domingo, 28 de fevereiro de 2010

América-TO é derrotado pelo Ipatinga

América-TO lutou mas perdeu mais uma
Próximo adversário é o Atlético, na quarta, em Teófilo Otoni
O América-TO perdeu mais uma partida no campeonato estadual. Desta vez, foi por 1 x 0, para o Ipatinga, líder do campeonato. Agora, precisa de pontos difíceis contra adversários como o Atlético, Cruzeiro e Tupi, além de torcer contra os concorrentes para não ser rebaixado.
O time precisa vencer seus adversários diretos na luta contra o rebaixamento, Caldense e Uberlândia, além de pontuar nos outros jogos mais difíceis.
O jogo
Em jogo marcado para o peculiar horário das 21h30 (de Brasília) deste sábado, o Ipatinga venceu o América de Teófilo Otoni por 1 a 0, no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, pela sétima rodada do Campeonato Mineiro.
Com o resultado, a equipe de Ipatinga assumiu a liderança da competição, com 16 pontos e o América-TO está na 10ª com apenas 3 pontos.
Na primeira etapa, o Ipatinga impôs seu ritmo de jogo aos visitantes. Com jogadas de velocidade e criando várias oportunidades, a equipe pecava nas finalizações. Apesar do domínio, o Tigre não conseguiu chegar ao gol e foi para o intervalo sem inaugurar o marcador. Recuados, os visitantes pareciam contentar-se com a igualdade.
O panorama não se alterou no segundo tempo. Ainda ofensivo, o Ipatinga não permitia que o América chegasse próximo à área. Após mais algumas chances de gol perdidas, aos 26 minutos, o zagueiro Jadson derrubou Alessandro dentro da área e o árbitro da partida marcou pênalti.

Na cobrança, o defensor Thiago Matias bateu no canto direito, balançou as redes e definiu o resultado.
Atlético, próximo adversário
O América-TO tem um compromisso difícil contra o Atlético, na quarta, dia 3, em Teófilo Otoni, jogo atrasado da quinta rodada.

A torcida do Galo da região dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce pretende encher o Estádio de Teófilo Otoni, mas a torcida do América-TO, com o apoio de cruzeirenses, aposta no time representante do nordeste mineiro.
Com informações do Superesportes.

Datafolha: Dilma cresce, Serra despenca

Datafolha aponta: Dilma cresce, José Serra despenca
Pesquisa Datafolha publicada na edição de domingo da Folha, mostra que a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%.
No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%.
Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No entanto, é impreciso dizer que o levantamento indica um empate técnico entre Serra e Dilma.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas com maiores de 16 anos.
de 16 anos.

Empreendedor Individual foge de alvará e taxas municipais

Empreendedor Individual cresce em todo o Brasil
Cabeleireiro, taxista, artesão, sacoleira, manicure e outros profissionais descobrem benefícios de regularização
Brasília - O Brasil já tem mais de 200 mil pessoas registradas como Empreendedor Individual.

A adesão vem crescendo desde 08/02 quando o processo foi ampliado para todo o País, com a implantação do do Portal do Empreendedor Individual, conforme a analista de Políticas Públicas do Sebrae, Helena Rego.
Empreendedor Individual é o mecanismo jurídico que possibilita a formalização de empreendedores por conta própria.
Benefícios
Os beneficiários são mais 400 profissionais. Entre os exemplos estão artesãos, eletricistas, pedreiros, pintores, vendedores ambulantes, doceiras, taxistas, cabeleireiras, vendedores de churrasquinho, de pipoca, etc.
Eles pagam uma taxa fixa mensal de 11% sobre o salário mínimo para a Previdência Social mais R$ 1,00 se exercer atividade do setor do comércio e indústria ou R$ 5,00 da área de serviços.
Os principais benefícios são:
- garantia de cobertura previdenciária para toda a família;
- contratação de um funcionário com menor custo;
- isenção de taxas para registro de empresa individual;
- ausência de burocracia (declaração única anual);
- acesso a serviços bancários, inclusive créditos especiais no Banco do Brasil e Caaixa;
- compra e vendas em conjunto;
- redução da carga tributária;
- controle muito simples, sem contabilidade formal;
- emissão de alvará pela internet, de graça;
- resgata o sentimento de cidadania;
- só o formalizado pode vender par ao governo;
- apoio técnico do Sebrae;
- segurança jurídica.
É emitido também um carnê com pagamento mensal de R$ 5,00 no ISS. A quitação deverá ser feita até dia 20 de cada mês.
Toda a documentação é emitida pela Receita Federal.
Registro
O registro do Empreendedor Individual é gratuito, feito via internet, no Portal do Empreendedor (http://www.portaldoempreendedor.gov.br/
). O registro pode ser feito pelo próprio empreendedor ou por quem ele solicitar ajuda.
Empresas do serviço contábil que inscritas no Simples Nacional (recolhendo tributos pela tabela três), estão fazendo esse atendimento gratuitamente, conforme previsto em lei.
A relação desses escritórios está no Portal do Empreendedor e no site da Federação nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias e Informações (Fenacon).
ISS e Alvarás municipais

Os Empreendedores Individuais estão correndo das taxas de ISS ( que variam de 3 a 5%) e Alvarás para funcionamento. Os Alvarás para profissionais como cabelereira e taxistas na região do Vale do Jequitinhonha variam de R$ 81,00 a R$ 210,00. Os profissionais reclamam mas não conseguem redução destas taxas. Com o cadastro como Empreendedor Individual o gasto é de apenas R$ 60,00 ao ano, em 12 parcelas mensais de R$ 5,00. Quem é Empreendedor Individual não precisa tirar Alvará nas Prefeituras.
Com informações do Portal do Sebrae

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Fernando Pimentel não será candidato a Governador

Fernando Pimentel não será candidato a Governador
A entrevista de Fernando Pimentel, ex-prefeito de BH, na Folha de São Paulo, é um retrato fidedigno do perfil desta nova liderança: burocrática, previsível, sem emoção, calculista.
Vou comentar algumas de suas pérolas:
1) "Dilma não ficará refém do PT". O que se discute é ela ser refém de Lula e do lulismo. Quem, hoje, é refém do PT? Obviamente que as correntes internas procuram se impor. Mas temos um bom teste neste momento: vejamos se as propostas aprovadas no 4o Congresso se transformarão em programa de governo de Dilma;
2) "O PT não pode ser a política no sentido de 30 anos atrás, quando fundamos o PT". Ele sugere que seja o partido da nova classe média. Ora, esta é a tese do lulismo. Ou seja: repete o que já existe. É como sugerir que o mundo se transforme no que já é. O interessante é que procura dar ares de autoridade e elaboração política. Para tanto, tenta desqualificar quem critica esta inflexão radical do petismo como se fosse passado;
3) "Acho o artigo do (André) Singer extremamente bem posto, mas prematuro". Se é bem posto não é prematuro; ou se é prematuro, não está posto. Típico discurso anódino, que procura manter a polidez na forma e a rejeição no conteúdo.
Uma entrevista que marca claramente o quanto as lideranças petistas mudaram.
Ainda sobre a entrevista de Fernando Pimentel na Folha
De um arguto analista político de BH:
"Ele não fala como candidato a governador. Fala como futuro ministro. Ele respondeu aos ataques da Veja e do Estadão à candidatura Dilma. Não se preocupou com Minas. A conclusão é que ele abandonou a disputa, ainda que fique para negociar e sair no final. Deixará para o Patrus ou tentará a montagem de um palanque único. O fato é que, a julgar pela entrevista, ele não será candidato a governador."
Fonte:
Blog do Rudá

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

UMVALE deve ser aprovada nas Câmaras do Vale

UMVALE se reúne com vereadores do Baixo Jequitinhonha
Diretoria quer aprovação nas Câmaras da região
A UMVALE - União dos Municípios do Vale do Jequitinhonha dá mais um passo para sua organização institucional e estruturação. Vem se reunindo com vereadores das 3 microrregiões para apresentar o Protocolo de Intenções e solicitar a aprovação das Câmaras Municipais.
Na última quarta feira (24/02), o prefeito de Jequitinhonha e presidente da UMVALE, Roberto Botelho, apresentou oficialmente o protocolo de intenções da entidade para os vereadores dos municípios do Baixo Jequitinhonha, numa reunião extraordinária na Câmara Municipal de Almenara, no Baixo Jequitinhonha.
Na próxima semana, será feito o mesmo processo com vereadores do Médio e Alto Jequitinhonha.
Foto: Presidente da UMVALE, Roberto Botelho, ladeado pelos vereadores Ákila Porto, de Almenara, e de Zé Rolinha, de Jequitinhonha.
Após apresentação do protocolo, os vereadores se reuniram para escolher o representante dos vereadores do Baixo Jequitinhonha para compor o Conselho Legislativo da UMVALE, que será formado por um representante do Legislativo de cada microrregião do Vale do Jequitinhonha.
O presidente da Câmara Municipal de Jequitinhonha, Zé Rolinha, foi o escolhido para o Baixo Jequitinhonha e a suplência ficou com o vereador de Almenara, Ákila Porto.

Legislativo quer BR 367 asfaltada
O vereador Zé Rolinha concedeu entrevista ao Diário do Jequi. Assim ele vê a formação da UMVALE: “Eu vejo a formação da UMVALE com bons olhos e estaremos apoiando a entidade nas suas principais bandeiras de lutas : A conclusão da BR 367 e a criação do curso de Medicina na Faculdade dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVMJ, em Diamantina e em Teófilo Otoni. Sabemos que a conclusão da BR 367 é a principal luta, pois será o elo de sustentação dos municípios do Vale do Jequitinhonha, desde a Diamantina até o Sul da Bahia”.

Posse em BH
A posse da primeira diretoria da UMVALE está prevista para o dia 16 de Março, em Belo Horizonte, na sede da AMM - Associação dos Municípios Mineiros.

O Protocolo de Intenções da UMVALE já foi enviado para todas as Câmaras e Prefeituras do Vale para apreciação. Os Prefeitos enviarão o Projeto de Lei para sua respectiva Câmara que fará a autorização para liberar repasse mensal dos municípios para a entidade.
O vereador de Jordânia, Côncio Matos, acredita que até na próxima semana o projeto será aprovado no seu município, pois se trata de um projeto de interesse regional.

Com informações do Diário do Jequi, de Almenara, no Baixo Jequitinhonha

Fundação Vale garante R$ 1 milhão para Turismo Solidário

Turismo Solidário tem R$ 1 milhão de investimentos da Vale
Recursos vão beneficiar 20 comunidades do Alto Jequitinhonha
Investimentos de R$ 1 milhão de reais vão dar novo fôlego ao Programa Turismo Solidário, desenvolvido que tem por objetivo incentivar o fluxo de turismo no Vale do Jequitinhonha e contribuir para o desenvolvimento das comunidades locais.

Um Termo de Cooperação Técnica Financeira foi assinado, nessa quarta-feira (24/02), entre a SEDVAN e a Fundação Vale do Rio Daoce vai garantir o desenvolvimento e manutenção do programa que atua em 20 localidades.

O Estação Conhecimento, em Diamantina, foi implantado pela Fundação Vale, em 2009. Agora, formaliza-se mais uma parceria. “O Turismo Solidário foi a porta de entrada para as nossas conversas com a Fundação Vale, graças às riquezas naturais e culturais do Vale do Jequitinhonha e da proposta inclusiva do programa, que se alinha com a missão da fundação”, explica a secretária Elbe Brandão.

O Termo de Cooperação vai garantir, ainda, a replicação da metodologia do Turismo Solidário para outros estados, especificamente, Pará e Maranhão, onde a fundação já possui atividades. Segundo a gerente geral de relações intersetoriais da Fundação Vale, Andreia Rabetim, a organização social, o modelo de gestão e de inclusão que o Turismo Solidário propõe, vão de encontro à missão da fundação. “São iniciativas que merecem ser replicadas”, afirma.

Na próxima semana, representantes da Fundação Vale e do sistema Sedvan/Idene vão se reunir para discutir a aplicação dos recursos e elaborar um plano de trabalho para o desenvolvimento do programa e da região.

Os representantes de turismo de cada município que participa do Programa Turismo Solidário participarão do planejamento regional e local.
Além disso, serão avaliadas propostas de incremento do Turismo Solidário por meio de ações conjuntas com a Estação Conhecimento de Diamantina, que está em fase de implantação.
Estação Conhecimento
No final de 2009, foi firmada a parceria entre o Governo do Estado de Minas Gerais, por meio do sistema Sedvan / Idene, e a Fundação Vale, para investimentos de cerca de R$ 10 milhões para a implantação da primeira Estação Conhecimento - Núcleo de Desenvolvimento Humano e Econômico no Estado, no Vale do Jequitinhonha.

A estação vai oferecer cursos profissionalizantes e atividades com ênfase em esporte, arte e cultura a 1.500 jovens, de sete a 19 anos, de 23 municípios da região, com foco na articulação de parcerias e na participação e compartilhamento de ações entre governo, sociedade civil organizada e as comunidades, respeitando as características e vocações de cada região.
Área de Abrangência do Turismo Solidário
As localidades contempladas pelo Programa são 20: Alecrim, Bonfim, Cachoeira do Norte, Cafezal, Campo Alegre, Campo Buriti/ Coqueiro Campo, Capivari, Chapada do Norte, Couto de Magalhães de Minas, Extrema, Gangorras, Grão Mogol, Mato Grosso/ Ribeirão, Mendanha, Milho Verde, Santa Rita, São Gonçalo do Rio das Pedras, São Gonçalo do Rio Preto, São João da Chapada e Serro.
Público - alvo: A população local dos municípios contemplados que é constantemente preparada com ações de sensibilização, mobilização e capacitação para o receptivo familiar.O turista que é convidado a participar de ações solidárias e do processo de transformação social e econômica da região visitada.

Com informações da Agência Minas

Pavimentação da BR 367: sai ou não sai?

Pavimentação da BR 367: sai ou não sai?
O presidente Lula e a Ministra Dilma Roussef se compremeteram a dar ordens para o asfaltamento dos trechos de terra da BR 367: Virgem da Lapa-Berilo-Chapada do Norte-Minas Novas e Jacinto-Salto da Divisa-Itagimirim-BA, totalizando cerca de 130 quilômetros.
O orçamento ficará em torno de R$ 200 milhões.
A forma mais fácil e rápida de realização da obra é o repasse de recursos financeiros do Governo Federal para o Governo Estadual, segundo o vice-líder do Governo Lula e membro da Comissão do Orçamento, deputado federal Gilmar Machado (PT-MG).
O deputado se justifica dizendo que o DER - MG - Departamento de Estradas e Rodagens de Minas Gerais já tem um projeto aprovado, com licença ambiental e licitação, desde quando recebeu a BR 367, em 2002, no Governo FHC.
Como a BR 367 voltou a ser de responsabilidade do DNIT, desde 2008, seria necessário novo projeto e novo processo para a obra, o que exigiria um prazo de 2 a 3 anos, além de gastos em torno dde R$ 20 milhões.
Para não haver necessidade de novo processo o caminho mais curto seria o de parceria União com o Estado, afirma Gilmar Machado. Ele está negociando para que o DNIT - Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre, do Ministério dos Transportes, repasse os recursos necessários para o Governo Estadual executar a obra.
A pavimentação seria feita pela empresa Engesa SA, ganhadora da licitação.
Aí fica a pergunta: o Governador Aécio Neves tem interesse em fazer esta parceria?

BBB para políticos, segundo Rita Lee

BBB 2010 para Presidente
O horrível programa de TV BBB acaba de servir para alguma coisa. No Programa de TV Amaury Júnior, a cantora, roqueira, anarquista e ativista Rita Lee teve uma daquelas idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo. Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão:
"- Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo.
Sem marqueteiros, sem assessores, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um.
No final do programa, o vencedor ganharia o cargo público máximo do país.

Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.
Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do valor dos telefonemas que a casa receberia e ninguém mais precisará corromper empreiteiras ou empresas de lixo sob a alegação de cobrir o 'fundo de campanha'.

A idéia não é incrivelmente boa? Se você também gostou, mande essa mensagem para os amigos e faça coro pela campanha:
Casa dos Politicos, já!!!
Rita Lee.
Também para governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores.
Todos no BBB politico.
Vamos lá minha gente do meu Brasil varonil!"

Itamarandiba também quer Escola Técnica

Itamarandiba cobra Escola Técnica na área florestal
Anseio antigo de diferentes gerações de Itamarandiba, a implantação de instituto de educação tecnológica, público e gratuito, é um sonho ainda não concretizado. Apesar da expansão da rede de institutos de educação técnica e tecnológica do Ministério da Educação nos últimos anos, o Governo Lula deixa de fora o Alto Jequitinhonha.
No Vale do Jequitinhonha as cidades de Araçuaí e Almenara, no Médio e Baixo Jequitinhonha, respectivamente, passaram a contar com Institutos Federais de Educação.
No entanto, o Governo Lula faz vista grossa para o Alto Jequitinhonha, sobretudo, de Itamarandiba, cidade que há tempos sonha com a implantação de sua escola técnica para atender a forte vocação no setor de base florestal.
Em que pese nossa reprovação, é necessário termos sempre em mente que as articulações de nossos dirigentes políticos locais são modestas, ou mesmo, inobservavéis. O que,todavia, tende a aumentar nosso sentimento de insatisfação.
Hoje, os jovens itamarandibanos são obrigados a abandonarem suas famílias e o município para buscarem uma educação pública de qualidade em outras cidades ou mesmo em outros Estados.
Não obstante, aqueles a quem o governo tem sentenciado uma pena de morte social são, via de regra, privados de sua realização pessoal e atendimento das exigências do mercado de trabalho.
Destarte, o que podemos, sucintamente, filtrar frente a omissividade estatal é que as diferentes esferas de Governo, e aí falamos do municipal, estadual e federal, preferiram por eleger a reatividade estatal, que reage aos delitos e atos infracionais da juventude, à fornecer-lhes educação de qualidade, pública e gratuita.
É fácil notar que sem a profissionalização de nossos jovens, grande parte deles são levados a subempregos donde são esvaziados sua dignidade e direitos, quando não muito difícil são eivados pelas práticas delitivas que ferem a sociedade e complexifica o quadro de omissividade e déficit de investimentos aqui no Vale do Jequitinhonha.
Portanto, uma palavra simplifica nossa postura: suspeição. É preciso que estejamos sempre atentos e suspeitando das promessas e ações de governos que fantasiam obras, ainda mais se tratando de períodos que antecedem as eleições.
Coluna do Pedro Afonso, do Blog Amigos de Itamarandiba

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Diocese de Araçuaí lança Campanha da Fraternidade

Campanha da Fraternidade foi lançada na Diocese de Araçuaí
A Missa da Quarta-Feira de Cinzas realizada no Santuário, em Araçuaí, e presidida pelo Bispo Dom Severino Clasen, marcou oficialmente o início da quaresma e o lançamento da Campanha da Fraternidade 2010, que tem como tema: “Economia e Vida”, na Diocese de Araçuaí, no Médio Jequitinhonha.
Logo após o carnaval é celebrada a Missa de Cinzas em todo o país. A cerimônia quer lembrar a homens e mulheres que todos são pecadores e precisam de conversão e da misericórdia de Deus.
Um dos momentos marcantes da celebração é a distribuição das cinzas, como sinal de conversão e humildade. Elas são bentas e os fiéis a recebem na testa em forma de cruz, sendo pronunciado pelos ministros a frase convertei-vos e crede no Evangelho.

No período da Quaresma, os cristão são convidados a fazerem uma renovação espiritual através da oração, jejum, meditação e a esmola.
Em Araçuaí, foram realizadas duas celebrações: uma na Catedral e outra na Igreja Matriz.

A Missa da Catedral contou com a participação de um grande número de fieis.
Já a celebração na matriz foi campal, com a participação de mais de duas mil pessoas. Este período é um tempo de preparação para a Páscoa quando os cristãos são convidados a fazerem uma renovação espiritual, marcado pela oração, jejum e esmola.
A quaresma relembra os 40 dias que Jesus passou no deserto.
Fonte: TV ARAÇUAÍ

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ação Social cria fábrica artesanal de doces

Ação Social cria fábrica artesanal de doces
Araçuaí, no Médio Jequitinhonha
A Ação Social Santo Antônio, na cidade de Araçuaí, Médio Jequitinhonha, criou a fábrica artesanal de doces Sabor Solidário com o objetivo de modificar as relações humanas, gerar esperanças e incentivar a solidariedade.
A Ação Social Santo Antônio, que acolhe crianças e idosos de Araçuaí, teve esta iniciativa cheia de solidariedade, esperança e união.
A instituição começou uma fábrica artesanal de doces que conta com a ajuda de voluntários e acolhidos da instituição. A fábrica recebeu o sugestivo nome de Sabor Solidário.
A cozinha (foto) está localizada na sede da Ação Social onde os doces são produzidos. A matéria prima utiliza são frutas da própria região como abacaxi, mamão, laranja, jenipapo e goiaba.

Por enquanto, existem dois tipos de doces: cristalizado e em compota.
O trabalho de produção é complexo e conta com a participação de todos: crianças, voluntários e funcionários da instituição.
A fábrica pretende não só vender e obter lucro para auxiliar na manutenção da instituição, mas adoçar e transformar as relações humanas, construindo solidariedade e a esperança de um mundo novo.

Todo o processo é cuidadosamente pensado. Desde a elaboração do design e da logomarca, passando, até mesmo pelas embalagens que são diferenciadas. Elas são confeccionadas por acolhidos da ação social e todas possuem um cartão com a história de um dos acolhidos da instituição, que trabalhou na produção do doce.
A produção de doces da Ação Social tem um foco especifico que é atender pessoas que querem presentear ou se deliciar com produtos artesanais, carregados de solidariedade e esperança de um mundo novo.

Quem adquire o produto sabe que além do doce está ajudando a manter crianças e idosos acolhidos na instituição.
Fonte: TV ARAÇUAÍ

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Circuito Turístico Irapé quer gerar emprego e renda

Circuito Turístico de Irapé se reúne em Berilo
Municípios querem geração de emprego e renda
O Circuito Turístico Lago do Irapé realizará Encontro para definir ações para incrementar o turismo nos munípios de Berilo, Botumirim, Chapada do Norte, Cristália e Grão Mogol.
Em encontro a se realizar em Berilo, na terça-feira, dia 02 de março, os representantes do setor turístico da região apresentarão propostas e cronograma de ações para 2.010 e 2011, para explorar o potencial existentes nos seus municípios, visando a geração de emprego e renda.
Riquezas turísticas
Os municípios destacam o casario colonial de Chapada do Norte e Berilo; as corredeiras, a igreja de pedra e prédios históricos de Grão Mogol; eventos como as festas de Nossa Senhora do Rosário de Chapada e Berilo; os carnavais de Berilo e Grão Mogol; as cachoeiras e grutas de Botumirim e Critália; a culinária, o artesanato e as trilhas para esportes radicais de todos os municípios.
Juntando as estas atrações há uma estrutura turística nas cidades que podem ser potencializadas.
Tudo isso foi registrado no Inventário Turístico elaborado por cada município que será disponibilizado em site próprio do Circuito Turístico do Lago de Irapé.
A CEMIG garante presença no Encontro com o compromisso de apoiar a organização.
Neste mesmo dia, a Associação do Circuito fará a renovação da sua Diretoria, segundo a atual presidente Diná Costa, Secretária de Turismo de Grão Mogol.
Segundo Diná, serão analisados pedidos de inclusão de municípios como Leme do Prado e Turmalina que mostram interesse em participar do Circuito.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Itaobim terá entreposto de derivados de mandioca

Itaobim terá entreposto de derivados de mandioca
MDA libera R$ 1,2 milhões para projeto regional
A cidade de Itaobim, no Médio do Jequitinhonha, terá um entreposto de padronização, empacotamento e comercializaçaão de derivados da mandioca (farinha, polvilho, pasta, beiju, biscoitos e outros) para atender a 570 agricultores familiares do Território da Cidadania do Médio Jequitinhonha de 19 municípios. A Assembléia Geral do Território, em 18 de agosto, definiu por este projeto regional por acreditar agregar valor à produção da mandioca, cultura muito presente na vida dos agricultores familiares do Vale do Jequitinhonha.
Este projeto tem o custo de R$ 1,2 milhão. Seu financiamento será do Ministério de Desenvolvimento Agrário - MDA, dentro da programação de 2.010. Está sendo elaborado pela Prefeitura de Itaobim, com o apoio da Comissão Gestora do Território.
Deverá passar pelo crivo técnico e político do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável de Minas Gerais.
As metas do projeto é alcançar 3 mil agricultores familiares, com a consolidação de uma Cooperativa Regional.
Inicialmente, o projeto terá o guarda-chuva institucional da Prefeitura de Itaobim, que estabelece o compromisso de repasse de toda a estrutura e equipamento para a gestão de uma entidade cooperativa a ser constituída pelo conjunto de agricultores familiares da região.
O Médio Jequitinhonha possui 56 mil agricultores familiares, tendo uma produção acentuada de mandioca, fruticultura e de pequenos animais. A cadeia produtiva de mandioca necessita de uma estruturação dos processos de produção, padronização, empacotamento e comercialização.
Os representantes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais e de CMDRS - Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável acreditam que este pode ser um dos esteios para agregar valor aos produtores de mandioca da região.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Os 30 anos do PT, por André Quintão

Os 30 anos do PT
André Quintão

Na quarta-feira, dia 10 de fevereiro, o Partido dos Trabalhadores completa três décadas de uma história singular no Brasil. É um momento de reflexão sobre a trajetória percorrida, com erros e acertos, mas sobretudo, um momento de celbração: nosso país, sob a liderança do PT e do presidente Lula, está em um caminho de crescimento econômico, afirmação política internacional, redução das desigualdades sociais, combate à pobreza e promoção da dignidade humana.
Essa história tem início nos finais dos anos 70, ainda nos encontros preparatórios que reuniam variados atores do sindicalismo, da intelectualidade, do chão das fábricas, das comunidades eclesiais de base, do movimento estudantil. Era a proposta de um partido democrático que nascia enraizado na sociedade.
Assim o PT cresceu, resistiu, sedimentou e ampliou vínculos e contribuiu muito na transição democrática. Participou das primeiras eleições dos governos de Estado. Teve presença decisiva na campanha das Diretas Já, no movimento pró-constituinte e na Constituição de 1988, com 16 parlamentares petistas, entre eles, o deputado Luiz Inácio Lula da Silva. Já elegia então prefeitos em importantes capitais.
Em 1989, Lula concorre com chances de vitória à presidência da República, mas perde no segundo turno e o PT segue sua trajetória nos movimentos sociais, sindicais, nas caravanas da cidadania, no Governo Paralelo, nas disputas eleitorais.

Em nossa Capital, Belo Horizonte, o PT vence pela primeira vez as eleições em 1992 para prefeito com o então vereador Patrus Ananias, hoje responsável pela competente gestão do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Nas eleições nacionais, o partido tem a candidatura de Lula novamente em 1994, 1998 e em 2002, quando se dá a vitória que começou a virar uma página na história do nosso País.

Pesquisas mostram a aprovação de mais de 80% ao Governo Lula, não no início de um projeto popular, mas em seu oitavo ano de governo.

Temos a ampliação dos direitos sociais, a recuperação do salário mínimo, os programas de transferência de renda, com destaque para o Bolsa Família, o ProUni garantindo o ingresso de jovens pobres nas universidades, as escolas técnicas, a valorização dos servidores, as conferências definindo políticas públicas, os investimentos na habitação, no Luz para Todos, as obras de infra-estrutura do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), a estabilidade econômica, a política externa soberana.


Temos um Estado forte – e não mínimo - indutor do desenvolvimento.
Todos esses fatores contribuíram para que o Brasil tenha sido o país que melhor enfrentou a recente e grave crise econômica internacional.
Todos esses fatores já incluíram parcelas majoritárias da população antes alijadas do mercado e dos bens e serviços públicos.
Fortalecer o projeto político

Portanto, a melhor forma de celebrar esses 30 anos do PT é fortalecer esse projeto político, apontando para o país a continuação do caminho trilhado até aqui, com a candidatura da Ministra Dilma Rousseff à Presidência da República; uma mineira, uma mulher que pode chegar à frente dos destinos do nosso País e novamente quebrar paradigmas, como fez Lula, um operário, ao chegar à Presidência da República.

Em Minas, o PT se prepara para ajudar nesse projeto nacional e conhece sua responsabilidade. Prepara-se, também, para apresentar ao povo mineiro um projeto democrático-popular sintonizado com as mudanças sociais do país. É preciso que o partido construa essa unidade na sua diversidade e com os partidos aliados, como já o fez em outros momentos decisivos.



As comemorações realizadas no dia 8 - que incluíram uma reverência unânime ao vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva - demonstraram que não sairemos divididos nas eleições.
Saberemos reunir os militantes que fazem do PT o partido mais querido do País, empolgar os mais de 750 diretórios do partido em Minas, parlamentares, prefeitos e prefeitas, petistas filiados e simpatizantes em todo o Estado por um projeto mais democrático, com mais participação popular, promotor do crescimento com mais justiça social.
André Quintão é deputado estadual e vice-presidente do PT

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pedro Morais lança segundo CD

Intimista e enérgico, Pedro Morais lança segundo CD
Cantor e violonista do Vale tem companhia do produtor Chico Neves e músicos do Rappa e Cidade Negra
Com participações luxuosas de Marcelo Lobato (tecladista do Rappa) e Égler Bruno (guitarrista do Cidade Negra), o CD é um inventário de afetividades visceral e tocante.

Um dos artistas mais consistentes e carismáticos da nova geração da música popular nas Minas Gerais, Pedro Morais chega ao novo disco com grandes parcerias e sinais evidentes de maturidade.

Sob o Sol é seu segundo CD. Lançado três anos após a estréia no mercado fonográfico, é fruto de um longo processo de depuração e uma intensa vivência no meio artístico.
O lançamento é do selo mineiro +Brasil Música, do produtor e diretor artístico Kuru Lima e do jornalista e curador musical Israel do Vale.
Produção esmerada
A produção do disco é assinada pelo estreladíssimo Chico Neves, nome por trás de alguns dos lançamentos de maior acolhida e repercussão da segunda metade dos anos de 1990 para cá, como "O Dia em Que Faremos Contato" (1997), de Lenine, "Hey Na Na" (1998), dos Paralamas do Sucesso, "Lado B, Lado A" (2000), do Rappa, e "Bloco do Eu Sozinho" (2001), do Los Hermanos, Milton Nascimento e Jobim Trio (2008), dentre outros.

O encontro com Chico Neves se deu num momento de grande convergência de idéias, em que Pedro Morais pretendia acentuar ainda mais a voz e o violão, duas das virtudes mais marcantes do primeiro trabalho.
Intimista
O resultado é um disco visceral: a um só tempo enérgico, íntimo e tocante. Um mergulho num universo de afetividades, seja pela via amorosa, seja pela atenção especial a temas caros aos tempos de hoje, como as questões ambientais, não raro, abordadas com uma leve e saborosa complexidade poética..
Conviver
Nas 11 faixas, há uma preocupação flagrante com o desafio de conviver: tanto do ponto de vista pessoal (da amizade ou do amor), como do coletivo, do homem com o meio (a vida em sociedade, as questões comportamentais e ecológicas). O principal desafio era fazer um disco intimista sem perder a vibração das apresentações ao vivo.

Daí a decisão de concentrar as gravações nos músicos de sua banda, formada pelo baixista Felipe Fantoni, o baterista Arthur Rezende e o guitarrista Marcelo Guerra, além do tecladista André Lima (que também acompanha Mallu Magalhães).
Um dos diferenciais mais perceptíveis na sonoridade deste disco em relação ao anterior, "Pedro Morais", é a riqueza de timbres e a forte presença dos teclados.
Participações especiais
Sob o Sol foi gravado no Estúdio 304, de Chico Neves, no Rio de Janeiro, com registros adicionais no Estúdio Jimo a cargo do tecladista do Rappa, Marcelo Lobato, que dá contribuições luxuosas em três faixas: “Gasolina”, “Vou me Iludir” e “Canção da Minha Vida”.

Além de Lobato, o disco contou também com a participação especialíssima do guitarrista do Cidade Negra, Égler Bruno (ex-integrante da banda de Pedro Morais), em “Sob o Sol”, “Na Lua” e “Com Você”.
Em Sob o Sol, Pedro Morais intensifica parcerias com os letristas mineiros Magno Mello, Kadu Vianna e Flávio Henrique, que o acompanham desde o início da carreira.
O novo CD deve ser lançado em março ou abril, em BH e em outras cidades do Brasil.


Pedro Morais, o disco inaugural, teve produção de Luiz Brasil (co-produtor com Nando Reis do Acústico MTV de Cássia Eller) e Flávio Henrique (um dos grandes compositores e arranjadores da música mineira recente), com co-produção do próprio Pedro, como também se dá agora.
Quem é Pedro Morais
Pedro Morais nasceu em BH, onde mora hoje. Tem 28 anos. Estuda Música na UEMG. Dos 2 aos 15 anos viveu em Minas Novas, no Alto Jequitinhonha. Desde os 7 anos toca bandolim e violão, participando de grupos de serestas, chorinho e MPB. Aos 15, voltou pra BH quando assumiu ser vocalista, onde vive atualmente.
Participou de bandas de MPB e rock. Ganhou o festival de música do Festivale de Medina, em 2002 e o Festur,em 1999, de Turmalina.
Teve influência de Cássia Eller, Caetano Veloso, Tom Zé e Novos Baianos. É apontado por Milton Nascimento como uma das gratas revelações musicais de Minas.

MAIS BRASIL MÚSICA
Contatos: (31) 3284-0709 / 9869-0318 / 9802-0125
Ouça as música do Pedro Morais. Aqui: PedroMorais
As letras você encontra no letraspedro-morais
ou no myspace.com/opedromorais
Mais informações: leia a reportagem da primeira página do Suplemento Cultura, do jornal Estado de Minas, do dia 23.01.2010. Clique aqui

Pequena fábula do Vale

Pequena Fábula do Jequitinhonha
Tendo herdado a casa do avô na cidade distante, para lá mudou-se com toda a família, contente de retomar o contato com suas origens. Em poucos dias, já trocava dedos de prosa com o farmacêutico, o tabelião, o juiz. E por eles ficou sabendo, entre uma conversa e outra, que as casas daquela região eram construídas com areia de aluvião, onde não raro se encontravam pequenos diamantes.
A notícia incrustou-se em sua mente. Olhava os garimpeiros que à beira de rios e córregos ondulavam suas bateias, olhava os meninos que cavucavam os montes de areia já explorada onde, ainda assim, talvez fosse possível descobrir o brilho amarelado de pedra bruta.

Ouvia as estórias de fantásticos achados.
Por fim, uma tarde, alegando cansaço após o almoço farto, trancou-se no quarto e, afastado o armário, começou com a ajuda de uma faca a raspar a parede por trás deste. Raspava, examinava a cavidade, os resíduos que tinha na mão e que cuidadoso despejava num saco de papel.

E recomeçava. Assim, durante mais de hora. Assim, a partir daí, todas as tardes.
Já estava quase transparente a parede atrás do armário, e ele se preparava para agir atrás da cômoda quando, tendo esquecido de trancar a porta, foi surpreendido pela mulher.

Outro remédio não teve senão explicar-lhe o porquê de sua estranha atividade.
Ao que ela, armada por sua vez de faca e reclamando posse territorial, partiu para a parede da despensa. Onde, dali a pouco, foi descoberta pela empregada. A qual reivindicou direito às paredes da cozinha.
Tão evidentes, que rapidamente as crianças perceberam, atacando cada uma um lado do corredor.
De dia e de noite, raspam e raspam os familiares, álacres como ratos, abrindo vãos, esburacando entre as estruturas, roendo com suas facas na procura cada vez mais excitada.

Abre-se aos poucos a casa descarnada, recortadas em renda suas paredes. Geme o telhado, cedem as estruturas.
Até que tudo vem abaixo numa grande nuvem de pó.
Agora com as unhas, raspam os familiares o monte de entulho.

Quem sabe, sob os escombros espera, escondido,
o diamante.
Esta estória poderia ter acontecido em várias cidades, povoados ou comunidades do Vale como Barra de Salinas, Ouro Fino ou Morro Redondo em Coronel Murta, Taquaral em Itinga, Araçuaí, Padre Paraíso e Virgem da Lapa. Vários moradores já derrubaram paredes e até casas, seguindo a "linha" do veio de pedra preciosa, com a participação da família inteira.
Originalmente, este texto foi publicado como Pequena Fábula de Diamantina, do livro Contos de amor rasgados, de Marina Colasanti, publicado em 1986.
Esperamos que ela aprecie a breve mudança do título da sua fábula.

Ibope mostra Dilma subindo e Serra caindo

Dilma sobe oito pontos e Serra cai dois, mostra pesquisa Ibope
Pesquisa Ibope/Diário do Comércio, divulgada nesta quinta (18/02), mostra que a diferença de intenção de votos entre os pré-candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) diminuiu ainda mais.
De acordo com a sondagem, Serra, que em dezembro tinha 38%, agora caiu para 36%. Já Dilma, passou de 17% para 25%. Significa que o tucano perdeu dois pontos percentuais, enquanto a petista subiu oito, confirmando uma tendência já resgistrada em pesquisas anteriores de outros institutos.
Na sondagem do Ibope, que foi realizada entre os dias 6 a 9 deste mês, está clara a polarização entre Dilma e Serra, uma vez que o deputado federal Ciro Gomes (PSB) aparece em terceiro lugar com 11%, seguido da senadora Marina Silva (PV) com 8%. O percentual de votos brancos e nulos somou 11% e dos que disseram não saber em quem votar atingiu 9%. No levantamento anterior, divulgado em 7 de dezembro, Ciro Gomes aparece com 13% dos votos e Marina Silva com 6%.
A nova pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 144 municípios de todo o país e um nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos.
No cenário sem Ciro Gomes, a pesquisa Ibope/Diário do Comércio aponta José Serra com 41%, Dilma Rousseff com 28%, Marina Silva com 10%, brancos e nulos 12% e não sabem ou não opinaram 9%. Já na simulação de um eventual segundo turno entre José Serra e Dilma Rousseff, o tucano aparece com 47% e Dilma registra 33%. A maior rejeição apontada pela pesquisa é de Ciro Gomes, com 41%, seguido de Marina Silva com 39%, Dilma Rousseff com 35% e José Serra com 29%.
O povo quer continuidade
A pesquisa Ibope/Diário do Comércio avaliou também o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para 47% dos entrevistados, a administração de Lula é boa, para 29% é ótima, para 19% é regular, para 3% é péssima e para 2% é ruim.

A mostra indagou ainda o que os eleitores gostariam que o próximo presidente fizesse. Do total de entrevistados, 34% querem a total continuidade do atual governo, 29% querem pequenas mudanças com continuidade, 25% querem a manutenção de apenas alguns programas com muitas mudanças e 10% querem a mudança total do governo do País. Para 78% dos entrevistados, o presidente Lula é confiável, enquanto 18% disseram não confiar no presidente.
Fonte:Vermelho , no http://www.vermlho.org.br/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Segurança alimentar quer fiscalizar mereda escolar

Consea-MG quer investimentos na merenda escolar
Prioridades inclui segurança alimentar e nutricional no semiárido

O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea/MG), no Seminário realizado na semana passada, em Belo Horizonte, com a presença do presidente da entidade, D. Mauro Morelli, definiu suas prioridades para 2010.
As principais são garantir e monitorar a execução das emendas populares aprovadas ao PPAG e os programas do governo estadual como a alimentação escolar e o Minas sem Fome.
Nas emendas populares, o destaque vai para os recursos de R$ 1 milhão, destinados à estruturação do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) nas regiões do Jequitinhonha e Mucuri (Programa Travessia).

Também foram definidas as metas de elevar para 85 o número de conselhos municipais, que hoje são 60 no Estado, e realizar 50 oficinas de capacitação com o objetivo de garantir a determinação da lei federal, de que 30% da alimentação escolar seja oriunda da agricultura familiar.

A mobilização social e a comunicação terão atenção especial em 2010, estando prevista a distribuição de kits pedagógicos sobre a segurança alimentar.

Estas informações foram prestadas pelo Deputado Estadual André Quintão que é membro do CONSEA-MG.

Léo Batista, um artista plástico do Jequitinhonha

Léo Batista, um artista plástico do Jequitinhonha
Durante o carnaval de Jequitinhonha, encontramos uma exposição de peças em argila do artista plástico Léo Batista que chamava a atenção pela riqueza dos detalhes.
”As esculturas pareciam ter vida”. Esta foi a impressão que tive ao conhecer o trabalho deste talentoso artista do Vale.

As esculturas retratam com perfeição e particularidade a simplicidade do cotidiano dos trabalhadores do Vale do Jequitinhonha.

Em seus trabalhos, os pés e mãos grandes são as assinaturas naturais que dão um estilo próprio a cada escultura de barro.
Em cada peça, uma história.
João Pescador
Uma de suas peças, por exemplo, homenageia um velho pescador que vivia numa “loca de pedra”, uma espécie de caverna, no rio Jequitinhonha. Os detalhes da peça “João Pescador” revelam toda a sensibilidade do artista jequitinhonhense.
Os sulcos na testa, o nariz e os detalhes da boca e dos dentes impressionam qualquer um.
Em breve, algumas das peças desse talentoso artesão do Vale, estarão expostas no Museu Memorial Minas Gerais em Belo Horizonte.
Léo Rocha, do Diário do Jequi, de Almenara

Carnaval de Diamantina continuou na quarta-feira

Carnaval de Diamantina continuou na quarta-feira
Mais de cinco mil foliões dançaram e cantaram ao som da Bat Caverna, uma das bandas que agitou o carnaval da cidade, onde 35 mil turistas se concentraram pelas ruas e becos
Diamantina, no Alto Jequitinhonha
Até o último minuto de folia era pouco, nesta quarta-feira (17) em Diamantina, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas, com uma multidão de mais de cinco mil foliões dançando e cantando ao som da Bat Caverna, até as 10 horas da manhã. A cidade dormiu pouco nos quatro dias de folia com mais 35 mil turistas pelas ruas e becos da centenária cidade histórica.

Mesmo com um público recorde, em relação ao ano passado, poucas ocorrências policiais. Os mais de 500 ônibus ganharam a estrada para retornar para vários locais de Minas Gerais e do país levando muita saudade e cansaço.


Na Praça do Mercado, a multidão, que varou a noite dançando com a Bartucada, não diminuiu o ritmo com a chegada da Bat Caverna, comandada pelo cantor Barracão, que não deixou ninguém parado, até às 10 horas, horário estipulado para o fim da folia. “Quatro dias passam muito rápido. Chegamos aqui no sábado e já está na hora de ir embora. Se pudesse emendava até o domingo, mas amanhã é dia de trabalhar e estudar”. Contou a secretária Aline Paiva, que retorna a Belo Horizonte à tarde.

O estudante de Educação Física Bruno Correia também queria mais. “Isto aqui é bom demais. Eles podiam deixar o pessoal tocar até mais tarde”, disse. Para ele os quatro dias não foram o suficiente para brincar. “Por mim ia embora só na semana que vem, mas se fizer isto, meu pai me mata”, acrescentou.

Mesmo com a banda encerrando o Carnaval, muita gente ainda ficou na Praça do Mercado, se refrescando do forte calor da manhã e trocando os últimos recados. A estudante de Administração da UFMG, Isabela Oliveira anotava e-mail e telefone de alguns amigos de São Paulo, que conheceu durante a folia. “A gente vai trocar fotos e se comunicar pela Internet. Pena que acabou a festa. Acho que agüentava mais dois dias de folia”, afirmou.

De Niterói, veio uma caravana com 50 ônibus, e foram os primeiros a estacionar no Largo São João, onde fica a rodoviária da cidade. Mais de 200 foliões se preparavam para embarcar para mais de 12 horas de viagem de retorno. “Aqui foi uma loucura o Carnaval. É a segunda vez que venho e a cada ano fica melhor”, afirmou o instrutor de academia, Dyogo Barbosa, de Niterói.
Ele conta que no ano passado foram 30 ônibus e este ano a coisa cresceu. “Quando o pessoal que esteve aqui contou como era, uma galera resolveu vir também e todo mundo aproveitou os quatro dias. Pena que acabou, mas ano que vem tem mais”, acrescentou.

A correria foi grande para chegar até o local onde os ônibus estavam estacionados. A coordenação de trânsito da cidade armou um esquema de embarque, com cada veículo podendo ficar apenas 30 minutos na Praça São João, para evitar congestionamentos. Centenas de foliões subiam a ladeira com malas e mochilas nas costas, com cara de cansaço, mas felizes com os quatro dias de folia.

Com recorde de turistas, mais de 35 mil, segundo os dados da Polícia Militar, a corporação comemorava o pouco número de ocorrências, no feriado. Segundo o comandante do policiamento, tenente-coronel Jordão Bueno Júnior este ano houve uma queda no número de crimes violentos, com nove relatos, destes, oito assaltos, sendo um com arma e um estupro. No ano passado aconteceram dez crimes considerados violentos.

No geral, foram 607 ocorrências, a maioria de pequenos furtos, crimes de trânsito e apreensão de pequena quantidade de droga. “O público que vem para a cidade é formado, na maioria, por jovens, de até 25 anos e com nível educacional alto. Isto também contribui para a tranqüilidade da festa”, afirmou o comandante.


Fonte: Agostinho dos Santos - Repórter Jornal Hoje em Dia, de 17.02.2010

Essencial

Essencial
Ser empreendedor, pragmático, racional.
Como é doloroso operar e explorar .
Ser semeador, utópico, emocional.
Como é prazeroso amar e maisamar.

Movimentar o Fundo que traz mais valia
que nos entorpece de consumo e do superficial,
para sobreviver aparentemente.

Humanizar o mundo que faz alegria
que nos abastece do sumo e do essencial
para conviver plenamente.

Poema em reconhecimento ao tema da Campnha da Fraternidade 2010 "Economia e Vida".

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mamãe e o Carnaval de Diamantina

Mamãe e o Carnaval de Diamantina
Fernando Gripp
Nos últimos dias, viver em Diamantina trouxe-me muitas lembranças de minha saudosa mãe. Não que ela tenha vivido aqui. Na verdade ela não tinha nenhuma ligação e nunca pisou nessa terra.

Todavia, ver Diamantina se preparando e fazendo o seu carnaval levou-me a muitas analogias sobre os sentimentos e comportamentos de minha adorável mãe.
Essa comparação surgiu-me na semana passada ao ver Diamantina se esforçando para parecer mais bonita e agradável para os visitantes. Uma cidade que queria estar melhor para receber o turista durante o carnaval.

Essas manifestações reviraram minha memória e trouxeram à tona a época em que minha mãe começava a se preparar para receber suas visitas para as festas de natal e ano novo.

Lembro-me que por volta do mês de outubro ela já começava a se organizar, planejava uma nova pintura para a casa, uma modificação no jardim, uma caprichada na cera parquetina e no escovão para dar maior brilho nos tacos amarelados da sala, a compra de um novo colchão, a pesquisa de novas e tradicionais receitas e muitas outras providências para receber os filhos, parentes e amigos que estavam longe.

Apesar do trabalho, podíamos ver todos os anos um brilho especial em seus olhos durante o planejamento e execução dos seus árduos planos.
Essa analogia com cidade veio-me quando comecei a perceber uma Diamantina inquieta, em movimento, se preparando para uma festa importante.
Diferentemente de minha atenta e organizada mãe, vi uma cidade atabalhoada e, em muitos momentos, desorganizada. Homens e mulheres apressados, pintando de um branco encardido os meio-fios de suas praças abandonadas; foram feitos remendos de um asfalto precário nos buracos das ruas que já fazem parte do nosso cotidiano e também notei que terrenos que ficaram sujos e cheios de lixo durante todo o ano foram alvos de uma limpeza superficial.

Vi moradores batendo prego no estrado da cama, lavando paredes e consertando aquela velha geladeira que não fechava corretamente a porta. Enfim, o que era para ser feito durante todo o ano precisava ser consertado ou maquiado em poucos dias e horas.

Era como se minha mãe não tivesse se preparado com antecedência e a casa não estava pronta para receber suas visitas.

Quando pequeno, sempre me perguntava por que mamãe fazia isso. Por que se preparar tanto para melhorar sua casa somente naquele período? Será que durante os outros dias do ano a nossa casa não deveria ser cuidada com todo esse esmero?
Da minha janela, eu vi o carnaval passar em Diamantina e comparações maternas persistiam.

Imaginei a situação em que minha mãe tivesse errado no dimensionamento do número de convidados. Parentes e agregados de última hora apareceram de surpresa e a nossa casa recebeu mais visitantes do que ela poderia suportar confortavelmente.

Para nossa maior surpresa, recebemos novos convidados com hábitos e costumes que nos causaram desconforto e estranheza.

O que mais me chamou a atenção foram os seus carros com potentes alto-falantes nos porta-malas para tocar ininterruptamente e bem alto uma música de gosto duvidoso, cujo refrão não sai de minha cabeça - reboleixionxon é reboleixionxon (que rima, pura poseia!) .

Faltou água em nossa casa. Além disso, os novos convidados colocavam os pés sujos nas paredes, bebiam cerveja demasiadamente, faziam xixi no quintal, jogavam lixo no chão, usavam um vocabulário que não estávamos acostumados, abordavam indelicadamente as filhas dos nossos vizinhos e até conseguiram quebrar aquele enfeite da mesa da sala que era considerado o patrimônio histórico e cultural da família.
Mesmo com todos esses inconvenientes, via uma mãe se dedicando plenamente para atender e satisfazer seus convidados. Aquele brilho no olhar já não mais existia, foi substituído por um sorriso sem graça e amarelado, uma expressão de vergonha, decepção e cansaço.

Por outro lado, a visita inesperada trouxe muita euforia para algumas pessoas de nosso convívio.

O padeiro, o dono do armazém, o quitandeiro e até o dono do boteco da rua já disseram que nossos novos convidados são adoráveis e que serão sempre bem vindos.

Apareceu até uma prestativa pessoa que se disponibilizou a alugar sua própria casa no próximo ano para nossos convidados. Desconfio que toda essa simpatia e receptividade tenham um motivo puramente financeiro, já que minha mamãe teve que aumentar consideravelmente os seus gastos para manter a fama de boa anfitriã.
Enfim, vejo amanhecer uma quarta-feira cinzenta em Diamantina. Uma cidade feia, deprimente, pisoteada, lixo para todos os lados, um cheiro muito ruim no ar.

É como se eu olhasse para nossa casa, o maior patrimônio de nossa família, suja e mal tratada. Dentro dela veria minha mãe deitada na cama, cansada, sentindo dores nas costas e se lamentando que não conseguiu receber bem seus convidados.

Mas ela é uma mulher forte, experiente e cheia de histórias. Passados alguns dias, certamente começará a fazer novos planos para receber bem seus convidados no próximo ano.

Mas fico me perguntando: até quando a sua saúde suportará esse esforço? Será que ela ainda sente prazer em organizar essa festa? Será possível organizar uma festa mais familiar e menos comercial?

Tenho certeza que é possível preparar uma celebração que valorize as tradições e que também incorpore ordenadamente os novos costumes dos mais jovens. Sim, é possível organizar uma festa para todos nós da grande família.

Queremos agora uma festa em que a alegria, o prazer do convívio, a felicidade do reencontro, o carinho, a gentileza e o respeito sejam o nosso maior patrimônio.
Publicado no blogpassadicovirtual , de Diamantina

Igrejas querem economia que defenda a vida

Igrejas cristãs lançam Campanha da Fraternidade
Tema "Economia e Vida" condena dinheiro que escraviza
A fé cristã pode inspirar uma economia que seja dirigida para a satisfação das necessidades humanas e para a construção do bem comum?”
Esta é uma das perguntas que a Campanha da Fraternidade, que está sendo lançada hoje, quarta-feira de cinzas, 17.02, tentará responder.

Com o tema “Economia e Vida”, sob o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, a Campanha será realizada por cinco Igrejas cristãs, membros do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs no Brasil (Conic). Além da Igreja Católica, participam do Conic a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISO).

Tema atual: a função do lucro
Escolhido há dois anos, o tema será debatido num contexto de crise mundial financeira, deflagrada no final de 2008, e de eleições.

No centro das reflexões propostas pelas Igrejas está a concepção de uma economia a serviço da vida, no respeito à dignidade da pessoa humana e ao planeta Terra.

“O Conic não quer limitar-se a criticar sistemas econômicos. Principalmente, espera que a Campanha mobilize Igrejas e sociedade a dar respostas concretas às necessidades básicas das pessoas e à salvaguarda da natureza, a partir de mudanças pessoais, comunitárias e sociais, fundamentas em alternativas viáveis derivadas da visão de um mundo justo e solidário”, diz o texto base da Campanha, que, pela terceira vez, é realizada ecumenicamente.

Para alcançar os objetivos da Campanha, o Conic propõe como estratégias “denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro”.
Economia solidária
Propõe, ainda, “educar para a prática de uma economia de solidariedade”, além de conclamar toda a sociedade “para ações sociais e políticas” que levem a uma economia de solidariedade.

O tempo da Quaresma em que é realizada a Campanha da Fraternidade favorece a conversão “social, eclesial, comunitária e pessoal”, de acordo com o Conic.
Abertura da Campanha
Em Brasília, dois atos marcam a abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (CFE), na quarta-feira de cinzas.
O primeiro é uma coletiva de imprensa, às 14h, na igreja Luterana, na 406/sul. Todos os presidentes das igrejas membros do Conic estarão presentes.
Já no Santuário Dom Bosco, às 19:30h, as cinco igrejas se reúnem para uma celebração ecumênica.

Neste dia, em todas as dioceses e paróquias da Igreja Católica acontecem as celebrações de cinzas que marcam o início da quaresma. A maioria das Dioceses faz também nesta data a abertura da Campanha da Fraternidade.
Fonte: cnbb

"Lulismo pode durar 30 anos", diz André Singer

ENTREVISTA:"O lulismo pode durar 30 anos"
Para o ex-porta-voz de Lula, a conquista dos eleitores pobres levará o PT à hegemonia política
Mariana Sanches, da Revista Época
Autor de um artigo que causou grande repercussão nos meios acadêmicos e políticos, o cientista político e ex-porta-voz da Presidência, André Singer, diz que as eleições presidenciais de 2010 serão o grande teste de força do lulismo.
Para Singer, o lulismo alia um projeto de redistribuição de renda à manutenção da ordem social, o que atraiu eleitores conservadores e de baixa renda historicamente avessos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Singer acompanhou Lula ao longo do primeiro mandato e estudou o comportamento eleitoral brasileiro nas cinco últimas eleições para presidente. Segundo ele, o lulismo reorganizou o eleitorado brasileiro e poderá virar uma força política hegemônica por décadas.
ENTREVISTA - ANDRÉ SINGER
QUEM É
André Singer é jornalista e professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo. Tem 51 anos, é casado e pai de duas filhas.
O QUE FEZ
Foi porta-voz da Presidência da República entre 2003 e 2007 e secretário de Imprensa de 2005 a 2007.
O QUE PUBLICOU
É autor de Esquerda e direita no eleitorado brasileiro (Edusp, 2000) e de O PT (Publifolha, 2009) e organizador de Sem medo de ser feliz: cenas de campanha (Scritta, 1990).


ÉPOCA – Como o senhor define o lulismo?
André Singer – O lulismo é a execução de um projeto político de redistribuição de renda focado no setor mais pobre da população, mas sem ameaça de ruptura da ordem, sem confrontação política, sem radicalização, sem os componentes clássicos das propostas de mudanças mais à esquerda. Foi o que o governo Lula fez. A manutenção de uma conduta de política macroeconômica mais conservadora, com juros elevados, austeridade fiscal e câmbio flutuante, foi o preço a pagar pela manutenção da ordem. Diante desse projeto, a camada de baixa renda, cerca de metade do eleitorado, começou a se realinhar em direção ao presidente.


ÉPOCA – Quando isso aconteceu?
Singer – Em 2006. Houve um realinhamento eleitoral, um deslocamento grande de eleitores que ocorre a cada tantas décadas. A matriz desse tipo de estudo é americana. Lá, eles acham que aconteceu um realinhamento eleitoral em 1932, quando (Franklin) Roosevelt ganhou a eleição presidencial. Ele puxou uma base social de trabalhadores para o Partido Democrata que não havia antes. Aqui, em 2006 a camada de baixíssima renda da população, que sempre tinha votado contra o Lula, votou a favor dele. A diferença entre 2002 e 2006 foi que Lula perdeu base na classe média, seu eleitorado tradicional, e ganhou base entre os eleitores de baixa renda.


ÉPOCA – O lulismo pode sobreviver sem o Lula? Não é preciso uma liderança carismática à frente desse projeto político?
Singer – No lulismo existe um elemento de carisma, mas isso não é o mais importante. A importância do carisma é maior nas regiões menos urbanizadas do país, onde se tende a atribuir a capacidade de execução de um projeto a características especiais da liderança. Em regiões urbanizadas existe uma adesão mais racional ao programa político. Se minha análise estiver correta, o lulismo sobreviverá sem o Lula. Uma hipótese é que o lulismo vá desaguar no PT. Essa camada social que aderiu ao Lula pode lentamente começar a votar nos candidatos do PT a prefeito, governador, senador. Vejo indícios de que isso começou a ocorrer nas eleições municipais de 2008. O PT foi mal nas capitais, mas foi bem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte. Isso pode sinalizar que o voto da camada de menor renda da sociedade está caminhando para o PT.


ÉPOCA – Dilma Rousseff será a herdeira do lulismo? O que acontecerá em 2010?
Singer – Mantidas as condições atuais, a tendência é que, à medida que ficar claro para o eleitor que a Dilma é a candidata de continuidade do lulismo, ela aumentará suas intenções de voto com chances consideráveis de ganhar a eleição.


ÉPOCA – Se o lulismo desaguar no PT, o partido terá de abrir mão de bandeiras históricas de esquerda?
Singer – O PT poderá ser uma fusão de duas forças, o petismo e o lulismo, que têm projetos com pontos de contato e diferenças. O PT continua sendo o partido do proletariado organizado, sindicalizado, com carteira de trabalho assinada. Pode vir a ser também o partido do subproletariado. Quando a gente vê a força do PT na periferia de São Paulo pode ser a expressão da confluência dessas duas forças.


ÉPOCA – Se essa convergência ocorrer, haverá uma hegemonia do PT?Singer – Pode ser. É possível que estejamos assistindo a um realinhamento como foi na época do Roosevelt, que trouxe segmentos da classe trabalhadora para o Partido Democrata por cerca de 30 anos.


ÉPOCA – Essa camada que era anti-Lula, antiesquerda e a favor da ordem não teria dificuldades em se associar ao PT?
Singer – Com adaptações de parte a parte parece possível, mas será um processo lento. Não é tão simples porque o PT tem formação ideológica de esquerda e, embora tenha se transformado, mantém a identidade de um partido de esquerda. O PT é herdeiro de uma tradição de crítica ao populismo. Se o partido vier a ser caudatário desse movimento, vai haver o encontro de águas bem diferentes.


ÉPOCA – O que aproxima o lulismo do populismo de Getúlio Vargas?Singer – Em ambos há uma política de governo voltada para os setores de menor renda. Mas há uma diferença importante. Getúlio Vargas, ao fazer a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), criou direitos para o setor urbano da classe trabalhadora, em um país predominantemente rural. Deixou de fora um vasto setor da classe trabalhadora que foi incorporado agora.


ÉPOCA – O lulismo pode prejudicar as instituições democráticas?Singer – O presidente Lula tomou uma decisão fundamental ao não aceitar a proposta do terceiro mandato. Colocou um ponto final nessa questão. O Brasil sai desse processo com instituições democráticas fortalecidas. Há problemas na política partidária, cada vez mais pragmática e menos programática. Isso cria a sensação de que a política diz respeito aos políticos, e não à sociedade.


ÉPOCA – Lula e o PT, em sua estratégia eleitoral, fizeram uma guinada ao centro. A política econômica ortodoxa não tem a ver com esse caminho que o partido já vinha tomando antes de chegar ao poder?
Singer – O PT foi se institucionalizando, mas a ida ao centro é relativa se você olhar o aspecto programático. O partido manteve um programa com mudanças relativamente pequenas. E é isso que faz com que o PT mantenha a identidade de esquerda. Onde houve mudança foi na política de alianças do PT. Antes ele recusava alianças até o ponto de, em 1989, não querer o apoio do PMDB no segundo turno, sem contrapartida. Hoje o PT dá prioridade à aliança com o PMDB. Isso é compreensível do ponto de vista eleitoral, por causa do tempo de televisão, do tamanho do PMDB. Mas é também um problema porque não se sabe qual é a base programática dessa aliança.


ÉPOCA – Com Dilma na Presidência, crescem as chances de o PT aplicar um programa de governo mais à esquerda?
Singer – Depende da política de alianças. Se você tiver um vice-presidente como o Henrique Meirelles (presidente do Banco Central), as probabilidades caem muito. Mas o sentimento do PT é ter um governo mais à esquerda.


ÉPOCA – A emergência dos pobres significará a marginalização da classe média?
Singer – A entrada em cena dessa força nova tirou a centralidade das decisões políticas da classe média. Se o lulismo se consolidar, teremos o setor de baixa renda em um campo político e a classe média tradicional em outro. A nova classe média é dúvida. A oposição em 2010 vai fazer tudo para não se isolar dos eleitores de baixa renda. Vai tentar a mágica de convencer os lulistas de que seu candidato é melhor para dar continuidade ao projeto do que a candidata da situação.

Lambido do blogdesabafobrasil que reproduziu a entrevista da Revista Época, de 10.02.2010