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sábado, 18 de janeiro de 2020

Capelinha: 19º vítima de intoxicação por dietilenoglicol é do Vale do Jequitinhonha



Resultado de imagem para cerveja intoxicaçãoHomem que bebeu Belorizontina no réveillon é o 19º caso notificado de intoxicação por dietilenoglicol, diz Prefeitura de Capelinha.

Prefeitura divulgou nota afirmando que o morador de Capelinha, a esposa e um amigo compraram 15 garrafas de Belorizontina em supermercado de Lagoa Santa (MG). Homem está internado em BH.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou, nesta sexta-feira (17/01/2020), que a 19ª vítima de intoxicação por dietilenoglicol após ingerir a cerveja Belorizontina, da Cervejaria Backer, é um morador de Capelinha (Vale do Jequitinhonha). O homem é marido de uma médica e está internado no Hospital João XXII, em Belo Horizonte
ENTENDA O CASO
A médica, o marido e um amigo passaram o Réveillon em um sítio na Serra do Cipó (Lapinha, em Lagoa Santa). Eles compraram 15 garrafas da cerveja Belorizontina Lote L2 1354 em um supermercado e, segundo relato da esposa, o marido consumiu a maior quantidade da bebida. Os três apresentaram, no dia e na semana seguinte, sintomas gastrointestinais: vômitos e diarreia.
Segundo informações de técnicos da Vigilância em Saúde da Regional de Saúde de Diamantina, “não foi possível realizar visita domiciliar, apenas contato telefônico, pois o casal não está em Capelinha, e não há outros familiares que possam responder pelo ocorrido”.
O marido da médica foi atendido no hospital de Capelinha, onde realizou exames laboratoriais básicos disponíveis. Devido a sintomas neurológicos (dificuldades de enxergar), deslocou-se em carro próprio para o Hospital João XXIII e está internado no Setor de Toxicologia. Foi realizada coleta para exames na FUNED (Fundação Nacional Ezequiel Dias).
O amigo do casal, que também consumiu a cerveja, mora em Montes Claros e, segundo informações, apresentou vômitos e diarreia, sem outros sinais.
NÃO HÁ MOTIVO PARA PÂNICO – A Secretaria de Saúde de Capelinha informa que não há motivo para pânico, uma vez que apenas as pessoas que consumiram a cerveja Belorizontina estão propícias a apresentar os sintomas de intoxicação.
A Equipe de Vigilância em Saúde de Capelinha participou ativamente das atividades investigatórias no município. A Vigilância Sanitária da cidade realizou, dias atrás, ação preventiva nos estabelecimentos que comercializam cerveja, porém não foi encontrada nenhuma unidade da cerveja Belorizontina nas prateleiras nem nos estoques. Foram tomadas então medidas educativas e de orientação.

Intoxicação por dietilenoglicol

Até a data de 17/01/2020, foram notificados 19 casos suspeitos de intoxicação exógena por dietilenoglicol. Até o momento, são 17 homens e duas mulheres. Quatro pacientes tiveram a presença da substância tóxica confirmada por exames – um deles morreu. Outros três óbitos seguem sob suspeita.
A morte confirmada ocorreu em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Paschoal Dermatini Filho, de 55 anos, morava em Ubá, na mesma região, e faleceu em 7 de janeiro. Sobre os demais óbitos, dois ocorreram em Belo Horizonte – na quarta (16) e na quinta-feira (17) – e um em 28 de dezembro, em Pompéu, na região Central.
Dos 19 registros que estão sendo acompanhados pela SES, 12 são de moradores da capital. Os restantes são de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, Nova Lima, na Grande BH, Pompéu e São João Del Rei, na região Central, São Lourenço, no Sul de Minas, e Ubá e Viçosa, na Zona da Mata.

Orientações

A SES orienta à população de Minas Gerais que caso tenha em sua residência cervejas de qualquer marca ou lote produzida pela Cervejaria Backer não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem pegar e consumir esses produtos. Estas cervejas devem ser identificadas com alguma inscrição do tipo: “Não ingerir. Produto impróprio para o consumo”, armazenadas separadamente dos demais alimentos até que você possa entregá-los nos pontos de recepção (Vigilância Sanitária de sua cidade, Núcleos Estaduais de Vigilâncias Sanitárias ou PROCONs).
Fontes: Prefeitura de Capelinha e Jornal Hoje em Dia.




terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

KAPEL: a cerveja artesanal de Capelinha

KAPEL: a cerveja artesanal de Capelinha

Beber cerveja é um dos maiores hábitos do brasileiro. E não é diferente em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Desde novembro de 2016, a cidade conta com a produção artesanal de cerveja. O casal Ana Maria Martins Botelho e Glayton Botelho começou a fabricar a Kapel, que, por enquanto, só pode ser apreciada através de encomendas.  Mas, há planos de expandir a fábrica e vender em supermercados e lojas especializadas em toda a região.
Tudo começou quando Ana foi cursar Agronomia na Espanha, através de um intercâmbio. Lá, ela descobriu “que existem mais de mil tipos diferentes de cerveja”. Entusiasmada com o assunto, convidou Glayton e fizeram um curso de produção caseira de cerveja em Belo Horizonte. Ana, que é de Araçuaí, veio para Capelinha junto com Glayton e hoje são casados. Foi através do Empretec, um curso do SEBRAE, que o casal percebeu que era possível produzir cerveja artesanal em solo capelinhense.
Na capital mineira, eles descobriram um local para comprar a matéria-prima e adquiriram o vasilhame necessário para a fabricação. O material é importado, vem de países como Alemanha e Canadá.
A primeira cerveja não ficou “no jeito”. A segunda foi melhorando, e a terceira teve um retorno positivo. “Distribuímos entre os amigos, fiquei muito empolgada com o resultado”, conta Ana Maria.
A cervejeira ressalta ainda que foi aprovada, no final do ano passado, uma lei que permite que microcervejarias, alambiques e vinícolas se encaixem no MEI (Microempreendor Individual). A lei entra em vigor no Brasil a partir de 2018. Enquanto isso, Ana e Glayton têm feito pesquisas de mercado e se inteirado sobre os meios de distribuição e divulgação do produto que fabricam.

Cervejas da marca Kapel (Foto: Divulgação)

Kapel – Linha
Para homenagear Capelinha, o casal Ana Maria e Glayton batizou a cerveja artesanal de Kapel. Foi o amigo e designer Rodrigo Pires quem criou a identidade visual da marca, e a Kapel já figurou como brinde numa festa em Capelinha nesse ano de 2017. “Somos gratos a Capelinha pela acolhida, pelas amizades que a gente vem cultivando. Nada mais justo que esse nome, Kapel”, destaca Glayton.
Ana Maria revela que a capacidade de produção, neste momento, é de 40 litros por semana. E explica que a garrafa da Kapel não é retornável, a exemplo do que ocorre com as cervejas artesanais produzidas no Brasil. “Tem gente que fica com a garrafa por recordação, e também quem costuma nos devolver, fica a critério do cliente”.
Sabor inconfundível
A principal vantagem em beber cerveja artesanal é o sabor. Nas cervejas comuns, que são frutos de industrialização, o aroma e o sabor ficam comprometidos por causa do acréscimo de cereal não maltado. Já a Kapel é uma cerveja 100% malte, com gosto que agrada até os paladares mais exigente.
“A Kapel é 100% puro malte, é o sabor original. Nós estamos tentando seguir ao máximo a tradição e a Lei de Pureza Alemã, que priorizam a seguinte composição: água, malte e lúpulo. A Kapel tem qualidade, sabor e aroma, é uma cerveja para ser degustada como se degusta vinho, é para ser apreciada, ela mexe com todos os sentidos, tem um sabor inconfundível”, salienta Ana Maria.
Os produtores da Kapel têm experimentado diversas receitas, como a cerveja preta, a cerveja vermelha e uma série de combinações, para oferecer um produto “ao gosto do freguês”. A intenção é que a partir de 2018 a Kapel seja comercializada em supermercados e lojas especializadas em Capelinha e região.
O segredo do sabor da Kapel só a Ana e o Glayton sabem, caro leitor. Mas não contam pra ninguém, é claro. Porém, quem quiser saber outros detalhes ou experimentar a Kapel, pode entrar em contato pelo telefone (33) 98413-0956 (número da Vivo). O lema da Kapel é: “Não beba quantidade, beba qualidade”.

O casal Ana Maria e Glayton (Foto: Divulgação)
Fonte: Rosa Santos, no Jornal Local, de Capelinha.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Museu da cachaça de Salinas agora recebe loja da APACS

Museu da Cachaça tem atrações sobre história e produção local e sala para a comercialização das cachaças de Salinas.





No Museu da Cachaça de Salinas em Minas Gerais

Centenas de garrafas dividem prateleiras no Museu da Cachaça de Salinas. A cidade mineira, com aproximadamente 50 mil habitantes, é conhecida pela produção de carne de sol, requeijão e… aguardente.
A “branquinha” é tão importante na vida econômica de Salinas que cerca de um terço da arrecadação de ICMS do município é proveniente da produção da bebida em alambiques. 
No Museu da Cachaça, esta participação é, então, catalogada e transformada em conhecimento.
A instituição, instalada em um prédio azul com inspiração modernista à la Brasília e seus cobogós, possui mais de treze mil metros quadrados. São nove salas expositivas, nas quais a produção, circulação e consumo da bebida são abordados.
Sala do museu da cachaça retrata processo de produção da aguardente
Em um dos espaços, intitulado Sala dos Aromas, é possível ter uma experiência sensorial que vai além do paladar. Diferentes tipos de aguardentes escorrem por calhas e os visitantes são convidadas a distinguí-las pelo cheiro.
Em outro ambiente, a arquiteta responsável pelo projeto do museu, Jô Vasconcelos, criou uma instalação com mais de 1,7 mil garrafas de cachaça. Todos rótulos produzidos em Salinas. O conjunto chama atenção pela magnitude — tem nove metros de altura — e pela interação entre a iluminação e as embalagens — um efeito translúcido.
Em janeiro de 2016, o Museu recebeu mais um reforço em suas atrações.  A Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (APACS) transferiu sua loja para a instituição. Os visitantes poderão, agora, além de conhecer os rótulos, comprá-los.
O horário de funcionamento da loja é diferente do museu. 
A primeira funciona de segunda à sexta, das 7h30 às 18h, e sábados, das 7h30 às 20h,
Já a instituição fica aberta terça e quinta, das 16h às 22h, e, quarta e sexta, das 7h às 11h e 13h às 17h. 
Mais informações podem ser encontradas no perfil do museu no Facebook.