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domingo, 16 de maio de 2021

Neste domingo, Minas celebra o Dia dos Queijos Artesanais

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Vale do Jequitinhonha tem duas regiões produtivas: a tradicional região do Serro, no Alto Jequitinhonha,  e o queijo Cabacinha na região do Baixo Jequitinhonha.

Segundo a Emater-MG, 85 mil toneladas do produto são fabricadas artesanalmente em Minas, sendo principal fonte de renda 30 mil famílias.

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Fresco ou maturado, os queijos são amados entre os mineiros
Foto
Foto: Paulo Márcio/divulgação

Um dos produtos agropecuários mais característicos do Estado, seja pelo seu 

valor econômico, social, alimentar, histórico, cultural e tradicional, o queijo 

artesanal mineiro tem, merecidamente, uma data pra chamar de sua.

16 de maio é o Dia dos Queijos Artesanais de Minas.

No macarrão, no sanduíche, no omelete, com doce caseiro, como aperitivo 

ou como um lanchinho saudável. O queijo está presente em praticamente 

todas as refeições do mineiro e se tornou uma das opções proteicas mais 

importantes nos lares do Estado.

Tão importante que 85 mil toneladas do produto são fabricadas artesanalmente 

em Minas, sendo principal fonte de renda 30 mil famílias, de acordo com a 

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais 

(Emater-MG).

Neste domingo, 16 de maio, celebra-se Dia dos Queijos Artesanais de 

Minas Gerais. A data foi instituída há quatro anos pela Lei Estadual 22.506/2017,

reconhecendo a importância de tipos de queijos feitos de leite cru, que não 

passaram por processo de pasteurização.

O dia e o mês escolhidos para essa homenagem remetem ao registro, em 2008, 

do Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro, da Serra da 

Canastra e do Salitre ou Alto Paranaíba. Naquele momento, o jeito de produzir o 

produto foi registrado no Livro de Registro dos Saberes, pelo Conselho 

Consultivo do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Queijo Minas Artesanal pode ser produzido legalmente em todo o estado 

de Minas Gerais, mas somente os alimentos feitos nas oito microrregiões 

caracterizadas (Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serras de 

Ibitipoca, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro) são autorizados a 

usarem a nomenclatura na embalagem.

O Queijo Minas Artesanal é um das muitas variedades de queijo artesanal 

produzido em Minas Gerais. Como outros tipos artesanais ele é feito de leite

de vaca cru, sem pasteurização e costuma seguir processos tradicionais de 

confecção, em pequenas propriedades.

“Foi o primeiro queijo a ser caracterizado no Estado. O leite cru tem de ser 

produzido exclusivamente na propriedade produtora. Utiliza pingo, coalho, 

salga a seco e passa por processo de maturação, adquirindo uma casca lisa 

e amarelada”, explica a coordenadora técnica estadual da Emater-MG, Maria 

Edinice Soares.

Estudos apontam que produtores de QMA produzem 50 mil toneladas por ano.  

“A média é de 15,3 quilos por produtor ao dia. O número nos mostra que 

a grande maioria dos produtores é da agricultura familiar e que eles geram 

cerca R$ 1,1 milhão por ano (preços pagos aos produtores)”, informa o também 

coordenador técnico estadual da Emater-MG, o engenheiro agrônomo Milton  

Nunes.

Tipos artesanais 

– Além das oito microrregiões produtoras do Queijo Minas Artesanal, 

Minas tem mais outras seis regiões caracterizadas, ou seja, passaram por 

estudo que identificou e definiu o tipo de queijo. Essas regiões produzem os 

seguintes queijos artesanais: Cabacinha, Serra Geral, Vale do Suaçuí, Alagoa, 

Mantiqueira de Minas e Requeijão Moreno. 

Hoje já se sabe que cada um deles tem características, como o sabor, por 

exemplo, que sofre a influência do clima e pastagem predominantes. A origem e 

manejo do rebanho e até o perfil do produtor também são determinantes no 

tipo de queijo da cada lugar.

O queijo artesanal Cabacinha é produzido na região do Vale do Jequitinhonha. 

É feito de leite cru de vaca, mas a massa é aquecida, sem chegar a 

pasteurizar. Recebe soro fermento, retirado no final da mexedura da 

massa e reservado em temperatura ambiente para ser usado no dia seguinte 

na fabricação do queijo. É moldado manualmente em forma de cabacinha.

Já o queijo artesanal da Serra Geral, produzido em 17 municípios da região Norte de Minas 

Gerais, não tem um processo definido quanto à forma de fazer, segundo a coordenadora Maria 

Edinice.

Por outro lado, os artesanais queijo do Vale do Suaçuí, queijo de Alagoa e queijo da Mantiqueira de 

Minas têm praticamente o mesmo modo de fazer com pequenas diferenças: leite cru de vaca, soro 

fermento e coalho. A massa passa por um processo de cozimento, enformagem e salga salmoura. 

Fontes: Diário do Comércio e informações da Emater MG .

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Bocaiúva: Começou nessa quarta a Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha

Organizada pela Rede de Artesanato do Vale do Jequitinhonha e o Instituto Sociocultural Valemais em parceria com a Associação Bocaiuvense de Artesãos – ABA, a feira começou nessa quarta-feira, 09.01, em Bocaiúva, no norte de Minas. 
Cerâmica, bordados, tambores, flores, cestas e muitos mais. Tudo isso pode ser encontrado na primeira edição do projeto “Feiras de Artesanato do Vale do Jequitinhonha”, que teve início hoje, em Bocaiuva, e vai até o sábado, no dia 12. Cerca de 70 artesãos provenientes de 25 municípios da região do Vale do Jequitinhonha estão expondo seus trabalhos nos estandes que foram montados na Praça Melo Viana (Praça do Mercado).
Salvaguardado como patrimônio imaterial pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA-MG) em dezembro passado, o artesanato do Jequitinhonha vive uma fase especialmente promissora, com a estruturação de um conjunto de programas e ações pelo poder público, em parceria com a sociedade civil.


A feira de Bocaiuva é a primeira de uma série de três feiras que serão realizadas entre janeiro e fevereiro na região do Vale do Jequitinhonha. Passada a edição bocaiuvense, o evento segue para Almenara (23 a 26 de janeiro) e Araçuaí (13 a 16 de fevereiro). 

Organizadas pela Rede de Artesanato do Vale do Jequitinhonha (coletivo de associações de artesãos e de entidades e pessoas ligadas à cadeira produtiva do artesanato do Vale) e o Instituto Sociocultural Valemais (entidade que se dedica ao fortalecimento da arte e da cultura da região há 17 anos), as Feiras de Artesanato do Jequitinhonha são fruto desse período de florescimento do artesanato nacional e local.

Além da da exposição, a programação inclui shows, serestas, exibições de capoeira, cortejos de folias de reis e recital de poesia.

Informações:
O quê?: Feiras de Artesanato do Vale do Jequitinhonha – Bocaiúva
Quando?: 9 a 12 de janeiro de 2019
Funcionamento: quarta a sexta, das 15h às 23h; sábado, das 8h às 23h.
Onde?: Praça Melo Viana (Praça do Mercado) – Centro – Bocaiuva
Quanto?: Entrada Franca

Veja video  da InterTV, de Montes Claros sobre a Feira de Artesanato:

InterTV.globo.com/Feira-de-Artesanato-Vale-do-Jequitinhonha- Bocaiúva-

Assessoria de Comunicação
Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Artesanato em cerâmica do Vale do Jequitinhonha é reconhecido como patrimônio imaterial.

Estudo realizado entre 2017 e 2018, mapeou artesãs e artesãos de 21 municípios da região.

Em sua última reunião de 2018, realizada nesta quarta-feira (19.12.18), na sede do Iepha-MG, o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural – Conep – aprovou por unanimidade o reconhecimento do Artesanato em barro do Vale do Jequitinhonha: saberes, ofício e expressões artísticas como patrimônio cultural de natureza imaterial de Minas Gerais.
A pesquisa, que durou cerca de um ano, teve como metodologia a realização de um mapeamento, por meio de uma plataforma online disponível no site do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais recebeu 122 cadastros de artesãs e artesãos, de 21 municípios do Vale Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Além disso, foram realizadas pesquisas de campo nas principais comunidades produtoras, com registro fotográfico e audiovisual, que, por sua vez, contribuiu para a elaboração do dossiê de Registro intitulado “Artesanato em Barro do Vale do Jequitinhonha: saberes, ofício e expressões artísticas em Minas Gerais”.
"Este trabalho foi bastante desafiador. Para viabilizar esse reconhecimento, primeiro tivemos que fazer uma composição de  várias mãos. E o segundo desafio foi, em tão pouco tempo, ter que dar conta de tanto conteúdo e saberes, que não se esgotam nesse período de estudo", diz a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo. "Encerramos aqui uma etapa, que é importante, de reconhecimento, mas a principal conclusão a que chegamos é que o conhecimento deste saber é algo contínuo. A própria ação de salvaguarda vai pressupor a continuidade deste estudo e a discussão de medidas tanto físicas quanto imateriais em relação à proteção do modo de fazer deste fazer cultural", conclui.
A produção de cerâmica está espalhada por todo o Vale, sendo que os principais polos produtores são os municípios de Turmalina, Minas Novas, Araçuaí, Itinga, Itaobim, Caraí e Ponto dos Volantes.
"Este trabalho foi bastante desafiador. Para viabilizar esse reconhecimento, primeiro tivemos que fazer uma composição de várias mãos. E o segundo desafio foi, em tão pouco tempo, ter que dar conta de tanto conteúdo e saberes, que não se esgotam nesse período de estudo" Michele Arroyo, Presidente do Iepha-MG


A reunião do Conep foi acompanhada por diversos artesãos mineiros. Maria do Carmo Barbosa fez questão de vir de Turmalina, no Vale do  Jequitinhonha, para estar presente neste momento, que ela disse ser "histórico" para os artistas do barro da região. Ela, que é oficineira há oito anos veio representando as 39 mulheres que compõem a Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo. "Isso é um marco fundamental para nós e vai ficar na história daqueles que vierem. Vamos deixar um legado para nossos filhos", comemorou a artesã.
Para o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, a proteção da arte da cerâmica é vital para a região. “O mais impressionante e significativo é a diversidade da produção autoral. O Jequitinhonha está repleto de mestres, sendo notável exatamente pela originalidade das criações”, ressalta Angelo.
O modo de fazer e as expressões artísticas do artesanato do Vale do Jequitinhonha somente são possíveis diante da existência do ofício de artesã, e que, na região, é predominantemente desempenhado pelas mulheres, cujos conhecimentos e técnicas de produção cerâmica são transmitidos de geração em geração. Esse ofício exige uma série de conhecimentos tradicionais, e todo o processo aprendido é atualizado na medida em que as artesãs experimentam, pesquisam e criam suas próprias estruturas e formas de fazer o artesanato em barro sem, contudo, deixarem de seguir a tradição.
Um dos elementos importante e definidores do artesanato do vale do Jequitinhonha é a existência de várias tonalidades de barro. Esse conjunto de cores está disponível na natureza, mas sua aplicação nas obras é fruto de contínuo aprimoramento e experimentação das artesãs e artesãos, que ao longo do tempo buscaram a criação de distintos pigmentos. A pintura das peças demonstra o profundo conhecimento dos artistas em relação às cores, pois a coloração da peça final somente é adquirida depois que a peça vai ao forno, ou seja, pinta-se de uma cor, sabendo que ela terá outra após a queima.
Artesãs do Vale do Jequitinhonha presentes na última reunião do CONEP 2018    . 
  Foto: Acervo Iepha-MG
Agora, o Artesanato em barro do Vale do Jequitinhonha: saberes, ofício e expressões artísticas é o sétimo bem cultural de natureza imaterial junto com o Modo Artesanal de Fazer o Queijo da Região do Serro (2002), à Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte (2013), à Comunidade dos Arturos (2014), às Folias de Minas (2017), às Violas e ao quilombo Manzo Ngunzo Kaiango (2018).

sábado, 16 de setembro de 2017

IEPHA MG vê a Cerâmica do Vale do Jequitinhonha como patrimônio cultural imaterial


Iepha-MG inicia cadastro para registar a cerâmica do Vale do Jequitinhonha.



Estudo será apresentado ao Conselho Estadual de Patrimônio Cultural – Conep com o objetivo de reconhecer esse saber tradicional como patrimônio cultural de Minas Gerais.
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), inicia o projeto “Arte em Barro: a Cerâmica do Vale do Jequitinhonha”, no dia 14 de setembro, durante a 1ª Feira de Artesanato de Almenara. 
A ação tem por objetivo identificar e inventariar os saberes, técnicas e tradições relativas ao artesanato em barro na região do Vale do Jequitinhonha para seu reconhecimento como patrimônio cultural imaterial do estado de Minas Gerais. 
A primeira etapa do projeto será a realização de um cadastro dos artesão/ceramistas do Jequitinhonha por meio de um formulário disponível no portal do Iepha-MG – www.iepha.mg.gov.br.
Para a diretora de Proteção e Memória do Iepha-MG, Françoise Jean de Oliveira Souza, a região do Jequitinhonha possui uma produção cultural riquíssima sendo que a arte realizada a partir do barro é uma das mais expressivas e representativas da região. 
“Além de contribuir para o aumento da renda e do desenvolvimento humano, o artesanato do Jequitinhonha, enquanto um ofício, predominantemente feminino, leva-nos a conhecer, por meio de suas formas e temáticas, a realidade cotidiana das mulheres do vale, marcada por muita luta e êxodos, mas também, por alegrias, beleza e muita sensibilidade”, relata a diretora.
Ao final, o estudo será apresentado ao Conselho Estadual de Patrimônio Cultural - Conep para solicitar o reconhecimento desse saber tradicional como patrimônio cultural de Minas Gerais.
Arte e tradição
A diversidade cultural encontrada em Minas Gerais é reflexo dos inúmeros grupos sociais que formaram o estado em diferentes períodos históricos. Indígenas, africanos, europeus contribuíram para compor a complexa rede de trocas simbólicas, comumente chamada de cultura mineira, que, de maneira geral, tem certas especificidades se comparadas com expressões de outras localidades. 
Tal é o caso do chamado artesanato em barro feito na região do Vale do Jequitinhonha que tem como particularidade a  apropriação de técnicas indígenas de modelagem, que desconhecem o uso do torno.
Atualmente inúmeros artesãos, em sua maioria, mulheres, espalhados por todo o Vale do Jequitinhonha, vivem da produção esculturas policromadas que representam animais, a paisagem, tipos humanos, seres imaginários e atividades cotidianas. Combinando refinamento estético e autenticidade, a  arte do Jequitinhonha vem obtendo reconhecimento nacional e internacional. 
A atividade também vem se mostrando uma possibilidade real de melhoria nas condições sociais do Jequitinhonha, já que que promove a permanência dos indivíduos na região, impedindo o êxodo e a fragmentação familiar. 
Fonte: IEPHA MG

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Serro realiza a sua 30ª Festa do Queijo

Depois de ter sido cancelada em 2014 por falta de verba devido à redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a Prefeitura do Serro confirma a realização da 30ª Festa do Queijo para os dias 10 e 11 de outubro.

Serro, no Alto Jequitinhonha, na região Central de Minas, confirma que neste ano haverá o tradicional evento. Quem aprecia a produção artesanal mineira de queijos terá uma oportunidade ímpar de participar da festa, que ocorrerá justamente no feriado prolongado. 

Dia 12 de outubro, segunda-feira, é o feriado religioso dedicado à padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida.  

Nesta edição, além dos shows, ocorrerão  atividades e oficinas com o foco na valorização do Patrimônio Cultural Imaterial, o Queijo Artesanal do Serro. Uma atividade que é promovida  pela primeira vez no festival é o concurso de redação entre estudantes da cidade. O tema abordado será “Queijo do Serro – Nosso Singular Patrimônio”.

Esses eventos estarão disponíveis para o público e serão gratuitos, em horários acessíveis para melhor participação durante os dois dias de evento. 

Divulgação Agência Minas
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E o queijo fresco, ideal para receitas e para ser consumido com sucos e café

Importância regional
A produção de queijo é uma das principais atividades não apenas do Serro, como também de outros 10 municípios do entorno, como Virginópolis,Sabinópolis, Guanhães, entre outros.

Recentemente, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) realizou um estudo na região com o objetivo de levantar dados sobre os produtores e o processo de produção do queijo.

De acordo com o analista de Agronegócio do Sebrae Minas, Ricardo Boscaro, aproximadamente 750 produtores atuam na região, 117 deles na cidade do Serro. Segundo Boscaro, a produção diária da região é de 10 mil queijos, sendo que o Serro é a cidade que mais produz entre os onze municípios, com 2.100 unidades por dia, totalizando 21% da produção.

Confira a programação abaixo:
Ciclo de Palestras
Segunda Feira dia 05/10 – Soluções no leite para épocas de crise.
Palestrante: Luciano Lago – Zootecnista especialista em Prdução de Ruminantes
Horário: 18:00 horas
Local: Auditório da Secretaria Municipal de Educação (Antigo Espaço Nordeste)
Quarta feira dia 07/10- Sanidade da Glândula Mamaria (Mastite).
Palestrante: Samira Saraiva – Médica Veterinária
Horário: 18:00 horas
Local: Auditório da Secretaria Municipal de Educação (Antigo Espaço Nordeste)
Sexta feira dia 09/10 – Criação de Bezerras.
Palestrante: Arturo Andreazi – Médico Veterinário mestre em nutrição animal
Horário: 18:00 horas
Local: Auditório da Escola Municipal Infantil Irmã Carvalho
Serro é destaque na produção artesanal de queijo – Foto: Divulgação

Atividades Culturais dia 10 de Outubro
Local: Parque de Exposição Jairo Magalhães
Feira Gastronômica com pratos típicos da região
Atração musical: Marcos Zam
A partir das 14horas
Concurso Gastronômico “Tudo com Queijo”
Pratos com Queijo Artesanal do Serro
Horário: 16:00 horas
Oficina de Gastronomia com Chefe Helen Assunção
Horário: 14:00 horas
Oficina de Produção de Queijo Artesanal do Serro com Wanderson Gustavo Meireles
Horário: 14:00 horas
Feira de Gado – Bezerros, novilhas e garrotes
Horário: 12h às 18h
Atividades Culturais dia 11 de Outubro
Local: Parque de Exposição Jairo Magalhães
Feira Gastronômica com pratos típicos da região
Atração musical: Cristiano Oliveira convida Maria Clara e Mariana
A partir das 14horas
Premiação do Concurso Cultural de Redação
Tema “Queijo do Serro, Nosso Singular Patrimônio”
Oficina de Quitandas com Maria Garcia
Horário: 14:00 horas
Oficina de Produção de Queijo Artesanal do Serro com Wanderson Gustavo Meireles
Horário: 14:00 horas
Feira de Gado – Bezerros, novilhas e garrotes
Horário: 12h às 18h
Fontes: Agência Minas,. Diário do Aço Hoje em Dia.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Jequitinhonha, vida talhada com as mãos

Reportagem da TV Brasil registra riqueza cultural do Vale do Jequitinhonha, entrevistando muitos artistas e a a riqueza talhada pelas mãos, cabeças e corações do Vale.


Assista à reportagem: http://goo.gl/tEcTYF

Quem viaja pelo Nordeste de Minas Gerais pode se surpreender com as diferentes paisagens ao longo do caminho.

Ali, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica se sucedem ao longo do percurso e exercem forte influência sobre a cultura, as crenças e as tradições de sua gente. É nesse cenário que encontramos o Vale do Jequitinhonha.
Escultor consierado o cronista do Vale do Jequitinhonha.

A equipe do Caminhos da Reportagem viajou pelo Baixo, Médio e Alto Jequitinhonha para conhecer essa região tão marcada pelo contraste. Se de um lado, o Vale luta para se livrar do estigma de “Vale da Miséria”, de outro, é dono de paisagens exuberantes, de um forte potencial turístico e de um riquíssimo patrimônio histórico-cultural. Tudo isso se Dona Lira Marques, artesã que preserva a cultura afro-indígena.

Dona Lira Marques, artesã que preserva a cultura afro-indígena, manifesta na sonoridade dos corais, nas cores fortes do artesanato, na peculiaridade de seus temperos e na sabedoria popular fincada nas raízes negra e indígena.

Lira Marques, artesã com fortes raízes afro-indígenas.

Falar do Vale do Jequitinhonha é falar de Seu Ulisses, Dona Elza Có, de Lira Marques e de tantos outros personagens que fazem desta terra o Vale da cultura, das tradições e da sabedoria.

Reportagem: Flávia Peixoto
Imagens: André Pacheco e Dailton
Edição de texto: Patrícia Araújo
Edição de Imagens: Henrique Corrêa
Arte: Antônio Trindade e Júlia Gon

Quem viaja pelo Nordeste de Minas Gerais pode se surpreender com as diferentes paisagens ao longo do caminho.
tvbrasil.ebc.com.br

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Diamantina: I Festival Internacional de Música Antiga

Com programação gratuita, Festival apresentará 8 concertos como valorização da música e do patrimônio imaterial.

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Patrimônio Imaterial | Patrimônio Material: um diálogo necessário

Entre os dias 20 de fevereiro a 01 de março de 2015, a cidade de Diamantina, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, irá receber a primeira edição do Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina. Com uma programação inteiramente gratuita, o festival irá apresentar uma série de oito concertos em diferentes espaços da cidade, três mesas de palestras e debates, curso de órgão histórico e um espetáculo dedicado às crianças.

:: Festival
Com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento cultural, a formação de plateias e o diálogo sobre as relações entre patrimônio material e patrimônio imaterial, o festival apresenta uma programação inteiramente voltada para a música antiga. 
Estreitando os laços com a comunidade de Diamantina, o evento irá abrir espaço para manifestações musicais que estão inseridas dentro do contexto histórico e social local. Com isso, a sonoridade dos berimbaus e o toque dos sinos também ganham destaque na programação do 1°Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina.

Com o objetivo de preservar um bem material com função imaterial e divulgar um importante patrimônio brasileiro, o órgão Almeida e Silva/Lobo de Mesquita, localizado no interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o festival se volta para a valorização musical e histórica e também para a relação com a população da cidade.

Muito mais do que palco ou cenário para o evento, Diamantina é fonte de inspiração e vértice de uma notável produção musical. Com um precioso acervo de partituras, toques de sinos, bandas musicais, toques de tambores, tradição das serestas, instrumentos musicais, conservatório e artistas, a cidade, também abriga o órgão Almeida e Silva/Lobo de Mesquita, instrumento montado integralmente no Brasil no século XVIII, e que teve sua restauração concluída em 2014.

:: Órgão
​O órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Diamantina foi inteiro construído no antigo Arraial do Tejuco entre 1782 e 1787 pelo padre Manoel de Almeida e Silva.

O processo de restauração do órgão levou 8 anos e foi realizado em três etapas. A equipe de restauro contou com a direção do mestre organeiro Frédéric Desmottes, que desmontou o instrumento e inventariou cada parte. ​O organista Marco Brescia e o mestre organeiro Frédéric Desmottes identificou todas as inscrições originais de Almeida e Silva para reconstituir o plano sonoro original do instrumento.

O órgão Almeida e Silva / Lobo de Mesquita tem é um bem cultural de valor inestimável no contexto do patrimônio organário brasileiro e internacional e foi devolvido para a comunidade de Diamantina, após um hiato de 70 anos sem atividades.

:: Transporte Gratuito
Realizado pela Lira Cultura e pelo Ministério da Cultura, e com o patrocínio master do BNDES, o 1°Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina é um evento inteiramente gratuito.
A organização do festival irá disponibilizar 2 ônibus gratuitos saindo de Belo Horizonte com destino a Diamantina e vice-versa. A saída será no dia 20/02/15, às 8h00, local a definir. O retorno está agendado para o dia 01/03/15, às 18h30, com saída da Praça da Rodoviária de Diamantina. Todos os municípios localizados na rota, BH/Diamantina, estão contemplados. As vagas são limitadas de acordo com a ordem de inscrição que deve ser feita no site oficial - http://www.musicaantigadiamantina.com/#!informacoes/cjcl - até o dia 14/02/15 e posteriormente confirmada pela organização do festival de acordo com a capacidade de lotação de ambos os veículos.

:: Programação
1°Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina

20/02 – Sexta-feira
::Concerto I
Domenico Zipoli: integral para órgão
Local: Igreja de N. S. do Carmo
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina
Horário: 20h30
Marco Brescia (BRA/ITA) - órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita

21/02 – Sábado
::Concerto II
Música religiosa luso-brasileira do último quartel do séc. XVIII
Local: Igreja de N. S. do Carmo
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina
Horário: 20h30
Alemmares Ensemble
Rodrigo Teodoro (BRA/PRT) - contínuo e direção
Rosana Orsini (BRA/PRT) - soprano
Nerea Berraondo (ESP) - mezzosoprano
Luciano Botelho (BRA/GBR)- tenor
Pedro Ometto (BRA) - baixo-barítono
André Tavares (BRA) - salmodia
Diana Vinagre (PRT) - violoncelo
José Gomes (PRT) - fagote
Marta Vicente (PRT) - contrabaixo
::Debate I
Patrimônio Imaterial | Patrimônio Material: um diálogo necessário
Local: Casa de Chica da Silva - IPHAN
Endereço: Praça Lobo de Mesquita, 266, Diamantina
Horário: 15h00
Palestrantes:
Corina Moreira - Setor de Patrimônio Imaterial - Superintendência do IPHAN/MG
Mary Ângela Biason - Arquivo de Música - Museu da Inconfidência de Ouro Preto
Edite Rocha - Instituto de Etnomusicologia - Música e Dança - Universidade de Aveiro / Universidade Federal de Minas Gerais

22/02 – Domingo
::Concerto III
Música italiana para cravo
Local: Teatro Santa Izabel
Endereço: Praça Dom Joaquim, 166, Diamantina
Horário: 11h00
Bruno Procopio (BRA/FRA)
::Debate II
Patrimônio Imaterial | Patrimônio Material: experiências compartilhadas
Local: Casa de Chica da Silva - IPHAN
Endereço: Praça Lobo de Mesquita, 266, Diamantina
Horário: 15h00
Palestrantes:
Lílian Oliveira - Museu do Diamante - IBRAM
Chiquinho de Assis - Compositor, Musicólogo e Vereador da Câmara Municipal de Ouro Preto
Rodrigo Teodoro de Paula - Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical - Universidade Nova de Lisboa
Odette Ernest Dias - Dossiê de Música - Diamantina Patrimônio Mundial (UNESCO)

23/02 – Segunda-feira
::Oficina
Curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano
Local: Igreja de N. S. do Carmo
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina
Horário: 15h00 - 19h00
Marco Brescia (repertório italiano)
A oficina de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano (Renascimento e Barroco) integrada na primeira edição do Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina, com o apoio da Academia de Música Antiga de Diamantina, visa densificar a vida musical e artística de Diamantina através da especialização de músicos ativos na cidade e região – e igualmente vindos de outras regiões do país – na prática historicamente fundamentada da Música Antiga, dinamizando o uso do órgão histórico Almeida e Silva/Lobo de Mesquita (1787) da Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, um dos instrumentos mais importantes do país, recentemente restaurado segundo critérios históricos, contribuindo assim ao vigente processo de sua plena reinserção na paisagem sonora, devocional e simbólica da cidade.

24/02 – Terça-feira
::Oficina
Curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano
Local: Igreja de N. S. do Carmo
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina
Horário: 10h00 -12h00 e 15h00 - 19h00
Marco Brescia (repertório italiano) e Bruno Forst (repertório ibérico)
::Debate III
Patrimônio Imaterial | Patrimônio Material: o legado organário brasileiro
Local: Casa de Chica da Silva - IPHAN
Endereço: Praça Lobo de Mesquita, 266, Diamantina
Horário: 15h00
Palestrantes:
Marco Brescia - Coordenador do restauro e organista titular do órgão histórico de Diamantina
Frédéric Desmottes - Mestre organeiro responsável pelo restauro do órgão histórico de Diamantina - Taller de Organería Hermanos Desmottes
Elisa Freixo - Coordenadora do restauro e organista titular dos órgãos históricos de Mariana e Tiradentes
Marcela Bertelli - Gestora do projeto de restauro do órgão histórico Almeida e Silva | Lobo de Mesquita de Diamantina - Lira Cultura

25/02 – Quarta-feira
::Teatro de Marionetes
O Organista: cenários históricos de Minas
Local: Teatro Santa Izabel
Endereço: Praça Dom Joaquim, 166, Diamantina
Horário: 10h00
CIA Navegante (BRA)
Sinopse: Uma família e o amor pela música, passado de geração em geração. Cenários e personagens históricos de Minas promovem encontros prá lá de inusitados numa história fictícia: Dona Beja em Araxá, Xica da Silva em Diamantina, Alphonsus de Guimaraens e Manoel da Costa Ataíde em Mariana e Aleijadinho em Ouro Preto.
Direção, criação, projetos de bonecos, cenários e roteiro: Catin Nardi
Texto: Catin Nardi em processo colaborativo com a Escola de Teatro de Bonecos da Cia
Navegante.
Construção de bonecos: Catin Nardi e Escola de Teatro de Bonecos da Cia
Navegante.
Cenários e Figurinos: Catin Nardi e Escola de Teatro de Bonecos da Cia Navegante
Trilha Sonora: Pedro Mendes
Atores/Manipuladores: Alexandre Reis, Luiz Augusto Martins, Magnum Alexandre Soares, Tabatta Iori Thiago.
::Oficina
Curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano
Local: Igreja de N. S. do Carmo
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina
Horário: 10h00 -12h00
Bruno Forst (repertório ibérico)
::Encontro com os músicos
Ministriles de Marsias (ESP)
Local: Museu do Diamante
Endereço: Rua Direita, 14, Diamantina
Horário: 19h30

26/02 – Quinta-feira
::Concerto IV
O órgão ibero-americano
Local: Igreja de N. S. do Carmo
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina
Horário: 20h30
Elisa Freixo (BRA) - órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita

27/02 – Sexta-feira
::Concerto V
Música instrumental nas catedrais aragonesas da Ilustração
Local: Igreja de N. S. do Carmo
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina
Horário: 20h30
Ministriles de Marsias
Josep Borràs (ESP) - baixão
Fernando Sánchez (ESP) - baixão
Javier Artigas (ESP) - órgão
Marco Brescia (BRA/ITA) - órgão

28/02 – Sábado
::Cortejo
Berimbarroco
Local: Praça do Mercado
Horário: saída às 11h00
(Iuna , Benguela, Angola, São Bento e Batuque)
::Concerto VI
Flos Carmeli
Local: Igreja de N. S. do Carmo
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina
Horário: 20h30
Favola d'Argo - Música Antiga
Bruno Forst (FRA/ESP) - órgão e direção
Rosana Orsini (BRA/PRT) - soprano
Nerea Berraondo (ESP) - mezzosoprano
Luciano Botelho (BRA/GBR) - tenor
Pedro Ometto (BRA) - baixo-barítono
Denys Stetsenko (UKR/PRT) - violino I
Meritxell Genís (ESP) - violino II
Núria Pujolràs (ESP) - viola
Carlos Montesinos (ESP) - violoncelo
Oriol Casadevall (ESP) - contrabaixo

01/03 – Domingo
::Concerto VII
Portugal e a influência italiana
Local: Igreja de N. S. do Carmo
Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina
Horário: 11h00
João Vaz (PRT) - órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita
::Evento de encerramento
Sinos do Tejuco
Local: Centro histórico
Horário: 16h00

Fonte: Passadiço Virtual