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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Coronel Murta: Faleceu o taxista Walter Freire

Walter Freire faleceu ao meio-dia de sábado, 21 de setembro. Ele sofreu um infarto, na roça, na quinta-feira, à tarde. Ele estava com seu genro, Nerindo Caldeira. De imediato, voltaram para a cidade de Coronel Murta e depois seguiram para Araçuaí, onde ele foi internado. 


Durante o atendimento médico, ele sofreu outras paradas cardíacas. Na sexta-feira, foi transferido para Teófilo Otoni, em estado bem grave. No sábado, cerca de meio-dia, veio a falecer. 

Walter deixa viúva Eleniuza Almeida Silva, os três filhos Alexandre, Ivana, Frabrynne e um Neto, o Gael. Ele era filho de Seu Chiquinho Freire e Dona Dodora, irmão do ex-prefeito Letâncio Freire.

A família ficou muito chocada e assustada pelo modo repentino que se deram os seguidos infartos. Tanta Eleniuza  quantos os filhos e o genro Nerindo foram para Teófilo Otoni. Infelizmente, Walter veio a falecer.

Era fazendeiro e taxista, transitando quase diariamente entre Coronel Murta e Araçuaí, ou Coronel Murta e Salinas, fazendo muitos amigos seus passageiros.

A família recebeu muitas manifestações de pesar de parentes, amigos e conhecidos de Coronel Murta, Araçuaí, Salinas, Itaobim e outras cidades da região.

Muitos não puderam estar presentes ao velório. Postaram seus sentimentos de pêsames nas redes sociais.

TAXISTAS DE CORONEL MURTA PRESTAM HOMENAGEM EM DESPEDIDA A WALTER. 
Texto e fotos de Dindol da Líder
"Os taxistas de Coronel Murta prestaram homenagem durante o cortejo do corpo do ex-colega de trabalho, Walter Freire, sepultado, neste domingo, 22.09.19.

Todos os taxistas do município se uniram com seus táxis enfileirados na praça Prefeito Inácio Murta. No momento do translado do corpo para o sepultamento, o carro da funerária fez uma parada no centro da cidade.
De mãos dadas, todos os taxistas, junto com amigos e familiares que acompanhavam o cortejo, rezaram um Pai Nosso em voz alta, seguido de uma “salva de palmas” em despedida ao querido colega e companheiro.
O momento foi comovente, de profunda tristeza e dor pela perda irreparável do ente querido. Logo após, os taxistas seguiram em carreata, acompanhando o cortejo até o cemitério local.
As pessoas que a gente gosta, elas não morrem, apenas partem antes de nós.
Deus confortará todos os nossos corações pela pessoa exemplar que ele foi aqui na terra. Sabemos da sua parada junto ao pai em uma mansão celestial".

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sepultamentos são marcados por atos de desespero em Rubelita

Pequena cidade enterra seus 14 mortos em silêncio, incrédula, às vezes com choros, gritos e desespero  

Diminur letra

terça-feira, 26 de novembro de 2013

No Vale do Jequitinhonha, Rubelita chocada enterra vítimas da tragédia na BR-251



 Nove dos mortos foram sepultados em Rubelita e quatro no distrito de Lagoa de Baixo. 
O corpo de uma mulher foi encaminhado para a Bahia 


Em clima de comoção, tristeza e dor, os corpos de 13 vítimas do acidente entre uma carreta e um micro-ônibus na BR-251, na Região Norte Minas, foram enterrados na tarde desta terça-feira. Nove dos mortos foram sepultados em Rubelita e quatro no distrito de Lagoa de Baixo. O corpo de uma mulher foi encaminhado para a Bahia.

Os corpos das vítimas chegaram em Rubelita por volta das 9h30 e foram levados para um ginásio poliesportivo municipal, onde aconteceu o velório. De acordo com a Prefeitura da cidade, aproximadamente três mil pessoas participaram das homenagens. A comoção tomou conta do município logo após os moradores tomarem conhecimento de que 14 conterrâneos morreram na tragédia, envolvendo o micro-onibus do serviço transporte de saúde da cidade, no km 362 da perigosa rodovia. O comércio fechou e na porta de várias casas se juntaram pessoas, com muito pesar pelas perdas dos parentes e amigos. A prefeitura da cidade decretou luto de três dias.

O coletivo do Serviço de Transporte em Saúde (SETS), que levava pacientes de Rubelita para tratamento em Montes Claros, se envolveu na batida com o veículo de carga, na altura do km 361 da BR-251, a cerca de 30 metros trevo de entrada para a cidade de Padre Carvalho. A batida frontal aconteceu por volta de 6h30 de segunda-feira e deixou 14 mortos e outras 12 pessoas feridas.

Os feridos foram encaminhados para hospitais de Salinas e Taiobeiras. Os que sofreram apenas escoriações foram atendidos pelos socorristas e levados de volta para a cidade de Rubelita nas ambulâncias da cidade. Todos os mortos estavam no micro-ônibus e o condutor da carreta, José Carlos Vieira, ficou preso às ferragens. Consciente, ele foi resgatado pelo Samu e levado para Salinas.

Testemunhas disseram que o condutor da carreta perdeu o controle da direção e o veículo fez um “L” na pista, atingindo o micro-ônibus, que vinha na direção contrária. A carreta transportava um motor V8 que, pelo peso, pode ter potencializado o impacto da colisão, sem chance de o condutor do micro-ônibus desviar. O condutor do veículo menor morreu na hora.

No micro-ônibus viajavam 24 pessoas, além do motorista, que deixaram a cidade de Rubelita às 4h30. A batida aconteceu quando o grupo havia rodado cerca de 70 quilômetros, de uma viagem total de 250.

O condutor da carreta chegou a ser ouvido, mas foi liberado. O delegado José Eduardo dos Santos, responsável pelas investigações sobre o acidente disse que, à princípio, não houve ato irresponsável por parte do motorista. “Não vejo que tenha havido uma conduta criminosa, mas temos que avaliar o que temos de provas”, explicou.

Rubelita toda chove lágrimas

Corpos das vítimas acabaram de chegar à cidade. A tristeza e desespero invadem o sentimento de todos os presentes
A dor dos parentes
Os corpos das 14 vítimas do acidente envolvendo um microônibus e uma carreta na BR-251, na manhã de ontem, dia 25.11, acabaram de chegar à cidade. Dez das vítimas estão sendo veladas no ginásio poliesportivo da cidade, outras quatro foram levadas para o povoado de Lagoa de Baixo, onde estão sendo veladas na Escola Municipal da localidade.
Muitos não acreditam no que aconteceu
As lágrimas da população se misturam com a chuva fina que cai na cidade.
A dor do motorista Eliezer, popular Bigó, parece ainda maior. Ele vela os corpos da esposa Maria Aparecida Miranda e do filho Lucas Silva Miranda, de apenas 05 anos.

O desespero dos familiares

A cidade está em choque. Não existem palavras para descrever tamanha tristeza. Toda a população chora a perda de familiares e amigos. Muitas pessoas desmaiam diante dos caixões. Gritos desesperados ecoam pelo ginásio. Algo jamais visto na pequena Rubelita.
Ginásio poliesportivo da cidade está lotadoFonte: Folha Regional.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Familia recebe corpo trocado para velório em Virgem da Lapa



Família se revolta e promete processar Funerária
corppo Familia recebe corpo trocado para velório em Virgem da Lapa
Um erro cometido pela Funerária Teófilo Otoni, com escritório em Araçuai, deixou indignada uma família em Virgem da Lapa (MG) no Vale do Jequitinhonha.
Enquanto a família esperava em casa, no bairro Bela Vista, o corpo da aposentada Maria Helena Lopes Ferreira, 73 anos, a funerária acabou entregando o corpo de uma estranha.
“Quando abriram o caixão eu quis beijar pela última vez, aquela que foi minha companheira por 53 anos. Foi quando percebi que não era minha mulher. Era uma pessoa totalmente desfigurada”, desabafou José Antonio Moreira Campos, 76 anos, esposo da aposentada.
“Não há dinheiro que vai pagar este sofrimento. Estamos revoltados e vamos processar judicialmente os responsáveis”, acrescentou José Antonio, apoiado pelos oito filhos.
Maria Helena Lopes faleceu na manhã de 17/06 no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, onde ficou internada por uma semana.
Ela lutava contra uma leucemia e após toda a confusão da troca de corpos, foi finalmente sepultada na manhã de 19/06 no cemitério municipal de Virgem da Lapa.
Acordo   das  funerárias
Uma sobrinha da aposentada, que é enfermeira em São Paulo, providenciou o translado que ficou sob a responsabilidade da funerária Pax Viana, localizada em Guarulhos (SP) que transportou o corpo até a cidade de Virgem da Lapa, onde foi entregue à funerária Teófilo Otoni para os preparos finais.
“ O erro foi ai em Araçuai. Ninguém entregue um corpo sem conferir de quem é", disse a enfermeira, por telefone, em entrevista ao Jornal Gazeta.
"Acompanhei todos os procedimentos aqui em São Paulo e estava tudo certo para o corpo da minha tia ser entregue aí em Virgem da Lapa.
Isso nos causou um transtorno muito grande. Me garantiram a qualidade do serviço e não me avisaram que iriam levar outro corpo junto com o da minha tia. Se teem parceiros em Araçuai, precisam ter responsabilidade. Não estão carregando madeira, mas gente. Agiram de má fé”, disse revoltada a enfermeira Gerusa Lopes Luiz Santana.
“Foi um equívoco”, justificou Ricardo Santos gerente da Funerária Teófilo em Araçuai.
“Trabalho aqui há oito anos e a primeira vez que isso acontece”, disse ele, explicando que em Virgem da Lapa, funcionários da funerária abriram a urna para preparar o corpo que estava embalsamado. “ Era para colocar flores e a roupa solicitada pela família”.
Após perceber o erro, familiares acionaram a funerária que conseguiu interceptar o veículo que levava o outro cadáver para a cidade de Poções, no interior da Bahia. O carro funerário já estava próximo de Itaobim, a 108 km de Virgem da Lapa.
A troca foi feita em Araçuai, após protestos e indignações da família de Maria Helena que registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia.
“O que nós passamos, não desejamos para ninguém. Foi um choque enorme para todos nós. Um desrespeito”, protestou o administrador José Marques Lopes Pereira, 45, residente em Belo Horizonte e sobrinho da aposentada.
“Queremos que os responsáveis sejam punidos para que isto não aconteça com outras famílias”, acentuou José Walmir Lopes Moreira, filho da aposentada.
O gerente da Funerária Teófilo Otoni disse que a empresa mantém um vínculo com a funerária Paz e Vida de São Paulo. “ Foram eles que indicaram a Pax Viana que estaria viajando para a região para levar um corpo até a cidade de Poções, interior do Estado da Bahia e assim ficaria mais em conta”. justificou Ricardo Santos.
A família de Maria Helena já decidiu que vai entrar com um processo judicial por danos morais em desfavor das funerárias Teófilo Otoni e Pax Viana.
Sérgio Vasconcelos Repórter
Gazeta de Araçuaí