R$ 500 milhões em lítio.
Valor será investido por mineradora para produzir óxido de lítio, matéria-prima das baterias de carros elétricos.
Unidade industrial será construída em Itinga e vai gerar 300 empregos diretos.
Foto: divulgação
Empreendimento será anunciado hoje pela Sigma Mineração e já nasce no sistema avançado de processamento a seco, sem barragens
Sigma recebe licença ambiental para
planta de concentrado de lítio
A Sigma Lithium Resources obteve, no dia 11.06.19, as licenças ambientais, prévia e de instalação necessárias para construção e instalação de uma unidade para a produção comercial de lítio, emitidas pelo Conselho de Política Ambiental (Copam) do Estado de Minas Gerais.
A fábrica de hidróxido de lítio ficará no município de Itinga, no Vale do Jequitinhonha,
nordeste de Minas.
Com tecnologia australiana de última geração, a empresa brasileira Sigma
Mineração acaba de obter o licenciamento ambiental do governo de Minas
Gerais para produzir no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do país, o
concentrado de óxido de lítio – matéria-prima das sofisticadas e demandadas baterias
dos veículos elétricos.
O investimento deve alcançar R$ 500 milhões (US$ 125 milhões) numa unidade
industrial que será construída no município de Itinga, no Médio Jequitinhonha,
nordeste de Minas, distante 43 km de Araçuaí, 192 km de Teófilo Otoni, 635
quilômetros de Belo Horizonte, e terá capacidade para gerar cerca de 300 empregos
diretos na operação.
O empreendimento será anunciado hoje pela companhia e já nasce no sistema
avançado de processamento a seco do minério do lítio, o espodumênio, eliminando
as barragens de rejeitos, e equipado para reciclagem de 90% da água usada no
processo industrial, informou Ana Cabral, membro do Conselho de Administração
da Sigma.
O tratamento a seco e a produção do concentrado de lítio com teor superior a 6%
no chamado grau bateria foram patenteados pela mineradora, após desenvolvimento
apoiado por consultoria da Austrália, grande concorrente do Brasil na produção de
minerais como o ferro.
Os recursos aplicados na planta industrial deverão alcançar R$ 1 bilhão, contados
os aportes previstos de empresas terceirizadas que vão atuar na planta industrial da
Sigma, de acordo com Ana Cabral.
Ela destaca que o projeto introduz o Brasil e Minas Gerais num mercado promissor
e de alto valor, o da fabricação de baterias de lítio para ônibus e carros elétricos,
e, ainda, empregadas no armazenamento de energia limpa, das usinas eólicas e solares.
“Colocamos o Brasil e Minas Gerais no mapa global do lítio para baterias, produto de
alto valor agregado e com crescimento de demanda prevista em cinco vezes deste
ano até 2025”, afirma Ana Cabral.
As estimativas do setor indicam que este mercado vai evoluir da produção de
270 mil toneladas de LCE (medida em carbonato de lítio equivalente) para 1,025
milhão de toneladas de LCE dentro de seis anos.
Na América do Sul, apenas o Chile, outro grande produtor de minerais, disputa esse
mercado.
Com pretensões de começar a extração do lítio este ano, o grupo acredita que as reservas do precioso mineral serão destaque mundial.
As minas adquiridas pela Sigma em Itinga, entre elas a principal reserva, batizada de Xuxa, estão localizadas na região conhecida como Grota do Cirilo e são
consideradas reservas de classe mundial. “O concentrado pré-químico que vamos
produzir poucas empresas estão habilitadas a entregar no mundo”, observa a executiva
da mineradora.
O concentrado de óxido de lítio a ser obtido no Vale do Jequitinhonha tem nível
de impurezas alcalinas (potássio e sódio) abaixo de 0,5% e ferro e mica, outros dois
elementos indesejáveis no processo, abaixo de 1%. Antes mesmo de iniciar a
produção, a Sigma firmou contrato de fornecimento à japonesa Mitsui.
As equipes da empresa já estão trabalhando no projeto de engenharia de
detalhamento para dar início à construção da unidade industrial no terceiro trimestre
deste ano. A empresa também iniciou o processo de contratação de pessoal, com
a decisão de priorizar a mão de obra local.
Vista área parcial da cidade de Itinga (MG), com ponte sobre o rio Jequitinhonha.
Dos 22 anos como Juiz, Moro gastou 13 para perseguir, prender e não permitir a liberdade de Lula.
Sérgio Moro permaneceu na carreira de juiz federal por 22 anos, de 1996 a novembro de 2018. Desses 22 anos, dedicou mais da metade do tempo na perseguição a Lula.
De 2005 até o último dia no cargo de juiz da 13ª Vara de Curitiba – durante, portanto, 13 dos 22 anos de carreira – Moro não se descuidou de nenhum detalhe concernente ao objetivo primordial da sua vida.
Antes de se exonerar em novembro/2018, Moro deixou a 2ª sentença de condenação seriada do Lula pronta e escrita para Gabriela Hardt, sua substituta provisória. Ela apenas teve o trabalho de copiar o texto, colá-lo num arquivo com outro nome e assinar o documento [aqui].
A perseguição obcecada a Lula, que poderia ser entendida como um distúrbio comportamental ou uma obsessão doentia do Moro, na realidade é a expressão de uma militância política engajada, messiânica, dedicada à viabilização de um projeto de poder da extrema-direita.
Não se pode, evidentemente, descartar a hipótese de um quadro híbrido, que mescla componentes patológicos com tenacidade ideológica.
Somente uma perícia especializada pode confirmar diagnósticos. Entretanto, a reação fria e sociopata do Moro diante das provas aterradoras reveladas pelo Intercept, indica tratar-se de um personagem “complexo”, narcísico; impositivo e, que, ao mesmo tempo, demonstra ambição desmensurada pelo poder.
Em 7 de dezembro de 2018 publiquei artigo mostrando que Moro começou a arquitetar o plano para prender Lula ainda em 2005 [aqui], quando trabalhava como juiz auxiliar da ministra do STF Rosa Weber no chamado “mensalão”.
Essa informação do “Plano Moro” foi extraída da entrevista de Onyx Lorenzoni à Globo News [a partir do minuto 6:50], na qual o colega de ministério do Moro explica que na época da CPI do chamado “mensalão”, ele pediu sugestões [?!] ao então juiz de Curitiba. Onyx relata que
“aí ele [Moro] trouxe 1 série de contribuições e duas muito relevantes, que o pessoal de casa vai entender agora: a primeira que ele pediu, em 2005, foi a atualização da Lei de delação premiada, que levou 7 anos pra fazer. A outra, a transformação do crime de lavagem de dinheiro de crime acessório para crime principal”.
À continuação da entrevista, Onyx esclareceu que a partir das “contribuições” do Moro, os obstáculos e dificuldades que em 2005 impediram que Lula fosse atingido na armação do chamado “mensalão”, foram removidos ao longo do tempo. E então eles finalmente puderam “chegar” no Lula no chamado “petrolão”, conforme se regojiza Onyx:
“Os 2 fatores – a lavagem de dinheiro como crime principal, e a revisão da lei de delação premiada – foram a diferença entre no ‘mensalão’ não ter chego [sic]no Lula, e no ‘petrolão’ ter chegado no Lula”.
As revelações do Intercept comprovam documentalmente e materialmente a farsa da aliança Globo-Lava Jato, sob a liderança de Sérgio Moro, para derrubar Dilma, instalar o regime de exceção e, num contexto de arbítrios, atropelos e ilegalidades, condenar e prender Lula para tirá-lo da eleição que venceria com facilidade e contra qualquer candidato – e já no 1º turno de outubro de 2018.
A revelação de Onyx, de outra parte, põe a nu “a estratégia política e partidária montada pelo Moro para levar a efeito o plano de perseguição e de prisão de Lula, arquitetado muito tempo atrás” [meu artigo citado acima].
Os abusos cometidos pelo Partido da Lava Jato contra Lula, mundialmente repudiados, alcançaram o objetivo; porém, ao preço da destruição do Estado de Direito, da soberania do país e da extinção dos direitos e das conquistas civilizatórias do povo brasileiro.
Moro não mediu esforços na cruzada para interditar Lula politicamente e instalar um governo de extrema-direita. Ele aparelhou o judiciário e articulou ativamente com parcela da imprensa uma narrativa de condenação a Lula.
É claro como a luz do sol que Moro, como juiz, não teve isenção e imparcialidade. Ele subverteu o ordenamento jurídico-legal para concretizar interesses políticos de um grupo ultra-reacionário e de extrema-direita.
Moro foi certeiro no alvo. Ele centrou todo arsenal de guerra contra Lula, a única pessoa que poderia estorvar seus planos e impedir sua trajetória rumo ao poder.
Moro, contudo, foi descoberto e está desmoralizado. Considerando a gravidade dos crimes cometidos, de conspiração e traição; e de atentado à Constituição e ao Estado de Direito, seu destino não poderá ser outro que não aquele que ele injustamente, como um Soberano totalitário, impôs aos seus inimigos políticos: a prisão.
Uma revelação insofismável expõe instantaneamente a verdade: o Juízo Final do Lula já estava pronto antes do julgamento. Juiz e promotor combinaram, previamente, apenas detalhes do processamento para facilitar o andamento do jeito que eles queriam, com mais agilidade. Também para que as razões da sentença fossem bem compreendidas e aceitas pela opinião pública. O juiz, no caso, é especialmente preocupado com a Opinião Pública.
Sou velho e conheço as coisas da política: a Opinião Pública, no Brasil, aquela que se reflete e se espelha na grande mídia global, já havia condenado o Lula. Chamo de opinião pública aquela que aparece nos jornalões, no rádio e na televisão; aquela que faz e é feita pelo pensamento desta Elite do Atraso definida por Jessé Souza.
É assim mesmo: o povo da massa, ou a massa do povo tem pensamento, sim, mas, pelo vício da cultura, ele é fortemente influenciado pelo patrão e pela mídia: o juízo espontâneo é imediatamente amoldado pelo que dizem “aqueles que sabem”...
Lula é condenável porque Lula é nordestino do interior, pau-de-arara atrasadão, que veio trabalhar em S.Paulo, tudo bem, mas que se meteu a fogueteiro de fazer política e fundar um Partido DOS TRABALHADORES!
“Não soube ficar no seu lugar”.
Então, por isto mesmo, “agora, sim, está no seu lugar”.
É o juízo do Moro, é o juízo da Elite, isto é, o juízo certo, não é necessário perder tempo e incomodar os senhores do Supremo para se chegar à conclusão esperada, ao Juízo natural, evidente por si mesmo. Basta combinar com o Procurador, não se prender a exigências burocráticas, simplificar as coisas, andar mais rápido neste processamento do óbvio.
Não há o que condenar neste Sr. Moro.
Sim, ele teve a colaboração dos amigos de sempre, a CIA e a Globo; nada mais natural, porém, ainda assim, devemos lhes agradecer.
Há quem diga, de outro lado, como eu, que este senhor Moro é um funcionário do Departamento de Justiça do governo americano, não do governo brasileiro.
Que toda semana ia lá pedir instruções de como dar andamento a este processo que faz parte – e é parte relevante – do plano de diminuir o Brasil que estava ficando importante demais. Reduzir nosso País à sua condição histórica de quintal, no máximo se sub-líder da América do Sul, obediente à Chefia do Norte.
Posição que sempre desempenhou muito bem, numa postura bem equilibrada do grande Itamaraty, até chegar esta cambada do PT, chefiada por este nordestino pau-de-arara que não tem noção das coisas, com um ministro que pensa que sabe tudo do mundo, a falar em soberania, como se o Brasil de antes não fosse uma nação soberana, que administrava livremente seus assuntos internos e, por decisão soberana, de seu governo e de suas forças armadas, seguia o Ocidente na sua política externa – o Ocidente, seu berço esplêndido e natural, suas tradições, seus valores, seus interesses como um todo, perante o outro mundo, o mundo oriental.
O Brasil finalmente tem um Juiz.
Que devia ser o Juiz Supremo, substituir o galã, que correu o risco e levou uma facada para poder ser presidente, e hoje reconhece sua falta de competência.
Roberto Saturnino Braga, 88 anos, engenheiro civil, foi vereador e prefeito do Rio de Janeiro, senador por tês mandatos. Há 20 anos, escritor e analista político.
manifestação que ocupou o Centro de Belo Horizonte.
ROGÉRIO HILÁRIO
Em Minas, a Greve Geral foi vitoriosa, tanto na paralisação de atividades do trab alho, quanto nas manifestações de rua, no trancamento de rodovias. Tanto na Capital quanto em dezenas de cidades do interior. Desde as grandes e médias cidades, como em Juiz de Fora, Uberlândia, Montes Claros, quanto em pequenas cidades como Turmalina, Araçuaí e Almenara, no Vale do Jequitinhonha.
Com a paralisação da maioria das categorias, dos setores público e privado, a união das centrais sindicais, estudantes, movimentos sociais e populares, das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, manifestações, atos e marchas na capital e no interior, a Greve Geral foi vitoriosa em Minas Gerais nesta sexta-feira, 14 de junho. Em Belo Horizonte, mais de 250 mil pessoas participaram da passeata, que saiu da Praça Afonso Arinos e percorreu as ruas do Centro até a Praça da Estação.
A Greve Geral foi convocada pelas centrais sindicais para ser a maior mobilização da luta contra a reforma da Previdência e os cortes nos investimentos da educação. Estas e outras pautas, como a defesa da democracia – que inclui a libertação do ex-presidente Lula -, a luta contra as privatizações e as soluções para o desemprego resultaram em três mobilizações históricas em menos de um mês. Nos dias 15 e 30 de maio, no total, mais mais de 500 mil pessoas foram as ruas da capital mineira.
Os manifestantes foram acompanhados por quatro carros de som e levavam, em sua maioria, cartazes e faixas contra a reforma da Previdência, defendendo uma aposentadoria digna, educação pública gratuita e de qualidade, a libertação de Lula, contra as privatizações, e com outras pautas. Um grupo de manifestantes chamou a atenção pela originalidade. Estudantes, professores e simpatizantes se uniram em uma performance com as cabeças passando por um pano, que se estendia por quase 100 metros. Segundo eles, a exibição simbolizava o “Tsunami da Educação”, numa alusão à defesa da educação pública, gratuita e de qualidade dos três atos realizados neste ano.
Paralisaram as atividades nessa sexta-feira (14.06), os bancários, dos setores público e privado (Belo Horizonte, Juiz de Fora e região), servidoras e servidores da educação (municipais, estaduais e federais), da saúde, servidores públicos municipais, trabalhadoras e trabalhadores da Copasa (água e saneamento), da área de processamento de dados (Serpro, Dataprev, Prodabel e Prodemge), metalúrgicos, petroleiros, Correios, eletricitários, economistas, professores e estudantes.
“Estamos todos de parabéns. Em menos de um mês, construímos três grandes manifestações contra o projeto de reforma da Previdência e os cortes nos investimentos em educação. E, hoje, fizemos uma Greve Geral vitoriosa, com a classe trabalhadora e os estudantes dando um recado para o governo Bolsonaro. Estamos aqui também para dar um recado ao representante de Bolsonaro em Minas, o governador Romeu Zema: não às privatizações, não estamos à venlda”, disse a deputada estadual (PT) e presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Beatriz Cerqueira.
“Parabenizo a todas e todas que se uniram nesta Greve Geral histórica e, em especial, aos metroviários, que não se intimidaram com a multa de R$ 200 mil e paralisaram totalmente as atividades. É a união das categorias. E temos um recorde de participação com mais de 250 mil pessoas nas ruas hoje. Essa reforma acaba com a aposentadoria de quem está na ativa e de quem vai entrar no mercado de trabalho. Vai acabar com o povo brasileiro”, afirmou Jairo Nogueira Filho, coordenador-geral da CUT/MG.
“A Fasubra e a instituições federais de ensino estão se somando a este movimento para fazer a luta em todo o país contra esta reforma que atinge fundamentalmente todas as mulheres do país. Belo Horizonte está dizendo a Bolsonaro que não quer a sua reforma. E que estaremos sempre nas ruas até derrotar as políticas deste governo”, afirmou Rosângela Gomes Soares da Costa, secretária de Comunicação da CUT/MG e da Coordenação da Mulher Trabalhadora da Fasubra.
Metroviários
As 18 estações do metrô em Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana, amanheceram completamente fechadas. Metroviárias e metroviários cruzaram os braços e, por volta das 11 horas, saíram em marcha da Estação Central para a Praça Afonso Arinos, local da concentração dos movimentos sindical, sociais, estudantis e populares, convocados pelas centrais sindicais e Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Durante o trajeto, eles cantaram as palavras de ordem “Metrô estatal, tarifa social”, “O povo na rua, Bolsonaro a culpa é sua”, “Esta reforma, eu digo não, quero saúde, trabalho e educação”.
Mobilizações
As mobilizações não se limitaram ao ato. Na BR-040, em Congonhas, na região Central, as duas pistas – sentido BH e Rio de Janeiro – foram completamente interditadas por manifestantes desde o início da manhã. Nas primeiras horas da manhã. Por volta das 6h50, a BR-381, em Betim, na Grande Belo Horizonte, foi paralisada por manifestantes. O protesto parou o trânsito por uma hora. Estudantes também trancaram a Avenida Antônio Carlos, também pela manhã, próximo à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Houve paralisação, também, na Linha Verde, próximo à Cidade Administrativa, sede do governo estadual. Em Ouro Preto, diversos sindicatos, movimentos e organizações populares começam o dia parando a garagem da Transcotta e dialogando com os trabalhadores.
Em dezenas de cidades, manifestações das Minas e dos Gerais
As manifestações populares dessa seta-feira se espalharam por toda a Minas Gerais.
Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro,
Fontes: BrasildeFato, Facebook, Frente Minas Popular, CUT, Consulta Popular, MST, Levante Popular da Juventude, Jornalistas Pela Democracia, Midia Ninja, Comunicadores do Vale.
Paulistanos se concentraram em frente à Fiesp, uma das entidades apoiadoras do golpe parlamentar de 2016 / Mídia Ninja
As ruas responderam com um retumbante “não” à proposta de reforma da Previdência e aos retrocessos promovidos pelo governo Jair Bolsonaro (PSL). Durante todo o dia, os atos convocados por 12 centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo reuniram milhares de pessoas em 380 cidades de norte a sul do país, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), responsável pela produção do mapa abaixo (clique aqui para acessar o mapa interativo) com o levantamento dos atos que marcaram a Greve Geral em todo o Brasil.
Ao todo, segundo a central, 45 milhões de trabalhadores participaram ou foram impactados pelos atos e paralisações.
Nas capitais, a adesão dos setores de transportes, ônibus, metrôs e trens contribuiu para grande número de pessoas que foram engajadas na discussão dos temas que pautam a Greve Geral.
Na internet, a #GreveGeral liderou a lista de “assuntos do momento” do Brasil na rede social Twitter. Entre 17h e 17h20, aconteceu uma mobilização virtual – “twittaço” – contra a reforma da Previdência, com a hashtag #BrasilBarraReforma.
A Greve Geral desta sexta-feira (14) é um desdobramento da luta unitária das centrais sindicais, movimentos populares e setores progressistas pela educação pública e contra a reforma da Previdência. Os protestos dos dias 1º, 15 e 30 de maio também foram construídos a partir da união de forças democráticas.
Brasil amanheceu com rodovias bloqueadas. (Foto: Divulgação)
Atos de rua mobilizaram as principais cidades do país
Na capital paulista, 50 mil pessoas se reuniram em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e seguiram até a Praça da República, onde o ato foi o encerrado. Na concentração, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) comentou os dois episódios que marcaram a semana de Bolsonaro.
“Qual é a moral de um presidente que se aposentou aos 33 anos tem para impor goela abaixo uma reforma da Previdência como essa?”, perguntou durante o ato, que também pediu a renúncia do ministro Sérgio Moro. “Ele já era partidário quando era juiz, imagine agora que é político. Ele descumpriu a lei e prendeu quem deveria estar no lugar do Bolsonaro.”
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, discursou sobre o êxito da Greve Geral. "Várias categorias cruzaram os braços e pararam. A turma do lado de lá estava com saudade das manifestações”. Para o líder do movimento, mesmo após a modificação no texto da reforma, ainda há a necessidade de debater outros pontos. "É positivo ter tirado a capitalização e o ataque à aposentadoria rural, mas nós queremos que tire a redução da aposentadoria por invalidez e o aumento da idade mínima para aposentadoria”, argumentou.
Laurent Matalia, professor da rede municipal de São Paulo (SP), participou da manifestação na Avenida Paulista e diz que foi à manifestação porque a Previdência é garantia de uma velhice minimamente digna. "Tento convencer muitos colegas que não compreenderam ainda que isso é uma bomba-relógio que vai estourar depois. O Brasil bem ou mal dá alguma dignidade para quem trabalhou toda uma vida, e eles estão querendo destruir isso", explicou o professor que não foi trabalhar nesta sexta (14).
A ex-metalúrgica Antônia Tiossi diz que foi à manifestação defender seu país. "O Brasil está muito triste. Primeiro fizeram uma campanha de ódio, agora uma campanha de tristeza com essa reforma que não é uma reforma é acabar com a Previdência. Os mais prejudicados serão os mais jovens e os menos favorecidos", afirmou.
No Rio de Janeiro (RJ), a manifestação se concentrou na região da Candelária e percorreu o centro; houve repressão policial. (Foto: Clívia Mesquita)
Além da capital paulista, tarde e noite de Greve Geral teve atos registrados em pelo menos outras 13 capitais de todas as regiões.
Em Belo Horizonte, mais de 250 mil pessoas participaram da passeata, que saiu da Praça Afonso Arinos e percorreu as ruas do Centro até a Praça da Estação.
Paralisaram as atividades nesta sexta-feira (14), os bancários, dos setores público e privado (Belo Horizonte, Juiz de Fora e região), servidoras e servidores da educação (municipais, estaduais e federais), da saúde, servidores públicos municipais, trabalhadoras e trabalhadores da Copasa (água e saneamento), da área de processamento de dados (Serpro, Dataprev, Prodabel e Prodemge), metalúrgicos, petroleiros, Correios, eletricitários, economistas, professores e estudantes.
As mobilizações não se limitaram ao ato. Na BR-040, em Congonhas, na região Central, as duas pistas – sentido BH e Rio de Janeiro – foram completamente interditadas por manifestantes desde o início da manhã. Nas primeiras horas da manhã. Por volta das 6h50, a BR-381, em Betim, na Grande Belo Horizonte, foi paralisada por manifestantes. O protesto parou o trânsito por uma hora. Estudantes também trancaram a Avenida Antônio Carlos, também pela manhã, próximo à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Houve paralisação, também, na Linha Verde, próximo à Cidade Administrativa, sede do governo estadual. Em Ouro Preto, diversos sindicatos, movimentos e organizações populares começam o dia parando a garagem da Transcotta e dialogando com os trabalhadores.
Em Salvador (BA), 2.700 ônibus do sistema municipal de transporte não saíram das garagens, sendo que o serviço é utilizado diariamente por mais de 1,3 milhões de soteropolitanos. Durante a manhã houve passeata na capital, da Rótula do Abacaxi até o Iguatemi, e durante a tarde o ato que reuniu cerca de 70 mil manifestantes, do Campo Grande à Praça Castro Alves, mesmo com a paralisação dos rodoviários por 24 horas, e apenas o funcionamento do metrô e vans.
No Recife (PE), o ato público se caracterizou como um grande ponto de confluência das mobilizações da Greve Geral que parou o Brasil nesta sexta-feira (14). Milhares de pessoas se concentraram no centro da capital pernambucana, entre elas estava a professora aposentada Maria do Socorro que, aos 72 anos, foi às ruas defender um direito que ela já teve acesso, o da aposentadoria. “Estamos sendo atacados da forma mais vil, querem tirar nosso direito de descansar na velhice”, afirma.
Nilza Gomes, que também participou da mobilização, se declara veementemente contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL). “Eles ainda querem nos enganar chamando de 'Nova Previdência'. A previdência não é nova. Ela é um direito nosso já garantido”, diz.
Greves e manifestações ocorreram nas principais cidades, com a participação dos trabalhadores do campo. Nos Campos Gerais, cerca de 1.200 pessoas participaram da manifestação na cidade Ponta Grossa. Em Londrina, o ato unitário teve cerca de três mil pessoas e paralisação do principal terminal de ônibus da cidade. Foz do Iguaçu registrou sete mil manifestantes e Cascavel, na região Oeste do estado, cerca de 2 mil pessoas.
Em Natal, capital do Rio Grande do Norte, os organizadores da Greve Geral afirmam que cerca de 80 mil pessoas compareceram na manifestação ocorrida nesta tarde. Inicialmente, a concentração do ato aconteceu nas redondezas do Shopping Midway Mall e, depois, manifestantes caminharam até o Natal Shopping, localizado no bairro de Candelária.
Na capital paranaense, Curitiba, estudantes, professores e demais grevistas mobilizaram 6 mil pessoas em ato iniciado às 18h, a partir da praça Santos Andrade. O dia foi repleto de atividades e, no final da manhã, havia ocorrido concentração de servidores e professores em frente ao palácio do governo. Às 14h, houve caminhada dos sindicatos pelo centro da cidade.
"Estamos marcando uma página importante na defesa dos nossos direitos, na defesa de um Brasil que seja um país para a maioria do seu povo, e não esse Brasil do governo federal", avaliou o professor Hermes Leão, presidente da APP Sindicato.
No interior do estado, houve mobilizações em Maringá (10 mil), Cascavel (2 mil), Londrina (3 mil), Ponta Grossa (1,2 mil), Araucária (mil), Foz do Iguaçu (7 mil) e Toledo (500 manifestantes).
O dia de Greve Geral foi marcado por passeatas e mobilizações contra a reforma da Previdência em todo o estado do Rio de Janeiro. No final da manifestação que reuniu cerca de 100 mil pessoas no Centro do Rio, segundo os organizadores, a Polícia Militar dispersou trabalhadores e estudantes lançando bombas de gás lacrimogêneo.
Durante a manifestação no Centro do Rio, trabalhadores e estudantes entoaram palavras de ordem contra as mudanças nas regras da aposentadoria que poderão afetar a parcela da população mais pobre do país: “Eu não abro mão da Previdência e nem da educação”, “Pisa ligeiro, quem mexeu com a Previdência atiçou o país inteiro”, e “A nossa luta unificou é estudante junto com trabalhador”.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) participou das manifestações em todos as regiões brasileiras. Em Pernambuco, o dirigente nacional Jaime Amorim disse ao Brasil de Fato que o país ainda está tentando se recuperar do golpe contra a democracia e o Estado Democrático de Direito, pós-impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Na análise de Amorim, o sentimento de antipetismo e o ódio criado pela elite fez a população identificar como opção o governo autoritário de Bolsonaro. “Agora, a população está acordando, está vendo que há um grande risco de a gente retroceder na construção da Democracia, da soberania nacional e do país nação”, disse.
Em Rondônia, os atos de rua reuniram 3 mil manifestantes na capital Porto Velho, 150 em Ariquemes, 100 em Guajará-Mirim, 200 em Jaru, 500 em Ouro Preto, 200 em Ji-Paraná, 200 em Rolim de Moura e 300 em Vilhena.
No Largo do Zumbi, em Porto Alegre (RS), trabalhadores e estudantes encerraram a noite com uma votação simbólica por adesão a novas paralisações contra reforma da Previdência de Bolsonaro e Paulo Guedes.
Repressão
As manifestações foram alvo de repressão policial em algumas cidades do país.
Em São Paulo, um ato pela manhã na Universidade de São Paulo (USP), com participação majoritária de estudantes, professores e servidores públicos, foi dissolvido com balas de borracha e bombas jogadas por policiais militares.
À tarde, manifestantes também relataram violência das forças de segurança do Estado, que tentavam dispersar o ato, na altura da Consolação e da Praça Roosevelt. A PM ainda não se pronunciou sobre o caso.
Ainda de acordo com o sindicato, não há motivos para uma acusação de flagrante de qualquer tipo de crime. A audiência de custódia, para saber se eles vão aguardar o julgamento em liberdade ou presos, vai acontecer neste sábado, dia 15.
Em Araucária, no Paraná, a guarda municipal atacou com balas de borracha o protesto de trabalhadores na BR 426, na região metropolitana de Curitiba, perto da refinaria Presidente Getúlio Vargas. Três pessoas ficaram feridas e foram levados para um hospital. Um agricultor do MST foi atingido no rosto.
Na Paraíba, um policial foi filmado dando um tapa no rosto de um estudante, diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Ao Brasil de Fato, o estudante agredido contou que manifestantes faziam piquete em frente à empresa de Call Center A&C, quando um dos trabalhadores da empresa chegou e eles ficaram segurando a pessoa para ela não entrar no prédio, por conta da greve. Então um policial militar chegou gritando, dizendo para "acabar logo com essa porra".
Manhã foi de atos, trancamento de rodovias e paralisações de categorias
A Greve Geral desta sexta começou cedo para as centrais sindicais, para o MST e o MTST, que bloqueou vias em São Paulo e também organizou ações em terminais de ônibus. Ao todo, de acordo com o movimento, foram 16 intervenções. Por volta das 7h, os sem-teto fecharam a avenida Hélio Schimidt, que dá acesso ao Rodoanel, na altura de Guarulhos (SP), impedido a chegada até o aeroporto. A Polícia Rodoviária Federal tentou impedir o travamento da via avançando com os carros em dire~çao os manifestantes. Não houve feridos.
Todas as ações do MTST começaram às 7h. A mais volumosa foi na Ponte João Dias, zona sul de São Paulo, que ocupou todas as faixas da via no sentido centro. Os manifestantes marcharam e seguravam uma faixa que dizia: “Não à reforma da Previdência”.
No Terminal Ferrazópolis, na entrada pela avenida Faria Lima, em São Bernardo do Campo, os militantes do movimento fecharam o acesso ao local. Na zona norte da capital paulista, na avenida Corredor, eles também marcharam e travaram as vias. Na zona leste, o MTST ocupou a Radial Leste e seguiu em marcha até o Metrô Itaquera, que estava fechado por conta da adesão dos metroviários à Greve Geral. No local, há também um terminal de ônibus, que permanecia inativo. Por volta das 10h, os manifestantes dispersaram.
Até as 13 horas, mais de 300 cidades de todos os estados haviam registrado protestos. Das 27 capitais, 19 tiveram o sistema de ônibus afetado pela mobilização. Outras oito não tiveram interrupção no transporte coletivo por ônibus, mas registraram bloqueios de ruas ou estradas por manifestantes, ou tiveram paralisação parcial no metrô.
Organizaram paralisações trabalhadores de portos como o de Pecém no Ceará; refinarias, como Recap em Mauá e Abreu e Lima em Pernambuco; indústria metalúrgica, como Volks e Mercedes em São Bernardo; energia; bancários em São Paulo e no ABC; pessoal da Saúde; Eletricitários; Correios no Rio e São Paulo; e universidades como UFRJ, UFSC, UFAL, UFBA e UFCG.
Além das paralisações, a manhã desta sexta (14) foi marcada por dezenas de atos em todo país, organizados por movimentos populalres como o MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Atingidos por Barreiras (MAB) e Marcha Mundial das Mulheres, com interdições de rodovias e avenidas.
Na cidade de São Paulo, ocorreram bloqueios na avenida 23 de Maio, no elevado João Goulart, na USP e em Sapopemba, entre outros pontos. No estado foram registrados atos em São Bernardo, Diadema, Campinas, Bauru, Itapeva, Sorocaba, Vinhedo, Taubaté e Presidente Prudente.
Houve bloqueios ainda em Santa Catarina (Florianópolis e Chapecó), Alagoas (Maceió), Paraná (Araucária, Francisco Beltrão, Cascavel e Pato Branco), Pará (Belém e Eldorado doas Carajás), Pernambuco (em várias rodovias do entorno de Recife e outros pontos do estado, como Aliança, Jaboatão, Gravatá, Pesqueira e Caruaru), em Minas Gerais (Ouro Preto, Juiz de Fora, Congonhas e BH), Rio de Janeiro (Capital, Niterói e Campos dos Goytacazes), Sergipe (Aracaju e Monte Alegre), Rio Grande do Norte (Natal, Extremoz e João Câmara); em vários pontos na Paraíba; na Bahia (Barreiras, Catités, Santo Antonio de Jesus, Salvador); no Maranhão (São Luís), no Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Eldorado do Sul), em Rondônia (Jaru) e em Goiás (Goiânia).
“Acabar com a Previdência para colocar a capitalização e vender nos bancos é o que o governo quer. As centrais sindicais não vão discutir a retirada de direitos. A mudança do relator não ajudou. Ela continua retirando os direitos. A proposta do Bolsonaro e do Guedes é tão ruim que o relator para fazer pior tinha que fazer muita força. Queremos a Previdência geral, ampla e pública. Queremos melhorá-la e a proposta é só para pior”, disse Vagner Freitas, presidente da CUT, ao fazer um balanço das atividades.
“A despeito de ter tirado o que era muito escandaloso que era desconstitucionalização e a capitalização, mantém todas as crueldades contra as mulheres, o aumento do tempo de contribuição, a idade mínima de 65 anos e 62 anos, como se o povo começasse a trabalhar depois dos 30 anos, como acontece com os deputados. O povo brasileiro e a classe trabalhadora ainda tem muita luta para fazer”, asseverou.
Vale a pena lembrar como tudo começou. A direita não
suportou a derrota em quatro eleições seguidas. Era preciso interromper o ciclo
do governo de inclusão social; distribuição de renda, combate à fome e às
desigualdades para dar lugar ao neoliberalismo, às privatizações e ao estado
mínimo. Pelo voto democrático não seria possível implantar isso. Era preciso
criar mecanismo dentro do aparelho do estado para proceder a mudança. A Lava
Jato com o objeto das investigações que conhecemos foi instituída em março de
2014 e as eleições ocorreram em outubro de 2014.
Mesmo
com toda avalanche de notícias e manchetes diárias e fake News contra o Partido
dos Trabalhadores e suas lideranças, Dilma venceu, derrotando o então senador
Aécio Neves com uma diferença de 3,5 milhões de votos.
Começaram
as chantagens e as batalhas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido
para recontagem dos votos, cassação da chapa por supostas irregularidades em
recursos usados na campanha e na prestação de contas. Não deu certo. Inventaram
as pedaladas fiscais para derrubar a Presidenta Dilma. O impeachment foi um
vexame e o maior crime contra a democracia.
Dilma
foi sabotada pelo Congresso Nacional, aprovando pautas bombas, imobilizando o
governo. Enquanto isso, Eduardo Cunha, presidente da Câmara, com ódio, violava
o regimento e a Constituição, produzindo uma crise jamais vista na história do
país. A grande mídia era alimentada diariamente com fatos fornecidos pela Lava
Jato. Inventaram as pedaladas fiscais para derrubar a Presidente Dilma. O
impeachment foi um vexame e o maior crime contra a democracia.
Quando
Lula foi chamado para comandar a Casa Civil, o golpe foi certeiro: Moro
divulgou o grampo ilegal da conversa entre Lula e Dilma (16/03/2016), levando o
governo ao estado terminal. Em abril, a Câmara votou o impeachment.
Caminho
aberto para as privatizações e reformas contra os trabalhadores, contra os
pobres. O projeto cruel do neoliberalismo se consolidou na aprovação da PEC
241, congelando os investimentos públicos em saúde, educação e assistência
social por vinte anos, na aprovação da reforma trabalhista, na terceirização
irrestrita e na Reforma da Previdência, que foi adiada.
Era
preciso completar a obra. Temer não cumpriu toda promessa. Era preciso
construir ídolos, heróis, símbolos, personalidades novas, fora do mundo da
política. Até Luciano Huck foi colocado como opção para disputar a presidência.
A criminalização da politica não é por acaso. A Lava Jato, com apoio da grande
mídia, foi construindo os salvadores da pátria: Bolsonaro, para reconstruir a
família e combater o comunismo, o socialismo: Paulo Guedes, para resolver o
problema financeiro e fiscal e Sérgio Moro para livrar o país da corrupção, da
insegurança, da violência e do crime. Lula foi impedido de disputar as
eleições. A Lava Jato e as Fake News emplacaram, mais uma vez, o projeto
ultraliberal e conservador, moralista, fundamentalista.
Bolsonaro
promove o maior ataque à educação pública, corta verbas, extingue conselhos de
participação popular, libera armas e munição para todos, acaba com demarcação
de terras indígenas e quilombolas, libera agrotóxicos sem nenhum critério,
permite destruição da floresta Amazônica, Cerrado e demais biomas; acaba com
vários programas sociais, relaxa a legislação de trânsito e quer privatizar o
Sistema Único de Saúde – SUS e a Previdência Social. Incentiva a violência
contra as mulheres, negros e LGBTs. Seu projeto deve prosseguir com Sergio Moro
num futuro próximo governo, como um super-herói.
Desde
antes das eleições vínhamos denunciando este conchavo que é a Lava Jato. Uma
operação montada para perseguir o Partido dos Trabalhadores e suas lideranças,
os partidos de esquerda e os movimentos sociais. Tudo para servir os interesses
do capital internacional, sobretudo dos Estados Unidos. Para conseguir os
objetivos, a Lava Jato cometeu ilegalidades absurdas. Abusou do instituto da
delação premiada para obter provas forçadas; fez prisões arbitrárias, prisões
preventivas ilegais; realizou conduções coercitivas sem intimação; fez escutas
telefônicas clandestinas em escritórios de advocacia, grampeou telefones e
divulgou conteúdos sem autorização da justiça competente que seria o STF. Uma
verdadeira inquisição, pior do que a da Idade Média. Tudo isso com a
complacência do STF, ou de parte dele, com apoio da grande mídia, em especial
da Rede Globo. Eis que agora surge a verdade. A Lava Jato é uma farsa. Moro é
criminoso e toda equipe da força tarefa. A Lava Jato destruiu o Brasil.
Violentou nossa democracia e arrasou nossa economia, nossa soberania. A
Petrobrás foi extorquida pela indústria da delação premiada e não existe mais.
A Embraer, Odebrecht, Base de Alcântara tudo foi entregue para o capital
internacional.
Tá na
hora de reagirmos diante dos fatos revelados pelo site The Intercept. A Lava
Jato é uma farsa. Foi montada para destruir o Partido dos Trabalhadores, os
partidos de esquerda, a democracia e as conquistas dos trabalhadores e
trabalhadoras nestes quinze anos. Vamos à luta! O Brasil é nosso, dos
trabalhadores e trabalhadoras, dos índios, dos negros e negros, dos
ribeirinhos, pescadores, das minorias. O ídolo é de barro, mas já fez muito
estrago, infelizmente.
Padre João é Deputado Federal, pelo Partido dos Trabalhadores( MG), no seu terceiro mandato, tendo sido deputado estadual por dois mandatos. Nas eleições de 2018, Padre João foi reeleito com 131.228 votos.
Publicado originalmente no site www.brasil247.com, em 14.06.2019