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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Deputado Jean Freire defende suspensão de taxa de tratamento de esgoto em Minas


COPASA e COPANOR estariam cobrando por serviços não prestados aos consumidores.
Por Sávio Gabriel, no jornal OTEMPO, seção Aparte, pág. 2, em 16.09.19


A Companhia de Saneamento de Minas (Copasa) e a Copanor, subsidiária da estatal que atende as regiões Norte e Nordeste do Estado, podem ser impedidas de fazer a cobrança da taxa de tratamento de esgoto quando não houver a prestação adequada do serviço.

É o que prevê o Projeto de Lei 1.093/2019, que começou a tramitar nesta semana na Assembleia Legislativa (ALMG). De autoria do deputado Doutor Jean Freire (PT), a medida também impede a cobrança quando há suspensão no tratamento dos dejetos.

O parlamentar considera tratamento adequado “o conjunto de medidas que visam modificar as condições do esgoto com a finalidade de preservar o meio ambiente, de prevenir doenças, promover a saúde e melhorar a qualidade de vida da população”.

Ao Aparte, do Jornal OTEMPO, o petista disse que apresentou a medida depois de ter constatado que a Copasa estaria lançando esgoto sem tratamento em um rio na cidade de Araçaí, no interior mineiro, além de diversas manifestações de irregularidades em outros múnicípios.
Mandei um ofício para a Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram), que me informou que eles avisaram ao órgão. É algo absurdo, porque eles avisaram à Supram, mas não comunicaram à população. As pessoas fazem uso da água e precisam saber”, disse o deputado, que informou ainda que a taxa de tratamento continuou a ser cobrada mesmo com a interrupção do serviço.

Na justificativa do projeto, o deputado argumenta que as duas concessionárias não apresentam um serviço adequado e que as Estações de Tratamento de Esgoto “inexistem ou estão em situações degradantes”. “Não estou dizendo que elas agem de má-fé. A questão é que, a partir do momento em que parou de tratar o esgoto, a cobrança deve ser suspensa”, reforçou Jean Freire.

Confira o Projeto de Lei:
almg.gov.br/Projeto-de-Lei-1.093/2019/Proíbe- taxas-de-esgoto-sem-serviços-prestados

COPASA e COPANOR negam irregularidades
Por meio de nota, as concessionárias informaram que não comentam projetos de lei em tramitação na ALMG. 
Além disso, elas esclareceram que as tarifas praticadas por ambas são regulamentadas pela Agência Reguladora de Serviços e Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário (Arsae-MG) e cobradas de maneira igualitária nos municípios onde atuam.

Essas tarifas visam cobrir parte dos custos fixos relacionados à captação e tratamento de água nas Estações de Tratamento de Água (ETA) e a disponibilização de redes de distribuição de água e de coleta e tratamento do esgoto nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE), e que atendem a todas as exigências ambientais e legais”, informaram as empresas de saneamento.

Ainda de acordo com as estatais, nos imóveis atendidos apenas com a coleta e o transporte de esgoto, a tarifa corresponde a 31,25% do valor pago pelo consumo da água.

Já no caso dos imóveis em que há a coleta e o tratamento dos dejetos, o percentual da taxa equivale a 97,5% do valor pago pelo consumo. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Serviços ruins da Copasa levam municípios do Vale a ameaçar rompimento de contrato


Na região do Vale do Jequitinhonha também são muitas as reclamações contra a Copasa
A insatisfação com os serviços prestados pela estatal durante pelo menos 30 anos de vigência de cada contrato e a falta de investimentos, deixando a coleta de esgoto sob a responsabilidade das prefeituras, seriam os principais motivos.

A baixa qualidade em serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto prestados pela Copasa pode colocar em risco a renovação dos contratos com cidades mineiras.

Presente em 612 dos 853 municípios, em apenas 201 há tratamentos de esgoto. Porém, a Copasa cobra a taxa de esgoto, normalmente, como se prestasse os serviços. Isso acontece em cidades como Capelinha, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais. Desde 2005, a taxa de esgoto é cobrada e não existe tratamento dos dejetos.

Em Comercinho, no Médio Jequitinhonha, falta água principalmente em época de seca. Os poços artesianos não liberam a água suficiente para a população. O socorro da Copasa é através de caminhão-pipa, soltando a água a conta-gotas.

Há 36 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) em Belo Horizonte e região metropolitana, construídas há mais de dez anos e que não funcionam 100%, além de vários bairros da Grande BH com abastecimento de água precário.

A insatisfação com os serviços prestados pela estatal durante pelo menos 30 anos de vigência de cada contrato e a falta de investimentos, deixando a coleta de esgoto sob a responsabilidade das prefeituras, seriam os principais motivos.

Sem renovação

Em Luz, no Centro-Oeste de Minas, por exemplo, o contrato de concessão para tratamento e fornecimento de água entre a Copasa e o município não será renovado.

Vencido há quatro anos, uma nova concessão não interessa mais à prefeitura, que criou um Serviço Autônomo de Água, Esgoto e Saneamento Urbano (SAAE) em substituição à companhia de abastecimento.

Pelo menos outros cinco municípios não renovaram o contrato e estudam tomar a mesma decisão de Luz. Pará de Minas, na Região Central; Lagoa Santa e Santa Luzia, na Grande BH; Patos de Minas, no Alto Paranaíba; Santo Antônio do Amparo, no Centro-Oeste, entres outras cidades, enfrentam o mesmo impasse e estudam criar uma autarquia ou buscar Parceria Público Privada (PPP) para resolver os problemas de abastecimento e coleta de esgoto dos respectivos municípios.

Vencendo

Até 2015, segundo uma fonte ligada à Copasa, que pediu sigilo sobre o seu nome, cerca de 30% dos contratos vencerão e muitos podem ser cancelados. A estatal se recusou a passar a lista das cidades nessa situação, mas afirmou que as renovações estão em negociação.

Não é o que afirma a Prefeitura de Luz. Mesmo com o contrato vencido, a Copasa se nega a entregar o serviço e não aceita participar de licitação para solucionar o impasse. Segundo a prefeitura, para entregar o serviço, a companhia cobra indenização de aproximadamente R$ 9 milhões.

O município se recusa a pagar, alegando que durante 30 anos não houve investimento na proteção ambiental das nascentes de água da cidade.

Para esse serviço, o município e o governo federal gastaram R$ 1,3 milhão com limpeza da lagoa que abastece o município, serviço que deveria ter sido feito pela estatal.

FONTE: HOJE EM DIA

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Copasa investe R$ 38 milhões em obras de saneamento no Vale

Copasa divulga investimento em obras de saneamento no Vale
Diamantina, Medina, Minas Novas, Pedra Azul, Serro e Turmalina são beneficiadas
A Copasa realiza novos investimentos no saneamento básico no nordeste de Minas, em cidades do Vale do Jequitinhonha. Serão mais R$ 3,1 milhões em investimentos nas obras de saneamento nas cidades de Diamantina, Medina, Minas Novas, Pedra Azul, Serro e Turmalina.

Diamantina receberá, neste momento, recursos da ordem de R$ 3,1 milhões na complementação das obras do sistema de esgotamento sanitário da cidade. Esses recursos serão aplicados na construção de 3 elevatórias que serão responsáveis pelo transporte do esgoto e na conclusão da montagem eletromecânica das obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Medina receberá investimentos da ordem de R$ 531 mil que serão aplicados na implantação de 2.397 metros de redes coletoras, 637 metros de interceptores e 113 novas ligações prediais de esgoto. Outros R$ 2,15 milhões já foram investidos no sistema de esgotamento sanitário da cidade.

Os investimentos da Copasa em Minas Novas garantirão um moderno sistema de esgotamento sanitário que transformará a cidade em referência em saneamento na região. Serão cerca de R$ 8,7 milhões em investimentos na implantação de mais de 21 mil metros de redes coletoras; 6.704 metros de interceptores; 3 estações elevatórias de esgoto; além da construção de uma completa Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), com capacidade para tratar todo o esgoto coletado na cidade.

Pedra Azul contará com investimento em saneamento na ordem de R$ 9,4 milhões. A Copasa implantará 15.460 metros de redes coletoras; 6.172 metros de interceptores; e uma moderna Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

No Serro, os investimentos realizados pela Copasa somaram R$ 11,5 milhões, que foram aplicados na implantação do sistema de esgotamento sanitário da cidade. Para a complementação do sistema, serão investidos mais R$ 1,3 milhão, contemplando a implantação de 2.812 metros de redes coletoras, quatro estações elevatórias e os serviços e obras complementares na Estação de Tratamento de Esgoto.

Para Turmalina, onde já foram investidos R$ 5,5 milhões, estão previstos investimentos de mais de R$ 1,5 milhão, que também serão aplicados na complementação do sistema de esgotamento sanitário da cidade. Esses recursos serão aplicados na implantação de 232 metros de redes coletoras, 1.709 metros de interceptores, estações elevatórias de esgoto e na complementação das obras da Estação de Tratamento de Esgoto.
Com informações da Copasa