sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Araçuaí: Coral Nossa Senhora do Rosário completa 25 anos

Coral Nossa Senhora do Rosário completa 25 anos
Muita festa e musicalidade na comemoração
Araçuaí, a terra dos corais, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, comemora mais uma data festiva de uma organização musical que encanta a cidade, o Vale e todo o país.
Para comemorar os 25 anos de fundação do Coral Nossa Senhora do Rosário foi realizado um show no Centro Cultural Luz da Lua com a presença de diversos grupos culturais. O evento foi marcado pela beleza e musicalidade.

O Coral Nossa Senhora do Rosário, o anfitrião e homenageado da noite, foi o primeiro a subir ao palco. No repertório músicas de domínio popular que retratam a religiosidade e a vida simples do povo do vale.

Atualmente o coral é composto por 25 integrantes de diversos ofícios: lavadeiras, artesãs, donas de casa, professores e funcionários públicos que encontram na música uma forma de externar seus sentimentos e expressar suas lutas diárias.

O coral foi fundado em 1979, no bairro Mutirão, formado a partir da grande enchente daquele ano com o nome de Coral Nossa Senhora Aparecida.
Para comemorar e festejar os 25 anos do coral vários grupos culturais se apresentaram no palco do Centro Cultural Luz da Lua:
- o grupo Folia de Reis, do bairro Arraial com suas danças e músicas características;
- o Coral Araras Grandes que fez uma homenagem ao Vale do Jequitinhonha, marcado pela sua riqueza cultural;
- o Coral Trovadores do Vale que este ano completou 40 anos e é dos precursores da preservação da identidade do vale;
- e o Coral de Itinga que surgiu inspirado nos corais de Araçuaí. Nestes 25 anos o coral tem muito a comemorar.

A noite foi encerrada pelo Coral Nossa Senhora do Rosário que cantou marchinhas de carnaval animando o público presente e logo após foi realizado um coquetel para os convidados.

Fonte: TV ARAÇUAÍ, com o repórter André Sá

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A importância de FHC e a oposição de um homem só

A importância de FHC e a oposição de um nome só
Acabo de ser entrevistado por Marcelo Coelho, do Estado de Minas.

A sua última pergunta instigou esta nota no blog. Perguntava a importância política de FHC e o que fica de seus oito anos de governo. A grande imprensa brasileira perdeu muito de sua objetividade nos últimos anos. Como se mede o poder de um político? Pelo número de governos que influencia, estaduais e municipais, com certeza. FHC não influencia nenhum governo.

Alckmin escanteou de sua gestão todos serristas e seguidores de FHC (que não fazem parte da mesma tribo, inclusive). Mas um político pode ter influência sobre entidades de representação.

FHC não tem influência sobre sindicatos, entidades de classe, conselhos, federações.

Mas também é possível manter poder pela influência material, de suporte de campanhas. Não se sabe de um único caso de estrutura de campanha vinculada a ele, como ainda pouco ocorria em relação a Maluf ou ACM, para citar dois casos.

Poder, nos ensinava Weber, se vincula aos recursos materiais ou simbólicos. FHC tem penetração na grande imprensa. Suas falas tem alguma repercussão por ali. Mas a grande imprensa não forma mais opinião de massa. Influencia parte da classe média tradicional. Mas a opinião desta classe não se espraia mais como antes. Fica congelada em suas fileiras e, não raro, acaba submergindo aos anseios da nova Classe C.

Minha hipótese é que FHC fala aos pares. Aos que já o admiram. O que não faz deste personagem alguém que possui hegemonia. Penso que é hoje um cavaleiro de triste figura da oposição.

Oposição no Brasil tem um único nome: Aécio Neves.

Jovem, hábil, vive um momento mais difícil em virtude de ter que arquitetar a construção de sua estrutura política nacional (enfrentando, no momento, um jogo de bloqueios com os lulistas). Mas é líder no seu Estado, o segundo colégio eleitoral do país. Se tivesse sido candidato, mesmo derrotado sairia unindo as oposições, algo que Serra nem de longe conseguiu.

Aliás, Serra conseguiu exatamente o contrário. E Aécio tem em Alckmin um aliado. Em Ciro Gomes uma ponta de lança no nordeste. Tenta se aproximar de Eduardo Campos e Sérgio Cabral, mas Lula intercepta as tentativas de aproximação. Aproxima-se lentamente do PSB e PDT. Tentará comer pelas bordas, aproximando-se do PCdoB. Somente Aécio poderá aproveitar-se de alguma fissura no Presidencialismo de Coalizão do lulismo.

Fora este quadro, não existe vida longa na oposição. Neste sentido, citar FHC é até deselegância para com o passado de um ex-Presidente da República. Sua foto já está na galeria da República. E só.

Postado por Rudá Ricci

Jingle do Réveilon: " Olê, olê, olê, olá... Lula, Lula"

Jingle do Réveilon: " Olê, olê, olê, olá... Lula, Lula"
"Parecia carnaval em Recife, mas era dezembro, e não fevereiro... Ao invés de folia, o motivo da festa era a despedida oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de seu Estado de origem.
Uma multidão lotou o Marco Zero, no bairro do Recife Antigo, na noite de terça-feira 28.12, para prestigiar a festa ...
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou por pelo menos três vezes no palco.
Mais de 80 mil nordestinos foram lá para se despedir e criar novas esperanças do líder popular e maior estadista que já governou o país.
Vários artistas pernambucanos passaram pelo local; a cada apresentação o público entoava aquele que é um dos mais conhecidos jingles da política nacional:
"olê, olê, olê, olá. Lula, Lula" (UOL, 29/12)
Lula bate recorde mundial: 87% de aprovação popular Presidente Lula bate recorde mundial de aprovação para um chefe de governo em final de mandato: 87%, um pouco acima de Mandela (82%) e de Bachelet (84%). Roosevelt tinha 66%. O tucano Fernando Henrique Cardoso saiu com 26% . Os que desaprovam o governo Lula representam 2,2% da população, incluindo-se aí os colunistas da Folha de São Paulo e adjacências. 'Veja' não conta, é copo de leite.(CNI/Sensus; 30/12)
Do Blog Carta Maior

Coronel Murta: Plantas viram arte nas mãos de João Relâmpago

Plantas ganham formas nas mãos de João Relâmpago
Em Freire Cardoso, Coronel Murta, jardineiro faz arte nas podas de plantas
A arte e a paixão que João Hélio Alves Santos, de 45 anos, mais conhecido como João Relâmpago, em pelas plantas nos fazem lembrar cenas do filme “Edward Mão de Tesoura”, filme lançado em 1990, nos Estados Unidos, que conta a história de um rapaz, que, com as mãos dotadas de tesouras, recria paisagens naturais, modificando as estruturas de plantas e dando formas ao que já belo pela natureza.

Quem chega ao pequeno distrito de Freire Cardoso ( Ouro Fino) a 19 quilômetros de Coronel Murta, na estrada para Rubelita, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, pode deparar com uma cena bastante comum nos jardins das grandes cidades, mas que ali tem um toque especial. São as podas das plantas que João Relâmpago consegue transformar em arte no jardim e entrada de sua peque4na casa na rua Rondônia, 61.

Autodidata, ele retornou à sua terra há 21 anos, depois de passar 9 anos cuidando de sítios nas proximidades de Esmeraldas, próximo à Contagem, na Grande BH. Hoje ele é responsável pelo recolhimento do lixo do lugar, que é feito em uma carroça. O resultado pode ser visto logo na entrada de Freire Cardoso, que chama atenção pela limpeza das ruas e o cuidado que os moradores têm com a pintura e o embelezamento das casas, que parecem saídas de um conto de fadas e se transformam em orgulho para seus habitantes.

Com sensibilidade e criatividade de dois ingredientes para realizar esta proeza, João Relâmpago, faz trabalhos únicos que transformam o que a natureza oferece de forma bruta, que ele recria em formas, desenhos e arte. Para isso, João Relâmpago diz que “só é preciso uma tesoura, o resto fica por conta da imaginação”.

No pequeno jardim de sua casa, onde vive com seus 5 filhos – duas meninas e três meninos, já adolescentes -, ele cultiva várias espécies, como as azaléias, roseiras do mato, cactos, como o gigante e o dourado, samambaias e bouganvilles. Mas o que reina mesmo é o “pingo de ouro”, “ele dá mais forma”, diz o lixo-jardineiro. “Muitas coisas eu trago do mato, como a bananeirinha e alguns cactos. Para mim é uma paz e alegria cuidar das plantas”, revela João Relâmpago, contando que o apelido herdou do pai, Manoel Relâmpago, amansador de burros.
“Ele andava muito rápido, daí o apelido”, conta João Hélio, o sexto dos 14 filhos do seu Manoel que fez 86 anos e “está muito forte”, afirma João Relâmpago.

Além de exercer o dom de fazer das plantas uma verdadeira obra de arte, ele também produz mudas, recolhe latas e plásticos para reciclagem e ainda cuida da limpeza pública, ofício que ele muito se orgulha.
Na varanda lateral da casa, tocos de árvores se transformam em mesas e bancos e a a paz é complementada pelo canto de um canário belga.

Ali, no seu recanto, João Relâmpago mostra que a arte com as plantas é tudo que sabe fazer de melhor.


Este belo registro jornalístico do trabalho e arte de João Relâmpago é do Sérgio Vasconcelos, do Jornal Gazeta de Araçuaí, de Novembro/2010. É um presente inverso que o jornal faz aos leitores. No dia 3 de novembro, o Gazeta fez 13 anos de circulação. É um dos jornais mais antigos e resistentes do Vale.
Parabéns ao Serginho, que escreve muito e muito bem!

Coronel Murta contrói 15 casas populares

Coronel Murta constrói 15 casas populares, em Ouro Fino

A COHAB/MG entregou, nessa terça-feira (28), as chaves das casas do Conjunto Habitacional do Distrito Freire Cardoso ( ex-Ouro Fino), em Coronel Murta, no Médio Jequitinhonha.

Em um parceria dos governos estadual e federal houve investimento de R$ 442.500 mil, sendo R$ 261.030,82 pelo Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Política Urbana (Sedru), e R$ 181.565,00 pelo FNHIS, com recursos federais.

Em Coronel Murta, a entrega de chaves foi feita pela funcionária Valéria Vieira Martins, funcionária da COHAB/MG. As 15 casas do Conjunto Habitacional Freire Cardoso foram construídas pela Cohab/MG em parceria com o Programa Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), programa do governo federal gerido pela Caixa Econômica Federal.

Com informações da Agência Minas

A crise do PT mineiro

A crise do PT mineiro
Rudá Ricci
Vou dar minha contribuição para o debate a respeito da crise do PT de Minas Gerais, talvez a mais grave de toda sua existência.

1) A disputa entre Fernando Pimentel e Patrus Ananias dividiu o partido e bloqueou a emergência de novas lideranças. O partido está esclerosado, sem espaço para representação a partir das diversas regiões do Estado;
2) A disputa criou um falso dilema entre os dois estilos: o pragmático e o comunitarista. Assim, esvaziou a capacidade de formulação do partido em MG. O partido, hoje, mais reage ou faz somatória de problemas/reivindicações sociais;

3) Não há organicidade da militância. O partido gira ao redor de parlamentares. E os parlamentares adotaram lógica de feudo, esquadrinhando todo o Estado em áreas de reserva eleitoral;

4) Esta lógica acabou por polarizar e interferir nas disputas internas do movimento sindical. Lembremos que é o sindicalismo de funcionalismo público que mais cresce e se fortalece no país. As disputas entre chapas para conquista da direção desses sindicatos estão diretamente associadas às disputas no interior do partido.

Enfim, o método político é o mais equivocado possível. E nenhum petista chama para si a responsabilidade de alterar tal lógica.

Meu comentário:
A distribuição de feudos políticos em torno de parlamentares é real. Mas não é só em Minas. E isso engessa o partido. Poucos deputados, prefeitos ou vereadores se colocam partidariamente além dos seus mandatos e suas bases eleitorais.

Mas, há excessões. O próprio Patrus Ananias, deputados André Quintão e Gilmar Machado mais alguns poucos são lideranças que pensam e militam no partido, incentivando diálogo com as bases sociais e partidárias mais diversificadas.

Uma saída para o PT é a retomada de Núcleos de Base, a partir de 9 militantes, com reuniões periódicas, com participação de não filiados convidados a oxigenar a estrutura partidária e sua inserção na sociedade.

O PT, para ser diferente dos outros partidos como se propôs, deverá retomar alguns ideários, fazendo auto-crítica permanente das suas teses e práticas, indo muito além dos governos que comanda ou que participa como aliado, e não temer criticá-los, transformando suas políticas.

Publicado no Blog do Rudá

Anastasia anuncia Secretariado

Anastasia anuncia Secretariado
Governador quis aliar competência técnica com política O governador Antônio Augusto Anastasia (PSDB) anunciou a composição de seu secretariado nesta quarta-feira, 29.12.

Ele fez ajustes na montagem da estrutura com um misto de indicações políticas e técnicas. A intenção de Anastasia foi clara em compor um secretariado “tecnicamente bem articulado e com sensibilidade política”, segundo sua assessoria.

Um desses ajustes envolveu o favorecimento de aliados que não conseguiram votos suficientes para ocupar uma das 77 vagas na Assembléia Legislativa ou ficar entre os 53 deputados mineiros eleitos para a Câmara dos Deputados.
Essa montagem tem como pano de fundo uma complicação adicional diante da decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o cargo pertence ao partido e não à coligação. E, portanto, para que um deputado de determinado partido ganhe uma vaga no Legislativo ou na Câmara dos Deputados, o governador teve que escolher nomes do mesmo partido.

Este é o caso de Romel Anízio Jorge, do PP, e Ana Maria de Resende, do PSDB que ficaram na primeira e segunda suplências da coligação do PSDB, DEM e PP no Legislativo mineiro. Para que Romel se tornasse deputado Anastasia teve como única opção a indicação do deputado estadual Gil Pereira, também do PP, para uma a Secretaria dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, já que o outro filiado ao PP, Pinduca Ferreira, foi cassado.

A mesma lógica vale para a Câmara dos Deputados onde o primeiro suplente é Vitor Penido, do DEM, e o segundo suplente Bonifácio de Andrada, do PSDB. Para que Penido seja reeleito deputado, Anastasia indicou Carlos Melles para Secretário de Transportes e Obras Públicas.
E para que Bonifácio Andrada se tornasse deputado o governador indicou o deputado federal Nárcio Rodrigues para Secretaria de Ciência e Tecnologia.

Do atual quadro de secretários foram mantidos nos cargos Renata Vilhena, na Secretaria de Planejamento e Gestão, Leonardo Colombini, na Secretaria da Fazenda e Danilo de Castro na Secretaria de Governo. Os presidentes ou diretor geral da CEMIG, COPASA e SERVAS foram mantidos.

Comentário de um educador:
Ana Gazzola é considerada uma "excelente notícia para educação em MG". Ao mesmo tempo ela faz parte da cota pessoal do Márcio Lacerda, prefeito que pretende diminuir os gastos com educação em BH.
Como ela, sendo do mesmo partido pode representar avanço no governo estadual?
Aliás, avanço de fato teremos quanto o PISO for pago em MG, quanto as vantagens da carreira não forem surrupiadas por projetos de subsídios, quando o aluno tiver acesso às novas tecnologias, quando o professor for incentivado, capacitado e valorizado.
Fora isso, ainda temos o absurdo da LEI 100, a falta de concursos e principalmente os obstáculos ao diálogo, uma vez que nos últimos oito anos a ditadura imperou na SEE/MG


Lista dos novos secretários de Estado de Minas Gerais
Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Elmiro Nascimento
Casa Civil e Relações Institucionais – Maria Coeli Simões
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – Nárcio Rodrigues
Cultura – Eliane Parreiras
Defesa Social – Lafayete Andrada
Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte – Gil Pereira
Desenvolvimento Econômico – Dorothea Werneck
Desenvolvimento Regional e Política Urbana – Bilac Pinto
Desenvolvimento Social – Wander Borges
Educação – Ana Lúcia Gazolla
Esportes e da Juventude – Bráulio Braz
Fazenda – Leonardo Colombini
Governo – Danilo de Castro
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Adriano Magalhães
Planejamento e Gestão – Renata Vilhena
Saúde – Antônio Jorge Souza Marques
Trabalho e Emprego – Carlos Pimenta
Transportes e Obras Públicas – Carlos Melles
Turismo – Agostinho Patrus Filho

Extraordinários
Secretário Extraordinário da Copa do Mundo – Sérgio Barroso
Secretário Extraordinário de Gestão Metropolitana – Alexandre Silveira
Secretário Extraordinário de Regularização Fundiária – Manoel Costa

Outras nomeações
Cemig – Djalma Morais
Copasa – Ricardo Simões
Codemig – Osvaldo Borges
BDMG – Matheus Cotta Carvalho
Gasmig – Fuad Noman
Servas – Andrea Neves
Secretaria Geral – Gustavo Magalhães
Advocacia Geral do Estado – Marco Antônio Romanelli
Controladoria Geral do Estado – Moacyr Lobato
Gabinete Militar do Governador – Cel. Luiz Carlos Martins
Polícia Militar de Minas Gerais – Cel. Renato Viera de Souza
Polícia Civil – Jairo Léllis
Corpo de Bombeiros – Cel. Sílvio Antonio de Oliveira Melo
Escritório de Prioridades Estratégicas – Tadeu Barreto


Com informações da Agência Minas e Blog do Rudá Ricci

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Frei Betto dá 10 conselhos para viver a religião

Dez conselhos para viver a religião
Frei Betto
1. Religue-se. Evite o solipsismo, o individualismo, a solidão nefasta. Religue-se ao mais profundo de si mesmo, lá onde se cultivam os bens infinitos; à natureza, da qual somos todos expressão e consciência; ao próximo, de quem inevitavelmente dependemos; a Deus, que nos ama incondicionalmente. Isto é religião, re-ligar.

2. Tenha presente que as religiões surgiram na história da humanidade há cerca de oito mil anos. A espiritualidade, porém, é tão antiga quanto a própria humanidade. Ela é o fundamento de toda religião, assim como o amor em relação à família. Busque na sua religião aprimorar a sua espiritualidade. Desconfie de religião que não cultiva a espiritualidade e prioriza dogmas, preceitos, mandamentos, hierarquias e leis.

3. Verifique se a sua religião está centrada no dom maior de Deus: a vida. Religião centrada na autoridade, na doutrina, na ideia de pecado, na predestinação, é ópio do povo. “Vim para que todos tenham vida e vida em abundância”, disse Jesus (João 10,10). Portanto, a religião não pode manter-se indiferente a tudo que impede ou ameaça a vida: opressão, exclusão, submissão, discriminação, desqualificação de quem não abraça o mesmo credo.

4. Engaje-se numa comunidade religiosa comprometida com o aprimoramento da espiritualidade. Religião é comunhão. E imprima à sua comunidade caráter social: combate à miséria; solidariedade aos pobres e injustiçados; defesa intransigente da vida; denúncia das estruturas de morte; anúncio de um “outro mundo possível”, mais justo e livre, onde todos possam viver com dignidade e felicidade.

5. Interiorize sua experiência religiosa. Transforme o seu crer no seu fazer. Reduza a contradição entre a sua oração e a sua ação. Faça pelos outros o que gostaria que fizessem por você. Ame assim como Deus nos ama: incondicionalmente.

6. Ore. Religião sem oração é cardápio sem alimento. Reserve um momento de seu dia para encontrar-se com Deus no mais íntimo de si mesmo. Medite. Deixe o Espírito divino lapidar o seu espírito, desatar os seus nós interiores, dilatar sua capacidade amorosa.

7. Seja tolerante com as outras religiões, assim como gostaria que fossem com a sua. Livre-se de qualquer tendência fundamentalista de quem se julga dono da verdade e melhor intérprete da vontade de Deus. Procure dialogar com aqueles que manifestam crenças diferentes da sua. Quem ama não é intolerante.

8. Lembre-se: Deus não tem religião. Nós é que, ao institucionalizar diferentes experiências espirituais, criamos as religiões. Todas elas estão inseridas neste mundo em que vivemos e mantêm com ele uma intrínseca inter-relação. Toda religião desempenha, na sociedade em que se insere, um papel político, seja legitimando injustiças, ao se manter indiferente a elas, seja ao denunciá-las profeticamente em nome do princípio de que somos todos filhos e filhas de Deus. Portanto, temos o direito de fazer da humanidade uma família.

9. A árvore se conhece pelos frutos. Avalie se a sua religião é amorosa ou excludente, semeadoras de bênçãos ou arauto do inferno, serva do projeto de Deus na história humana ou do poder do dinheiro.

10. Deus é amor. Religião que não conduz ao amor não é coisa de Deus. Mais importante que ter fé, abraçar uma religião, frequentar templos, é amar. “Ainda que eu tivesse fé capaz de transportar montanhas, se não tivesse o amor isso de nada me serviria”, disse o apóstolo Paulo (1 Coríntios 13, 2). Mais vale um ateu que ama que um crente que odeia, discrimina e oprime. O amor é a raiz e o fruto de toda verdadeira religião; e a experiência de Deus, de toda autêntica fé.

Frei Betto é frei dominicano. Escritor de artigos e de diversos livros como O que é Comunidade Eclesial de Base, Fidel e a Religião, Moscal Azul, Calendário do Poder e muitos outros. Orientador e incentivador das CEBs Comunidades Eclesisais de Base e do Movimento Fé e Política, e, principalmente, Assessor de Movimentos Populares. Natural de Belo Horizonte, vive em São Paulo.

Virgem da Lapa constrói 38 casas populares

Virgem da Lapa constrói 38 casas populares no Cansanção A construção das casas populares promoverá a melhoria sócio-econômica de Virgem da Lapa, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas. Buscando consolidar o município no plano do desenvolvimento regional com a implementação e execução de obras de infra-estrutura e sociais, o prefeito Dim Martins (PT) assegurou a Comunidade de Cansanção a construção de 38 casas populares, um investimento mais de R$1 milhão que vai beneficiar famílias de baixa renda e sem moradia.


O projeto é uma parceria com a Cohab/MG, através do Governo de Minas, dentro dos Programas Lares de Minas e de Combate a Pobreza Rural.


A viabilização do projeto, já licitada as obras, foi aprovada pela Câmara Municipal, tendo a Administração Municipal como contrapartida a sessão do terreno, isenção fiscal na ordem de R$90 mil referente a tributos inerentes a execução das obras.

Explica o Chefe do Executivo que as obras vêm atender uma parcela do déficit habitacional do Município, sendo a Comunidade de Cansanção beneficiada com objetivos de atender grave situação social de alguns moradores, de combate ao êxodo rural e também descentralizar os investimentos priorizando as situações familiares mais críticas.

“É um projeto pioneiro que pretendemos ampliar a todo o município. Acreditamos que as obras contribuirão além da geração de empregos,na melhoria da qualidade de vida das famílias, como no crescimento sócioeconômica do Cansanção,” avaliou Dim Martins.

Fonte: Tribuna do Norte, de Salinas, de dezembro de 2.010

SUAS vai virar lei em Minas

SUAS vai virar lei em Minas
O SUAS - Sistema Único de Assistência Social pode se tornar lei estadual ainda neste final de ano.

As famílias e indivíduos que estão em condição de vulnerabilidade e risco em Minas Gerais ganharam um importante aliado na luta para a sua inclusão e acesso aos bens e serviços socioassistenciais. O projeto de lei 113/2007, ex-projeto de lei nº 3.287/2006, que institui a Política Estadual de Assistência Social (Peas), de autoria do Deputado Estadual André Quintão (PT/MG), foi aprovado em segundo turno no dia 16.12.2.010.

O Estado passa a ser o primeiro do país a contar com uma lei para a regulamentação e organização do Sistema Único de Assistência Social. “O Congresso Nacional está prestes a votar um projeto similar, mas a Assembléia Legislativa, já fez a sua parte e foi precursora”.

A lei institui a proteção básica e especial e estabelece como competência do Estado a transferência de recursos para os municípios, de forma automática e regular, por meio do piso de proteção social. Ela também autoriza que recursos repassados para cofinanciamento da assistência social aos municípios possam ser gastos com o pagamento de profissionais. O deputado André Quintão observa que a aprovação do PL 113/2007 significa um passo para a desburocratização de ações fundamentais, já que os gestores contarão com recursos de forma mais ágil para a assistência social em seus municípios.
Deputado Estadual André Quintão destaca que o SUAS atenderá principalmente as famílias mais pobres
“Essa é uma importante vitória de todos os gestores, trabalhadores, conselhos, movimentos e entidades de assistência social que contribuíram na formulação desta lei. Agora teremos um instrumento para garantir o comprometimento do Estado no enfrentamento das desigualdades socioterritoriais, na inclusão e equidade de cidadãos e grupos específicos. Mas, apesar da comemoração, sabemos que, com essa aprovação, abrimos outra frente de luta, que é a de fiscalização para a consolidação dessa política em Minas Gerais”, afirmou.

A lei segue, agora, para a sanção do governo do Estado.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Deputado Estadual André Quintão

Usina de Irapé renova licença de operação

Usina de Irapé renova licença de operação
A UHE Irapé - Usina Hidrelétrica Presidente Juscelino Kubitschek, da Companhia Energética de Minas – Cemig, teve sua Licença de Operação (LO), revalidada pelos próximos seis anos.
Após um longo processo, iniciado em uma reunião na Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Jequitinhonha (Supram Jequitinhonha), em Diamantina, em junho do ano passado, a renovação da licença foi votada e aprovada pelo
Conselho Estadual de Política Ambiental do Jequitinhonha (Copam Jequitinhonha), em reunião realizada no dia 9 de dezembro de 2010.

O pedido de revalidação da licença foi protocolizado pela Empresa junto aos órgãos licenciadores em setembro de 2009. A complexidade do processo de revalidação, que se
estendeu por 18 meses, e a necessidade de manter a operação da Usina em conformidade
com as regras do setor elétrico, ocasionaram o pedido pela Cemig e a concessão dessa licença em caráter ad referendum pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em julho deste ano.

Entretanto ainda era necessária sua aprovação em plenária pelos conselheiros do órgão licenciador, o Copam Jequitinhonha.
“A equipe multidisciplinar da Cemig trabalhou com extrema dedicação para o cumprimento
das condicionantes definidas pelo Copam à época do início de operação, em dezembro
de 2005, atuando na legalização das propriedades, na recuperação e aprimoramento dos
sistemas de abastecimento de água, no monitoramento e acompanhamento dos reassentados,
em contato com as prefeituras dos municípios atingidos”, afirma o superintendente de Manutenção de Ativos de Geração da Cemig, Fernando Augusto de Campos.

“Ainda na condução do processo de revalidação da licença, a equipe produziu vários relatórios comprovando as ações executivas”, acrescenta. “O trabalho de operação e execução das condicionantes foram decisivos para a renovação desta licença”, conclui o superintendente.
Segundo ele, um exemplo de dedicação e seriedade foi a obtenção das certificações dos Sistemas
de Gestão da Qualidade – 9001, Ambiental – 14001 e de Saúde e Segurança – 18001, em dezembro de 2008, pela equipe da Gerência de Manutenção de Ativos de Geração de Usinas
do Norte.

Mapa de localização da Barragem de Irapé, entre Berilo e Grão Mogol

Dados da Barragem de Irapé
Instalada no rio Jequitinhonha, entre os municípios de Berilo e Grão Mogol, a Usina de Irapé, a 6 km do distrito de Lelivéldia, tem um reservatório com 137 km² e cerca de seis bilhões de metros cúbicos de água.



O grande lago atinge sete municípios das regiões Norte e Vale do Jequitinhonha: Berilo, Botumirim, Cristália, Grão Mogol, José Gonçalves de Minas, Leme do Prado e Turmalina. São cerca de 90 km de extensão, indo de Lelivéldia, em Berilo, até Caçaratiba, em Turmalina, pe,a Estrada Definitiva. Para atravessar o lago, há uma Balsa no porto de Posses, entre Leme do Prado, na margem direita, e Botumirim, na margem esquerda.


As três turbinas de Irapé geram 360 MW de energia. A barragem é outro aspecto superlativo da usina: com 208 metros de altura, sendo a mais alta do país e a segunda maior da América do Sul.

Com informações do Tribuna do Norte, de Salinas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

25º FESTUR se realiza na virada do ano

25º FESTUR se realiza na virada do ano
Festival de Música de Turmalina é um dos mais antigos do Vale
O 25º Festival da Canção de Turmalina, no Alto Jequitinhonha, se realizará nos dias 30 de dezembro a 02 de Janeiro, neste próximo final de semana.

Muita música, danças, poesia, literatura, feira de artesanato e encontro com os amigos.

Esse 25º Festur coroa o evento como um dos mais longevos festivais do interior de Minas Gerais.

Tradicionalmente realizado no mês de setembro, desde 2009, a sua realização passou para a virada do ano.

Turmalina, uma cidade aconchegante do Alto Jequitinhonha, espera você e seus amigos para uma grande festança de cultura popular.


Serviço:
25º FESTUR
Casa da Cultura de Turmalina
AVENIDA LAURO MACHADO Nº 237 - CENTRO
TURMALINA - MG - 39.660-000
Informações: (038) - 9128.9707
- casaculturatur@hotmail.com

Almanarte divulga cultura popular do Vale e do norte de Minas

Almanarte divulga cultura popular do Vale e Norte de Minas
Saberes e Fazeres da Cultura Popular do norte e nordeste de Minas

A arte e a cultura enraizada nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e no Norte de Minas, foram traduzidas em uma obra lúdica, no formato dos antigos almanaques, que recebeu o nome de Almanarte - Saberes e Fazeres da Cultura Popular.


A publicação, da Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan) e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), foi lançada em Belo Horizonte, pela Editora Crisálida, e é dirigido aos alfabetizadores e alfabetizandos do Programa Cidadão Nota Dez - Por um Brasil Alfabetizado.

O Almanarte foi escrito com o objetivo de ampliar o conceito de cultura no âmbito do Cidadão Nota Dez de modo a levar os participantes - alfabetizador e alfabetizando - a se reconhecerem como seres e sujeitos culturais, estimulando o reconhecimento de suas raízes e sua linguagem própria. “Isto porque muitos saberes e fazeres da cultura popular estão se perdendo devido a inúmeros fatores como as migrações do campo para a cidade, a valorização do progresso técnico obtido à custa da identidade do cidadão e da coesão familiar, algumas práticas religiosas, que, por vezes, impõem restrições, entre outros fatores”, explica o organizador do livro, Cid Wildhagen.

Partindo desse pressuposto, o livro foi cuidadosamente elaborado com base nas colaborações dos moradores locais, e passeia por vários assuntos: estórias, receitas, parlendas, causos, músicas, figuras, charges, festas, fábulas, saberes e sabores, tudo muito peculiar, buscados nas raízes de uma cultura.

De acordo com Oséias Ferraz, editor do trabalho, a idéia foi sair do viés acadêmico das edições anteriores realizada pelo sistema Sedvan/Idene e fazer um projeto mais lúdico e atraente.


Segundo ele, um almanaque contém todas as informações relevantes, infográficas, pictográficas com um tom de humor, no agrado de qualquer leitor.

“No Almanarte a informação tem um olhar de fora, das pessoas que participaram da execução do projeto, e um olhar de dentro, representado pelos textos enviados pelo povo simples da região: os artesãos, educadores, feirantes, donas de casa, benzedeiras”, informa o editor.

“Há inclusive participação dos alunos alfabetizados pelo programa Cidadão Nota Dez. Eles se tornaram, assim, atores e autores de suas próprias histórias”.

Para o responsável pelo registro sobre as comunidades Quilombolas, Pablo Matos Camargo, o resultado final superou todas as suas expectativas.

“A obra tem uma linguagem acessível, inclusive para os próprios quilombolas. São estórias, curtas, ilustradas, fugindo do tradicional e resgatando os almanaques antigos”, comemora.

Pablo diz que “os Vales e o Norte de Minas são detentores de imensa riqueza cultural e representam uma ‘ilha’ que, reflete um pouco do Brasil: com a presença de europeus, índios e africanos”.

O pesquisador lembra que o Vale do Gurutuba, no Norte de Minas, e o Médio Jequitinhonha têm a maior concentração de comunidades quilombolas do país. “É um caminho para divulgar uma cultura desconhecida pela maioria dos brasileiros”, conclui.

O diretor-geral do Idene, Walter Adão, recomenda a leitura do Almanarte: “é um lindo livro! Faz bem aos olhos e à alma. Ações como essa reproduzem uma série de valores que a política pública em si não daria conta de realizar”. Para o funcionário do Idene, Ronaldo Cardoso, a grande importância de um lançamento como esse está “no recorte de interioridade da cultura”. Para ele, o sincretismo que sintetiza culturas, artes, saberes e costumes estão na subjetividade das pessoas, estabelecendo outro diálogo, valorizando o universo das relações.

De acordo com a secretária de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Elbe Brandão, “a cultura popular é tudo isso misturado e refletido nos muitos jeitos de ser das populações que vivem nessas regiões. Alunos e professores trazem suas bagagens e histórias. O desenvolvimento de atividades pedagógicas em torno do fazer artístico é uma importante contribuição na formação do espírito de cidadania, porque permite às pessoas se perceberem e se identificarem com sua linguagem, sua história pessoal, familiar e a de sua comunidade”.

A obra é organizada a partir de experiências vividas nos Vales e no Norte de Minas, reunindo humor, leveza e beleza. A publicação reúne tudo, o canto, a dança, os jogos, as práticas religiosas e tudo que se produz têm a função de exprimir a coesão do grupo, além de identificá-lo.

Fonte: SEDVAN - Assessoria de Comunicação

Serro tem metade do queijo artesanal de Minas

Serro tem metade do queijo artesanal de Minas


O Queijo Minas Artesanal é um patrimônio cultural do Estado

Atualmente, existem 155 queijarias cadastradas no Programa Queijo Minas Artesanal, sendo 79 na região do Serro, no Alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas. As outras queijarias são 35 no Cerrado, 23 na Canastra, 17 em Araxá e um no Campo das Vertentes. Somente em 2010, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) cadastrou 34 queijarias no programa.

O Queijo Minas Artesanal é um patrimônio cultural do Estado e sua fabricação é uma tradição nas regiões produtoras. Este produto é feito com leite cru, sem a proteção prévia da pasteurização e pode representar um risco à saúde pública se não seguir com rigor os cuidados sanitários durante o processo de produção.

Por isso, desde 2002, o IMA incentiva a melhoria da produção com o Programa Queijo Minas Artesanal, o treinamento, a capacitação dos produtores apoiando o desenvolvimento das queijarias no Estado.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, explica a importância do programa. “A realização do Queijo Minas Artesanal assegura aos pequenos produtores de leite mais uma alternativa para a comercialização de seu produto, com maior valor agregado, gerando mais emprego e melhorando sua qualidade de vida”, afirma.

A certificação se dá a partir de uma parceria entre o IMA, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e tem o apoio da Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg).

Certificação
A Emater-MG capacita os produtores rurais, orienta sobre as adaptações do espaço físico da queijaria e sobre as boas práticas e higiene. A Ocemg disponibiliza verba para custeio de parte das análises de água, queijo e da brucelose e tuberculose do gado. Cabe ao IMA auditar todas as etapas do processo e por fim emitir um laudo técnico que aprove a fabricação dos queijos, deixando o produtor apto a receber o certificado.

O processo de certificação leva em média um ano. E o produto cadastrado tem a identificação do fabricante, origem e data de fabricação, possibilitando a comercialização sem restrições no território mineiro.

Para se inscrever no Programa Queijo Minas Artesanal o produtor deve pertencer a um dos municípios mineiros das regiões autorizadas (Serro, Cerrado, Canastra, Araxá e Campo das Vertentes), conforme determina a Lei Estadual 14.185/02. Caso ele atenda a esse requisito, deve procurar a unidade do IMA ou Emater mais próxima para dar início ao processo de cadastramento.

As propriedades cadastradas no Queijo Minas Artesanal também poderão se certificar como livre de brucelose e tuberculose. Para isso, basta realizar mais dois testes negativos de rebanho para comprovar que a propriedade está livre destas enfermidades. De acordo com o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT) do Ministério da Agricultura, para obtenção da condição de Propriedade Livre de Brucelose e Tuberculose são necessários três testes de rebanho negativos consecutivos.

Com informaçôes da Agência Minas

Diamantina terá sede regional do TRE-MG

Diamantina terá sede regional do TRE-MG
A Região Eleitoral do Jequitinhonha vai abranger 15 cidades O TRE-MG - Tribunal Reginal Eleitoral de Minas Gerais irá implantar uma regional na cidade de Diamantina para atender a 15 municípios do Alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas.

Também aprovou o nome do Desembargador Moacyr Pimenta Brant para patrono da sede da Região Eleitoral do Jequitinhonha a ser instalada em Diamantina. O presidente do TRE, desembargador Baía Borges, justificou a escolha lembrando os relevantes serviços prestados ao Judiciário local pelo desembargador Moacyr Pimenta Brant, cujo centenário será comemorado em 2011.

A Região Eleitoral do Jequitinhonha, que vai abranger 15 cidades, integra uma das 12 regiões criadas pelo TRE em agosto de 2009 com o objetivo de descentralizar as atividades administrativas da Justiça Eleitoral mineira para a melhoria da prestação dos serviços.

As regiões eleitorais têm como principais objetivos armazenar as urnas eletrônicas das zonas eleitorais da respectiva região; participar da realização dos procedimentos de preparação para as eleições, capacitação de servidores, treinamento de mesários e testes de sistemas eleitorais e coordenar as campanhas de valorização do voto, de contato permanente com as associações de bairro e demais organizações da sociedade, visando à transparência das atitudes políticas e à soberania da vontade popular.

Segundo a Resolução 775/2009, a criação das regiões eleitorais levou em consideração três pontos principais:

- a necessidade de consolidar o novo modelo de gestão administrativa baseado no planejamento estratégico do TRE-MG;

- a procura pela redução de custos, pela otimização da utilização dos recursos financeiros, bem como pela melhoria da qualidade e eficácia na prestação de serviços;

- e as limitações apresentadas pelo atual modelo de armazenamento das urnas eletrônicas (no qual parte das urnas fica na capital, outra em zonas eleitorais do interior com condições de abrigar os equipamentos a elas destinados).

As 12 Regiões Eleitorais no Estado são Região Noroeste, com sede em Paracatu; Região Alto do Paranaíba, com sede em Patos de Minas; Região Central, com sede em Belo Horizonte; Região Norte, com sede em Montes Claros; Região Leste, com sede em Governador Valadares; Região Jequitinhonha, com sede em Diamantina; Região Mucuri, com sede em Teófilo Otoni; Região da Mata, com sede em Juiz de Fora; Região Campo das Vertentes, com sede em Lavras; Região Sul, com sede em Varginha; Região Sudoeste, com sede em Passos; Região Triângulo, com sede em Uberlândia.

O TRE já instalou as seguintes regiões eleitorais: Região Eleitoral Mucuri (sede em Teófilo Otoni); Região Eleitoral Noroeste (sede em Paracatu); Região Eleitoral da Mata (sede em Juiz de Fora); Região Eleitoral Central (sede em Belo Horizonte) Região Eleitoral Alto Paranaíba (sede em Patos de Minas).

Fonte: Com informações da Assessoria de Imprensa do Tre-MG

Vales do Jequitinhonha e Mucuri organizam serviços do SAMU

Vales do Jequitinhonha e Mucuri organizam serviços do SAMU
A implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência- SAMU, nos Vales Mucuri e Jequitinhonha começou a ser definida.Uma reunião de prefeitos e lideranças regionais em Teófilo Otoni, formou o Consórcio de municípios para administrar o SAMU.

O projeto será implantado com recursos do governo do Estado e da União, com valor estimado em até R$ 5 milhões. Teófilo Otoni terá uma base e central de operações a ser construída em terreno ao lado da Escola Estadual Sidônio Otoni, na Vila Pedrosa.

As cidades de Itaobim, Almenara e Araçuaí podem ter unidades menores para deslocar pacientes em caráter de emergência

A Gerente Regional de Saúde em Teófilo Otoni, Ivana Santana, comenta que o atendimento médio de urgência e emergência será melhorado com as unidades do SAMU.
“Elas vão atender ainda aos pacientes do Sistema Único de Saúde, além dos pacientes vítimas de desastres na região.

A diretoria do consórcio que vai administrar o sistema terá troca de presidente a cada ano e alternado, entre um líder do Mucuri e um do Jequitinhonha.

Fonte: Com informações do Tonoticias

PROERD realiza formaturas do 3.500 crianças

PROERD realiza formaturas do 3.500 crianças
Segundo a PMMG, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência se destacou no Baixo Jequitinhonha A Polícia Militar de Minas Gerais finalizou nesta última semana a realização das formaturas do Proerd - Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência. As formaturas foram realizadas em 8 municípios e três distritos do Baixo Jequitinhonha. Os eventos ocorreram nas cidades de Almenara, Felizburgo, Mata Verde, Monte Formoso, Palmópolis, Rio do Prado, Rubim e Salto da Divisa. No total, foram 3500 crianças formadas no Pograma Educacional de Resistência às Drogas e à Violência neste segundo semestre pelo 44º Batalhão da Polícia Militar.

O PROERD é um programa educacional que tem por objetivo prevenir o uso indevido de drogas e combater a violência entre jovens e adolescentes. As aulas são ministradas por policiais militares fardados que, auxiliados por uma cartilha especial, ensinam às crianças como reforçar a auto-estima, lidar com as tensões, resistir às pressões do ambiente, além de aprimorar o espírito de cidadania.

Fonte: Diário do Jequi, de Almenara

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Educador de Araçuaí ganha Prêmio BETINHO – ATITUDE CIDADÃ

Educador de Araçuaí ganha Prêmio BETINHO – ATITUDE CIDADÃ
Um araçuaiense foi um dos vencedores do prêmio Betinho – Atitude Cidadã, criado pelo Comitê de Entidades no Combate a Fome e pela Vida - COEP, em 2008. A premiação visa valorizar pessoas que praticam no cotidiano, a luta conta a fome e a promoção da cidadania.

Genildo Roberto Pereira foi o escolhido pelos internautas para receber o prêmio Betinho – Atitude Cidadã.

Ele foi o idealizador da creche do bairro Esplanada, criada em 1987, com o intuito de garantir mais qualidade de vida para as crianças daquele bairro e, também, auxiliar as mães que não tinham com quem deixar seus filhos para trabalhar.

O prêmio é um reconhecimento a este trabalho. A creche já atendeu mais de 700 crianças ao longo de 23 anos. Como forma de agradecimento alguns deles trabalham como voluntários na instituição.

Atualmente 53 crianças são atendidas pela creche. Além disso, no local funciona um tele-centro, que atende a comunidade. Genildo ficou extremamente satisfeito com a premiação.

Fonte: TV ARAÇUAÍ, pelo repórte André Sá

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Natal nasce dentro de nós!

O Natal nasce dentro de nós!
Petrônio Sousa Gonçalves

Olavo Romano é uma das grandes personagens da cultura popular do nosso
Estado. Pesquisador e folclorista, tem como hábito sair pelo interior de
Minas garimpando as maravilhas perdidas do nosso povo, os versos esquecidos,
o manancial verterdor de toda mineirice mineral da brasilidade.

Passava a Semana Santa pelo antigo Caminho do Ouro, chegando até a pequena
São Gonçalo do Rio das Pedras, rio por onde escoou o diamante da nossa
história. Bem-aventurado, conheceu a casa de Dona Geralda, onde havia um
lindo presépio montado em plena Semana Santa. Esp antou-se com o fato pois,
pela tradição, os presépios ficam montados até o Dia de Reis - 6 de janeiro
- e depois são recolhidos. Mas, como tudo que é diferente encanta, Olavo
está encantado até hoje.

Dona Geralda explicava ao Olavo o porquê da exposição temporã do presépio.
Com simplicidade crística contava que estava atendendo ao pedido de uma
freira que passara por ali antes e, maravilhada com o presépio da casa de
Dona Geralda, pediu a ela que o mantivesse exposto até julho, pois ela iria
trazer seus sobrinhos de São Paulo para conhecer aquela maravilha guardada
pelas serras de Minas.

O presépio começou a ser montado por Dona Geralda no cantinho do quarto
dela. Como ficou muito bonito, ela foi recebendo outros agrados para o
Menino Jesus e ali colocando as oferendas. Um, trazia um ovo de inhambu;
outro, uma barba-de-pau, uma raiz em forma de cruz e ali ela foi
intuitivamen te ornamentado, construindo uma beleza de presépio. Com o passar
do tempo, o presépio foi crescendo e tomou a metade do quarto dela. Olavo,
vendo aquilo, comentou:

- Dona Geralda, se nesse ano o presépio ocupou a metade do quarto da
Senhora, ano que vem ele vai ocupar o quarto inteiro!...

Ela respondeu:

- É meu filho, ano que vem vou ter que mudar do meu quarto!

Depois de um silêncio reverencial, Olavo Romano voltou à Dona Geralda:

- Dona Geralda, o que que a senhora pensa em colocar mais aqui no presépio
no ano que vem?

- Ah, tem umas luzinhas que piscam, eu queria colocar umas aqui no teto!

- Então a Senhora pensa em colocar umas luzinhas aqui em cima como estrelas
e fazer um céu?!

Dona Geralda se espantou, e com um semblante materno virou-se e falou:

- Céu!? Quê que é isso meu filho, Deus me livre; céu aqui, só o
firmamento...

O presépio de Dona Geralda foi construído e movido pelo mesmo espírito que
São Francisco de Assis criou, no século XIII, o primeiro presépio:
reverenciar e adorar a vinda do Menino Jesus. Dona Geralda doou sua casa e
seu quarto para construção de um presépio, para algo maior e, como os Três
Reis Magos, muitos vieram trazer suas oferendas ao Jesus Cristinho.

Ganhou coisas simples de uma gente simples, fez uma linda obra, que encanta
e toca os corações daqueles que ainda acreditam nas coisas deste mundo. É um
resgate da tradição, no princípio ordenador da vinda de Cristo, uma lição de
amor. Está lá, no interior de Minas, mas universal, iluminado. Tudo que está
nele foi doado, de coração. É um centro armazenador da devoção humana.

O Natal dos presépios é um Natal que remonta um cenário cristão, de doação,
fé e reverência. Contrário ao Natal do Papai Noel. O Papai Noel é uma
personagem criada pela Coca-Cola em 1931, por isso traz suas cores
encarnadas, o vermelho e o branco. É um agente descristianizador,
patrocinado em todo mundo para apagar a verdadeira imagem do aniversariante,
o Menino Jesus. Jesus veio ao mundo como o Filho do Pai, em forma de
criança. O Papai Noel diz ser o papai de todas as crianças. Meu Deus, onde
esta figura foi colocada.

Sua barriga sugere a gula; o saco cheio, a esnobação; e a sua risada
ironiza àqueles que não podem ser seus escolhidos. É uma fraude ao
verdadeiro espírito natalino. Cristo nasceu enquanto seus pais viajavam em
lombo de mula, mesmo assim entrou na casa de todos. Papai Noel viaja em um
lindo trenó puxado por renas e visita a casa de poucos, muito poucos.

Falar que Papai Noel é uma alusão a São Nicolau é uma heresia. São Nicolau
era um santo homem, nasceu em 270 e morreu em 342, aos 71 anos. “Fez o bem,
sem olhar a quem”. Fundou orfanato, saciou a fome dos pobres, protegeu
marinheiros, ladrões e mendigos. Viveu sob a égide da caridade. Foi
perseguido e preso pelos Romanos. Por seu amor ao seu semelhante, tornou-se
Santo.

Papai Noel foi criado e financiado por uma empresa multinacional, vive no
pólo norte, distante de todas as crianças do mundo e no Natal sai
presenteando àqueles que podem comprar sua visita. Não tem pai, mãe, filhos
ou amigos. Não posso acreditar nele! É, no máximo, uma paródia de muito mau
gosto do nosso santo protetor.

Enquanto escrevo este artigo, acredito que o presépio de Dona Geralda tenha
recebido uma nova oferta. Talvez, um anjinho de barro, uma pedrinha
reluzente, ou quem sabe até, um Menino Jesus de madeira. Como estou cá,
distante dele, deposito nele este texto, esta oferenda ao Menino Jesus, ao
Jesus Cristinho - tão lindo, tão menino e tão amado... Que Deus abençoe Dona
Geralda, Olavo Romano e todo aquele que vive o Natal dentro e fora, o Natal
do criador, do nascimento à manjedoura, o Natal natalino, sem outras
palavras: Com a Graça de Deus!!!

Petrônio Souza Gonçalves é escritor e jornalista

www.petroniosouzagoncalves.blogspot.com


Texto sugerido por Tadeu Martins, de Itaobim, morador de BH. Ele é poeta, contador de causos, promotor de evento e agente cultural.

"Fazedores do nosso chão" são mestres populares do Vale

"Fazedores do nosso chão" são pessoas sábias do Vale
Jornalista carioca registra filosofia de mestres populares do Jequitinhonha
A jornalista Fernanda Salvador, de 26 anos, carioca da gema, deixou o mundo urbano da vida metropolitana para mergulhar de cabeça na vida de pessoas simples que vivem no interior do Brasil. Com uma sensibilidade e um olhar raros ela registra o modo de sentir, pensar e fazer do povo simples que constrói o nosso chão, o Brasil de pé rachado.
Tive a felicidade de conhecê-la e de sugerir as fontes do nosso patrimônio popular, nossas forças vivas, para responder às suas inquietações.
Ela lança o site www.fazedoresdonossochao.com em que divulga os primeiros registros de sua caminhada pelo Vale.
Foram entrevistas com muita gente boa de nossa terra como Dona Joana e Seu Antenor, de Berilo; seu Olímpio e Zé do Ponto, de Chapada do Norte; Lira, de Araçuaí;Seu Gonçalo e Dona Ambrosina, de Diamantina.
E muitos virão.
Parabéns pelo belo trabalho, Fernanda! Precisamos de gente como você no nosso lugar de vida e luta. Continue contando conosco.

Olímpio Soares: A vida da gente é um laço. É uma história muito prolongada”.
Chapada do Norte, Médio Jequitinhonha
Terra pode ser poeira, solo, chão, pátria, o “meu lugar”, mundo: são muitos os seus sentidos. Nela produzimos nosso alimento e garantimos o sustento do nosso corpo. Por outro lado, é através dela que sepultamos a existência que ela mesma ajudou a manter. Muitos sentidos brotam da terra, mas é pelo mesmo caminho que todos [...]

Gonçalo Silva: “De ilusões se vive”.

Diamantina, Alto Jequitinhonha
Será uma ilusão nossa desejar viver totalmente sem ilusões nesse mundo? Será que somos capazes, mesmo, de sempre driblar e desmascarar as aparências? Ou melhor: é possível viver sem elas? Talvez a vida fosse bem melhor se vivêssemos sem nenhuma fantasia, mas foi um mundo de ilusões que, pelo menos até agora, conseguimos construir.
Gonçalo do Rosário Silva. Morador de Diamantina (Alto Jequitinhonha – MG), ele nasceu em São Gonçalo do Rio das Pedras, distrito de Serro (Alto Jequitinhonha – MG), em 1948.

Maria Lira: "Eu amo aquilo que eu faço. Isso é o que me dá vontade viver”.
Araçuaí, Médio Jequitinhonha
Artesã reconhecida, Maria Lira Marques é um valioso pedaço da vasta riqueza humana do Vale do Jequitinhonha. Seu nome em evidência, mais do que lhe trazer a satisfação de ver valorizado o trabalho que faz, lhe dá a oportunidade de trazer à luz outros valiosos pedaços dos quais não gosta de se ver destacada.
Lira nasceu no ano de 1945, em Araçuaí (Médio Jequitinhonha – MG), onde mora até hoje.

Zé do Ponto:Ninguém vive sozinho”.

Chapada do Norte, Médio Jequitinhonha
Quem é, como o artesão Zé do Ponto, nascido e criado no interior, não gosta de ser sozinho. Ninguém se constrói sem ninguém, assim ele aprendeu a pensar. Zé nasceu em Chapada do Norte (Médio Jequitinhonha – MG), no ano de 1949, com o nome de José Sebastião Vaz. Passou a conhecer melhor a vida [...]

Antenor Sales: “Deus é um sozinho que tem”.
Berilo, Médio Jequitinhonha
O sertanejo Antenor Sales é dono de uma trajetória que, apesar de construída na dureza do dia a dia de sua terra, não carrega a fisionomia da rudeza. Seu semblante, ao contrário, exterioriza uma ternura que o seu interior faz toda questão de dividir com aqueles que lhe cercam. Antenor tem os olhos da lucidez [...] .
Nasceu em Berilo, em 1914, onde vive com sua vendinha e histórias de tropeiros.

Maria Joana: “Quem teima mata a caça”.
Berilo , Médio Jequitinhonha
Um lugar que, em meio às agruras de uma vida sacrificada pela pobreza material, consegue servir de inspiração e estímulo para gerar êxito no trabalho, guarda muita riqueza. Ser moradora de um “um vale que corre pouco dinheiro” não impede a artesã Maria Joana Gonçalves Mendes de extrair satisfação do seu ofício.
Joana nasceu no ano de 1945 em Roça Grande, zona rural de Berilo (Médio Jequitinhonha – MG), onde ainda mora.

Ambrosina Dias da Cruz:Tenho medo do elogio, de ficar orgulhosa”.

Diamantina, Alto Jequitinhonha
No chão de sua simplicidade, Ambrosina Dias da Cruz costura virtudes e faz com que uma se equilibre na outra. Da humildade que não a deixa se esquecer da importância de uma terra firme para caminhar e que, ao mesmo tempo, não a deixa se humilhar, colocando-a em contato com seu próprio valor.
Ambrosina nasceu no ano de 1917, em Diamantina (Alto Jequitinhonha), cidade onde mora.

Conheça a história dessas pessoas sábias do Vale do Jequitinhonha no

http://fazedoresdonossochao.com/

Conselheiros de Áreas Protegidas do Espinhaço tomam posse

Conselheiros do Mosaico de Áreas Protegidas do Espinhaço tomam posse em Diamantina
O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, deu posse, nessa segunda-feira, 20.12, aos 72 integrantes do Conselho Consultivo do Mosaico de Áreas Protegidas do Espinhaço: Alto Jequitinhonha - Serra do Cabral.
A solenidade de posse aconteceu no Mercado Novo de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha.

O Conselho Consultivo é um espaço de discussão e negociação dos problemas e demandas ambientais das unidades de conservação, bem como de sua integração com a sociedade. Os conselheiros têm como missão discutir as questões socioambientais da área de preservação e seu entorno, opinando sobre a elaboração e execução de seu plano diretor e sugerindo diretrizes para compatibilizar as funções de proteção dos ambientes naturais.

Os integrantes do Conselho representam as unidades de conservação que compõem o mosaico, os governos estadual e federal, o setor produtivo, as associações comunitárias, organizações não governamentais e a comunidade. O mandato é de dois anos.

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), José Carlos Carvalho, lembra que o Conselho é um modelo diferente do tradicional em que a autoridade pública toma decisões unilaterais. “É um espaço para que interesses nem sempre convergentes se encontrem para buscar soluções”, afirma. “É um exercício de cidadania ativa”, completa.

Carvalho afirmou que iniciativas como a formação do Mosaico é uma forma de sanar um problema histórico brasileiro: a falta da inclusão da dimensão territorial no planejamento. “Ao ter noção dos limites do que é possível executar em determinado território, é possível trabalhar sob a perspectiva de proteção do meio ambiente sem dissociar do crescimento social e econômico”, afirma.

A analista ambiental do IEF, Cecília Vilhena, explica que o Conselho Consultivo do Mosaico atuará de forma a integrar a gestão de cada uma das unidades de conservação. “O Conselho do Mosaico atuará com uma visão mais ampliada do território, observando as particularidades de cada unidade e das comunidades rurais inseridas nos locais existentes entre elas”, afirma.

Mosaico

O Mosaico de Áreas Protegidas do Espinhaço: Alto Jequitinhonha - Serra do Cabral foi reconhecido pelo governo federal em novembro de 2010, possui uma área de abrangência de cerca de 910 mil hectares que estende-se por 14 municípios onde estão localizadas sete unidade de conservação de proteção integral e cinco Áreas de Proteção Ambiental (APA).

A Cadeia do Espinhaço compreende um conjunto de serras que se estende por cerca de 1,2 mil quilômetros, indo desde o Quadrilátero Ferrífero na região Centro-Sul de Minas Gerais, em direção ao Norte, até a Chapada Diamantina, na Bahia.

A Cadeia tem como limites a Caatinga, ao Norte, a Mata Atlântica, a Leste, e o Cerrado, a Oeste. Em 2005, uma porção da Cadeia do Espinhaço no Estado de Minas Gerais foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Reserva da Biosfera, tendo como metas a proteção da biodiversidade aliada ao desenvolvimento sustentável e ao conhecimento científico.

As primeiras articulações para iniciar o processo de criação e implantação do “Mosaico de Unidades de Conservação do Espinhaço: Alto Jequitinhonha - Serra do Cabral” ocorreram ao final de 2007, sendo que as atividades oficiais iniciaram em abril de 2008. O processo vem sendo coordenado pelo IEF em parceria com a organização não governamental Instituto Biotrópicos e o apoio da Conservação Internacional Brasil e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Municípios inseridos na área de abrangência do Mosaico de Áreas Protegidas do Espinhaço: Alto Jequitinhonha - Serra do Cabral:

Itamarandiba, Senador Modestino Gonçalves, São Gonçalo do Rio Preto, Felício dos Santos, Rio Vermelho, Couto Magalhães de Minas, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas, Serro, Diamantina, Buenópolis, Joaquim Felício, Bocaiúva e Olhos d’Água.

Unidades de conservação localizadas na área de abrangência do Mosaico de Áreas Protegidas do Espinhaço: Alto Jequitinhonha - Serra do Cabral:

Parque Estadual da Serra do Cabral, Parque Estadual do Rio Preto, Parque Estadual do Biribiri, Parque Estadual Serra Negra, Parque Estadual do Pico do Itambé, Parque Nacional das Sempre Vivas, Estação Ecológica Mata dos Ausentes, Área de Proteção Ambiental Municipal Felício dos Santos, Área de Proteção Ambiental Municipal Rio Manso, Área de Proteção Ambiental Municipal Serra do Gavião, Área de Proteção Ambiental Municipal Serra do Cabral e a Área de Proteção Ambiental Estadual Água das Vertentes.

Organizações que fazem parte do Mosaico de Áreas Protegidas do Espinhaço: Alto Jequitinhonha - Serra do Cabral:

Instituto Estadual de Florestas (Regional Alto Jequitinhonha, Estação Ecológica Mata dos Ausentes, Parque Estadual Serra Negra, Parque Estadual Serra do Cabral, Parque Estadual do Biribiri, Parque Estadual Pico do Itambé, APA Águas Vertentes, Parque Estadual Rio Preto), Território da Cidadania do Alto Jequitinhonha, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade Parque Nacional Sempre Vivas, Prefeitura de Buenópolis (APA Serra do Cabral), Prefeitura de Bocaiúva (APA Serra Mineira), Prefeitura de Couto Magalhães de Minas (APA Rio Manso), Prefeitura de Felício dos Santos (APA Felício), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Superintendência de Meio Ambiente do Alto Jequitinhonha (Supram), Polícia Militar de Meio Ambiente, Instituto Biotrópicos, Andarilhos da Luz, Associação Montanhas do Espinhaço, Funivale, Instituto de Desenvolvimento Socioambiental da Serra do Gavião (Idaseg), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de Couto Magalhães de Minas, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais ( Fetaemg), Centro de Assessoria aos Movimentos Populares do Vale do Jequitinhonha-CAMPOVale, Serra do Cabral Agroindústria, V&M Florestal, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Universidade Federal de Minas Gerais.

Fonte: Agência Minas

Dicumê do Jequitinhonha vira livro de receitas

"Dicumê" do Jequitinhonha é registrado em livro de receitas Participantes do Ambiente Gastronômico do Vale, os "fazedores do dicumê"

As experiências de fazer comida gostosa de comunidades do Vale do Jequitinhonha foram contadas em verso e prosa pelo projeto Ambiente Gastronômico no Vale, uma iniciativa do Sebrae/MG, em parceria com o Programa Turismo Solidário, do sistema Sedvan/Idene.

Moradores das comunidades de Mendanha, distrito de Diamantina; Bonfim e Alecrim, distritos de São Gonçalo do Rio Preto; e Capivari, distrito do Serro, no Alto Jequitinhonha, todos contemplados pelo Turismo Solidário, foram convidados pelo Sebrae/MG para participar do projeto, que tem o intuito de trocar receitas da culinária local e compartilhar os saberes e fazeres da região. O resultado dessa iniciativa foi reunido em quatro livros que foram lançados, no mês de dezembro, em cada uma das localidades.


Todos os moradores de cada lugar já aprovam o "dicumê gostoso" das cozinheiras e biscoiteiras tradicionais.

A coordenadora do projeto, Maria Sônia Madureira Pinho, conta que a pesquisa, que teve início em agosto de 2008 e durou cinco meses, se deu de forma coletiva e organizada. Em cada um dos quatro distritos, o grupo gestor do Programa Turismo Solidário reuniu cerca de 20 pessoas, que passaram a relatar e registrar em cadernos as experiências gastronômicas da sua região norteadas por cinco eixos: Receitas Salgadas, Receitas Doces, Ambiente Gastronômico, Hábitos e Costumes e Manifestações Culturais.

“Esse foi um emocionante processo de resgate da memória gustativa, olfativa e, principalmente, afetiva dos lugares e das pessoas que nos acolheram e com quem convivemos estreitamente. Pura história de Minas Gerais transformada em quitandas, salgados, doces, garrafadas e infusões. Receitas de vida e de fé”, define Maria Sônia.

Cultura de gerações
Segundo Maria Sônia, o relacionamento entre as mulheres pesquisadas determinou a estratégia do trabalho. “A culinária mineira é marcada pela oralidade, com receitas transmitidas por gerações. E o caderno de receitas é percebido como um verdadeiro patrimônio familiar, sinônimo de vivências compartilhadas”, explica.

Com base nessa constatação, foi incorporado às pesquisas o conceito do caderno de receitas, que se tornou o elo entre as mulheres e as suas comunidades, entre pesquisador e pesquisados. A partir daí, a principal missão foi expandir o olhar das envolvidas de dentro de casa para fora dela, do familiar para o social.

Com essa visão inovadora, as mulheres tornaram-se as protagonistas do resgate da sua cultura, de suas tradições e dos seus rituais, escrevendo a própria história por meio das receitas de suas famílias e do seu território. “Na riqueza do convívio, em conversas e trocas, revelaram-se os hábitos do cultivar, do colher e das diferentes maneiras de criar e recriar o alimento. As experiências do campo trouxeram respostas inusitadas”, diz Maria Sônia.

Pode-se perceber que cada município tem uma forma particular de lidar com as receitas e ingredientes. Na observação dos usos e costumes, a revelação da expressiva mobilidade das ervas e “matos”. A horta que se apresenta como elementar no cotidiano, possui funções diferenciadas que se interconectam, dependendo da missão: podem servir para benzer ou para temperar.

Lançamento
O lançamento dos livros reuniu as mulheres, suas comunidades e suas manifestações culturais. Em Alecrim e Bonfim, foi feita uma reza e todos dançaram o forró. Em Mendanha, o lançamento das obras teve a participação das crianças da comunidade e muita poesia. Em Capivari, uma peça de teatro homenageou quatro gerações, com a participação de crianças de dois anos e mulheres de 80, cujo enredo narrava o conteúdo dos livros.

Para a coordenadora do projeto Ambiente Gastronômico, Maria Sônia, o que deve ser ressaltado é o fato de que os tradicionais cadernos de receitas se transformaram em livros, escritos a muitas mãos, com a generosidade e a sabedoria de muitas gerações, que agora podem disseminar o conhecimento.

Os livros serão distribuídos para os representantes locais do setor de turismo, escolas, institutos culturais e universidades da região e entorno.



Com informações da Agência Minas

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Polêmica na eleição da Câmara de Almenara II

Almenara: Polêmica na eleição da Câmara II
A liberdade de imprensa e o Legislativo de Almenara
Léo Rocha
Na última reunião ordinária do Legislativo, 20/12, os representantes do povo escolheram, por 6 votos a 3 , o vereador Reinaldo Lima do PDT como o novo Presidente da casa.

Durante a reunião, o presidente da sessão, o vereador Olindo Ramos do DEM , popularmente conhecido como “Nenega”, claramente irritado com última matéria publicada no nosso blog, intitulada “ Quanto vale um vereador”, fez questão de ler em público um trecho dessa matéria. Após a leitura, o vereador afirmou publicamente tratar de uma matéria “irresponsável, feita por um jornalista que não tem moral e não merece respeito”. Finalizou ainda dizendo que “ eu e mais cinco vereadores entraremos com uma ação judicial contra o responsável por essa matéria”

Em sintonia com o atual presidente do legislativo, o vereador Ailton “Tim” também manifestou sua insatisfação com o artigo: “Quero deixar registrado que existe em Almenara uma imprensa tendenciosa e sem moral…

Impressiona-me a capacidade de mobilização da maioria dos representantes do povo em acionar o Judiciário. Gostaria que agissem dessa forma em defesa do povo, cumprindo a principal função de um legislador : Fiscalizar o executivo.

Enfim, diante disso tudo, eu sou obrigado a concordar com o que disse meu amigo Everaldo, mais conhecido como “ Vera”, sobre o assunto: “Parece que carapuça serviu direitinho.” E não é que serviu mesmo?

Finalizo este artigo com um trecho de Rui Barbosa sobre a imprensa:
“…jornalista é que eu nasci, jornalista é que sou, de jornalista é que não me hão de demitir, enquanto houver imprensa, a imprensa for livre e este resto de liberdade nos indicar que a pátria respira”. (Rui Barbosa)
E viva a liberdade de imprensa!"

Almenara: eleição na Câmara gera polêmica

Almenara: Polêmica na eleição da Câmara I
Quanto vale um vereador?

Léo Rocha
Na próxima segunda–feira, 20.12, os vereadores do município de Almenara escolherão o seu novo presidente. Dois candidatos disputarão a presidência: De um lado, o vereador Ákila Porto – PMDB defendendo a oposição, e do outro, Reinaldo “Rei” – PDT, apoiado pela prefeita Fabiany Ferraz.
A presidência do Legislativo sempre foi motivo de disputa entre a “oposição” e a “situação”. Coincidência ou não, há muito tempo a situação tem levado a melhor .

Muitos acreditam que o valor de cada voto sempre foi negociado nos bastidores. Por isso, um vereador que não quis se identificar, nos informou que um voto para presidente chega a custar em média 50 mil reais.

A maioria dos vereadores já se posicionou em relação à escolha do próximo presidente. Dos nove vereadores, apenas Alfredo “Nata”, Ailton “Tim” ainda não definiram seus votos.
Os vereadores Vander – PMDB e Roberto Amaral PMDB provavelmente apoiarão o vereador Ákila Porto. Por outro lado, o atual presidente Olindo Ramos “Nenega” do DEM, Nilda Batista – PDT e Messias – PDT devem apoiar Reinaldo “Rei”.

Tudo indica que os fieis da balança serão os vereadores Ailton “Tim” do PPS e Alfredo “Nata” do PSC. Votos que valem ouro na política de Almenara. Há muito tempo, o Legislativo de Almenara tem demonstrado uma submissão ao Executivo. Nos últimos anos, por exemplo, nenhuma comissão parlamentar de investigação, mais conhecida como CPI investigou de fato irregularidades no executivo municipal.

Na verdade, infelizmente, isso não me surpreende. Como o Legislativo fiscalizará possíveis irregularidades do Executivo se o responsável pela contabilidade da Prefeitura é o mesmo da Câmara, o conhecido contador Raimundo Nonato? A cumplicidade neste caso é imperativa.

A partir deste artigo do Léo Rocha, do Blog Política em Pauta, houve reações. O vereador Vander Farias, do PMDB, disse que “o meu voto ao colega Áquila Porto não foi negociado em qualquer valor financeiro ou cargo na Câmara. Votei com minha consciência e coerência, como sempre votei em projetos ali apresentados. Em Almenara existem políticos honesto, falando por mim, porque não me envolvo com falcatruas e negociatas pelo poder.
Aconselho alguns políticos desta cidade, dizendo que a corrupção é igual o viciado em álcool, tem que evitar a primeira dose, pois, aceitou a primeira propina, não sai nunca deste vício”.

Leia o Blog: http://blogs.mixalmenara.com.br/politicaempauta

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Almenara arrecada mais de 1.400 cestas em Nata Solidário

A maior campanha solidária do Vale do Jequitinhonha
Quase 1,4 mil cestas arrecadadas por quase 200 instituições

Mais de 1.400 cestas de alimentos para famílias de baixa renda

Neste dia 22.12.2010, a comissão composta para a realização da Campanha “Rede em Ação no Natal Solidário de Almenara” finalizou as arrecadações de alimentos não perecíveis e brinquedos, encerrando o projeto que visou o atendimento de famílias carentes de Almenara, no Baixo Jequitinhonha.

A maior campanha solidária já realizada no Vale do Jequitinhonha surpreende até mesmo quem participou de sua organização na arrecadação de alimentos e de brinquedos.

Iniciada a partir da expansão de um projeto de ações sociais, denominado REDE EM AÇÃO, no qual 14 instituições prestavam diversos serviços sociais, de lazer, segurança e saúde na Zona Rural.

A campanha REDE EM AÇÃO NO NATAL SOLIDÁRIO DE ALMENARA finalizou suas ações com quase 200 instituições efetivamente parceiras, surpreendendo assim a comissão organizadora da campanha, superando as expectativas previstas.

Foram arrecadadas aproximadamente 1.400 cestas básicas e 1.100 brinquedos, materiais este que já estão sendo distribuídos para as famílias carentes.

Mas o principal mérito do projeto não foi a tamanha arrecadação, mas sim os resultados alcançados devido à integração entre as entidades não-governamentais, instituições governamentais, a comunidade, comerciantes, organizações religiosas e outras várias representações.

Durante o fechamento das atividades da campanha, o bispo da Diocese de Almenara, Dom Hugo Steekelemburg, membro da Comissão Organizadora, ressaltou a importância de ações como o projeto rede em Ação no Natal Solidário, já que facilitam a interação, além de sensibilizar e mobilizar os envolvidos, algo inédito na cidade de Almenara/MG.


Ele parabenizou ainda a iniciativa da Polícia Militar e da Prefeitura Municipal em agregar as pessoas e vários outros órgãos públicos, empresas e entidades privadas em torno de um projeto tão nobre e altruístico.

Por fim, a Comissão agradeceu a todos os parceiros da campanha e entregou os donativos às instituições que ficaram responsáveis em fazer a distribuição, demonstrando transparência e lisura à campanha.



Todos os donativos estão sendo distribuídos por várias entidades que já trabalham com pessoas pobres na cidade de Almenara.

Do Diário do Jequi, por Henrique Santos

Prefeitos propõem frente política em defesa do Vale

Reunião de Prefeitos propõe frente política do Jequitinhonha
Em Berilo, Prefeito de Barueri-SP propõe movimento político em defesa do Vale
Prefeitos reunidos pelo desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha buscam apoio e parceria com cidades mais ricas como Barueri, com o 9º PIB do país

Região do país com um dos menores IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), abaixo da linha da pobreza, o Vale do Jequitinhonha, localizado no nordeste de Minas Gerais, divisa com o sul da Bahia, sofre com a seca que dura em média 8 meses no ano e com a falta de investimentos dos governos, estadual e federal. O número de estradas pavimentadas e pontes de concreto é reduzido. Não há incentivo financeiro para a produção de artigos da terra, como abacaxi, um dos melhores do País, mandioca e derivados, estímulo ao turismo, bem como oportunidades no mercado de trabalho. O acesso à educação e aos serviços nas áreas da saúde e transportes são extremamente precários em toda a região.

Em um encontro inédito com 10 municípios, liderado pelo prefeito de Berilo, Lázaro Pereira Neves, com apoio do prefeito de Barueri-SP, Rubens Furlan, discutiu-se soluções de prosperidade para as cidades do Vale.
A reunião em Berilo com municípios do Médio e Baixo Vale do Jequitinhonha aconteceu na tarde do dia 8 de dezembro, na Câmara Municipal berilense, com prefeitos, vices, secretários municipais, vereadores, coordenadores, diretores e representantes de órgãos governamentais, como o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Vale do Jequitinhonha.

Além de Berilo e Barueri, estiveram presentes os prefeitos das cidades de José Gonçalves de Minas, Chapada do Norte, Jenipapo de Minas, Francisco Badaró, Ponte dos Volantes, Leme do Prado, Araçuaí, Virgem da Lapa e Coronel Murta. Dos 12 prefeitos do Médio Jequitinhonha (MG) que estavam confirmados para o encontro com o prefeito de Barueri em Berilo, dois não conseguiram chegar por causa das chuvas e as más condições nas estradas que dão acesso ao centro da cidade.

A rica Barueri que ajudar o Vale
“Somos uma região pobre, mas rica em recursos naturais, cultura, generosidade e solidariedade”, falou a mestre de cerimônias da reunião, passando em seguida a palavra para aquele que foi a motivação maior do encontro, o prefeito de Barueri, Rubens Furlan.

“Barueri tem vocação industrial e de prestação de serviços. Hoje ocupa o 6º PIB do Estado de São Paulo, mas não foi sua riqueza, sua receita que prevê para 2011 uma arrecadação em torno de R$ 1 bilhão e 500 milhões, e sim pelo interesse de responsabilidade social e por vontade de Deus que Barueri quis participar da vida social do Vale do Jequitinhonha. Vejo muitas pessoas que saíram daqui para procurar oportunidades na vida, mas não deixaram de amar sua terra, sua gente e continuam tendo sempre vontade de voltar”, disse Furlan.

O prefeito de Barueri também citou que chama a atenção o fato de os berilenses desejarem constantemente que seus conterrâneos sejam prósperos e desenvolvidos. “Eles não querem abandonar seus entes queridos. Berilo é uma lição de vida, vimos mães sofrendo com sede e fome, mas não abandonam seus filhos. Já fui prefeito de uma cidade sem recursos, mas fui buscar receitas, como a do ISS reduzido que serviu para atrair empresas de todo o País e aumentar nossa arrecadação, porque cidade sem investimentos não prospera”, contou.

Furlan lembrou ainda que pedir ajuda sozinho não tem a mesma força do que pedir em bloco. “Precisamos descobrir as reais vocações de cada município da região e depois apontar as dificuldades para realizar os benefícios para os programas de sustentabilidade, como cooperativas”

O prefeito de Barueri comprometeu-se a, até o mês de março, marcar um encontro com o ex-governador Aécio Neves, senador eleito, e Bruna Furlan, deputada federal eleita por São Paulo, para levar as reivindicações de melhorias para o Vale do Jequitinhonha. “Vamos fazer uma frente pelo Vale e também pedir uma outra reunião com o governador eleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Não ficarei tranquilo até conseguirmos os investimentos necessários para transformarmos essa região esquecida por próspera e feliz”, afirmou Furlan aos prefeitos e convidados.
Prefeito Rubens Furlan, de Barueri-SP, dando entrevista à TV do Bem, da cidade paulista
Coronel Murta
A vice-prefeita de Coronel Murta, Eliete Rodrigues Araújo, falou que a reunião dos municípios do Vale é um momento histórico para a região. “Nossas dificuldades são comuns, mas é preciso promover troca de experiências. Nossa força será ainda muito maior porque hoje nos unimos. Ver uma cidade localizada tão longe, com características que estão fora da nossa realidade, se colocar à nossa disposição é uma honra. Hoje estamos recebendo oportunidades e esperanças, não podemos perder isso, precisamos ir atrás do desafio desse momento. É um verdadeiro presente de Berilo unir forcas com Barueri em prol do Vale. Trata-se de uma iniciativa muito importante para todos nós”, pontuou a vice-prefeita.

Virgem da Lapa
“Nem se juntarmos todos nossas arrecadações vamos chegar em 1/3 do que Barueri arrecada. Mas nossa missão é fazer do Vale, que é do tamanho da França, um foco de pobreza sem investimentos se transformar em cidades melhores, esse é o nosso desafio de vida. Com a união de Barueri com Berilo, vejo a mudança da história da guerra do café com leite e assim passarmos de Vale da Miséria para Vale das Potencialidades”, comentou o prefeito de Virgem da Lapa, Averaldo Moreira Martins.

Francisco Badaró
Para o prefeito José João Figueiró, de Francisco Badaró, o Vale do Jequitinhonha era o Vale da Desilusão, com o governador Aécio Neves se tornou o Vale da Esperança. “E agora nessa união de forças com Barueri pelo nosso Vale, que vai lutar pelo asfaltamento da BR 367, sei que teremos condições também de ajudar nossos trabalhadores rurais que trabalham com o corte de cana que passam por dificuldades e na busca por mais recursos, principalmente nas áreas da saúde e da educação.”

Jenipapo de Minas
De Jenipapo de Minas, o prefeito Márlio Costa comentou: “Este é um momento histórico e abençoado, hoje temos até chuva o que é uma benção de Deus. Nossa região tem a terra fértil e um povo trabalhador, o que precisamos são formas de sustentar o nosso desenvolvimento. Precisamos organizar o Vale, formado por 60 municípios, e fazer escoar seus produtos, sua riqueza natural. É uma pena que a sensibilidade que Barueri tem por Berilo não tenha chegado aos governos federal e estadual. Nossa região tem viúva de marido vivo e nossas crianças são órfãs de pais vivos. Vimos ao longo dos anos nossas riquezas serem levadas, desde o tempo do Império, o nosso ouro, granito e até água”, desabafou o prefeito de Jenipapo de Minas.
Chapada do Norte
“Não podemos ficar reclamando dos problemas e sim agradecer o fato de termos aqui entre nós um prefeito sincero que gosta do Vale sem interesse político, e que ainda vai nos ajudar no Congresso Nacional com sua filha deputada federal, que abraçou nossa causa e vai lutar para melhorar São Paulo e Minas Gerais, ou melhor, pelo Vale do Jequitinhonha”, destacou Eraldo Eustáquio Soares, prefeito de Chapada do Norte.

Ponte dos Volantes
Para o prefeito Cândido Ferraz Alves, de Ponte dos Volantes, é preciso fazer mais dessas reuniões de união dos prefeitos com as lideranças da região. “Todos nós precisamos investir maciçamente na Educação para colhermos frutos melhores para o Vale, para o País e para o mundo. Podemos não resolver de imediato os problemas, mas podemos amenizar e isso só se faz com conhecimentos. Precisamos mudar a realidade do Jequitinhonha. É importante estarmos unidos pela Educação e depois pelas demais áreas.”
Lázaro Pereira Neves, prefeito de Berilo, dá boas vindas aos prefeitos e lideranças, em encontro histórico
Berilo
“Estou muito feliz de estar nesse grande momento para o Vale. Temos muitas dificuldades para administrar as cidades, já avançamos, mas precisamos de muito mais. Essa é uma grande aliança, temos interesses em comum e estamos unidos pela solidariedade de Barueri. Precisamos desenvolver nossa região e melhorar a qualidade de vida da população - cerca de 84% vive na zona rural, são pequenos produtores. Beneficiar Berilo é beneficiar ao Vale”, ressaltou o anfitrião, prefeito de Berilo, Lázaro Pereira Neves.

Ele agradeceu a presença de todos os colegas, vereadores, secretários municipais e demais autoridades na reunião, e, em especial ao prefeito Rubens Furlan. “Barueri não precisa de nada na sua cidade, mas vem de muito longe para nos ajudar. Só Deus pode explicar essa atitude de Barueri por Berilo. Eu tenho certeza de que esse Vale não foi esquecido por Deus, mas sim por alguns políticos do País.
Quando falamos em conseguir o asfaltamento da BR 367, estamos falando em ajudar não só Berilo, e sim várias cidades, e com esse benefício podemos pensar em realizar a tão sonhada produção de abacaxi e outras políticas de investimento para melhorar nossa forma de administrar a cidade e todo o Vale do Jequitinhonha. Barueri está de mãos estendidas para nós e hoje já sinto que Berilo virou uma parte de Barueri, como se fosse um bairro”, completou Lázaro Neves.
Prefeitos reunidos, debatendo soluções para o Vale com o apoio da rica cidade paulista de Barueri-SP
Conclusão
Furlan encerrou o Encontro falando sobre a produção de abacaxi para o Ceasa de São Paulo e de Minas, com possibilidade de intermediar a venda desse produto de tão boa qualidade para São Paulo. Ele frisou que os prefeitos precisam se organizar em cooperativas e conseguir financiamentos, créditos agrícolas, como o que o Banco do Brasil está oferecendo na agência em Berilo.

O prefeito de Barueri lembrou ainda que é preciso que cada município ou região descubra suas potencialidades, suas vocações, riquezas como o abacaxi, a mandioca e seus derivados, o coco, as frutas, o mel, a aguardente, o artesanato, o turismo e tantos outros que podem surgir com os devidos incentivos. “É importante que sejam organizadas cooperativas de produção e não só de consumo. Incentivar o comércio interno primeiro e depois tenho certeza que o caminho natural será chegar em São Paulo, Bahia, Brasil”, complementou Furlan.

Os prefeitos se comprometeram a manter esses encontros mensalmente, e a próxima cidade a sediar a reunião será Chapada do Norte.

Furlan se despediu dizendo a todos que o seu próximo encontro com os prefeitos das cidades do Vale do Jequitinhonha (12 municípios) será em 2011, em Brasília, no gabinete do senador Aécio Neves.

“Prefeitos, fiquem empenhados em detectar as vocações dos seus municípios e mantenham-se unidos para que sejam feitos os investimentos necessários para sustentar essas produções, que tenho certeza trarão para o Vale a prosperidade que ele merece”, concluiu o prefeito Rubens Furlan.

Secretaria de Comunicação Social de Barueri-SP