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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Jequitinhonha e norte de Minas podem virar deserto em 20 anos



Seca e a Desertificação



por Adelmo Carneiro Leão 


De acordo com um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), um terço do território de Minas Gerais poderá virar deserto em 20 anos.


O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.

Se nada for feito para reverter o processo, de acordo com este estudo, essas terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da população mineira.

Isso obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixar a região norte do Estado e os vales do Mucuri e do Jequitinhonha, pois a terra acabaria perdendo todos os nutrientes, se tornando estéril. Não mais servirá para o cultivo agrícola e nem mesmo para sustentar a vegetação nativa.

O processo de desertificação afeta o grande potencial produtivo dessas regiões, provocando perdas econômicas e ambientais significativas, destruindo a produtividade da terra e contribuindo para o aumento da pobreza.

De acordo com as discussões sobre as metas do Fundo Clima, na quarta Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), realizada em Campina Grande (PB) e encerrada no dia 1º de junho, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) irá injetar R$ 1,2 bilhão em linhas de crédito no combate à desertificação, sendo cerca de 40% destes recursos destinados ao Semiárido brasileiro em projetos de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca.
Texto publicado no face book por Adelmo Carneiro Leão, deputado estadual (PT-MG).



Alguns comentários no face book:


    • Zara Sampaio Sao as duas regioes que o estado de minas esconde do Brasil:
      Norte e Jequitinhonha.O que será desse povo jogado às traças?



    • Josinea Marprates É urgente combater a desertificação no Jequitinhonha e
      Mucuri.




    • Josino Marques Neto Isso é balela pois hoje a cobertura vegetal é maior que na
      década de 70, quando houve grandes incentivos financeiros pelo BNB e BB...sem
      falar que a seca aqui é cíclica e muito antiga...essa conversa tem outro
      objetivo:fazer do norte de minas uma área de reserva para o resto do estado...




    • Lízian Martins Um problemática que merece atenção é a possibilidade de
      aumento da migração...reprodução do inchaço nos grandes centros, tendencia dos
      migrante em enquadrem em condições mais precárias e informais de trabalho.



    • Cida Martins Caro Josino, não diga que isso é balela... antes faça uma visita na
      região do Lamarão que hoje se encontra em uma situação alarmante devido a
      seca.


      Tobias Barroso Falo com prioridade, afinal estudei meio ambiente no norte de 
      Minas, e no norte de Minas o correntão funciona até hoje, esmagando até cupim.
       Enquanto isto poucos lucram com a miséria de muitos...


    • Tobias Barroso  Para o governo de Minas, a região norte, vale do Mucuri e
      Jequitinhonha não existe. As verbas para os municipios dessas regiões são
      minimas, e mesmo assim maior parte desse minimo é desviada. A região é
      montanhosa e com o desmatamento se cr
      ia grandes erosoes no solo que fica
      pobre e improprio para agricultura, sendo assim só se cria gado. Outra coisa, o
      investimento em agricultura de subsistencia ou pequenos agricultores é R$ 0,00 o
      governo não orienta e nem muito menos incentiva praticas agroecológicas e
      agricultura familiar , que ao meu ver seria uma solução para os moradores da região
      .

    • Jorge Arndt Caso não tenha sido comentado ainda acima: acrescente-se à
      projeção de 20 anos o fator da crescente atividade mineradora na região, com
      efeito especialmente adverso no que se refere aos mananciais e lençóis freáticos.




    • Eder Silveira a sociedade capitalista faz vista grossa sobre o assunto assim
      como os orgãos publicos, na verdade querem continuar leigos sobre o
      assunto.



    • Bruno Rabelo Acho muito interessante que os mesmos não conseguem
      fazer uma previsão para 6 meses de chuva, e preveem algo que hipoteticamente
      possa acontecer daqui a 20 anos. Isso é uma tremenda palhaçada.




    • Patricia Coutinho E importante este tipo de informação pois naturalmente nós
      que vivemos nesta região, acabamos acostumando e acomodando com a situação
      de descaso com o meio ambiente.A população precisa se conscientizar que a
      desertificação tem solução.




domingo, 17 de junho de 2012

Em 20 anos, nossa região pode virar deserto


Hoje, 17 de junho é o dia Mundial de Combate à Seca 





e a Desertificação. 


Clique na imagem para ampliar

De acordo com um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente 





(MMA), um terço do território de Minas Gerais poderá virar deserto em 20 anos.

O desmatamento, a monocultura e a pecuária intensiva, somados a condições 





climáticas adversas, empobreceram o solo de 142 municípios do Estado.



Se nada for feito para reverter o processo, de acordo com este estudo, essas 





terras não terão mais uso econômico ou social, o que vai afetar 20% da 





população mineira.



Isso obrigaria 2,2 milhões de pessoas a deixar a região norte do Estado e os 





vales do Mucuri e do Jequitinhonha, pois a terra acabaria perdendo todos os 





nutrientes, se tornando estéril. Não mais servirá para o cultivo agrícola e nem 





mesmo para sustentar a vegetação nativa.




O processo de desertificação afeta o grande potencial produtivo dessas regiões, 





provocando perdas econômicas e ambientais significativas, destruindo a 





produtividade da terra e contribuindo para o aumento da pobreza.



De acordo com as discussões sobre as metas do Fundo Clima, na quarta Reunião 





Ordinária da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), realizada 





em Campina Grande (PB) e encerrada no dia 1º de junho, o Ministério do Meio 





Ambiente (MMA) irá injetar R$ 1,2 bilhão em linhas de crédito no combate à 





desertificação, sendo cerca de 40% destes recursos destinados ao Semiárido 





brasileiro em projetos de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da 





seca.