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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Ou disputamos os espaços de reflexão e opinião pública ou os idiotas dominam de vez o país.


Nelson Rodrigues certa feita disse que “os idiotas iriam tomar conta do mundo”, pela quantidade ao observar que eram muitos.
Infelizmente esse tempo chegou. Somos governados em todas as esferas por eles.
Em São Bernardo do Campo, por exemplo temos um prefeito idiota, que impõe forte pauta de retrocessos na cidade que vai da retirada de direitos dos servidores públicos municipais, como no caso da nefasta reforma da previdência aprovada à derrubada de casas de famílias, que residem em determinadas regiões da cidade há décadas, como é o caso dos moradores do Novo Parque e região.
A situação se repete no Estado de São Paulo, onde o também governo tucano liderado pelo governador, não menos idiota, João Dória impõe intenso sofrimento aos servidores públicos estadual, com a mesma fórmula da reforma da previdência, acompanhada de um alto índice de desemprego, desindustrialização, desaquecimento da economia e, por consequência, aprofunda à forte recessão econômica.
Em Brasília está o idiota mor. Não consegue passar um único dia, sem falar ou fazer algo que prejudique o nosso país.
Em curto período conseguiu destruir parte considerável da Amazônia, armar ainda mais os ruralistas e milicianos, ampliar de forma considerável a violência nas suas diversas formas, como: à violência doméstica, que já conta com o registro histórico de alta do feminicídio, passando pela homofobia e toda forma de crimes violentos, além de suprimir direitos trabalhistas que haviam sidos consagrados à preço de sangue e com muita luta, impondo nesse contexto uma forte depressão social no país.
Não bastasse tudo isso, ainda sanciona o famigerado pacote anticrime que tende a aumentar de forma considerável a população carcerária, na contramão de qualquer proposta que observe a causa do aumento da criminalidade que indiscutivelmente tem suas raízes na profunda e secular desigualdade social.
Diante do quadro que vivemos cabe a reflexão: como essas pessoas chegaram a esses postos de comando do país e como praticam tantas atrocidades sem que o povo passe a se indignar ao ponto de reagir e fazer cessar tamanho absurdo?
A resposta não exige grande esforço intelectual ou mesmo uma análise sociológica profunda sendo tão óbvia que custa até acreditar.
Culpar a população por ter votado nesses idiotas não basta. O povo vota na sua maioria, a partir da referência de alguma pessoa que o tem por “liderança”.
Essas pseudolideranças estão em várias partes: nos bares, salão de cabeleireiro do bairro, nos campos de futebol, nas igrejas, pontos de ônibus, festinhas de aniversários, churrascos…
Basta juntar duas ou três pessoas que elas já entram em ação. Parecem “isentos” à política e com isso penetram mais fácil nos espaços e a partir daí o estrago é enorme.
Com uma superficialidade incrível induzem um diálogo desprovido de dados, estatísticas ou qualquer base sólida de informação e sem qualquer aprofundamento começam a “formar opinião” na cabeça das pessoas em um processo degradante de despolitização social, situação que serve as redes sociais e WhatsApp também.
Gostam da abordagem genérica e já de cara fazem questão de dizer que todo o político é ladrão. A frase é irresistível de ter aceitação, o que se dá de forma quase unânime em qualuqer lugar, ainda mais considerado que os meios de comunicação já fizeram e seguem fazendo parte do trabalho de desinformar e deformar nesse sentido.
Contudo, na sequência induzem a conversa de forma direcionada, para atingir políticos e verdadeiras lideranças políticas, que de fato atuam ou podem atuar em prol da comunidade e do conjunto da sociedade.
A conversa então passa a ser direcionada e seletiva, com ataques a temas globais, porém, sempre sugerindo determinada figura ou partido que geralmente estão no campo da esquerda.
Então você deve estar se perguntando: por qual razão a esquerda não faz o mesmo?
Não faz e não fará! A esquerda sempre foi vocacionada a formar o cidadão crítico. Não aceita essa fórmula de ganhar eleições a todo custo, ainda mais apostando em despolitizar as pessoas.
A esquerda quer que essas pessoas entendam de economia, saúde, segurança e aprofunde nos temas participando de forma ativa da construção de uma sociedade justa, plural, fraterna e democrática.
Assim, parece óbvio que a mudança na estrutura política combalida de nosso país, impactando diretamente nos governos que iremos eleger nos próximos anos e o que farão ou não pelo nosso país, passa diretamente pela capacidade que teremos de conscientizar politicamente as pessoas.
Que a educação é importante isso é indubitável. Mas, o avanço ba politização da população nesse sentido, não passa necessariamente pelo grau de escolaridade e a formação acadêmica das mesmas, ao que esse padrão de formação produzida pelo Estado, não representa a libertação do nosso povo da alienação política. Contudo, não sejamos pretenciosos de afastar com isso à importância da formação em todos os graus, o que seria evidente equívoco.
Basta observar as pesquisas de opinião, onde as pessoas que atingiram maior grau de escolaridade, na sua grande maioria acabam por apoiar e votar nos piores governos e são avessos aos programas de governos mais avançados e de concepção política no mesmo sentido, ao mesmo tempo que acabam desconsiderando as lideranças produzidas e forjadas nas lutas populares ou nas camadas mais abastadas da nossa sociedade.
Precisamos politizar as pessoas, para que tenham compreensão da política de forma macro e deixem de serem alienados.
Isso não é possível em um papo de meia hora no bar, salão de cabeleireiro, igreja…, mas é possível em vários papos repetidos, por médio e longo períodos, nesses espaços.
Desta forma devemos disputar a narrativa dos temas que importam e impactam o conjunto da sociedade e só conseguiremos fazer isso estando efetivamente junto ao povo, pois é nessa ausência do diálogo direto com as pessoas que está o vácuo dos idiotas e eles estão prevalecendo. Tal fato, todavia, não deve ser restrito a população de baixa renda ou menos favorecida do nosso país, já que a consciência política deve atingir à todas as pessoas, momento em que nossa nação poderá ser realmente liberta dos idiotas.
Cleiton Leite Coutinho. Advogado. Presidente do Partido dos Trabalhadores de São Bernardo do Campo, Dirigente do SASP (Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo) e membro da ABJD (Associação Brasileira de Juristas Pela Democracia).

sábado, 5 de janeiro de 2019

87% dos brasileiros são cristãos, mas há cerca de 200 religiões no país.

O Brasil é um país eminentemente cristão, juntando católicos e evangélicos, chegando a 87% da população brasileira.
Ou seja, hoje, são cerca de 180 milhões de cristãos.
A população brasileira é majoritariamente cristã (86,8%), sendo sua maior parte católico-romana (64,6%) e protestante (22,2%), segundo o Censo IBGE de 2010. 
Herança da colonização portuguesa, o catolicismo foi a religião oficial do Estado até a Constituição Republicana de 1891, quando foi instituído o Estado laico.
A Constituição Federal de 1988 prevê a liberdade de religião e a Igreja e o Estado estão, oficialmente, separados, sendo o Brasil um Estado laico.
A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância, sendo a prática religiosa geralmente livre no país. 
O Brasil é um país religiosamente diverso, com a tendência de mobilidade entre as religiões e caracterizado pelo sincretismo religioso que é junção de de ritos e símbolos de religiões diferentes, buscando unidade religiosa e a construção de uma nova doutrina.
Declínio do Catolicismo
Há um declínio moderado e constante dos católicos no Brasil e um crescimento do protestantismo, segundo o Censo do IBGE, realizado a cada dez anos: em 1940 (95,2%), 1950 (93,7%) e 1960 (93,1%). A partir dos anos 80, a porcentagem de católicos foi declinando cada vez mais: 89,2% em 1980, 83,3% em 1991, 73,8% em 2000; em 2010 (64,4%),  o que equivale a 124 milhões de brasileiros.
Três vertentes fazem parte da Igreja Católica, hoje: a tradicionalista, mais conservadora e defensora da ortodoxia; os remanescentes da Teologia da Libertação que aliam a prática religiosa à realidade do povo; e a Renovação Carismática, majoritária hoje, que se aproxima da prática pentecostal. 
40% dos católicos se disseram não-praticantes, no Censo de 2010.


Crescimento de igrejas evangélicas
O movimento protestante tem crescido de forma vertiginosa no Brasil, principalmente as  igrejas pentecostais, nas periferias das grandes cidades e em pequenas cidades do interior. Estão presentes os movimentos cristãos básicos do protestantismo: batistas, adventismo, evangelicalismo, luteranismo, metodismo e presbiterianismo. No entanto, surgem muitas outras denominações religiosas cristãs no Brasil: pentecostais, episcopais, restauracionistas, entre outras.  
Em 1991, os evangélicos eram 9% da população brasileira, em 2.000 somavam 15% e em 2010, alcançavam 22% ou 42 milhões, com 60% de aumento de seguidores. Estima-se que o novo Censo do IBGE de 2020 constatará um crescimento ainda maior.

Uma pesquisa do Datafolha, de 2013, aponta que as igrejas evangélicas tinham 29% dos adeptos religiosos, no Brasil.


As principais denominações protestantes no Brasil apresentam os seguintes números de seguidores: igrejas protestantes tradicionais - batistas: 3,7 milhões; presbiterianas:  1,5 milhões; luteranos: 1 milhão; metodistas: 340 mil; e os adventistas: 1,5 milhões.
Entres os pentescostais e os neopentecostais, as igrejas com maior número de seguidores são: Assembléia de Deus, com 15 milhões; Congregação Cristã do Brasil com 3 milhões; Igreja Universal do Reino de Deus com 2,3 milhões e Igreja do Evangelho Quadrangular com 2 milhões.
Outras religiões  
8% da população, ou cerca de de 15 milhões de pessoas, declarou-se sem religião, no último Censo, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas. 
Há cerca de 4 milhões de espíritas ou kardecistas que seguem a doutrina espírita de Allan Kardec. 
Existe uma minoria de 1,6%, ou 3,3 milhões de muçulmanos, budistas, judeus e neopagãos.O animismo tem significativa representação, 0,3%, ou 600 mil adeptos,  dividindo-se em candomblé, umbanda, esoterismo, santo daime e tradições indígenas.Noventa e dois por cento dos brasileiros declararam algum tipo de afiliação religiosa no último  Censo realizado em 2010, que apontou a seguinte composição religiosa no Brasil: 
64,6% dos brasileiros, ou cerca de 124 milhões, declaram-se católicos; 
22,2%, ou cerca de 42 milhões, declaram-se protestantes (evangélicos tradicionais, pentecostais e neopentecostais);  
8,0% ou cerca de 15 milhões declaram-se irreligiosos: ateus, agnósticos ou deístas; 
2,0%  ou cerca de 4 milhões declaram-se espíritas; 
0,7%  ou 1,4 milhão declaram-se testemunhas de Jeová; 
0,3%  ou 588 mil declaram-se seguidores do animismo afro-brasileiro como o Candomblé, o Tambor-de-Mina e da Umbanda; 
1,6% (3,2 milhões) declaram-se seguidores de outras religiões, tais como: os budistas (243 mil), os judeus (107 mil), os messiânicos (103 mil), os esotéricos (74 mil), os espiritualistas (62 mil), os islâmicos (35 mil) e os hoasqueiros (35 mil). 
Há ainda registros de pessoas que declaram-se baha'is e wiccanos, porém nunca foi revelado um número exato dos seguidores de tais religiões no país.
Se você conhece apenas a sua religião como garantir que ela é melhor do que as outras?

No mundo inteiro existem cerca de dez mil religiões. No Brasil existem mais de duzentas religiões e práticas religiosas. Sendo que a “Umbanda” é a única religião brasileira, diferentemente das indígenas que tem seus rituais tipicamente voltados para seus antepassados e crenças específicas de sua tribo.
As outras religiões chegadas no Brasil vieram de outras partes do mundo através da colonização e emigração.
Pesquisas revelam que mesmo sendo de alguma religião, a maioria dos fiéis não conhece de fato sua religião e nunca estudou sobre o assunto.
As diversas formas de cultuar os Deuses são feitas em Igrejas, templos, mesquitas ou na própria natureza pelos povos primitivos ou tradicionais (ciganos, índios, quilombolas, etc.).
A maioria das religiões tem o propósito de te tornar uma pessoa melhor através do amor ao próximo da caridade e não colocar barreiras entre o ódio e preconceito.
O Papa Francisco disse que “Melhor ser ateu do que católico hipócrita”.
As maiorias das religiões pregam o bem, o amor ao próximo, o perdão, a caridade, a gratidão e o bem de forma ampla. Porém, existem religiões que matam, que excluem, que maltrata seu semelhante, que pratica guerras e terrorismo, tudo em nome da fé.
Vivemos num país que recebeu fortes influências religiosas. Respeitar a crença do outra é dever de todos nós que acreditamos na evolução para nos tornar uma pessoa melhor.
Sendo o Brasil um país laico, o poder público ainda investe mais na religião católica do que em outras religiões sem expressividade. É o caso das festas dos padroeiros e festas religiosas terem mais incentivo do poder público municipal do que em outras manifestações de outras religiões. Uma mistura de cultura popular e tradições.
Para quem disse que religião, futebol e política não se discute, engana-se, pois tudo pode ser discutido e questionado. Pois enquanto o senso comum não se discute, no mundo inteiro acontecem seminários, conferências de todas as nações para traçar o destino da humanidade através de interesses afins.

Com a Colaboração de Deyse Magalhães.