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domingo, 22 de dezembro de 2019

O ano do Cruzeiro: uma divina comédia

O ano do Cruzeiro: a divina comédia
*Ricardo de Faria

Todo rebaixamento decreta o fim de um projeto. O descenso é a morte de um time, que pode renascer ou não... Lembro-me do filósofo Montaigne, alertando que filosofar é aprender a morrer

Publicado em 15/12/2019 11:30 h


Logo após a fatídica partida que decretou o rebaixamento do Cruzeiro à Série B do Campeonato Brasileiro, veio à minha mente a frase que, segundo Dante Alighieri, consta nos portais do inferno: “Deixai toda a esperança, ó vós que entrais!”. Agora é série B, com viagens longas e tortuosas, percorrer o Brasil sem a devida pompa, uma legião de adversários prontos a criar memes diários, times casca grossa com sangue no olho, campos de batalha onde o verde (ironicamente da esperança) parece que não é cuidado há séculos.


E tudo isso sem dinheiro nem para pagar a moedinha derradeira de Caronte, o barqueiro que conduz as almas dos recém-mortos sobre as águas do Hades, vulgarmente chamado de inferno, uma morada subterrânea, em outras palavras, a Segunda Divisão do mundo dos vivos.


Todo rebaixamento decreta o fim de um projeto. O descenso é a morte de um time, que pode renascer, ou não....  Lembro-me do filósofo Montaigne, alertando que filosofar é aprender a morrer. Sendo assim, diante do inferno que será a Série B, temos um oportuno momento de reflexão, daqueles que só o futebol poderia nos proporcionar, e nada mais propício do que a Divina comédia – um bom título para o ano do Cruzeiro em 2019.


O livro em questão nos coloca diante de grandes temas da humanidade, aqui adaptados para o universo da bola: existe vida após a queda? Quem encontraremos pelos caminhos tortuosos do subterrâneo? Teremos a redenção? Haverá misericórdia por parte daqueles que nos martirizam com memes e provocações? Nos perderemos no vale dos mortos por toda a eternidade? Essas e outras questões rondam a cabeça dos cruzeirenses neste difícil momento.

Dante propõe uma mudança radical ao escrever esse livro, pois a partir de agora é o homem (e não mais a divindade) que escolhe seus caminhos. Assim, a Divina comédia é, sobretudo, um livro sobre escolhas, diante das quais nos encontramos diariamente, que podem nos levar tanto ao inferno, morada inóspita e subterrânea, quanto ao paraíso, lugar privilegiado, entre os bons, nas alturas. Enfim, uma coisa é fato: é preciso conhecer o inferno para encontrar a redenção.

Assim, a redenção é uma escolha! Para tal jornada será preciso vencer os nove ciclos do inferno, apresentados por Dante. Qualquer semelhança à vida do time de Belo Horizonte não é mera coincidência. Primeiro ciclo: o limbo. Lugar dos não batizados. Estão à deriva. Não vão ao estádio, não torcem de verdade, correndo o risco de virar a casaca a qualquer momento. É preciso convertê-los! Segundo ciclo: luxuriosos. Mais do que nunca, é hora de engolir a seco a ideia de que time grande não cai. A realidade mostra o contrário. Superar isso é fundamental para uma reconstrução. Terceiro e quarto ciclos: gulosos e esbanjadores. Desculpem-me, mas alguns medalhões do time poderiam cair em qualquer um desses infernos e, às vezes, estar em mais de um. Por isso os coloco juntos.


São muitas festas, quando, na verdade, não se tinha nada a comemorar, muito dinheiro rolando, vida boa de mais. Salários astronômicos, valorização exacerbada de quem não produz, contratos a longo prazo (esse é o inferno mais comum entre os jogadores). Quinto ciclo: irados. Esse é o inferno em que os torcedores costumam cair. Não adianta quebrar o estádio. Aliás, não adianta mesmo! Além de perder mando de campo, é uma motivação desnecessária para uma sociedade que já sofre com a violência. Brigar com o amigo por causa da zoação, sair dos grupos de WhatsApp, xingar, nada disso vai trazer o time de volta ao paraíso. Sexto, sétimo, oitavo e nono ciclos: hereges, violentos, fraudadores e traidores.

Esse é um inferno muito frequentado por dirigentes, conselheiros e demais autocratas que, hereticamente, mancham o nome do sagrado futebol com o dinheiro impuro das transações espúrias! Que traem o sentimento do torcedor, colocando os interesses pessoais acima dos coletivos e que, levianamente, cometem crimes, levando o clube às páginas policiais em vez das páginas esportivas. É preciso que o futebol seja entregue a quem ele pertence, isto é, ao torcedor.

Enfim, toda redenção exige escolha, coragem, sacrifício e trabalho árduo. Não é possível ficar apenas na reclamação. É hora de encarar 2020 como a travessia do mundo dos mortos. Do contrário, é ficar perdido no vale das sombras sem nenhuma viva alma (literalmente) para direcionar.  Pois, se Dante Alighieri fosse mineiro, como certeza nos avisaria que de bem-intencionados o inferno está cheio!

*Ricardo de Faria é filósofo

Fonte: www.superesportes.com.br

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Cruzeiro, um time a ser batido ou abatido?



Em vários anos, o Cruzeiro é visto como time a ser batido. Em 2019, antes de começar o Campeonato Brasileiro, a equipe, ainda comandada por Mano Menezes, voava na temporada. Tetracampeão brasileiro, tendo conquistado os últimos dois títulos em 2013 e 2014 - os outros dois foram em 1966 e 2003 -, o Cruzeiro chegava à competição com 21 jogos de invencibilidade (16 vitórias e cinco empates), tendo sido campeão invicto do Campeonato Mineiro e o único time com 100% de aproveitamento na Libertadores. Além disso, nenhum outro clube da primeira divisão batia seus 84,1% de rendimento em todos os compromissos até então. Era o fim de abril.

A partir de 26 de maio, um terremoto caiu sobre a Toca da Raposa, tendo início uma das mais rápidas tragédias sobre um grande clube brasileiro. O Cruzeiro foi eliminado da Copa do Brasil, da Libertadores e se instalou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. As denúncias de corrupção na TV Globo sobre a administração celeste quebrou a espinha do time em campo.

Dali em diante, foi só porrada. Uma em cima da outra. O Cruzeiro virou o time a ser batido e abatido. Mantendo o mesmo grande elenco de jogadores e quatro técnicos em seis meses (Mano Menezes, Rogério Ceni, Abel Braga e Adilson Batista), o caminho pro atoleiro não mudou.

Na história, o Cabuloso desbancou o então poderoso e internacional Santos de Pelé, em 66, ao vencer a Taça Brasil, aplicando épicas vitórias e uma sonora goleada por 6 x 2. Era melhor que o Flamengo de hoje.

É considerado um gigante do futebol brasileiro. Sexto colocado no ranking dos campeões, tendo conquistado 38 títulos estaduais, 13 nacionais (4 Campeonatos Brasileiro; 6 Copas do Brasil; 2 Copas Sul-Minas; 01 Copa Centro-Oeste); 5 Títulos Internacionais (2 Libertadores; 2 Supercopa da Libertadores; 01 Recopa Sul-Americana).

Como conquistou, no século 21, bem recente, 3 brasileirões ( 2003, 2013 e 2014) e o bi da Copa do Brasil ( 2017/2018)  despertou a ira das torcidas dos times batidos – tidos como favoritos – como o Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Grêmio e Atlético Mineiro. Além disso, detém a honraria de ser um dos poucos que não caíram para a Série B junto com Flamengo, Santos e São Paulo.

Juntando a tudo isso, virou a Geni da corrupção do futebol brasileiro, tema tão em voga na grande mídia quanto na sociedade brasileira. Quando se fala em corrupção no futebol a administração do Cruzeiro, nos últimos anos, é tema recorrente. As administrações dos outros grandes clubes, mesmo praticando as mesmas irregularidades celestes, não são denunciadas, nem analisadas.

O Cruzeiro hoje é o clube a ser abatido, ser destruído, ser extinto. Em cerca de 6 meses, virou o clube caloteiro, com dívidas astronômicas, salários atrasados – dos milionários dos jogadores até os salários mínimos dos funcionários - , punido pela CBF e FIFA, frequentador das páginas policiais, envergonhado a sua grande torcida com cerca de 8 milhões de  cruzeirenses (maior de Minas, quarta do sudeste e quinta do país). São cerca de R$ 600 milhões de dívidas com muitas falcatruas divulgadas, indicando que tem muito mais caroço podre nesse angu.

Quase todos os clubes brasileiros têm dívidas muito altas. 
(Quadro elaborado no final de dezembro de 2018, pela FOX SPORTS)

Até mesmo questionamentos de merecimento quanto às conquistas recentes do Cruzeiro são levantadas pelas mesas de debates dos comentaristas esportivos, principalmente no eixo Rio-SP.  Mas, calam-se sobre tragédias dos meninos da base do Flamengo; dos falidos Vasco, Botafogo e Fluminense; das dívidas de todos os clubes brasileiros; na financeirização do elenco do Palmeiras pela CREFISA; do escândalo no financiamento da construção da Arena Corinthians; dos salários atrasados em 14 clubes da série A; etc e tal.

E nós, os cruzeirenses? Brigamos entre nós, procurando ou acusando os culpados. Os dirigentes começam a soltar os podres de cada um. As Polícias, Civil e Federal, também. O Poder Judiciário é acionado. Diretores afastados, demitidos. O dirigente Zezé Perrela toma a frente de tudo acusando muitos e protegendo seus chegados, como o seu filho Gustavo Perrela e o seu parceiro Itair Machado. Afasta jogador e denuncia ex-dirigentes. Corrupto e traficante assumido, Perrela faz jogo pra torcida. Quer ser o Salvador da Pátria.  As maiores torcidas organizadas Pavilhão Independente e Máfia Azul brigam entre si, inclusive durante os jogos do Cruzeiro.
A torcida faz protestos, no Mineirão, na Toca da Raposa, nas redes sociais  e nas ruas. Constrange, pressiona, ameaça jogadores e dirigentes. Até juras de morte a jogadores já aconteceram. 

Média de Público no Mineirão, até 30 de maio, de 20.150 aumentou para 24.223 torcedores, em novembro. 

Mas, mesmo na crise, enchemos o Mineirão. 24.223 cruzeirenses é a média de público, em 33 partidas em 2019, com a presença total de 799.376 torcedores. Isso indica que, a média de público, nos meses de crise, girou em torno de 27 mil torcedores. Isso é uma demonstração da paixão da China azul. 

Quase todos os torcedores de clubes adversários vibram com a iminente queda do Cruzeiro para a série B. Nadando contra a maré, o time só não será rebaixado se fizer três pontos a mais que o Ceará nas duas rodadas finais do Brasileiro de 2019.

O Cruzeiro sairá dessa? Saindo ou não, poderá ser privatizado? Caindo, voltará para a primeira divisão ou se tornará uma Portuguesa? Suas dívidas são impagáveis?

Esse é um pesadelo vivido pelos cruzeirenses apaixonados e temido por todos aqueles que amam o futebol.

domingo, 26 de novembro de 2017

América Mineiro sagra-se bicampeão do Brasileirão Série B


Último jogo em casa, estádio cheio e simples vitória para ser campeão. Seria moleza levar esses três aspectos em consideração para esperar uma vitória fácil do América sobre o CRB. 

Não foi! O Coelho sofreu muito diante de um adversário disposto a segurar o empate a qualquer custo. Mas o nervosismo em grande parte do primeiro tempo deu lugar a um bombardeio na etapa complementar. Eis que aos 20min, o zagueiro Rafael Lima completou cruzamento de Ruy e marcou o gol do título americano na Série B de 2017! 

Na noite deste sábado, 22.481 torcedores pagaram ingressos e assistiram, no Independência, à segunda conquista do time alviverde, campeão também em 1997.

O detalhe importante é que Rafael Lima integrava o elenco da Chapecoense vitimado pelo desastre aéreo na Colômbia, em novembro de 2016. Ele se salvou do acidente porque não havia sido convocado pelo técnico Caio Júnior, um dos 71 mortos na tragédia. Ainda abalado pela dor da perda de amigos, o experiente defensor de 31 anos trilha uma trajetória de sucesso em Belo Horizonte e levanta a taça na condição de capitão. Ele marcou o quarto gol da Série B e o sexto na temporada.
A vitória por 1 a 0 mostrou as características do time armado por Enderson Moreira. Dos 20 triunfos, 11 foram por esse placar. De todos os campeões da Série B por pontos corridos, o América de 2017 foi o que menos marcou gols (46), mas também o que menos sofreu (25).
O Coelho chega ao bicampeonato com uma campanha de respeito: 73 pontos, 20 vitórias, 12 empates e apenas cinco derrotas. Bill, com nove gols, foi o artilheiro do elenco no campeonato. Favorito à taça, o Internacional terminou em segundo lugar, com 71. Ceará, com 67, e Paraná, com 64, também subiram à Série A de 2018.

O jogo
Aproveitamento de mais de 70% como mandante, Independência com bom público e adversário sem pretensões na competição. O América teve cenário favorável para brigar pelo título da Série B diante de sua torcida. Para levantar a taça sem depender do resultado do jogo do Internacional contra o Guarani, o Coelho precisava vencer o CRB. Se empatasse ou perdesse, os gaúchos também teriam que tropeçar.
Talvez pela responsabilidade de fazer o gol, o América foi vencido pelo nervosismo no começo da partida. Abertos pelas pontas, Felipe Amorim e Luan não conseguiam abrir espaço e deixavam o centroavante Bill preso entre os zagueiros Adalberto e Flávio Boaventura. Diante da boa marcação do adversário, restou ao Coelho arriscar de fora da área. Aos 23min, Ernandes bateu de longe e assustou o goleiro Edson Kölln.
A situação americana ficava mais complicada porque no Beira-Rio o Internacional praticamente garantia a vitória sobre o Guarani com dois gols do uruguaio Nico López. O placar de momento dava ao Colorado o título da Série B. Era preciso mais criatividade por parte do time mineiro. Somente nos minutos finais do primeiro tempo é que os comandados de Enderson Moreira levantaram os torcedores no Independência. Em boa trama com Bill, Ruy bateu de três dedos da entrada da área e acertou o travessão. Aos 48min, foi a vez de Luan chutar na rede, mas pelo lado de fora. Aos 51min, Ruy tentou outra vez, porém a redonda passou por cima da meta do CRB.
Enderson fez uma mudança no intervalo: saiu Felipe Amorim, que errou muitos passes na etapa inicial, e entrou Renan Oliveira. Em sua primeira jogada, o camisa 23 tabelou com Norberto e chutou fraco nas mãos do goleiro.
Aos 9min, o coração de cada americano nas cadeiras do estádio parou de bater por alguns instantes. Um silêncio sepulcral tomou conta do Independência quando Neto Baiano foi lançado nas costas da defesa e conseguiu tocar a bola na saída do desesperado Fernando Leal. Para a sorte do América, deu tempo de Messias alcançar a redonda e fazer o corte dentro da pequena área. A resposta do Coelho foi imediata: em bate-rebate na grande área, Luan chutou rasteiro e Edson Kölln deu rebote. Na sobra, Bill poderia rolar a bola para Ruy, mas preferiu chutar prensado em cima do goleiro alagoano.
A cada minuto transcorrido, o América tentava acelerar os passos para buscar o gol e acuava o CRB. Aos 20min, Ruy cobrou escanteio, a bola foi desviada no meio do caminho e Rafael Lima, capitão e zagueiro artilheiro, balançou a rede no Independência: 1 a 0.
A multidão no Horto, em polvorosa, pediu mais um gol. E Rafael Lima, mais uma vez, foi lá para finalizar. Só que Edson Kolln conseguiu, com a ponta dos dedos, evitar o segundo do Coelho aos 27min. No lance seguinte, Norberto ajeitou na grande área e encheu o pé. A bola caprichosamente explodiu no travessão.
O CRB só assustou o Coelho uma vez. Ex-jogador americano, Tony entrou no segundo tempo e exigiu ótima defesa de Fernando Leal em chute de fora da área, aos 32min. No restante do jogo, só deu América. Giovanni, sem goleiro, perdeu a chance de ampliar aos 41min. Já o atacante Bill e o zagueiro Messias pararam em intervenções do goleiro Edson Kölln. Mas não importava. Naquela altura, a torcida já gritava “bicampeão, bicampeão, bicampeão”. E a festa ficou completa quando Luiz Flávio de Oliveira apitou pela última vez, aos 49min.
AMÉRICA 1X0 CRB
AMÉRICA
Fernando Leal; Norberto, Messias, Rafael Lima e Giovanni; Juninho, Ernandes, Ruy (Zé Ricardo, aos 28min do 2ºT) e Felipe Amorim (Renan Oliveira, no intervalo); Luan e Bill
Técnico: Enderson Moreira
CRB
Edson Kölln; Marcos Martins (Marion, aos 23min do 2ºT), Adalberto, Flávio Boaventura e Diego; Olívio, Yuri, Rodrigo Souza (Tony, aos 24min do 2ºT) e Edson Ratinho; Chico e Zé Carlos (Neto Baiano, aos 42min do 1ºT)
Técnico: Mazola Júnior
Gol: Rafael Lima, aos 20min do 2ºT (AME)
Cartões amarelos: Juninho, aos 38min do 2ºT (AME); Neto Baiano, aos 18min do 2ºT. Edson Ratinho, aos 20min, Flávio Boaventura, aos 32min do 2ºT (CRB)
Motivo: 38ª rodada da Série B
Estádio: Independência
Data: sábado, 25 de novembro de 2017
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Fifa/SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa/SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (CBF/SP)
Público: 22.481
Renda: R$ 98.353,00
Fonte: Super Esportes / Repórter: Rafael Arruda

domingo, 12 de novembro de 2017

América Mineiro volta à série A do Brasileirão.

América confirma boa fase, faz 2 a 1 no Figueirense e assume liderança na série B

 Vicente Ribeiro /Superesportes

 postado em 11/11/2017 19:27 / atualizado em 11/11/2017 20:48
Daniel Hott / América
O América está de volta à elite do futebol brasileiro. E o retorno veio com três rodadas de antecedência até o fim da Série B. O Coelho manteve o embalo, derrotou o Figueirense por 2 a 1, neste sábado, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, e garantiu o acesso à Primeira Divisão do próximo ano. Rafael Lima e Giovanni marcaram para os mineiros, enquanto Jorge Henrique fez o gol da equipe catarinense.

Além de fazer a festa no Orlando Scarpelli com a volta à Série A, o América assumiu a liderança da Segundona. O time mineiro foi beneficiado pelo tropeço do Internacional, que só empatou com o Villa Nova (1 a 1), no Beira-Rio, e cedeu a primeira posição ao Coelho, que chegou a 66 pontos, dois a mais que o Colorado. A três rodadas do fim da competição, o alviverde não pode ser ultrapassado pelo Oeste, primeiro time fora da zona de classificação para a Primeira Divisão.

Com o acesso garantido, o América busca o título da Série B, para voltar com moral mais elevado ainda à elite. O Coelho enfrentará o Juventude, no próximo dia 14, no Independência, Londrina, em 18 deste mês, no Paraná, e encerrará a participação diante do CRB, em 25 de novembro, em casa. 


































O jogo 

O América mostrou logo no início que estava disposto a não desperdiçar a chance de subir para a elite. Gérson Magrão chutou para boa defesa de Saulo, a escanteio. Na cobrança, Rafael Lima testou para as redes e saiu para comemoração entusiasmada com os companheiros no banco: 1 a 0. Estava dado o primeiro passo para o acesso, já que o Coelho ganhou ainda mais confiança com o gol logo cedo.

O América tomou conta do jogo, aproveitando o desequilíbrio do Figueirense, que sentiu o peso do gol logo no começo. Mas o Coelho não conseguiu transformar a superioridade em um placar maior. O time da casa, aos poucos, melhorou a marcação e passou a atacar mais. E empatou aos 24, quando o veterano Jorge Henrique desviou de cabeça bola alçada em cobrança de falta, tirando do alcance de João Ricardo: 1 a 1. 

A torcida passou a apoiar, e o Figueirense ganhou ânimo em busca da virada. O América se segurou na defesa e partiu nos contra-ataques, mas faltava encaixar o passe. Até que no último lance do primeiro tempo, aos 48, o Coelho aproveitou um vacilo dos anfitriões para voltar à frente do placar. A bola sobrou para Gérson Magrão, que viu a chegada de Giovanni e tocou para o lateral completar: 2 a 1

Daniel Hott / América
Festa no fim
O Figueirense voltou melhor no segundo tempo, até porque precisava buscar resultado melhor para seguir na luta contra o rebaixamento. O América, por sua vez, passou a cadenciar para sair nos contra-ataques, sem sucesso. O time da casa teve boa chance, mas Renan Mota concluiu fraco depois de boa jogada de Jorge Henrique. João Ricardo catou.

Preocupado em reforçar a marcação, Enderson Moreira trocou Renan Oliveira pelo volante Zé Ricardo. O Coelho por muito pouco não chegou ao terceiro gol. A trave salvou o Figueirense em cabeçada de Bill. Ernandes ainda pegou o rebote e concluiu para fora. Era o lance que praticamente definiria o acesso do América. A torcida, insatisfeita, passou a pressionar o time da casa e o goleiro Saulo foi o mais visado. Nos instantes finais, o time mineiro segurou o ímpeto do adversário e fez a festa merecida pelo acesso, com o apito final. 

FIGUEIRENSE 1 X 2 AMÉRICA

FIGUEIRENSE
Saulo, Dudu, Ferreira (Henrique Trevisan), Naylhor e João Lucas; Zé Antônio, Dudu Vieira, Marco Antônio (Joãozinho), Renan Mota e Jorge Henrique; André Luís (Henan)
Técnico: Milton Cruz

AMÉRICA
João Ricardo; Norberto, Messias, Rafael Lima e Giovanni; Juninho, Ernandes, Gérson Magrão, Renan Oliveira (Zé Ricardo) e Felipe Amorim (Rubens); Bill (Edno)
Técnico: Enderson Moreira

Motivo: 35ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro
Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis
Data: 11 de novembro (sábado)
Árbitro: Alisson Sidnei Furtado (TO/CBF) 
Assistentes: Fabio Pereira (TO/CBF) e Cipriano da Silva Sousa (TO/CBF)
GOLS: Rafael Lima, 1min30, Jorge Henrique, 24, e Giovanni, aos 48 do 1ºT
Cartões amarelos: Gérson Magrão (AME); Renan Mota (FIG)

domingo, 27 de agosto de 2017

22ª Rodada do Brasileirão mantém Cruzeiro como 6º lugar


Classificação e Probabilidades
Pos
Time
Pts
J
V
E
D
GP
GC
SG
Probab. de
título
Probab. de
Libertadores
Probab. de
Sul-Americana
Probab. de
rebaixamento
1
Corinthians
50
22
15
5
2
33
11
22
74.6 %
99.97 %
0.02 %
quase 0 %
2
Grêmio
40
21
12
4
5
35
19
16
19.9 %
99.2 %
0.7 %
quase 0 %
3
Santos
38
22
10
8
4
23
14
9
3.5 %
93.8 %
5.9 %
quase 0 %
4
Palmeiras
33
22
11
3
8
33
25
8
0.8 %
86,0 %
21.2 %
0.02 %
5
Flamengo
35
22
9
8
5
31
21
10
1.0 %
86,3 %
27.1 %
0.03 %
6
Cruzeiro
31
22
8
7
7
26
20
6
0.2 %
48.4 %
40.6 %
0.4 %
7
Botafogo
31
22
8
7
7
25
22
2

quase 0 %
24,0 %
59.6 %
1.5 %
8
Atlético PR
30
22
8
6
8
25
25
0
0.01 %
10.4 %
58.5 %
4.9 %
9
Fluminense
30
22
7
9
6
31
29
2
0.02 %
17.9 %
58.2 %
2.9 %
10
Sport
29
21
8
5
8
30
28
2
0.02 %
9.7 %
54.5 %
6.9 %
11
Atlético MG
29
22
8
5
9
24
26
-2

quase 0 %
15.9 %
51.9 %
3.3 %
12
Vasco
28
22
8
4
10
23
34
-11

quase 0 %
1.0 %
24.3 %
27.8 %
13
Ponte Preta
27
22
7
6
9
23
27
-4
quase 0 %
1.9 %
44.1 %
10.0 %
14
Bahia
26
22
7
5
10
29
30
-1
quase 0 %
2. %
48.2 %
25.3 %
15
Coritiba
26
22
7
5
9
21
26
-5

quase 0 %
2.3 %
33.0 %
35.2 %
16
Chapecoense
25
21
7
4
11
26
35
-8

quase 0 %
1.3 %
34.0 %
31.5 %
17
Avaí
25
22
6
7
9
13
26
-13

quase 0 %
0.01 %
1.8 %
75,6 %
18
São Paulo
23
22
6
5
11
28
33
-5
quase 0 %
1.2 %
34.0 %
33.7 %
19
Vitória
21
21
6
4
11
22
31
-9
quase 0 %
0.4 %
13.3 %
51.7 %
20
Atlético GO
18
22
5
3
14
18
36
-18

quase 0 %
quase 0 %
0.3 %
95.4 %















Probabilidades por pontuação final

Fonte: Chance de Gol